maio 22nd, 2012 in Cartas, Interiores, Quase_Conto, Sentir sinta quem lê - poema sentido... | 2 Comments »
Há dias em quem Deus é dia, são..
a Cesar Vallejo

Há dias que cabem num poema numa música perfeitos dias em que me sento para escrever como se tivesse no deslize de um raio de sol onde fluxa em influxo o meu mais sensível sentir para que todo pulsar seja mais do que um simples dia me debruço sobre a tela em branco e logo estou rindo para a roseira que avisto de meu escritório e rio mais forte ainda quando percebo que o botão que estava orvalhado pelo rocio da noite se faz presença no voo onde pousa agora uma borboleta amarela que me leva mais adiante para perceber que tudo que vivo é concreto tal qual a folha que agora cai em minha escrita uma folha verde com muitas matizes que insiste em me dizer algo e por isso e por ela paro e escuto e sim as novidades que me sopram os ventos de suas margens que desde uns tempo ando acompanhando e está fora de mim e está em mim por seres o que me toca recolho enfim este macio movimento que me instiga a ir além dos olhos para que melhores momentos sejam o movimento do que pode estar por vir …
Leia todo o fluxo de consciência… toda a postagem
Read more »
maio 6th, 2012 in Cartas, conversando sobre literatura, Crônicas | 5 Comments »
Querido Chico Miguel*!
por Carmen Silvia Presotto

Registro aqui a minha alegria, ao chegar no Escritório e me deparar com tua carta. Maior ainda, minha euforia, ao rasgar o envelope para nele encontrar um tempo precioso de trocas poéticas, recortes da publicação de sua resenha sobre Dobras do tempo, meu primeiro livro de poesia, no Jornal o Dia, em Teresina, dia 14/4/2012 e não bastasse, junto chegam poema dedicados à vida de quem vive.
Por Toda A Vida
para Mercinha
Já não posso fazer tudo que queres,
e o teu tempo é um tempo de querer.
Porém sonhos jamais hão de morrer.
agora que os mistérios são misteres.
De outra forma não vejas: – São deveres
que vão acompanhar-te. Há mais prazer
em voar menos tempo e tudo ver,
doravante criando e amando os seres.
Posso fazer-te mais do que imaginas
para que sejas feliz entre as meninas
e entre os jovens que mais te dão guarida.
Posso ser tão sincero quanto bom
de coração na mente – este é meu dom,
e posso dar-te amor por toda vida.
Um poema a uma menina, filha amada, que por momentos e por forças do sentir, aproprio-me e me aninho como se Mercinha fosse, sinto-me filha de teu poemar, de teu carinho, de teu cuidado… Gracias!
Não bastasse isso, chego em casa e vou reler O Menino Quase Perdido, o teu último livro, entre tantos, tantos outros, e nele me espelho nas memórias dos dias, encontro Cecília Meireles abrindo o caminho e depois aplaudo A vida que começa num sonho e tece Marcas na Areia. Percorro A Fábula do Preguiçoso e caio em tua aprendizagem, onde também me alinho em Como aprender a ler….
Leia toda a carta
Read more »
dezembro 24th, 2011 in anáguas, Anáguas- EvasAlmas, Cartas, Cartografias Poéticas, conversando sobre arte, Conversando sobre cinema, conversando sobre literatura, Crônicas, De verso em verso...um novelo poético., Entrevistas, Eventos, Foto do Dia, Haicaiando em Vidráguas, Interiores, Lançamentos, mo(r)mentos - poemas enRedados, photoCrônicas, photoPoemas, Poemas, Poemas Plicários- VidrAnáguas, Pontuação - Letras em Quadrinhos, Quase_Conto, Receitas de Poetas, Receitas Vidráguas, Reciclagens..., Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | 4 Comments »

Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.
E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos…Feliz 2012!!
dezembro 24th, 2011 in anáguas, Anáguas- EvasAlmas, Cartas, Poemas, Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | 11 Comments »
Esperando Eros
por Carmen Silvia Presotto

Um deus feito de ar
onde o sopro dos dias
denunciam a ausência
latejam as cortinas do olhar
gotejam os dedos ao escrever
saudade
um fio ínfimo
aos galopes do teu vento
suspiro em meu jardim
e onde a relva era verde
nasceu a mais linda flor
e agora cuido de suas sementes
preparo os vasos
amplio a água da base
separo os talos de ausência
atormento o branco movimento
e sei que logo a casa estará enfeitada
nas janelas coloco as grinaldas de heras
nos potes das despensa todas as espumas latentes
espio,e Vênus me sorri
nos lençóis gotas de lavanda
e goma no algodão
o de cetim, está na caixa envolto em papel de seda,
acariciando as cartas recebidas
na espera disfarço os vincos
aliso o decote da árvore
que semeaste antes de ir
já estão púrpuras as buganvílias
ah, acabo de colher os figos
já coloquei açúcar no tacho
e lembras aquela música úmida de idades
já está na vitrola, sim, Vivaldi!!
o pão já está no fermento
crescem os trigos do ser
nos poros a esperança
lambuzanças de ambrosia
e, agora Afrodite quem me sorri…
Ah, lembras dos favos de mel?
abri-os todos, os casulos estavam repletos
como tardas um pouco mais
empotei-os nos vidros que trouxeste de Murano
vais amar o resultado, o fio é de ouro
e teremos um ano doce,
mas, recolo alguns favos na laranjeira?
sabes que sofro de impaciência
nem estava preparada para o distanciamento repentino
no entanto, a casa está brilhante, latejante por tua chegada
do telhado troquei algumas telhas, chovia e temi que algum lobo se adentrasse
ah, antes cuidei de alguns ovinhos deixados ali por teus amigos passarinhos
quando voltares o jardim estará florido
e as árvores repletas de voos
no fundo do corredor,
mantenho o espelho do toucador
ele me aponta o olhar que deixaste na partida
estes dias, ao me olhar, vi um reflexo prateado,
que não vinha de mim
volto-me e percebo o raio de teu sol, espreguiçando-se ao solstício,
alongando-me em dia, e logo será verão, hoje mesmo… e já é…
Leia toda a carta poética
Read more »
dezembro 18th, 2011 in Cartas, Receitas Vidráguas, Reciclagens..., Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Videos | 4 Comments »
Estamos na era do delete
por Carmen Silvia Presotto

Estamos na Era do delete, tal qual a Idade Média, só que em mídia?
Hey amigos!
O que vêm buscara aqui que não encontram? O que dizemos nós que os espantam?
E digo isso, pensando em conversas que temos sobre o que viemos tecendo por aqui, e também por estar lendo Amor Líquido- sobre a fragilidade dos laços humanos de Zygmunt Bauman, onde percebo cada vez mais o descarte das relações humanas, o fácil deletar, o sair, o deixar o que está para ser construído. O descaso muitas vezes com o texto do outro. E também, claro, o cuidado de muito Vidraguenses que agrededeço de coração, um passo já demos.
Mas, nos dias de hoje, penso que persistência mais do que nunca é sabedoria. Sair, para nós não é uma saída tão fácil, pois se estamos juntos e todo dia por aqui lendo, escrevendo, é porque também estamos buscando um trabalho de construção, de trocas grupais e não guerrilhas. Um tempo de escritura em redes sociais, onde a Poética siga sendo um passo Cultural, por isso poemas, músicas, conversas, Arte…Arte de conviver.
Sim!
Vejam bem o cotidiano, leiam, e vamos nos dar conta que em muitas situações isto não sucede, pois estão se formando verdadeiras guerrilhas.
- Gente. Que é isso?
Leiam toda a carta poética
Read more »