﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Vidráguas &#187; Cartas</title>
	<atom:link href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/cartas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://vidraguas.com.br/wordpress</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 24 May 2012 21:17:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
		<item>
		<title>ConVersando com Cesar Vallejo por Carmen Silvia Presotto</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/05/22/conversando-com-cesar-vallejo-por-carmen-silvia-presotto/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/05/22/conversando-com-cesar-vallejo-por-carmen-silvia-presotto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 May 2012 16:46:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Quase_Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[César Vallejo]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo de consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Um carta a Vallejo]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=15254</guid>
		<description><![CDATA[Há dias em quem Deus é dia, são.. a Cesar Vallejo Há dias que cabem num poema numa música perfeitos dias em que me sento para escrever como se tivesse no deslize de um raio de sol onde fluxa em influxo o meu mais sensível sentir para que todo pulsar seja mais do que um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dias em quem Deus é dia, são..<br />
a Cesar Vallejo<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vallejo1_llr0.jpg" rel="lightbox[15254]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vallejo1_llr0-220x300.jpg" alt="" title="vallejo1_llr0" width="220" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-15261" /></a><br />
<br />
Há dias que cabem num poema numa música  perfeitos dias em que me sento para escrever como se tivesse no deslize de um raio de sol onde fluxa em influxo o meu mais sensível sentir para que  todo pulsar seja mais do que um simples dia me debruço sobre a tela em branco e  logo estou rindo para a roseira que avisto de meu escritório e rio mais forte ainda quando percebo que o botão que estava orvalhado pelo rocio da noite se faz presença  no voo onde pousa agora uma borboleta amarela  que me leva mais adiante para perceber que tudo que vivo é concreto tal qual a folha que agora cai em minha escrita uma folha verde com muitas matizes que insiste em me dizer algo e  por isso e por ela  paro e  escuto e sim as novidades que me sopram os ventos de suas margens que desde uns tempo ando acompanhando e  está fora de mim e está em mim por seres o que me toca recolho enfim este macio movimento que me instiga a ir além dos olhos para que melhores  momentos sejam o movimento do que pode estar por vir &#8230;</p>
<p>Leia todo o fluxo de consciência&#8230; toda a postagem<br />
<br />
<span id="more-15254"></span><br />
Há sopros em meus dedos que desejam dizer mais do que consigo que me pedem que sentem  que assento aqui no branco as cores do arco-íris talvez piegas talvez  sutil talvez  um destalvez que me amacie o dorso que me acaricie a nuca e que agiliza meus dedos a existir  neste fluxo não tão inconsciente mas galopante  de pontuações que entra em disparada que acelera que me faz viver o amor de um infinito que pensara só possível ao escrever&#8230; e será por isso que escrevo?<br />
<br />
Há golpes na vida Vallejo tão bons tão certeiros que me repenso em teu dizer e rio ao saltos dos teus Heraldos  quando chego contigo ao dia destes dias e mira vós toco a  existência dos dias feito o agora onde  sou  este eu com quem te digo Deus morto deuses repostos e na espergesia do viver tudo se torna possível quando a escuta está além do  ouvido além do papel além da tela  ela está no latir e nas franjas do coração e este mais do que razão estala no tempo da poesia&#8230; uma ecologia possível aos ecos e grafias do poema este nosso &#8220;hacedor&#8221; de tempos.<br />
<br />
Há dias em que o dia é o pensamento aberto a caminhar nas linhas do verso que nos invade arde e co-habita&#8230; sim sabemos que há tempestades mas dias assim onde o amor de construção late serão sempre os rebates porque Vallejo&#8230; amado poeta&#8230; há dias em que sombra e luz se encontram e nos pés-perseguem a  seguir..seguir&#8230;seguir&#8230; a conVersar com o mar o ar o éter que tece o fogo que tece os dias graves de Vida!!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/05/22/conversando-com-cesar-vallejo-por-carmen-silvia-presotto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma carta a mãos que leem, escrevem, trocam&#8230; uma carta ao Poeta Chico Miguel!</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/05/06/uma-carta-a-maos-que-leem-escrevem-trocam-uma-carta-ao-poeta-chico-miguel/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/05/06/uma-carta-a-maos-que-leem-escrevem-trocam-uma-carta-ao-poeta-chico-miguel/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 May 2012 18:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[cartas poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Dobras do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Miguel de Moura]]></category>
		<category><![CDATA[Um menino Quase Perdido]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=14943</guid>
		<description><![CDATA[Querido Chico Miguel*! por Carmen Silvia Presotto Registro aqui a minha alegria, ao chegar no Escritório e me deparar com tua carta. Maior ainda, minha euforia, ao rasgar o envelope para nele encontrar um tempo precioso de trocas poéticas, recortes da publicação de sua resenha sobre Dobras do tempo, meu primeiro livro de poesia, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/">Chico Miguel</a>*!<br />
<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Leitura-de-Chico-Miguel.jpg" rel="lightbox[14943]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Leitura-de-Chico-Miguel-300x224.jpg" alt="" title="Leitura de Chico Miguel" width="300" height="224" class="alignnone size-medium wp-image-14944" /></a><br />
<br />
Registro aqui a minha alegria, ao chegar no Escritório e me deparar com tua carta. Maior ainda, minha euforia, ao rasgar o envelope para nele encontrar um tempo precioso de trocas poéticas, recortes da publicação de sua resenha sobre <em><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/04/12/dobras-do-tempo-poeia-singular-por-francisco-miguel-moura-que-presente/">Dobras do tempo</a></em>, meu primeiro livro de poesia,  no Jornal o Dia, em Teresina, dia 14/4/2012 e não bastasse, junto chegam poema dedicados à vida de quem vive.<br />
<br />
Por Toda A Vida<br />
para Mercinha<br />
<br />
Já não posso fazer tudo que queres,<br />
e o teu tempo é um tempo de querer.<br />
