Archive for the ‘Cartas’ Category

Um carta ao Amigo Imaginário III, ler e conVersar mais do que preciso é vital

Um carta ao Amigo Imaginário III – ConVersar é vital
por Carmen Silvia Presotto


“O corpo é a prisão da psiquê”
Sócrates

O psíquico busca um lugar, marcas de linguagem, corpo para que além da privação interna e biológica, sua busca seja lógica, ética, topológica, logus, discurso – manto sagrado – texto, onde poder falar de si mesmo, também será se reproduzir dentro da lei do significante que é um Valor humano.

Dito isso, Imaginário, repenso no que nos diz Sócrates, sobre corpo e psiquê, dito por ele num contexto em que o interesse intelectual estava em Atenas e o físico em Esparta, e chego a Freud para conversar sobre o que seria isso enquanto (de)formação onírica.

Desde aí, contextualizo , o que é fundamental Imaginário!, o quão complexo é poder compreender o que se busca por sua formação, por saber o quanto a própria ignorância se faz sabedoria para seguirmos caminhantes.

Sim, isso que não informa, é o que rompe com a letra por si só, com a palavra por si só, porque conduz o saber a uma construção, uma ação que será uma palavra em expressão, ato, efeito de-efeito, palavra plena, palavra significada.

Sim, Platão! Uma escuta poética, talvez seja uma possibilidade de aproximar o que age e o que pensa?!

Leia toda Carta ao Amigo Imaginário ao qual venho escrevendo todos os domingos…

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Um carta ao amigo imaginário II, inVentar mais do que preciso segue vital…

Querido amigo(s), sigo minhas cartas da semana.



Assim, resenho a mim mesma, repasso a semana sobre o que ando lendo e vivendo, e assim, meu amigo sabemos, sempre tem sido. Para reparar os mofos e limpar os sótãos nada como nos encontrarmos por aqui, entre palavras não há segredos, aos revés, há libertação…

Hoje vivemos num mundo onde as distâncias estão cada vez menores, basta sentarmos em frente ao elefante branco, que, para acompanhar o tempo e os deslocamentos, já vestiu-se de “pretinho” básico”, mais elegante, chic mesmo!!! Há também os vanguardistas, bem mais coloridos e ainda raros, prateados, brancos, há teclas potentes e muitos avanços… Sim, imaginário, imagina que hoje num célula de ar tudo é possível?, chegamos a Lua, avançamos as barreiras espaciais e o tempo flui intensamente.

Uns sustentam uma imagem mais leve, econômica, parecem recém saídos de um filtro, lipoaspirado. Alguns já cabem na palma da mão; outros, ainda ocupam uma mesa inteira. Há uns que num simples toque já identificam o nome, o número, a série de quem os chama. Há outros que sem mover-se, apertam o tal de Gogle Earth e mapas e descobrem tudo e todos. Outros num teclar de botões se mexem e até dançam e cantam e vivem a vida dos outros…

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Um carta ao imaginário.. InVentar mais do que preciso é vital!!

Psiu! havia deixado de escrever ao amigo imaginário.

No entanto, tantos fluxos de viver me dizem que só escrever ao diário não me basta, este já está viciado, então volto…se conseguirem passar adiante do primeiro parágrafo me avisem, porque sei que ouvido alheio não é latrina… mas voltei ao Interiores Vidráguas, onde toda semana postarei minhas cartas ao amigo das obras do tempo.

Uma carta ao amigo imaginário
por Carmen Silvia Presotto



Querida amigo, eras para ser imaginário, portanto qualquer coincidência já não é mero acaso… Escrever.
Escrever se tem escrito. Há jornais, há livros, há muitas letras para serem trabalhadas, há projetos. No entanto, o grande desejo está em ser lida, escutado e quem me lerá, quem poderá me responder, e quem será o destino destas palavras, para que delas me venham algo mais do que sons e imagens?

Quem as deixará penetrar além das setas? Quem, através delas, enviará cartas em respostas que me façam crer que eu(nós) exista, existamos?

Coisas nada comuns, porém, também nem tão complexas. Apenas momentos de um viver, de um respirar, de um estar junto além da própria pele, além da própria sombra.

Conspirar!

