Lábios
explodiam
rolavas
com
prazer
f
i
q
u
e
i
à deriva
abri os olhos
como vinho
colorir
tremeluzir ao
v
e
r
m
e
l
h
o
intoxicante
meu membro
se retesando
flutuando
suspirou
de
emoção
engolindo
pela minha
garganta
com força
me tirou
do sonho
eletricamente
a luz da janela
seguia meu prazer
subiu nas palavras
e estrangulou a ferida
a glória macia da luz
entre nós vida de uma
paixão que levará à realidade
com essas realizações
c
o
m
você
e
sairá em busca
daquelas coisas
preciosas que desejas
ao chão fiquei com seu salto
em
m
i
n
h
a
s
mãos.
“Neve e fogo
força e febre
no movimento
o silêncio se bebe
e se embriaga
agora
aqui
no dentro do outro
estilhaços de estrelas
pleno de si
esse cio
eterno início
nunca se sacia”
pego
estico
puxo
jogo
levo
dobro
desdobro
viro
me
viro
agarro
me
faço
no
ato
da
mesma
desse
corpo
relaxo
em
relação
fugas
ardente
tão
quente
no
vai
e
vem
do
fogo
das
almas
do
desejos
de
suor
que
jorra
mela
melancia
do
melão
no
meu
(?) na sua mão.
Rodrigo escreve conosco no Anáguas todas as quintas-feiras. Um beijo Rodrigo, gracias pela companhia e seguimos com o Projeto Anáguas!! E a Arte não teme se desnudar…
“Quero ser Eu plenamente
Eu, o possesso do Pasmo.
- Todo o meu entusiasmo,
Ah! que seja o meu Oriente!
… O grande doido, o varrido,
O perdulário do Instante -
O amante sem amante,
Ora amado ora traído…”
Mário de Sá-Carneiro
De volta ao caminho das pedras…
Eu, a imagem
sou o pecado
origem
do fantasma através
da porta
da pele
o vestido
rasgado
(r)achado ao meio
Eu, a linha
espeto letras
onde um dia
amanhecia
botões…
agulhas esqueci
- entre parênteses -
só, a carne fria…
(adubo do tempo é também o olhar que chove
ainda que não molhe o dia…)
As lágrimas afloram em meus
olhos, abro a boca para elas, deixando
sua língua penetrar em mim.
De olhos fechados, sinto-a
estremecer, os seus lábios retesarem
transformando-se num metal duro
preso a mim e sem fechar…
O beijo foi congelado, e, chorando
tateei às cegas para encontrar em meu
pescoço o ponto exato em que ela
gostasse de ficar
cravei, senti me envolvido
por sua pele aveludadas, a senti toda em meios
aos olhos entre pessoas fazendo o mesmo, voltando
ao corpo dela, meu pescoço duro continuou macio
e viril.
Abri os olhos e me afastei, meu feliz membro
suspirou, gemeu,fechando seus lábios, caiu para
trás com os olhos entre-abertos imobilizados pelo
amor em dose dupla.
Virou a cabeça lentamente para mim, num tom baixo
de espera, com voz embriagada do desejo, falou: sua cabeça
é a encantadora prova de abafar os soluços de uma paixão.
E assim todos continuavam a suas histórias e soluçavam…
no meio de um jardim de corpo & alma.