Porém sonhos jamais hão de morrer.<br />
agora que os mistérios são misteres.<br />
<br />
De outra forma não vejas: &#8211; São deveres<br />
que vão acompanhar-te. Há mais prazer<br />
em voar menos tempo e tudo ver,<br />
doravante criando e amando os seres.<br />
<br />
Posso fazer-te mais do que imaginas<br />
para que sejas feliz entre as meninas<br />
e entre os jovens que mais te dão guarida.<br />
<br />
Posso ser tão sincero quanto bom<br />
de coração na mente &#8211; este é meu dom,<br />
e posso dar-te amor por toda vida.<br />
<br />
Um poema a uma menina, filha amada, que por momentos e por forças do sentir, aproprio-me e me aninho como se Mercinha fosse, sinto-me filha de teu poemar, de teu carinho, de teu cuidado&#8230; Gracias!<br />
<br />
Não bastasse isso, chego em casa e vou reler <em>O Menino Quase Perdido</em>, o teu último livro, entre tantos, tantos outros,  e nele me espelho nas memórias dos dias, encontro Cecília Meireles abrindo o caminho e depois aplaudo A vida que começa num sonho e tece Marcas na Areia. Percorro A Fábula do Preguiçoso e caio em tua aprendizagem, onde também me alinho em Como aprender a ler&#8230;.<br />
<br />
Leia toda a carta<br />
<span id="more-14943"></span><br />
<br />
&#8230; e sim, meu amigo, o tempo passa e chegam as perdas e com ela Saudade e Dor, mas com Os Poderes de Deus, aplacamos Medo e conservamos a Esperança.<br />
<br />
Passo mais linhas, revolvo mais leituras e chego Ao Fim da InFância, para contigo, recordar que Naquela tarde de Abril, e ( antes que tudo acabe), devemos esticar o amor, os sentimentos do mundo com passos que conVersem, troquem, porque sim, &#8220;certos sentimentos parecem ficar numa zona neutra de comunicação&#8221;&#8230; não para nós, que sabemos que o contrário do amor, não é ódio, nem dor, mas sim a indiferença.<br />
<br />
&#8230; e por esta não nos habitar, te abraço, mando um beijo a todos familiares e poetas daí, e digo: gracias por existires em minha vida!!<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto<br />
Porto Alegre, 6 de maio de 2012.<br />
<br />
*Chigo Miguel é como os amigos chamam <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/">Francisco Miguel Moura</a>, conheçam aqui sua biografia: <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/p/biografia.html ">http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/p/biografia.html<br />
</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/05/06/uma-carta-a-maos-que-leem-escrevem-trocam-uma-carta-ao-poeta-chico-miguel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Então é Natal&#8230; metamorfoses!</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/24/entao-e-natal-metamorfoses/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/24/entao-e-natal-metamorfoses/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:08:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[anáguas]]></category>
		<category><![CDATA[Anáguas- EvasAlmas]]></category>
		<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Cartografias Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre arte]]></category>
		<category><![CDATA[Conversando sobre cinema]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[De verso em verso...um novelo poético.]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Haicaiando em Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[mo(r)mentos - poemas enRedados]]></category>
		<category><![CDATA[photoCrônicas]]></category>
		<category><![CDATA[photoPoemas]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas Plicários- VidrAnáguas]]></category>
		<category><![CDATA[Pontuação - Letras em Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Quase_Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagens...]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Feliz 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Feliz Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Metamorfoses]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Hegenbart]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=13407</guid>
		<description><![CDATA[Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012. E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos&#8230;Feliz 2012!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vidraguas_2012.jpg" rel="lightbox[13407]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vidraguas_2012-300x199.jpg" alt="" title="vidraguas_2012" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-13408" /></a><br />
<br />
Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.<br />
<br />
E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos&#8230;Feliz 2012!!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/24/entao-e-natal-metamorfoses/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma carta, amanhecer com Eros por Carmen Presotto</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/24/uma-carta-amanhecer-com-eros-por-carmen-presotto/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/24/uma-carta-amanhecer-com-eros-por-carmen-presotto/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 04:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[anáguas]]></category>
		<category><![CDATA[Anáguas- EvasAlmas]]></category>
		<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[carta poética]]></category>
		<category><![CDATA[evasAlmas]]></category>
		<category><![CDATA[Magritte]]></category>
		<category><![CDATA[pegasus]]></category>
		<category><![CDATA[poemando com Eros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=13402</guid>
		<description><![CDATA[Esperando Eros por Carmen Silvia Presotto Um deus feito de ar onde o sopro dos dias denunciam a ausência latejam as cortinas do olhar gotejam os dedos ao escrever saudade um fio ínfimo aos galopes do teu vento suspiro em meu jardim e onde a relva era verde nasceu a mais linda flor e agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esperando Eros<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/magritte_blank_check.jpg" rel="lightbox[13402]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/magritte_blank_check-236x300.jpg" alt="" title="magritte_blank_check" width="236" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13403" /></a><br />
<br />
Um deus feito de ar<br />
onde o sopro dos dias<br />
denunciam a ausência<br />
<br />
latejam as cortinas do olhar<br />
gotejam os dedos ao escrever<br />
<br />
saudade<br />
um fio ínfimo<br />
aos galopes do teu vento<br />
suspiro em meu jardim<br />
e onde a relva era verde<br />
nasceu a mais linda flor<br />
e agora cuido de suas sementes<br />
<br />
preparo os vasos<br />
amplio a água da base<br />
separo os talos de ausência<br />
atormento o branco movimento<br />
e sei que logo a casa estará enfeitada<br />
