Constelação de Ossos na Palavraria

Constelação de Ossos, livro de Bárbara Lia, 1º de setembro de 2010, quarta-feira, 19h, na Palavraria Livros & Cafés, Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim , Porto Alegre. Telefone: 051 32684260 Saiba mais Lynx, a narradora de Constelação de Ossos, é uma cantora de bar e garota de programa que traz em sua voz a voz dos excluídos que caminham à margem e também sobre a desistência. Através dessa personagem, Bárbara Lia disseca um feminino sofrido, de sensibilidades e delicadezas, violências e mágoas. A autora rasga e costura sua personagem através de outros personagens, como os amigos Layla e Raul, o amante Heleno, Igor – o amor e a acolhedora Nyx, cujo nome cabe no nome da narradora. Descarnada, oferece sua constelação de estrelas –...

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suspiros, poema de labirintos da Anna

Suspiros Gradualmente As vistas Ficarão mais cansadas Que o habitual As pernas Dançarão Bambas Pelas ruas, As mãos Serão fracas Perante Os copos Na face: rugas Cavidades da vida Marcas do tempo Coração em pêndulo Subitamente A memória Falhará, Fechará O cerco Irão amores Amigos Momentos A espinha Ereta Curvará Em cumprimento Eterno? E a fragilidade Será sem-vergonha Inevitavelmente Cairá em leito Num sopro Horizontal Será fatal Por ter sido Humano Poema de Anna K. Lacerda Leiam mais poemas no blog da autora: labirintosdaanna.blogspot.com/

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refeição, receita Vidráguas para um bom início de semana

REFEIÇÃO Li o menu de versos no restaurante de poesia. Escolhi, como antepasto alguns versos rimados ao sabor do vento E, para acompanhar um tema tinto seco. Depois, como prato principal resolvi experimentar versos livres à moda da casa com mote grelhado na chapa e estribilho à putanesca. Ainda foi servido uma bela farofa de metáforas e uma salada de figuras de linguagem. Bebi uma inspiração espumante que me fez delirar ao criar o argumento da imagem. Como sobremesa provei a alegria de um manjar feito de estrelas matutinas e palavras de amor regado com a sonoridade da calda de framboesa acompanhado da sedução do licor. Tudo foi maravilhoso muito perfeito. Por fim, fiquei satisfeita Estava ali sobre a mesa o meu mais novo poema. Poema de Janete do...

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há escritos que valem uma reedição,então, suspiros de Clara…

Suspiros de Clara por Carmen Silvia Presotto Ainda recordo vovó, enfileirando seus netos para trás do imenso fogão e os acomodando no velho caixão de lenha, enquanto preparava suas famosas receitas… Entre cravos, canelas e muitos suspiros, tecia histórias, impregnando na cozinha e em nossas vidas um contagiante aroma. Épocas boas em que crianças se encontravam com seus velhos. Ao balanço das trocas, viviam mais equilibrados… Minha avó era uma grande contadora de histórias. No entanto, hoje percebo, que com seus quitutes, além de nos engordar em quilos, também nos recheava de ideologias. Ela adorava os americanos e tudo que se referisse aos Estados Unidos. Não perdia um filme da Broadway e babava feito moça por Gary Cooper, Glen Ford...

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o poeta, poema de Bárbara Lia

O Poeta O poeta entra na morte Como quem toma um trem Atravessa um túnel Em uma lenta viagem No escuro O poeta entra na morte E deixa para trás a estação - Memória - É aí que começa sua história. Fotografia de Henri cartier-Bresson Poema de Bárbara Lia, Coreografia do Caos, exemplar, nº1, edição da Autora. Leiam mais poemas no blog da autora: http://chaparaasborboletas.blogspot.com/ Psiu, dia 1° de setembro é dia de brindarmos o lançamento de Constelação de Ossos, com a autora Bárbara Lia, às 19 h, na Livraria Palavraria: http://palavraria.wordpress.com/ ...

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sarau literário zona Sul

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Os crocodilos do rio, poema de Portugal

OS CROCODILOS DO RIO Os crocodilos do rio esperam famintos a flor branca dos primeiros corpos que se afundam na água dos próprios olhos ao queimar do pano da tarde quando dos cascos já não houver onde a erva verde. A morte ama estas casas de gesso construídas sobre a febre o alvoroço do movimento das patas os registos de viagens remotas estes gestos de barro tão velhos de quem sempre atravessou este rio. A morte insurrecta espalha pétalas muito brancas sobre as suas águas como outro sinal de si mas quer para ela toda a luz do breu. Ah outras sombras que se inclinam como uma asa e ali se perdem. A morte ama estas casas turvas de lodo. Os gestos de barro são da idade do rio só ela é mais velha ela tem a idade das primeiras poeiras a...

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Vidráguas na voz de Saulo Taveira

http://www.minhavozmeucaminho.blogspot.com/ Vidráguas Porque chove Tudo é água que empoça e embacia Tudo é lágrima que sublima, condensa e lava Porque choro Chovo mais que o céu Transbordo-me Parto palavras como se ossos se liquifizessem Porque chove Versejo em gotas de ilusão Espanto as horas mormacentas Granito janelas na rua Porque chove… Salpico pesadelos Nessa Vidráguas, encontro a poeta Brindamos vidros com água… Uma de nós ganha liberdade. Poema de Carmen Silvia Presotto Voz de Saulo Taveira ...

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pensando a Poesia com Dilan Camargo em Z.H. de hoje, imperdível!

A palavra poética em nossas vidas, por Dilan Camargo* “De poeta e de louco, todos têm um pouco.” Quando falamos uma frase surpreendente e reveladora como essa, mas com rima, ritmo, e uma ideia, estamos fazendo arte com as palavras. Combinamos o som das palavras, damos um andamento melódico para elas, sugerimos uma imagem e comunicamos uma ideia. Temos diante de nós, uma frase, um chiste, um aforismo, ou um verso. Digamos que, nesse caso, temos um “verso” de sete sílabas, uma redondilha, com rima, ritmo e um significado sugerido: somos pessoas normais, mas também somos, saudavelmente, um pouco poetas e loucos. No mundo das palavras, quando falamos algo “fora do normal”, estamos criando, inventando uma nova linguagem. Leia todo o artigo aqui ou...

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defesas… a prateleira guarda o texto…

DEFESAS A prateleira guarda o texto aguarda o tema resguarda o papel intocado a prateleira se fecha em escudadas portas. Poema de Pedro Du Bois, inédito Leia mais poemas no blog do autor: http://pedrodubois.blogspot.com

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