fevereiro 3rd, 2012 in conversando sobre literatura, Poemas, Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | 2 Comments »
As Mesmas Mãos
poema de Lisa Alves

Da mão do tempo colhi experiências:
flores autênticas com espinhos artificiais.
A proteção desfigura-se – nada guarda a chuva.
Pingo tempestades,
choro dilúvios.
E o mar da tranqüilidade
pertence ao vizinho.
Disseram para livrar-me
desses pensamentos.
Mas as idéias enterradas
nos pés da massa, multiplicaram-me.
Estou neles, estou eles e agora somos
os mesmo pés e as mesmas mãos.
Na dança da multidão,
ganho horários e cartões de compras.
Andar reto nesse coletivo insano.
Os meses são demais, mas são poucos os anos.
Um mapa traçado na face – ainda não é sinal do fim.
Gero despesas, abomino a TV
e quando vou às compras volto com a sacola cheia de Nada.
A falta de sentido me causa dor – é melhor pensar que sou um esqueleto.
Assistir um filme, ler um livro
e depois dormir.
Ainda bem que a tenho aqui perto – só assim para acreditar em existência imediata.
Lá fora sei que chove ou faz sol – é bem simples mesmo.
Lá fora sei que quem vai sempre volta – quase sempre.
Aqui dentro prefiro me preocupar com o sistema digestivo das minhas gatas.
Aqui dentro falamos sobre o futuro, quem vai cozinhar e o horário do remédio.
Não há garantias que nasci em 1981.
Não há garantias que nasci.
Não há garantias.
Não há.
Comunico-me com pessoas que nunca vi.
Isso não é desenvolvimento espiritual.
Isso é desenvolvimento tecnológico – Kardec era um visionário.
Eu amo a poesia de Drummond
mas odeio sua voz – eu também odeio minha voz.
Eu amo a prosa de Clarice Lispector
mas odeio sua voz – eu também odeio minha voz.
Quando a tempestade vai embora, eu sopro as nuvens.
Agosto e setembro passado
trouxeram grandes inundações.
Mas depois me reformei, sou igual a multidão – resiliente.
O tempo sempre me doa mãos
e eu as leio com minha visão turva e limitada.
O futuro é alquebrado, leva consigo lápides,
histórias e resistentes construções .
O comum fica, fica também o rancor, o coração partido
e a multidão.
Lisa Alves é uma poeta e escritora que leio sempre, desde de nosso encontro em Brasília, sigo desvendando seus livros, versos, novelas e contos… aqui em Vidráguas temos o prazer de ter seus poemas e também de divulgarmos A Prisioneira do Bosque e agora trazemos “Adeus Companheiro”, saibam mais aqui
Psiu Lisa, beijos e seguimos!!!
fevereiro 1st, 2012 in conversando sobre arte, conversando sobre literatura, Crônicas, Pontuação - Letras em Quadrinhos, Receitas Vidráguas | No Comments »
CIDADE DAS BRINCADEIRAS QUE ENSINAM
por Vanessa Vieira

Há muitos e muitos anos. Em um lugar muito distante daqui, havia uma cidade. Um lugar onde só moravam pessoas que tinham coração de criança.
Lá nessa cidade todas as pessoas gostavam de brincar, eles passavam o dia brincando.
A escola não era feita de prédio, todas as escolas funcionavam em um campo de futebol enorme e também não haviam alunos da primeira série, alunos da segunda série e tantas outras séries que nos conhecemos.
Todos os alunos eram da mesma série e tudo o que se aprendia era através das brincadeiras.
Leiam todo o texto aqui ou no blog da Professora Vanessa, Educar para transformar, um exemplo a seguir…
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janeiro 22nd, 2012 in conversando sobre arte, conversando sobre literatura, Crônicas | No Comments »
Eros, filho de aporia
por Jaime Medeiros Jr*

Estou a ler novamente o Banquete de Platão. Daí me muni da vontade de ler um tanto mais a sério. Busquei comentários. Estou a lê-los concomitantemente. Se nisto vier a descobrir algum remansozinho em que me pôr por algum tempo, já estarei bem contente por ter, mesmo que circunstancialmente, ancorado os apelos distraídos do meu coração. Como não se pôr a deriva neste grande e vago mar de saudadesejo que se há de navegar?
Leia todo o artigo aqui ou no site da Palavraria onde Jaime escreve sua Prosa Ligeira…
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janeiro 12th, 2012 in conversando sobre literatura, Crônicas, Versos que Conversam | 1 Comment »
MOTIVOS PARA LER
por Tânia Du Bois

Alana fotografada por Vanessa Vieira
“Quando a primeira palavra / romper a mortalha da página, / a luz escapará…”
(Francisco Alvim)
É inevitável lembrar que a língua é patrimônio cultural. Que a língua é caráter. Ela une e identifica um povo; foi muito mais importante do que se pensa na história dos descobrimentos. Relembro que o domínio de norma culta é a marca da diferenciação social, sinal de boa formação e inteligência.
Segundo Luís Fernando Veríssimo, “o caráter de um povo decorre da sua língua” e, para Pedro Du Bois, “Livros //… / ele não faz parte da vida: / exige atenção, capricho, conhecimento / maior que o simples passar de olhos”.
Leia toda a crônica poética
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dezembro 24th, 2011 in anáguas, Anáguas- EvasAlmas, Cartas, Cartografias Poéticas, conversando sobre arte, Conversando sobre cinema, conversando sobre literatura, Crônicas, De verso em verso...um novelo poético., Entrevistas, Eventos, Foto do Dia, Haicaiando em Vidráguas, Interiores, Lançamentos, mo(r)mentos - poemas enRedados, photoCrônicas, photoPoemas, Poemas, Poemas Plicários- VidrAnáguas, Pontuação - Letras em Quadrinhos, Quase_Conto, Receitas de Poetas, Receitas Vidráguas, Reciclagens..., Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | 4 Comments »

Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.
E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos…Feliz 2012!!