<br />
nas janelas coloco as grinaldas de heras<br />
nos potes das despensa todas as espumas latentes<br />
espio,e Vênus me sorri<br />
nos lençóis gotas de lavanda<br />
e goma no algodão<br />
o de cetim, está na caixa envolto em papel de seda,<br />
acariciando as cartas recebidas<br />
<br />
na espera disfarço os vincos<br />
aliso o decote da árvore<br />
que semeaste antes de ir<br />
já estão púrpuras as buganvílias<br />
<br />
ah, acabo de colher os figos<br />
já coloquei açúcar no tacho<br />
e lembras aquela música úmida de idades<br />
já está na vitrola, sim, Vivaldi!!<br />
<br />
o pão já está no fermento<br />
crescem os trigos do ser<br />
nos poros a esperança<br />
lambuzanças  de ambrosia<br />
e, agora Afrodite quem me sorri&#8230;<br />
<br />
Ah, lembras dos favos de mel?<br />
abri-os todos, os casulos estavam repletos<br />
como tardas um pouco mais<br />
empotei-os nos vidros que trouxeste de Murano<br />
vais amar o resultado, o fio  é de ouro<br />
e teremos um ano doce,<br />
mas, recolo alguns favos na laranjeira?<br />
<br />
sabes que sofro de impaciência<br />
nem estava preparada para o distanciamento repentino<br />
no entanto, a casa está brilhante, latejante por tua chegada<br />
do telhado troquei algumas telhas, chovia e temi que algum lobo se adentrasse<br />
ah, antes cuidei de alguns ovinhos deixados ali por teus amigos passarinhos<br />
quando voltares o jardim estará florido<br />
e as árvores repletas de voos<br />
<br />
no fundo do corredor,<br />
mantenho o espelho do toucador<br />
ele me aponta o olhar que deixaste na partida<br />
estes dias, ao me olhar, vi um reflexo prateado,<br />
que não vinha de mim<br />
volto-me e percebo o raio de teu sol, espreguiçando-se ao solstício,<br />
alongando-me em dia, e logo será verão, hoje mesmo&#8230; e já é&#8230;<br />
<br />
Leia toda a carta poética<br />
<span id="more-13402"></span><br />
<br />
então, arejo a casa, tiro o mofo do inverno<br />
nos momentos mais trêmulos, fico descalça, deixo o cabelo solto,<br />
coloco aquele vestido de broderi branco, com detalhes de seda que gostas<br />
e saio a passear com Pegasus, ele está lindo, e parece me compreender<br />
<br />
outro dia, fomos até o lago, deitei-me um tempo na figueira<br />
sesteei embriagada com o aroma de sândalo<br />
que vinha das margens da estradinha, aquele que circunda o poço<br />
e desperto com um relincho conhecido, sinto Pegasus sorrir, e na hora pensei<br />
<br />
:<br />
<br />
ele chegou<br />
<br />
&#8230; desperto melhor e o vejo em frente ao lago<br />
chamo e vejo que ele não me obedece, insisto e nada<br />
chego mais perto, olho para onde ele mirava fixo e não vais crer:<br />
&#8230;lembras aquele camafeu  que me deste, que perdi enquanto nadávamos,<br />
onde guardo as nossas fotografias&#8230;pois bem, estava lá, boiando e era isso que ele me anunciava&#8230;<br />
<br />
e há quem não acredite?!!<br />
<br />
Peguei o talismã, alisei-o na roupa, olhei ao céu, fiz três pedidos, coloquei-o no pescoço, enquanto Pegasus se deitava como o ensinaste para que eu montasse, e ele me sentido bem acomodada, segue num galope suave até o jardim de casa&#8230;<br />
<br />
Ao ouvir, o som na vitrola, corremos os dois até a porta, meu coração disparou, ele parou e eu entrei e aí&#8230; o aroma de chá, a água no quarto de banho, uma garrafa de vinho do porto e logo ali o vulto, o amor em carne viva&#8230;<br />
<br />
A carta assina Psiquê e Arte é de Magritte!!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/24/uma-carta-amanhecer-com-eros-por-carmen-presotto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Estamos na era do delete, uma carta ao imaginário</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/18/estamos-na-era-do-delete-uma-carta-ao-imaginario/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/18/estamos-na-era-do-delete-uma-carta-ao-imaginario/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 20:04:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagens...]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[carta ao imaginário]]></category>
		<category><![CDATA[era do delete]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=13323</guid>
		<description><![CDATA[Estamos na era do delete por Carmen Silvia Presotto Estamos na Era do delete, tal qual a Idade Média, só que em mídia? Hey amigos! O que vêm buscara aqui que não encontram? O que dizemos nós que os espantam? E digo isso, pensando em conversas que temos sobre o que viemos tecendo por aqui, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos na era do delete<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/delete_by_mediocre_matt.jpg" rel="lightbox[13323]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/delete_by_mediocre_matt-300x300.jpg" alt="" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" width="300" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13324" /></a><br />
<br />
Estamos na Era do delete, tal qual a Idade Média, só que em mídia? </p>
<p>Hey amigos!<br />
<br />
O que vêm buscara aqui que não encontram?  O que dizemos nós que os espantam?<br />
<br />
E digo isso, pensando em conversas que temos sobre o que viemos tecendo por aqui, e também por  estar lendo  Amor Líquido- sobre a fragilidade dos laços humanos de Zygmunt Bauman, onde percebo cada vez mais o descarte das relações humanas,  o fácil deletar, o sair, o deixar o que está para ser construído.  O descaso muitas vezes com o texto do outro. E também, claro, o cuidado de muito Vidraguenses que agrededeço de coração, um passo já demos.<br />
<br />
Mas, nos dias de hoje, penso que persistência mais do que nunca é sabedoria. Sair, para nós não é uma saída tão fácil, pois se estamos juntos e todo dia por aqui lendo, escrevendo, é porque também estamos buscando um trabalho de construção, de trocas grupais e não guerrilhas. Um tempo de escritura em redes sociais, onde a Poética siga sendo  um passo Cultural, por isso poemas, músicas, conversas, Arte&#8230;Arte de conviver.<br />
<br />
Sim!<br />
<br />
Vejam bem o cotidiano, leiam, e vamos nos dar conta que em muitas situações isto não sucede, pois estão se formando verdadeiras guerrilhas.<br />
<br />
- Gente. Que é isso?<br />
<br />
Leiam toda a carta poética<br />
<br />
<span id="more-13323"></span><br />
<br />
Depois quando chegar o batalhão de choques não adianta gritar, reclamar, pois se não garantimos o próprio tempo, como vão querer espaço e crédito &#8230;por favor&#8230;  e chega de colocarem os poetas no Front, já disse e repito eles têm que estar nas Escolas, nas  Empresas, nas Repartições Públicas, lendo, escutando nas entrelinhas, criando argumentos e&#8230;<br />
<br />
