Archive for the ‘conversando sobre literatura’ Category

pensando a Poesia de Gullar com Luís Antônio Giron

Poesia para quê?
por Luís Antônio Giron

Ferreira Gullar, o poeta maior, completa 80 anos. Pena que ninguém leia mais poesia

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A poesia talvez seja a manifestação mais excêntrica da linguagem. Esqueçamos por ora do espírito humano ou da figura do poeta, mera abstração que as teorias de estruturalistas sobre a “morte do sujeito” enterraram nos anos 60. Suponhamos, mal seguindo Michel Foucault, Jacques Lacan e Derrida, que a poesia não passe de um prurido mórbido do código verbal, recalque da “phoné” ancestral, um signo incômodo. Ou, como ensinou o linguista Roman Jacobson, uma reles sobreposição do eixo do significante sobre o do significado. Completa inutilidade. A que vem ela então? A que vem o poeta? Cada escritor tem pronta a sua resposta. Vou tentar dar a minha.

Leia todo o ensaio crítico aqui ou na Revista Época de onde colei esta leitura:http://revistaepoca.globo.com/
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pensando a Poesia com Dilan Camargo em Z.H. de hoje, imperdível!

A palavra poética em nossas vidas, por Dilan Camargo*

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“De poeta e de louco, todos têm um pouco.” Quando falamos uma frase surpreendente e reveladora como essa, mas com rima, ritmo, e uma ideia, estamos fazendo arte com as palavras. Combinamos o som das palavras, damos um andamento melódico para elas, sugerimos uma imagem e comunicamos uma ideia. Temos diante de nós, uma frase, um chiste, um aforismo, ou um verso. Digamos que, nesse caso, temos um “verso” de sete sílabas, uma redondilha, com rima, ritmo e um significado sugerido: somos pessoas normais, mas também somos, saudavelmente, um pouco poetas e loucos. No mundo das palavras, quando falamos algo “fora do normal”, estamos criando, inventando uma nova linguagem.

Leia todo o artigo aqui ou no Jornal Zero Hora de hoje p.19
http://www.clicrbs.com.br/zerohora/

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Psiu!novidades, lançamento em Vidráguas, sigam…

Setembro e a Constelação…

CONVITE

Setembro – primavera à vista – lançamento de – Constelação de Ossos – Bárbara Lia -(Vidráguas) – em Porto Alegre (porto de partida do livro) e Belo Horizonte (data a ser divulgada em breve)

Saibam mais sobre a Obra e Autora:

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Clube de Leituras,Solidão Calcinada, rastros de um livro…

Vidráguas, Scrivere e ALF convidam os amantes da literatura a compartilharem em encontros suas impressões e experiências de leituras.

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Seguimos com nossos encontros, a nossa quarta leitura é o livro Solidão Calcinada de Bárbara Lia.

“…emprestamos a frase que Virginia Woolf disse em/para Orlando, e que parece se aplicar também à nossa autora: “Pois, segundo parece – seu caso prova isso -, escrevemos não com os dedos, mas com a pessoa inteira. O nervo que controla a pena enrola-se em cada fibra do nosso ser, amarra o coração e trespassa o fígado.” (pág.176)” – Izabel Liviski – fragmento final do texto acadêmico – Estudos Avançados – II – História (Gêneros da escrita: literatura, história e a teoria feminista sobre a escrita de mulheres) Ministrado pela Profa. Dra. Ana Paula Vosne Martins. Depto de Pós em História – UFPR .”

Saibam mais sobre Bárbara Lia e sua Obra no blog da autora:
http://chaparaasborboletas.blogspot.com/

Participem, encontros todas as últimas quintas-feiras do mês. O próximo encontro será dia 26 de agosto de 2010, às 16 horas, na Academia Literária Feminina, Rua Sarmento Leite 933.

Para saber mais, escreva para carmen@vidraguas.com.br ou ligue (51) 3392.3727

travessia poética, Sylvia Plath



Travessia

Lago negro, barco negro, duas pessoas de papel picado negro.
O que as árvores buscam de beber que não encontram aqui?
Suas sombras podem cobrir o Canadá.

Uma luz dissolvida pelas flores d’água.
Suas folhas não desejam nossa pressa:
Curvas e lisas e cheias de negros avisos.

Nos rastros dos remos, mundo de gelo.
O espírito do negro está em nós, nos peixes.
Um tronco podre flutuando, pálido adeus;

Estrelas se abrem entre lírios.
Estas sereias inexpressivas não te cegam?
Esse é o silêncio das almas atormentadas.

Poema de Sylvia Plath, , p.31, Sylvia Plath Poemas, Tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Márcio Arruda Mendonça, ILUMINURAS.

Vejam o filme, leiam mais poemas de Sylvia Plath e obrigada Sérvio pela receita de poetas!!!