“O Poema no letreiro apagado, só os sentidos piscam no olho mágico!”
oVário
Uma bolsa guarda o tempo
e, os hormônios
que deixam mais loucos os sonhos
Os filhos que não tive
(não terei)
hoje são poetas
embrulhados na noite
N’oVário sentido…
Tentam me fazer esquecer
que – há tempos! –
eu desapareci
num rio vermelho
Ou, ainda Menina,
Dentro de um sonho inventado
no fundo de uma bolsa amarela
Ou, … talvez, de alguma outra bolsa mágica!
Poema de Lou Albergaria, autora de O Cogumelo que nas na bosta da vaca profana, e que escreve conosco ao Anáguas- Vidráguas, todas terças-feiras, leiam lá em seus blogues mais poema e toda a postagem:
Tenho um estranho gosto (duvidoso, eu sei)
De partir as palavras, e
De seus velhos sentidos me despedir
Para me desmembrar
Arrancar o vestido
A flor do cabelo
Os botões que me ligam e desligam
Do tronco e do tempo
Ora eu, ora ninguém
O nada cheio de micróbios entre mim e Eu’s
O plasma de egos que assusta e comove
Ás vezes, irrita Olhos sobre tela
Hóstias consagradas que as horas expelem…
Mas, no fundo, é só desejo mesmo de magma
Retesado nas estátuas de cinza (e, sal)
Em Pompeia, ou
No melhor pompoir…
A imagem é de Helmut Newton!
e
O vídeo que acompanha a postagem é um Concerto do Pink Floyd em Pompeia – a cidade italiana soterrada pelo Vesúvio e, depois, encontrada por arqueólogos.
Lou escreve conosco todas quintas-feiras, para ler mais de seus poemas, comprem seu Livro e visitem seus blogues: Semente de Amora e A Louba de Ray-Ban.
E seguimos com nosso entardecer com Eros, onde bardos e evasAlmas cantam. Hoje um poema meu e seguimos com nosso projeto Anáguas, em desejo de erotizar o mundo com poesia.
… iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em OUTUBRO-Nei Duclós, recanto onde nos espelhamos para seguir o canto com Eros, porque parafraseando este bardo, amamos sem tirar nem por. “Amor pela verdade…” e seguimos!