Então, amigos, na verdade o que  quero dizer é: quem entrou, se gostou poste, compartilhe; quem não, diz também, critique, recomende, sugira. Assim, é que melhoraremos, assim é que seremos palavras além de um número, ou de um dado, ou de um coeficiente. As sombras existem, mas devem ganhar pele, e melhor quando surgem em linguagem, em metáforas, em reconhecimentos&#8230; dito ao dizer, por isso Lou Albergaria, digo que me orgulho que voltaste, conversamos e tudo se transforma.<br />
<br />
Sim! Depois não adianta reclamar, se o que podemos fazer é  através de palavras,  de atos,  e atitudes, e não fazemos, do que  vamos reclamar, dos outros, culpar isso e aquilo e por isso, escrevemos, sim?<br />
<br />
Ausência, silêncio é bom em poesia, mas para que isso seja um fato,  mais do que um processo metafísico, linguístico, pois se humanos, devemos conversar, dialogar, traçar atos poéticos, palavras vivas, ativas&#8230; sair do primitivismo, perder o medo, e aqui elogio muitos Vidraguenses, todo dia lemos e sentimos quantos crescimentos, quantos desejos sendo construindo&#8230;<br />
<br />
Sim! E isso penso que deva acontecer em vida, mas tratemos do que fazemos aqui&#8230; porque, atrás da telinha qualquer um pode ser herói, então sejamos virtuosos mesmos, digamos, façamos diferença e seguimos acreditando que con√ersar melhora, por isso usem e abusem da palavra ela é nossa maior arma, e não deve pesar, só pesa quando mal dita  a quem não deve, ou quando é desviada de foco e aí, já entramos em outro assunto, fofocar é bom, mas poemar é melhor(rs).<br />
<br />
- Gente, a era google, faz momentos, e isso está pior que a costa do Marfim, que a corrida do ouro, depois se queixar por falta de espaço poético é fácil, estamos tendo um campo rico  de possiblidades poéticas, antes impossível, de encurtamentos de fronteiras, de aproximações mentais e  intelectuais, eu acredito!!<br />
<br />
Isso me preocupa, e a vocês?<br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/POZcBNo-D4A" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
Beijos e gracias , bom domingo a todos. E reativo a publicação desta carta que já escrevi em redes sociais e agora trago para cá, para nossa caixa de pandora&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/18/estamos-na-era-do-delete-uma-carta-ao-imaginario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Educação para vida, uma carta-crônica de Elisa Lucinda&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/24/educacao-para-vida-uma-carta-de-elisa-lucinda/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/24/educacao-para-vida-uma-carta-de-elisa-lucinda/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 15:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagens...]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Casa do Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[elisa lucinda]]></category>
		<category><![CDATA[Sarau na Casa do Poema]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=12945</guid>
		<description><![CDATA[EDUCAÇÃO PARA A VIDA por Elisa Lucinda *Uma foto antiga,mas bom recordar este abraço na Jornada Literária de Passo Fundo Psiu! Um recado, um convite e uma crônica de Elisa Lucinda Olá, queridos amigos! É com muito carinho que a Casa Poema abre suas portas mais uma vez para o nosso divertidíssimo Sarau, como vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EDUCAÇÃO PARA A VIDA<br />
por <a href="http://casapoema.com.br/">Elisa Lucinda</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Elisa-Lucinda.jpg" rel="lightbox[12945]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Elisa-Lucinda-300x225.jpg" alt="" title="Elisa Lucinda" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-12946" /></a><br />
*Uma foto antiga,mas bom recordar este abraço na Jornada Literária de Passo Fundo<br />
<br />
Psiu! Um recado, um convite e uma crônica de Elisa Lucinda<br />
<br />
Olá, queridos amigos!<br />
<br />
É com muito carinho que a Casa Poema abre suas portas mais uma vez para o nosso divertidíssimo Sarau, como vem acontecendo toda última quinta-feira de cada mês. O próximo é agora, dia 24 a partir das 20h. A entrada é somente um livro de poesia novo ou usado para nossa singela biblioteca poética.<br />
<br />
O endereço da Casa Poema é: Rua Paulino Fernandes, nº 15 – Botafogo – bem pertinho do metrô. Saída pela Voluntários<br />
<br />
Não vou cansar de falar do tema enquanto achar necessário: Não há outro propósito na existência de qualquer instituição educativa a não ser a função de educar para a vida. Não bastassem as afinidades do nosso sistema escolar com os cárceres (uniformes, grade curricular, pátios áridos, altos muros, sirene entre as aulas), seu ensino continua estanque, longe do ser humano e esse conceito forma a sociedade. Por isso corremos o risco permanente quando vamos ao médico de joelho, por exemplo, que nos medica com um antiinflamatório que há de arrasar a flora intestinal, ofender o fígado, para salvar o joelho.<br />
<br />
É como se o resto do corpo não fosse assunto desse médico, como se um joelho fosse não uma parte, mas um paciente inteiro (por sinal incompleto). Por causa dessa contradição o aluno tem diarréia no dia da prova sobre aparelho digestivo sem saber que na prática a prova já começou. Nele. No corpo dele. Sigo na certeza de que os mais simples conhecimentos da ciência, da medicina, precisam estar na sala de aula.<br />
<br />
Leia toda a carta-crônica e hoje tem <a href="http://portalliteral.terra.com.br/artigos/casa-poema-elisa-lucinda">Sarau na Casa do Poema</a>, 20h!<br />
<br />
<span id="more-12945"></span><br />
<br />
Todo menino deveria aprender a medir a pressão, contar batimento do pulso, saber respiração boca-a-boca, reconhecer a emergência para tirar de uma crise ou salvar seu semelhante e até ele próprio. É dever da escola &#8220;ensinar sobre as drogas, explicar cientificamente o que acontece com o cérebro quando usamos cada uma delas: cocaína, crack, álcool,maconha, ecstasy e etc&#8221;, diz a minha querida  poeta Roseana Murray.  E&#8221; mostrar os dois lados, sem ter medo da verdade&#8221;.  Penso que é também dever da escola a interdisciplinaridade entre as matérias porque não há Geografia sem História, nem História sem Biologia, nem Biologia sem Física, nem Física sem Química. Assim como há Matemática na Música e Português na Medicina. Não faz sentido que essas matérias sigam dissociadas feito o joelho e o fígado de um paciente dissecado por uma noção equivocada da saúde e de bem estar da civilização.<br />
<br />
Da mesma maneira tanto a família quanto a escola se complicam quando o assunto é sexo. Ensinamos aos nossos filhos e alunos os nomes da nossa composição: olho, boca, orelha, nariz. Mas ao chegar na pélvis fica todo mundo gago e com milhões de inexplicáveis apelidos: bumbum, pipi, pintinho, perereca, papica, e um desfilar de adjetivos sem fim cujo o único fim é tapar o sol com a peneira.<br />
