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	<title>Vidráguas &#187; conversando sobre literatura</title>
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		<title>Desmontar o vazio, um escrito, um legado de Nei Duclós&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 16:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[DESMONTAR O VAZIO por Nei Duclós O que deixaremos de herança? Nada que possamos levar. Para quem parte, patrimônio ou nome vale tanto quanto o vento. Não que tudo seja inútil, e sim que tudo se equivale, tem o mesmo peso. Sendo assim, prefiro escolher o que parece bizarro ou inalcançável, mas é um sonho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DESMONTAR O VAZIO<br />
por <a href="http://outubro.blogspot.com.br/">Nei Duclós</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/estrelas-concurso-austriaco.jpg" rel="lightbox[15095]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/estrelas-concurso-austriaco-300x166.jpg" alt="" title="estrelas concurso austriaco" width="300" height="166" class="alignnone size-medium wp-image-15096" /></a><br />
<br />
O que deixaremos de herança? Nada que possamos levar. Para quem parte, patrimônio ou nome vale tanto quanto o vento. Não que tudo seja inútil, e sim que tudo se equivale, tem o mesmo peso. Sendo assim, prefiro escolher o que parece bizarro ou inalcançável, mas é um sonho. Quero deixar como legado, para usufruto de contemporâneos ou futuros, uma forma de ficar habitado nos momentos de vazio. Considero uma arte o exercício de tirar leite, o espírito habitado,  dessa pedra , o tempo em queda livre para o Nada.<br />
<br />
Cada pessoa tem seus segredos para fazer isso acontecer. O que serve para um não serve para o resto. Essa dificuldade é que me atrai para a pulsação de um diamante no cosmo escuro. Como fui treinado na desdramatização brechtiana no Arena de Porto Alegre, como o pouco que aprendi de interpretação foi um livro de Eugênio Kusnet, como o pouco que sei veio de alguns ensaios de Barthes e Foucault, como a viagem literária que fiz começa em Monteiro Lobato e passa por Conrad e Lorca, como tenho um acervo pequeno para tão grande pretensão, posso dizer que não são as leituras ou  a imaginação que preenchem o vazio.<br />
<br />
Leiam toda a crônica aqui ou em <a href="http://outubro.blogspot.com.br/">Outubro</a>, blog de Nei Duclós<br />
<br />
<span id="more-15095"></span><br />
<br />
Devemos procurar a essência, o núcleo do sopro que reacende a brasa. Ele é uma criatura livre de toda influência. O vazio cede quando você descobre o mecanismo e consegue desmontá-lo. E o vazio é gerado pelo mau uso das inúmeras linguagens que nos cercam, pelas ruínas do discurso, que inclui desde o milionésimo anúncio de cerveja até a pentelhésima vez que você ouve falar em democracia ou qualidade.<br />
<br />
O vazio é fruto da linguagem em ruínas. E não basta ler grandes obras ou tentar criar romances espetaculares ou poemas inesquecíveis. Você precisa aprender a se distanciar, extirpar de dentro de si o que é implantado diariamente, não apenas pelo som das vozes e as luzes dos sinais, mas pelos gestos repetidos e que te formatam. As falas do Mesmo, que circulam nas almas possuídas pelo vazio, derrubam as pessoas por terra e só sabendo como elas exercem essa tirania é que poderemos nos livrar delas. Precisamos deixar de escutá-las, apagá-las na mente por meio da mais poderosa força da expressão humana: a capacidade que temos de gerar uma linguagem de poder, o poder que nos acompanha e impregna.<br />
<br />
