Archive for the ‘Cartas’ Category

Então é Natal… metamorfoses!



Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.

E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos…Feliz 2012!!

Uma carta, amanhecer com Eros por Carmen Presotto

Esperando Eros
por Carmen Silvia Presotto



Um deus feito de ar
onde o sopro dos dias
denunciam a ausência

latejam as cortinas do olhar
gotejam os dedos ao escrever

saudade
um fio ínfimo
aos galopes do teu vento
suspiro em meu jardim
e onde a relva era verde
nasceu a mais linda flor
e agora cuido de suas sementes

preparo os vasos
amplio a água da base
separo os talos de ausência
atormento o branco movimento
e sei que logo a casa estará enfeitada

nas janelas coloco as grinaldas de heras
nos potes das despensa todas as espumas latentes
espio,e Vênus me sorri
nos lençóis gotas de lavanda
e goma no algodão
o de cetim, está na caixa envolto em papel de seda,
acariciando as cartas recebidas

na espera disfarço os vincos
aliso o decote da árvore
que semeaste antes de ir
já estão púrpuras as buganvílias

ah, acabo de colher os figos
já coloquei açúcar no tacho
e lembras aquela música úmida de idades
já está na vitrola, sim, Vivaldi!!

o pão já está no fermento
crescem os trigos do ser
nos poros a esperança
lambuzanças de ambrosia
e, agora Afrodite quem me sorri…

Ah, lembras dos favos de mel?
abri-os todos, os casulos estavam repletos
como tardas um pouco mais
empotei-os nos vidros que trouxeste de Murano
vais amar o resultado, o fio é de ouro
e teremos um ano doce,
mas, recolo alguns favos na laranjeira?

sabes que sofro de impaciência
nem estava preparada para o distanciamento repentino
no entanto, a casa está brilhante, latejante por tua chegada
do telhado troquei algumas telhas, chovia e temi que algum lobo se adentrasse
ah, antes cuidei de alguns ovinhos deixados ali por teus amigos passarinhos
quando voltares o jardim estará florido
e as árvores repletas de voos

no fundo do corredor,
mantenho o espelho do toucador
ele me aponta o olhar que deixaste na partida
estes dias, ao me olhar, vi um reflexo prateado,
que não vinha de mim
volto-me e percebo o raio de teu sol, espreguiçando-se ao solstício,
alongando-me em dia, e logo será verão, hoje mesmo… e já é…

Leia toda a carta poética
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Estamos na era do delete, uma carta ao imaginário

Estamos na era do delete
por Carmen Silvia Presotto



Estamos na Era do delete, tal qual a Idade Média, só que em mídia?

Hey amigos!

O que vêm buscara aqui que não encontram? O que dizemos nós que os espantam?

E digo isso, pensando em conversas que temos sobre o que viemos tecendo por aqui, e também por estar lendo Amor Líquido- sobre a fragilidade dos laços humanos de Zygmunt Bauman, onde percebo cada vez mais o descarte das relações humanas, o fácil deletar, o sair, o deixar o que está para ser construído. O descaso muitas vezes com o texto do outro. E também, claro, o cuidado de muito Vidraguenses que agrededeço de coração, um passo já demos.

Mas, nos dias de hoje, penso que persistência mais do que nunca é sabedoria. Sair, para nós não é uma saída tão fácil, pois se estamos juntos e todo dia por aqui lendo, escrevendo, é porque também estamos buscando um trabalho de construção, de trocas grupais e não guerrilhas. Um tempo de escritura em redes sociais, onde a Poética siga sendo um passo Cultural, por isso poemas, músicas, conversas, Arte…Arte de conviver.

Sim!

Vejam bem o cotidiano, leiam, e vamos nos dar conta que em muitas situações isto não sucede, pois estão se formando verdadeiras guerrilhas.

- Gente. Que é isso?

Leiam toda a carta poética

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Educação para vida, uma carta-crônica de Elisa Lucinda…

EDUCAÇÃO PARA A VIDA
por Elisa Lucinda


*Uma foto antiga,mas bom recordar este abraço na Jornada Literária de Passo Fundo

Psiu! Um recado, um convite e uma crônica de Elisa Lucinda

Olá, queridos amigos!

É com muito carinho que a Casa Poema abre suas portas mais uma vez para o nosso divertidíssimo Sarau, como vem acontecendo toda última quinta-feira de cada mês. O próximo é agora, dia 24 a partir das 20h. A entrada é somente um livro de poesia novo ou usado para nossa singela biblioteca poética.

O endereço da Casa Poema é: Rua Paulino Fernandes, nº 15 – Botafogo – bem pertinho do metrô. Saída pela Voluntários

Não vou cansar de falar do tema enquanto achar necessário: Não há outro propósito na existência de qualquer instituição educativa a não ser a função de educar para a vida. Não bastassem as afinidades do nosso sistema escolar com os cárceres (uniformes, grade curricular, pátios áridos, altos muros, sirene entre as aulas), seu ensino continua estanque, longe do ser humano e esse conceito forma a sociedade. Por isso corremos o risco permanente quando vamos ao médico de joelho, por exemplo, que nos medica com um antiinflamatório que há de arrasar a flora intestinal, ofender o fígado, para salvar o joelho.

É como se o resto do corpo não fosse assunto desse médico, como se um joelho fosse não uma parte, mas um paciente inteiro (por sinal incompleto). Por causa dessa contradição o aluno tem diarréia no dia da prova sobre aparelho digestivo sem saber que na prática a prova já começou. Nele. No corpo dele. Sigo na certeza de que os mais simples conhecimentos da ciência, da medicina, precisam estar na sala de aula.

Leia toda a carta-crônica e hoje tem Sarau na Casa do Poema, 20h!

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Comentários ….



Psiu! Entro para dizer aos amigos, que entro, leio seus blogues, de todos que aqui estão nos Rol de Leituras Vidráguas, mas estou com problemas pra deixar comentários, acusa um erro de sistema que logo deve estar sendo resolvido pela pessoa encarregada do Site.

Beijos, boa semana e seguimos lendo, trocando e assim, que aparecer o erro a ser consertando, eu volto a deixar meu rastros de leitura em comentários…

Carmen Silvia Presotto