<br />
Por que tanto problema com a sagrada portinha por onde a humanidade entra e sai? Por que há tantos bonecos ainda sem penisinho? Por que tanta preocupação com o ânus se todos os gêneros têm o seu? Coitado do ânus! Tratamo-lo com o mesmo desprezo e preconceito com que tratamos os nossos resíduos urbanos e seus cuidadores. Palavrões continuam a desestruturar e tirar o equilíbrio dos conservadores, porque todos sabemos que o que ralmente assusta a esses senhores é o fundo sexual ao qual todo palavrão remete.<br />
<br />
O que bebemos e o que comemos será eliminado por nós, mas os orifícios e órgãos responsáveis por esse serviço fundamental para a dinâmica metabólica de nossa saúde não tem glamour nem nobreza e a sexualidade ainda piora sua reputação.<br />
<br />
É grave. Está resultando numa sociedade cheia de prisão de ventre, preconceitos e contradições aumentando o número de receitas tarja preta. Reparou como tudo está na educação? Reparou que um país que não tiver uma política educacional consistente e conseqüente para um futuro são,  não se estabelecerá sem a violência e a dificuldade de convivência que continuamos a assistir? O certo é que também a nutrição, como base da saúde está fora da informação escolar.<br />
<br />
Felizmente, visionários, competentes profissionais de cada área, sonhadores e artistas de plantão, furam o esquema e mudam o rumo dessa prosa. Esses dias mesmo assistindo a novela &#8220;Aquele Beijo&#8221;, do Miguel Falabela, mais meus olhos se revelaram atentíssimos à aquela obra em cartaz num horário em que muitos jovens estão com os olhos colados na TV.<br />
<br />
A personagem Cláudia, vivida pela atriz Geovana Antonelli, em mais uma excelente atuação, diz com a naturalidade e displicência coloquial que o texto pedia:&#8221; pera aí que eu vou fazer xixi&#8221;. Foi a primeira vez que vi. Em anos de novela jamais vi essa cena. Talvez seja pioneira mesmo na dramaturgia da televisão brasileira, diga-se de passagem, a mais avançada do mundo.<br />
<br />
Aliás, é raro alguém ir ao banheiro nessas tramas. Raro também é ver alguém lendo um livro, é merchandising de livro dentro da história, uma coisa de tão fácil inserção!<br />
<br />
É raro  uma biblioteca compondo o ambiente, a não ser como fundo de escuros escritórios. Umas bibliotecas mortas. Aliás, poucas vezes livro é assunto. É Miguel Falabella quem de novo nos socorre. Além de suas poéticas narrativas, vi no mesmo capítulo um personagem adolescente que cita alguma coisa muito bonita, comparando o amor com um rio que sempre volta ao seu leito original, cujo  curso ninguém é capaz de impedir ou mudar. Perguntado pelo pai onde aprendera tais bonitos e profundos pensamentos o jovem respondeu com um singelo sorriso: &#8220;onde meu pai? ora, onde seria? nos livros, nos livros!&#8221;Alô, alô televisão, escola, família, é a vida a matéria da educação. Melhorar o mundo é a sua razão.<br />
<br />
Caso você não queira mais receber e-mails desse remetente ou se esse e-mail não foi solicitado, descadastre-se.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/24/educacao-para-vida-uma-carta-de-elisa-lucinda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Comentários &#8230;.</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/21/comentarios/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/21/comentarios/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 21:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[anáguas]]></category>
		<category><![CDATA[Anáguas- EvasAlmas]]></category>
		<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Cartografias Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre arte]]></category>
		<category><![CDATA[Conversando sobre cinema]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[De verso em verso...um novelo poético.]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Haicaiando em Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[mo(r)mentos - poemas enRedados]]></category>
		<category><![CDATA[photoCrônicas]]></category>
		<category><![CDATA[photoPoemas]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas Plicários- VidrAnáguas]]></category>
		<category><![CDATA[Pontuação - Letras em Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Quase_Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagens...]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[comentários]]></category>
		<category><![CDATA[site em manutanção]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=12896</guid>
		<description><![CDATA[Psiu! Entro para dizer aos amigos, que entro, leio seus blogues, de todos que aqui estão nos Rol de Leituras Vidráguas, mas estou com problemas pra deixar comentários, acusa um erro de sistema que logo deve estar sendo resolvido pela pessoa encarregada do Site. Beijos, boa semana e seguimos lendo, trocando e assim, que aparecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/comentários.png" rel="lightbox[12896]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/comentários-300x199.png" alt="" title="comentários" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-12897" /></a><br />
<br />
Psiu! Entro para dizer aos amigos, que entro, leio seus blogues, de todos que aqui estão nos Rol de Leituras Vidráguas, mas estou com problemas pra deixar comentários, acusa um erro de sistema que logo deve estar sendo resolvido pela pessoa encarregada do Site.<br />
<br />
Beijos, boa semana e seguimos lendo, trocando e assim, que aparecer o erro a ser consertando, eu volto a deixar meu rastros de leitura em comentários&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/21/comentarios/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um carta ao Amigo Imaginário III,  ler e conVersar mais do que preciso é vital</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/20/um-carta-ao-amigo-imaginario-iii-ler-e-conversar-mais-do-que-preciso-e-vital/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/20/um-carta-ao-amigo-imaginario-iii-ler-e-conversar-mais-do-que-preciso-e-vital/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 21:10:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[cartas ao imaginário]]></category>
		<category><![CDATA[cartas de carmen presotto]]></category>
		<category><![CDATA[conVersar]]></category>
		<category><![CDATA[Eros e Psiquê]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[ler]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=12877</guid>