Dizem que Tom Jobim, gênio absoluto e maestro soberano, só falava traquinagens e passarinhagens nas suas conversas. Habitadíssimo como criador, e muito crítico em relação aos desmandos em geral, na intimidade ele simplesmente não assumia o discurso ambiente da economia, política, publicidade, culturas em geral. Ele falava de passarinhos. Nas redações,rolávamos de rir com as asneiras que falávamos e no dia seguinte lá estava aquela edição maravilhosa, seríssima. Pois soubemos desmontar o vazio por meio da nossa criação suprema, a linguagem habitada que é resultado da liberdade de pensar e agir<br />
<br />
É a capacidade de se expressar sem freio, costurando o incosturável e defendendo teses impossíveis. Só assim tornaremos habitável o coração outrora vazio do tempo. Essa arte é o que eu gostaria de deixar como legado. Criar um contraponto permanente ao domínio. Sem fórmulas, apenas a força da intenção de fazer acontecer.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pensando a poesia com Cesário Verde&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 22:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[mo(r)mentos - poemas enRedados]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
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		<description><![CDATA[Hey, seguimos nossas leituras e homenagens rumo a mais um webLivro Vidráguas, o primeiro já está com mais de 42.000 leituras, confiram aqui, este e também o II e o III&#8230; &#8230; e seguimos nossos experimentalismos poéticos e continuamos lendo Poetas Portugues, desta vez Cesário Verde,e logo, logo estaremos com Camões a caminho de mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hey, seguimos nossas leituras e homenagens rumo a mais um <a href="http://en.calameo.com/books/00084252928db6a6e14fe">webLivro Vidráguas</a>, o primeiro já está com mais de 42.000 leituras, confiram<a href="http://en.calameo.com/books/0007035442daaead1e5b4"> aqui</a>, este e também o <a href="http://en.calameo.com/books/000842529747eb24cfcfe">II</a> e o <a href="http://en.calameo.com/books/00084252928db6a6e14fe">III</a>&#8230;<br />
<br />
&#8230; e seguimos nossos experimentalismos poéticos e  continuamos lendo Poetas Portugues, desta vez Cesário Verde,e logo, logo estaremos com Camões  a caminho de mais poemas enRedados, porque sim!, logo teremos boas novidades deste projeto cultural Vidráguas que viemos tecendo!!<br />
<br />
&#8220;Ao entardecer, debruçado na janela,<br />
e sabendo de soslaio que há campos em frente,<br />
leio até me arderem os olhos<br />
o livro de Cesário Verde&#8221;<br />
<br />
Fernando Pessoa, em Poemas de Alberto Caeiro, Lisboa,, Ática, 1952, p.23.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/214849_4.jpg" rel="lightbox[14970]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/214849_4-225x300.jpg" alt="" title="214849_4" width="225" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14971" /></a><br />
<br />
<strong>Manhãs Brumosas</strong><br />
<br />
Aquela, cujo amor me causa alguma pena,<br />
Põe o chapéu ao lado, abre o cabelo à banda,<br />
E com a forte voz cantada com que ordena,<br />
Lembra-me, de manhã, quando nas praias anda,<br />
Por entre o campo e o mar, bucólica, morena,<br />
Uma pastora audaz da religiosa Irlanda.<br />
<br />
Que línguas fala? A ouvir-lhe as inflexões inglesas,<br />
- Na névoa, a caça, as pescas, os rebanhos! -<br />
Sigo-lhe os altos pés por estas asperezas;<br />
O meu desejo nada em época e banhos,<br />
E, ave de arribação, ele enche de surpresas<br />
Seus olhos de perdiz, redondos e castanhos.<br />
<br />
As irlandesas têm soberbos desmazelos!<br />
Ela descobre assim, com lentidões ufanas,<br />
Alta, escorrida, abstrata, os grossos tornozelos;<br />
E como aquelas são marítimas, serranas,<br />
Sugere-se o naufrágio, as músicas, os gelos<br />
E as redes, a manteiga, os queijos, as choupanas.<br />
<br />
Parece um rural boy! Sem brincos nas orelhas,<br />
Traz um vestido claro a comprimir-lhe os flancos,<br />
Botões a tiracolo e aplicações vermelhas;<br />
