impossível escolha, ora bolas…
Impossível Escolha
a Mario Quintana
Ora bolas, como dizia o poeta…
Se escolhesse o dia de minha morte
seria um ensolarado domingo de outono.
Alegre, morno, brando, aninhado a folhas de plátanos
douradas, atapetando o chão que me abrigaria.
Se escolhesse o dia de minha morte
seria um esvoaçante cobertor sem dor por partir.
Um dia em que os pássaros e as borboletas
brincassem no céu.
Um dia em que o sol vibrasse por novos horizontes.
Um dia feito piquenique com toalha xadrez
cesto de vime e cálices de vinho.
Um dia em que o findar não encontrasse a noite.
Um eterno dia…
Se escolhesse o dia de minha morte
seria um dia trocado.
Um dia impossível de escolhas.
Talvez um Domingo chuvoso, abafado.
Ou uma Sexta-Feira que me acordasse no Domingo.
Cristo!
Quem sabe não morro…
Ora bolas!
Poema: Carmen Silvia Presotto, Dobras do tempo.
Fotografia: Ricardo Hegenbart, Outono em Londres.
julho 10th, 2010 at 16:49
Muito legal, a foto tá linda!!
julho 11th, 2010 at 15:03
“Um dia… pronto! me acabo.
Pois seja o que tem de ser.
Morrer que me importa?… O diabo
É deixar de viver!”
(Mário Quintana)
Parabéns Carmem.
julho 12th, 2010 at 11:08
Hum…..
Sempre bom falar do meu poeta… meu guru…
Obrigada por me trazê-lo hoje!
” O dificil não é ter um sono eterno
Dificil mesmo é a insonia eterna”
(Mario Quintana)
Adorei…E a foto é realmente incrível!
Aline Morais Farias
Blog: Periódico Subversivo
http://alinemoraisfarias.blogspot.com/