		<description><![CDATA[Um carta ao Amigo Imaginário III &#8211; ConVersar é vital por Carmen Silvia Presotto “O corpo é a prisão da psiquê” Sócrates O psíquico busca um lugar, marcas de linguagem, corpo para que além da privação interna e biológica, sua busca seja lógica, ética, topológica, logus, discurso &#8211; manto sagrado – texto, onde poder falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um carta ao Amigo Imaginário III &#8211; ConVersar é vital<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guernica-1_picasso-300x13311.jpg" rel="lightbox[12877]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guernica-1_picasso-300x13311.jpg" alt="" title="guernica-1_picasso-300x1331" width="300" height="133" class="alignnone size-full wp-image-12878" /></a><br />
“O corpo é a prisão da psiquê”<br />
                   Sócrates<br />
<br />
O  psíquico busca um lugar,  marcas de linguagem, corpo para que além da privação interna e biológica, sua busca seja lógica, ética, topológica, logus, discurso  &#8211; manto sagrado – texto, onde poder falar de si mesmo, também será se reproduzir dentro da lei do significante que é um Valor humano.<br />
<br />
Dito isso, Imaginário,  repenso no que nos diz Sócrates, sobre corpo e psiquê, dito por ele num contexto em que o interesse intelectual estava em Atenas e o físico em Esparta, e chego  a Freud para conversar sobre o que seria isso enquanto (de)formação onírica.<br />
<br />
Desde aí,  contextualizo , o que é fundamental Imaginário!, o quão complexo é poder compreender o que se busca por sua formação, por saber o quanto a própria ignorância se faz sabedoria para seguirmos caminhantes.<br />
<br />
Sim, isso que não informa, é o que rompe com a letra por si só, com a palavra por si só, porque conduz o saber a uma construção, uma ação que será uma palavra em expressão, ato, efeito de-efeito, palavra plena, palavra significada.<br />
<br />
Sim, Platão! Uma escuta poética, talvez seja uma possibilidade de aproximar o que age e o que pensa?!<br />
<br />
Leia toda Carta ao <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/16/um-carta-ao-amigo-imaginario-ii-inventar-mais-do-que-preciso-segue-vital/">Amigo Imaginário</a> ao qual venho escrevendo todos os domingos&#8230;<br />
<br />
<span id="more-12877"></span><br />
E escrever sobre  esta busca, pode ser a transferência, para poder compreender o que o conceito de ruptura de Freud tem a ver com o que pode impedir ao Homem de utilizar o que lhe é tão peculiar:  a Linguagem&#8230;<br />
<br />
Isso dito, fica mais fácil para nós Imaginário, para também aceitar que há barreira do som, que há átomos, que há uma lei mecânica, que há o invisível, que há o silêncio e no caso em que venho trabalhando, lendo, estudando, escutando, também que há uma Lei Simbólica ao corpo da psiquê: proibido matar, proibido morrer. E viva Eros!<br />
<br />
Então Imaginário, justamente esta é a ruptura, a ferida narcísica, que atravessa o humano em sua sexualidade, trabalhar pela e em vida. E isso, meu amigo, é o movimento mais importante da nossa  vida psíquica, porque se nascemos, um dia morreremos, eis o fado, pelo qual temos que nos construir&#8230; e isso é para todos. Então, que morramos todo dia num ponto, num verso, num poema e aí, quem sabe um dia sejamos discurso a alguém, organismos vivos, língua que age?<br />
<br />
Sim, e que nos deem crédito e contexto  Imaginário, pois essa é a nossa única garantia de validade no mundo, no mais sabemos filhos, coisas, bens e tais, em espécie e geniscrituras.<br />
Aceitar a ignorância entre o que fazer entre estes dois pontos, origem e fim, nos transforma , Imaginário(s), já que ao falar, escutar e escrever passam a ser  lugar e ato e palco de nosso circulações,  possibilidades de nossa evolução, e, portanto, que esta seja Poética!!<br />
<br />
Nesse encontro, começa a surgir o mais complexo e o mais simples de um mesmo: a mortalidade e a divisão de duas vidas, uma sonhada e uma vivida e o que pode parecer recortado, começa a ganhar um fio, um sentido, porque operar em transferência poética, é poder romper a barreira da moral, sair do dogma, para poder transformar o que lhe parece mais estrangeiro, que é em si o mais verdadeiro viver conforme suas próprias palavras.<br />
<br />
Perceber que se há luz é porque também há sombras, e assim mesmo seguir a cada desencontro em busca de um novo encontro, Imaginário, é também saber que o “o homem é o animal que não deu certo”, e por isso, indiretamente, Sócrates deve sorrir, porque sabemos, falar é fácil, agora vá viver, Imaginário, hein?&#8230; então, se “só o homem que pensa pode exercer sua cidadania”,  o que escuta, lê  e escreve, sente e se amplia e aqui, assim,  poderá chegar sempre a mais e melhor Poesia&#8230;<br /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/20/um-carta-ao-amigo-imaginario-iii-ler-e-conversar-mais-do-que-preciso-e-vital/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um carta ao amigo imaginário II, inVentar mais do que preciso segue vital&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/16/um-carta-ao-amigo-imaginario-ii-inventar-mais-do-que-preciso-segue-vital/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/16/um-carta-ao-amigo-imaginario-ii-inventar-mais-do-que-preciso-segue-vital/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 02:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[carta ao amigo imaginário II]]></category>
		<category><![CDATA[cartas ao imaginário]]></category>
		<category><![CDATA[Guernica]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Picasso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=12782</guid>
		<description><![CDATA[Querido amigo(s), sigo minhas cartas da semana. Assim, resenho a mim mesma, repasso a semana sobre o que ando lendo e vivendo, e assim, meu amigo sabemos, sempre tem sido. Para reparar os mofos e limpar os sótãos nada como nos encontrarmos por aqui, entre palavras não há segredos, aos revés, há libertação&#8230; Hoje vivemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido amigo(s), sigo minhas cartas da semana.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guernica-1_picasso-300x1331.jpg" rel="lightbox[12782]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guernica-1_picasso-300x1331.jpg" alt="" title="guernica-1_picasso-300x133" width="300" height="133" class="alignnone size-full wp-image-12783" /></a><br />
<br />
Assim, resenho a mim mesma, repasso a semana sobre o que ando lendo e vivendo, e assim, meu amigo sabemos, sempre tem sido. Para reparar os mofos e limpar os sótãos nada como nos encontrarmos por aqui, entre palavras não há segredos, aos revés, há libertação&#8230;<br />
<br />
