Archive for the ‘conversando sobre arte’ Category

Poemando nas Escolas, um exemplo a seguir…



E hoje nos encantamos com um poema de Sidónio Muralha – RECOMPENSA -
Lemos, relemos… Pensamos…

Quem entrou onde?
Quem voou?
Quanto tempo levou?
E o que ficou em nossos corações…
Eu gostei, as crianças gostaram
E pediram para copiá-lo no caderno de leitura!!!
Copiamos e ilustramos!!!

Vejam nossa recompensa… vejam todo o trabalho feito com amor em Poesia no blog da professora Vanessa Vieira, Poemando com Pequenos, boa tarde!!

Espichando a con√ersa com a Professora Suely, um exemplo a seguir..

Liberdade é viver
Texto de Daniele e Patricia T:11B*



Dê liberdade para a liberdade para o bem. Liberdade sadia, que não prejudique ninguém.
Ser livre, pra mim, não é fazer tudo o que queremos, é ter consciência do que fazemos.
Muitas pessoas gabam-se da sua liberdade. Gostam de dizer que estão livres para fazer o que querem.

Vão para onde querem, e para onde não querem não vão. Não querem estar amarradas a nada, nem esposa, nem família, nem filhos, e afirmam que nem Deus pode amarrá-las; estas pessoas são ultra-egoístas.

Não adianta sairmos pelo mundo fazendo coisas erradas e prejudicando os outros; ter liberdade é ter respeito pelos outros e por si mesmo.

Saibam mais

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Diálogo Gramático em Vidráguas…

DIÁLOGO GRAMÁTICO
por Nei Duclós



Olha aqui, Dois Pontos: não argumente comigo, disse o Ponto de Exclamação.
Penetra uma vírgula! disse o Ponto. Eu tenho crachá!
O U não saiu no desfile. Foi proibido de usar sua fantasia favorita, o trema.
Quis dizer outra coisa, disse o Entre Aspas.
Descemos no Ponto Final. Voltamos no Primeiro Parágrafo.
Faça bastante perguntas, disse o açougueiro para o ajudante. Aí põe todas essas carnes nos ganchos.
O segredo dos caras é que eles colocaram o Til fazendo pressão. Aumenta tudo.
Temos que mostrar nosso Diferencial, disse o Acento.
Estou em dúvida, disse o Ponto e Vírgula.
Não ultrapasse o travessão, disse a barra.

A lucidez embotada em Interiores Vidráguas…

A lucidez embotada
por Paulo Quoos Conte




Precisamos de antemão superar vícios que embotam todo e qualquer debate:


A primeira conclusão que alcanço é que todo ser humano só é fiel aos seus preconceitos, pelos quais é capaz de matar ou morrer, então qualquer discussão se nega à lucidez. Buscamos sempre a comprovação de nossos conceitos que já sustentávamos anteriormente, eles são o farol da verdade que o outro não permite que ilumine seu pensamento, então estabelecemos uma assimetria onde sempre a verdade já está comigo e o engano está garantido ao outro.

Ainda utilizando de dispositivos que confirmem que só eu me proponho a analisar com honestidade o assunto, o outro “legisla em causa própria”, é uma pessoa “rancorosa”, “mal amada”, “não conhece bem o assunto”, é “louco” e todo tipo de sortilégio em adjetivações, que além de posicionar a verdade a meu favor, deslocam o debate da temática, contra o debatedor (vindo de quem vem, não se poderia esperar outra coisa), assim garantimos que as nossas convicções não sejam abaladas e saímos todos fortalecidos em nossos preconceitos, com a certeza vitoriosa de que são o ideal para toda a humanidade.

Para que continuemos a nos enganar, sempre recorremos a estratégica comparação científica, com exemplificações do funcionamento da natureza, como se fosse a resultante de uma análise decorrente de uma profunda e exaustiva observação. Embora pudesse estabelecer esta reflexão a qualquer temática humana, centralizarei apenas ao tema sexualidade, por ser esta temática uma das que invariavelmente a observação é da mais toscas.

-Parte-se quase sempre da discussão deste tema agregado ao tema da reprodução, como se houvesse uma relação de dependência da sexualidade à reprodução, oque é insustentável, pois a maioria dos seres vivos não utilizam a sexualidade como prática para a reprodução, nem sequer a conhecem. Bactérias, vírus e fungos estão em infinidade numérica superior e garantem a vida de todos os demais seres vivos, desconhecendo a figura de macho e fêmea.

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A Corrosiva Ordem Silenciosa, uma reflexão em Interiores Vidráguas

A Corrosiva Ordem Silenciosa
por Paulo Quoos Conte*



Quais valores construímos silenciosamente para dar sustentação a ordem em uma sociedade?
Três fatos em terras brasileiras no mesmo período de tempo:
- A novela promotora e alimentadora de grande parte da consciência nacional apresenta uma mãe surtada em pleno desespero, frente à descoberta do filho que busca a sustentação de uma vida de consumo através da venda de seu corpo, traduzindo digo “se prostituindo” como “garoto de programa” ou “michê”.
– Em Porto Alegre, um garoto de programa é espancado por seus colegas, outros garotos de programa, é expulso da sauna por cobrar de um cliente um preço inferior ao estipulado pela casa, na venda de seus prazeres.
-Inaugura-se no mesmo e democrático Brasil o maior templo dedicado a Deus em São Paulo.

São apenas algumas das vertentes que produzem correntes de águas que formam o grande rio por onde navega a (in)consciência de um povo aberto, hospitaleiro e acolhedor.

Toda atitude humana se compões de dois mundos; O mundo das ideias, do imaginário, do simbólico que dão à sustentação e tornam legítimas nossas ações e possibilitam nossa interferência no mundo da realidade, do concreto e das ações (Habermas). Existe uma conexão direta, necessária entre esses mundos, o imaginário bem como diz a palavra, nos explica como imaginamos ou acreditamos que o mundo funciona, e assim, baseados nessas ideias, procuramos as ferramentas adequadas para resolver os desafios no mundo da realidade concreta que se nos impõe, e assim nossas ações são coordenadas pela convicção que nossas escolhas são sempre as melhores.

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