as pontes de Nova Iorque, poema de António Amaral Tavares
*Série Retratos de Nova Iork, leiam aqui e em A casa que caminha:
AS PONTES DE NOVA IORQUE
(Berenice Abbott. Pike and Henry Streets, Lower East Side. 1936)
O olhar encontra de uma vez só
uma porção ínfima da cidade que se escolheu
o rosto rígido dos edifícios sobre a rua
na continuidade da vista e da rua
uma ponte surge envolta na neblina do dia
em que se chegou
e como uma sombra branca
lembra a ideia vaga de uma partida
é um cavalo sem dono a partida
não se morre duas vezes na mesma cidade.
julho 12th, 2010 at 4:14
Sem o teu esforço, não poderia nunca compartilhar estes versos. Obrigado pela boa vontade.
António
julho 12th, 2010 at 12:16
Gosto muito desta série de poemas.
julho 12th, 2010 at 15:09
Obrigado pela leitura, Marcio, nem todos perceberam a minha intenção ao escrevê-los.
António