Hoje vivemos num mundo onde as distâncias estão cada vez menores, basta sentarmos em frente ao <em>elefante branco</em>, que, para acompanhar o tempo e os deslocamentos, já vestiu-se de “pretinho” básico”, mais  elegante, chic mesmo!!! Há também os vanguardistas, bem mais coloridos e ainda raros, prateados, brancos, há teclas potentes e muitos avanços&#8230; Sim, imaginário, imagina que hoje num célula  de ar tudo é possível?, chegamos a Lua, avançamos as barreiras espaciais e  o tempo flui intensamente.<br />
<br />
Uns sustentam uma imagem mais leve, econômica, parecem recém saídos de um filtro, lipoaspirado. Alguns  já cabem na palma da mão; outros, ainda ocupam uma mesa inteira. Há uns que num simples toque já identificam o nome, o número, a série de quem os chama. Há outros que sem mover-se, apertam o tal de Gogle Earth e mapas e descobrem tudo e todos. Outros num teclar de botões se mexem e até dançam  e cantam e vivem a vida dos outros&#8230;<br />
<br />
<span id="more-12782"></span><br />
<br />
É, amigo(s). Desnudos de fronteiras, vamos conversando, chateando de Chat em Chat, de grupo em grupo, imagina que até trocamos o sentido do que era chato por ser imóvel&#8230; Não, agora chatear é seguir clicando, on ou off, em line para seguirmos girando feito a terra  com o sol.<br />
<br />
Sim, eu todo dia agradeço esta modernidade, já não temo mais como antigamente, quando achava que atrás da máquina ou do espelho tinha alguém para me assustar&#8230; agora tenho certeza(rs). A diferença é que o medo se relativizou.<br />
<br />
Pois, imagina só, amigo(s), se a modernidade está encurtando a distância da Luz, a distância dos braços, transformando  o nosso tempaço, modernizando nossos sentidos, pois sentados em nossa própria vida, viajamos, escutamos, vasculhamos  e nos encontramos com a vida de outros. Temos que aplaudir<br />
<br />
Ave Modernidade!<br />
<br />
Copérnico, Newton, Einstein e tantos outros devem sorrir por tantas translações físicas. As teorias seguem confirmadas, a terra é quem gira. Mas escrevo por algo que me inquieta, se até Aquiles tinha o seu calcanhar, qual seria o ponto frágil de tal Titã Cibernético, este tal de computador, esta tal de Internete, que de tantos softs já está hardMente identificado, na minha opinião, como a grande revolução depois da Era Industrial e da Era Quântica?<br />
<br />
Bem, a única palavra que me vêm para este momento em que vivemos, particular e socialmente, é que deveríamos re-significar o sentido da palavra <em>religare</em>, assim talvez as pontes e conexõe sigam movediças, mas menos áridas, menos descalças e sempre com a certeza da incerteza de que é um humano, menos primitivo, quem estará na frente ou atrás de cada mensagem, de cada trabalho&#8230; Talvez os chips ajudem, mas vejam a questão climática. Talvez falte água, um elemento tão simples. Talvez falte ar&#8230; e tudo vire fogo no éter. Vá saber, amigo(s)?<br />
<br />
No mais, conto a todos que estamos todos bem, a placa mãe, que me guia, segue sendo A Poesia. Sigo lendo, a mim, a outros, reviro-me, respondo, inquieto-me, mas ainda não consigo vasculhar muito o que não desejam me mostrar. Sim, ainda tenho comigo que a tal coisa pública, tem lá seus privados, senão, por que escreveríamos?<br />
<br />
Bem, amigo(s), querido(s) imaginários(s), o passo a passo vai  melhorando e com estas palavras aproveito para agradecer todo carinho e mensagens e contatos e imagens e músicas e trocas poéticas que temos, aqui, e também no mundo interarivo que vivemos, e de alguma maneira, amigos, confesso, ao te imaginar, conVerso, ao conVersar  escrevo, ao escrever simbolizo e ao simbolizar poemo e assim seguimos em busca de um mundo em que caibamos além dos sonhos&#8230; versos a verso seguimos a Poesia!!<br />
<br />
Beijos, boa noite, bom dia.<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto<br />
Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2011</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/16/um-carta-ao-amigo-imaginario-ii-inventar-mais-do-que-preciso-segue-vital/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um carta ao imaginário.. InVentar mais do que preciso é vital!!</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/09/um-carta-ao-imaginario-inventar-mais-do-que-preciso-e-vital/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/09/um-carta-ao-imaginario-inventar-mais-do-que-preciso-e-vital/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 02:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagens...]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[cartas]]></category>
		<category><![CDATA[cartas ao imaginário]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=12671</guid>
		<description><![CDATA[Psiu! havia deixado de escrever ao amigo imaginário. No entanto, tantos fluxos de viver me dizem que só escrever ao diário não me basta, este já está viciado, então volto&#8230;se conseguirem passar adiante do primeiro parágrafo me avisem, porque sei que ouvido alheio não é latrina&#8230; mas voltei ao Interiores Vidráguas, onde toda semana postarei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu! havia deixado de escrever ao amigo imaginário.<br />
<br />
No entanto, tantos fluxos de viver me dizem que só escrever ao diário não me basta, este já está viciado, então volto&#8230;se conseguirem passar adiante do  primeiro parágrafo me avisem, porque sei que ouvido alheio não é latrina&#8230; mas voltei ao Interiores Vidráguas, onde toda semana postarei minhas cartas ao amigo das obras do tempo.<br />
<br />
Uma carta ao amigo imaginário<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guernica-1_picasso.jpg" rel="lightbox[12671]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guernica-1_picasso-300x133.jpg" alt="" title="guernica-1_picasso- Vidráguas" width="300" height="133" class="alignnone size-medium wp-image-12672" /></a><br />
<br />
Querida amigo, eras para ser imaginário, portanto qualquer coincidência já não é mero acaso&#8230; Escrever.<br />
Escrever se tem escrito. Há jornais, há livros, há muitas letras para serem trabalhadas, há projetos. No entanto, o grande desejo está em ser lida, escutado e quem me lerá, quem poderá me responder, e quem será o destino destas palavras, para que delas me venham algo mais do que sons e imagens?<br />
<br />
Quem as deixará penetrar além das setas? Quem, através delas, enviará cartas em respostas que me façam crer que eu(nós) exista, existamos?<br />
<br />
Coisas nada comuns, porém, também nem tão complexas. Apenas momentos de um viver, de um respirar, de um estar junto além da própria pele, além da própria sombra.<br />
<br />
Conspirar!<br />
<br />
E tu sabes querido amigo(s), que estar na multidão me agrada, porém estar com uma multidão em mim é sol em dor &#8211; talvez um pouco trágico &#8211; mas o tempo de hoje nos pede encontros e desencontros e como lidar com Isso? Eu sei, eu sei&#8230; e por tanto saberes é que pulso por uma palavra e que ela me seja mais que vento, inVento, me seja  carne, sangue azul, tinta que demarque qualquer rastro, existência.<br />
