as pontes de Nova Iorque, poema de António Amaral Tavares

*Série Retratos de Nova Iork, leiam aqui e em A casa que caminha:

AS PONTES DE NOVA IORQUE

(Berenice Abbott. Pike and Henry Streets, Lower East Side. 1936)
O olhar encontra de uma vez só
uma porção ínfima da cidade que se escolheu

o rosto rígido dos edifícios sobre a rua

na continuidade da vista e da rua
uma ponte surge envolta na neblina do dia
em que se chegou

e como uma sombra branca
lembra a ideia vaga de uma partida

é um cavalo sem dono a partida
não se morre duas vezes na mesma cidade.

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3 respostas para “as pontes de Nova Iorque, poema de António Amaral Tavares”

  1. António Amaral Tavares Says:

    Sem o teu esforço, não poderia nunca compartilhar estes versos. Obrigado pela boa vontade.

    António

  2. Marcio Nicolau Says:

    Gosto muito desta série de poemas.

  3. António Amaral Tavares Says:

    Obrigado pela leitura, Marcio, nem todos perceberam a minha intenção ao escrevê-los.

    António

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