E tu sabes querido amigo(s), que estar na multidão me agrada, porém estar com uma multidão em mim é sol em dor – talvez um pouco trágico – mas o tempo de hoje nos pede encontros e desencontros e como lidar com Isso? Eu sei, eu sei… e por tanto saberes é que pulso por uma palavra e que ela me seja mais que vento, inVento, me seja carne, sangue azul, tinta que demarque qualquer rastro, existência.

se desejar, desejarem, leia(m) toda a carta, lendo até aqui já está bom(rs)

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Agora rumo ao Rio de Janeiro com Uns Poucos Versos de Cristina DeSouza, eba!!



Lançamento do livro “Uns Poucos Versos” de Cristina DeSouza
Dia 16/11 na Blooks Livraria

MOVEDIÇO
“meu jazz
é azul
baixo no compasso
guitarra no blues
ávida de estrelas
procuro a luz
é noite
a lua é cheia
pés na areia
enquanto
meus olhos
passeiam no escuro
nus”

Com os pés firmes no chão, Cristina DeSouza nos dá provas de que é uma das mais agradáveis surpresas na recente safra emergida dentro da poesia contemporânea em língua portuguesa. Seus poemas fluem com facilidade, em ritmo marcado normalmente por versos curtos, mas numa linguagem de grande profundidade e nas palavras habilmente desferidas de seus haicais. Em “Uns Poucos Versos”, o arranjo e a musicalidade de Cristina levam-nos a telas, retratos, cores, sentidos e emoções surpreendentes.

Leia toda a divulgação e serviços do Evento
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CAIO F: CARTA DE UMA DATA ADIVINHADA, desde Outubro… desde Nei Duclós

Psiu! Isso tem que ir para Escolas, tem que ser distribuido e compartilhado, memórias poéticas, Vivas Memórias..

CAIO F: CARTA DE UMA DATA ADIVINHADA
por Nei Duclós


Foto de Juarez Fonseca

Da solidão à epifania, esta carta que Caio escreveu para mim em data incerta, mas determinada (vejam por que logo no início) percorre as dificuldades que enfrentávamos na época, como desemprego, projetos frustrados, amores que se esvaziam, relacionamentos que acabam, dor de cabeça que não passa. Começa mostrando como se fazia nos anos 70: ia-se pessoalmente à redação levar o texto para ser publicado. Não tinha essa moleza de e-mail . E não era um lugar qualquer, mas na mais profunda Marginal do Tietê,na redação da Veja. Ia-se a pé, ou seja, de ônibus. Assim vivíamos naquele tempo heróico. Caio mostra com todas as letras o que se passava na época, dando continuidade a esta série de cartas perdidas que já é um cult entre antigos e novos admiradores. Destaque para a história ótima com Mario Quintana

Porto, acho que 23.11.77

Nei,

tanto silêncio meu que, eu sei, pode ter soado a desamor. Não foi não, só um acúmulo de coisas internas e externas, lançamento de livro, insegurança, medos, bodes & bodes que não vale a pena enumerar. Mas hoje pensei forte em você porque fui na sucursal da Veja levar – depois de muita marcação – uma resenha que o Humberto Werneck tinha pedido sobre “A Vaca e o Hipogrifo”, do Mario Quintana – e que eu abri cotando aqueles versos seus, o dinossauro, a borboleta, é incrível como ele dinossaureia e borboleteia nos textos. Depois levei na Folha a minha página de quinta, estou só com duas páginas, agora uma às segundas, outras às quintas, sobre o que eu quiser, depois fui no psiquiatra e saí tão desantenado (demônios novos na roda…) que não suportei sequer a idéia de tomar um ônibus na Praça XV e voltar pra casa.

E leiam toda a carta e postagem lá em OUTUBRO, um Livro, um mês, um espaço onde memórias, poesia e ensaio nos revigoram ao sempre..

http://outubro.blogspot.com/2011/10/caio-f-carta-de-uma-data-adivinhada.html

e em Outubro mais evasAlmas…eba.

Gracias Poeta por saberes o quanto o compartilhar na vida dos jovens, dos poetas que amam o saber poesia e or isso desejam segui sonetando, cantando, amando para serem escutado e existir…

Hey e meu livro de Quintana Favorito e até o Espergia, de Valejjo, que amo, que amo…nossa Caio, então eras tu a estrela a me piscar desde segunda…ahahaha, compreendi…nascemos um dia em que o Olimpo estava vivo(rs).
Carmen Silvia Presotto – Vidráguas