<br />
se desejar, desejarem, leia(m) toda a carta, lendo até aqui já está bom(rs)<br />
<br />
<span id="more-12671"></span><br />
<br />
Bem&#8230; dizem que todos se encontram, que o mundo está melhor, e concordo: agora é um tempo mais do que um advérbio, é um tempo de astro na natureza, para mim ad-verbum, pois junto a ações saímos do caos a ações de um de dois de três e &#8230; chegamos a atos, onde o tempo é homem.<br />
<br />
E, psiu, enquanto te escrevo, entram mais amigos, onde o desejo de falar me faz ir em busca de mais palavras neste tempaço. E busco, buscamos, um Poema, e só me saem divagações&#8230;amigo&#8230; amigos!<br />
<br />
escrever<br />
     escrever<br />
escrever<br />
<br />
e depois o tempo dirá que há amigos que se buscam<br />
e se encontram<br />
amor<br />
    amizade<br />
eis a vida pedindo passagem<br />
e em minha mão, agora, apenas me chegam palavras<br />
um sentimento de enlaces, quando<br />
seria tão fácil não acreditar, no entanto sigo acreditando, no entanto sigo acreditando, sigo&#8230;<br />
<br />
e hoje além de signo,<br />
de dor<br />
de amor<br />
de águas&#8230; sigo.<br />
<br />
Sim! Lembro que quando pequena temia encostar meus pés na lama do rio, temia não encontrar o fundo, temia<br />
que qualquer galho fosse uma serpente e apenas estava em minhas águas, em minha cidade: Sarandi.<br />
<br />
um rio e um choro e uma flor indígena<br />
encontros e desencontros<br />
e tanto para ser escrito<br />
        tanto para ser dito<br />
que muitas vezes nos mantêm, ainda hoje, calados.<br />
<br />
Sim!<br />
Sim, imaginário:<br />
lembras, lembram, de quando íamos ao matiné com direito a garçoniere, que palavra velha!, mas lembrei de Jacques Prevért e também de uma grande Poeta, Sylvia Plath, para mim uma amiga desconhecida de tão conhecida e assim me desejo, por isso e por ela, viva.<br />
&#8230;<br />
<br />
ser um dia em que alguém abra uma página e diz parece que já a conheço, porque ao lembrar pelas fotos, pelas cumplicidades, pelos encontros me percebo nos sempres feito um rio de trocas, um caminho que ao andar ao mar, renova e haja ah&#8230;mar, amar de verdade, amar para construir. Que será?, amar é dar a quem nem se conhece o que mais amamos, poemas, escutas, conVersas, fiar o tempo com tempos, com possibilidades&#8230;será isso amar?<br />
<br />
Às vezes, querido amigo, amigos, és, são, um instante. Noutras, o maior (des)tempo, onde o próprio espaço é nulo, porque és, são, a voz que deixou aos outros com as próprias palavras, que a segundos eram sua(s), porque nelas estavam o que mais acreditava, uma ideologia, sim!<br />
<br />
Dar a alguém palavras<br />
 um grande valor<br />
      de palavras<br />
será valor?<br />
<br />
Não sei, imaginário, talvez  demos letras soltas, desatadas, feito dedos a mãos de corvos, garradeiras, a la Poe, talvez sejam percepções que devamos aprender, percepções de que assim como há respirações, há conspirações&#8230; e no galope do tempo os pontos se confundem. Sim, talvez seja isso, afinal nunca se pode saber o que passa na cabeça do outro, e aí, o que se passa no outro será que é o que se passa em nós&#8230;enfim, confabulo contigo para sair de minhas entranhas.<br />
<br /> <br />
E para uma mulher, e acredito que seja para todos, querida amigo, amigos, isso é tão fácil de ser dito, isso é tão fácil de ser vivido, assim como é fácil mentir, no caminhos da linguagem, a palavra tanto serve para mentir como para dizer a verdade, sabemos, elas são pontes ou são sombras e por este saber seguimos querendo acreditar que a diferença toda está no conViver&#8230; e não no sexo, e sim na sexualidade que está nas possibilidades da linguagem.<br />
<br />
E nem sei bem porque digo isso, mas deve(m) ser porque amo partir palavras, ampliar, trocar, conversar e desejo ser lida, escutada, vá saber&#8230;<br />
<br />
Parto<br />
   partos<br />
p-a-l-a-v-r-a-s<br />
e depois é como sabemos<br />
dia ao dia<br />
ano ao ano<br />
um calendário de partidas<br />
a abrir portas<br />
sem comPORTAS<br />
<br />
Parto<br />
   Partos<br />
e viver junto ao que um dia não será seu, não será de ninguém para ser de todos, será um livro, será um quadro, será um filme, será alguém, tipo essas letras que juntas serão além  de palavras&#8230;a-m-i-z-a-d-e!<br />
<br />
Estou piegas&#8230; confessional, mas vá saber se não é Santos Agostinho me soprando algo, vá que seja Jona D`Arc. Seja um João, seja uma Maria, e cá pra nós, isso tudo pra disfarçar que eu e tu somos um nós mesmos e que se estou absolta ao extremo e porque já evito a condenação, extrema-unção de quem se confessa.<br />
<br />
Mas amigos compreendam, é por tanto acreditar nesse enlace que já fiz muitos projetos, já removi moinhos, já detonei mil folhas, já demarquei mil passos<br />
e sigo acreditando&#8230;<br />
Não consigo viver com minhas sombras<br />
ssssssssssssssssssssssssssssssssssss<br />
fantasmas visto com carne,<br />
temos os vampiros,<br />
tenho reciclagem de carnes, porém sangue nem sempre pode ser fundido<br />
se for de humanidade,<br />
bem, ai jorra<br />
e jorra<br />
assim como grandes amigos,<br />
poucos e intensos<br />
<br />
pássaros<br />
e enquanto escrevo, trabalho com um novo teclado<br />
essas coisa da tal modernidade<br />
que dão medo, afastam e aproximam,<br />
galopes<br />
tropéis<br />
e onde mãos, mãos verdadeiras se cruzam<br />
sairão nós<br />
      tipo naves marinheiras<br />
zizagueando por cada tanto entrecortando um porto<br />
um ponto (.)<br />
<br />
um pouso, porque querido(s), essa é minha única desilusão: haverá um, que um dia será o mais verdadeiro ponto e ao mesmo tempo o mais surreal &#8211; sim, haverá um ponto em que todos nos olharão, porque justamente estaremos mudos, calados&#8230; quietamente imóveis&#8230; bem, neste dia, talvez sejamos nosso outro, o claro imaginário que de tantas queimas, degolas, e tentares, estará lá no teto rindo de todos i – móvel- mente acompanhado(s)&#8230;<br />
<br />
Se tudo o que falarem nada escutaremos, então, para que tremores? Esse é o certo dia, assim como o primeiro &#8211; dois momentos derradeiros – passagens tipo equação entre x e y&#8230; portanto, a estas letras coloco M&#8230;xey=M e que as outras, deem conta das reticências.<br />
<br />
Um abraço realmente não imaginado, para além de qualquer suspeita, um grande braço amigo, hábraços!<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto.<br />
Rio de Janeiro, 9 de novembro de 2011</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/09/um-carta-ao-imaginario-inventar-mais-do-que-preciso-e-vital/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

