Archive for the ‘Cartografias Poéticas’ Category

Eros, poema Anáguas em Vidráguas



Agarrei-me a seu ombro
e beijei-o, havia uma intimidade mais viril
devido a meu ato rude de algumas horas atrás.

“Coisas antigas também me chamam, os pensamentos dela”

Em poucos minutos eu estava completamente vestida para voar com ele abraçada;
estava tão impregnada desses sentimentos que não consegui deixar de abraçá-lo
e beija-lo, só para fazer seus lábios se entreabrirem, só para sentir sua boca se
fechando na minha mais uma vez.



Poema de Rodrigo Rios de Lucas, que escreve todas as quintas-feiras para nosso Anáguas-Vidráguas e administra conosco o Vidráguas e também o Enterprosa, frupos de poesia no Facebook.

Psiu, e logo o site Anáguas estará no ar, onde também teremos a seleção EvasAlmas, aguardem, bom anoitecer e seguimos, poemando, cantando, e sempre a mando da Poesia.

Uma resposta viajeira, momentos bruxelentos, uma cartografia poética

Uma resposta viajeira
por Carmen Presotto

Um dia alguém me perguntou que acho da Bélgica.
Poderia ser uma simples resposta, tipo, terra de Marguerite Yourcenar,Henri Michaux…ou chocolate Godyva ou a estátua do menino que faz pipi, Manneken Pis,onde todo o mundo, literalmente, quer passar por ele, colocar a mão na fonte e ainda tirar fotos com o crédito de que a lenda reforçará a sorte desejada aos piratas por viagens.



Por ali, outros reforçam seus créditos com souvenieres, camisetas, restaurantes, em que várias línguas serepenteiam entre o francês, espanhol, italiano, antigo latim, e com um ardente salpicar de resquícios mourescos, som mais anasalado – gutural – uma vez que logo ao lado está a Holanda, porto de tulipas, entrada deste calor flamengo.

No entanto como sempre faço, anoto as inquietações que chegam às minhas impressões, nada menos bruxelentas, retomo cada pingo da memória remota, recento-a como se uma vela em chamas me reacendesse uma marca capital: BruXelas!

Muito jovem, estudante de uma cidadezinha do interior, gostava muito de participar de momentos artísticos. Lá pelos meus 10 anos, numa apresentação da Escola São Roque, em frente a toda a cidade, fazendo um show “ Uma volta ao Mundo”, no cinema Sarandi, palco de todos os filmes e novidades, miro a foto de uma “garçoniere” cantando “Sur les ponts de Paris…”, recoloco a boina verde e ajeito a piteira que marcava meu giro pela França.



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Fenda nua… poema de Carmen Presotto

Psiu!

Um beijo a todos por aqui,boas leituras e estaremos 10 dias de férias, aproveitem para ler, comentar, criticar e início de setembro estaremos de volta. Sentiremos saudade, até lá



Fenda nua

com os dedos da noite
assombro as paredes da Lua

Hora do terço
- dizem as carolas –
e eu,
rezo momentos com pérolas

Psiu!

Badalam os sinos
um fantasmas me chama
e eu,
vou lá vesti-lo de carne…

Carmen Silvia Presotto – Vidráguas
Fotografia de Gui Bourdin

E aí, quem tem coragem de confessar?



Estamos com mais um Projeto Cultural Vidráguas, acompanhem, participem, é fundamental descruzarmos os braços a caminho de uma Literatura Social… O caminho se faz ao andar e ao conVersar!!

Em Vidráguas, cartografia poética com Rubens Jardim

Psiu! Dois dias atrás li este texto escrito na juventude do Poeta Rubem Jardim, inspirado na forte repercussão de Liberdade, Liberdade, datado dos anos 60 em pleno movimento da Catequese Poética. O texto foi escrito para ser , levado aos palcos, aos colégios e faculdades, enquanto isso, leiamos aqui em uma cartografia poética.

As palavras podem abrir, revelar, dividir emoções
Por Rubem Jardim





Poeta 1
Bom dia, minha vida, minha luta!
Bom dia bandeira, bom dia escudo,
Palma, enterrada flexa, bom dia.
Bom dia pedra dura, fixa na onda da serra.
Bom dia minhas mãos, minha colher, minha sopa,
Meu escritório, minha casa e meu sonho.
Bom dia meu arroz, meu milho, meus sapatos, minha roupa.
Bom dia meu campo, meu livro, meu sol e meu sangue sem dono.

Poeta 2
Bom dia minha pátria de domingo vestida,
Bom dia senhor e senhora,
Poetas, bom dia,
Desfiles, canções, estandartes, bom dia.
Bom dia altas donzelas puras como canas


Poeta 1
Bom dia, oh terra de minhas veias,
Apertada maçaroca de punhos, cascavel da vitória


Leiam toda a crônica poética criada pela Catequese Poética e passada a nós por Rubens Jardim, um dos poetas do grupo

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