E à roda, num país de prados e barrancos,<br />
Se as minhas mágoas vão, mansíssimas ovelhas,<br />
Correm os seus desdéns, como vitelos brancos.<br />
<br />
E aquela, cujo amor me causa alguma pena,<br />
Põe o chapéu ao lado, abre o cabelo à banda,<br />
E com a forte voz cantada com que ordena,<br />
Lembra-me, de manhã, quando nas praias anda,<br />
Por entre o campo e o mar, católica, morena,<br />
Uma pastora audaz da religiosa Irlanda.<br />
<br />
Leia toda a postagem<br />
<br />
<span id="more-14970"></span><br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/tqyROtH0_bE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Sardenta</strong><br />
<br />
Tu, nesse corpo completo.<br />
Ó láctea virgem dourada,<br />
Tens o linfático aspecto<br />
De uma Camélia melada.<br />
<br />
<strong>Frígida I</strong><br />
<br />
Balzac é meu rival, minha senhora inglesa!<br />
Eu quero-a porque odeio as carnações redondas!<br />
Mas ele eternizou-lhe a singular beleza<br />
E eu turbo-me ao deter seus olhos cor das ondas.<br />
<br />
II<br />
Admiro-a. A sua longa e plácida estatura<br />
Expõe a majestade austera dos invernos.<br />
Não cora no seu todo a tímida candura;<br />
Dançam a paz dos céus e o assombro dos infernos.</p>
<p>III<br />
Eu vejo-a caminhar, fleumática, irritante,<br />
Numa das mãos franzindo um lençol de cambraia!&#8230;<br />
Ninguém me prende assim, fúnebre, extravagante,<br />
Quando arregaça e ondula a preguiçosa saia!<br />
<br />
IV<br />
Ouso esperar, talvez, que o seu amor me acoite,<br />
Mas nunca a fitarei duma maneira franca;<br />
Traz o esplendor do Dia e a palidez da Noite,<br />
É, como o Sol, dourada, e, como a Lua, branca!<br />
<br />
V<br />
Pudesse-me eu prostar, num meditado impulso,<br />
Ó gélida mulher bizarramente estranha,<br />
E trêmulo depor os lábios no seu pulso,<br />
Entre a macia luva e o punho de bretanha!&#8230;<br />
<br />
VI<br />
Cintila ao seu rosto a lucidez das jóias.<br />
Ao encarar consigo a fantasia pasma;<br />
Pausadamente lembra o silvo das jibóias<br />
E a marcha demorada e muda dum fantasma.<br />
<br />
VII<br />
Metálica visão que Charles Baudelaire<br />
Sonhou e pressentiu nos seus delírios mornos,<br />
Permita que eu lhe adule a distinção que fere,<br />
As curvas da magreza e o lustre dos adornos!<br />
<br />
VIII<br />
Desliza como um astro, um astro que declina,<br />
Tão descansada e firme é que me desvaria,<br />
E tem a lentidão duma corveta fina<br />
Que nobremente vá num mar de calmaria.<br />
<br />
IX<br />
Não me imagine um doido. Eu vivo como um monge,<br />
No bosque das ficções, ó grande flor do Norte!<br />
E, ao persegui-la, penso acompanhar de longe<br />
O sossegado espectro angélico da Morte!<br />
<br />
X<br />
O seu vagar oculta uma elasticidade<br />
Que deve dar um gosto amargo e deleitoso,<br />
E a sua glacial impassibilidade<br />
Exalta o meu desejo e irrita o meu nervoso.<br />
<br />
XI<br />
Porém, não arderei aos seus contactos frios,<br />
E não me enroscará nos serpentinos braços:<br />
Receio suportar febrões e calafrios;<br />
Adoro no seu corpo os movimentos lassos.<br />
<br />
XII<br />
E se uma vez me abrisse o colo transparente,<br />
E me osculasse, enfim, flexível e submissa,<br />
Eu julgara ouvir alguém, agudamente,<br />
Nas trevas, a cortar pedaços de cortiça!<br />
<br />
<strong>De Tarde </strong><br />
<br />
Naquele piquenique de burguesas,<br />
Houve uma coisa simplesmente bela;<br />
E que, sem ter história nem grandezas,<br />
Em todo o caso dava uma aguarela.<br />
<br />
Foi quando tu, descendo do burrico,<br />
Foste colher, sem imposturas tolas,<br />
A um granzoal azul de grão-de-bico<br />
Um ramalhete rubro de papoulas.<br />
<br />
Pouco depois, em cima duns penhascos,<br />
Nós acampámos, inda o sol se via;<br />
E houve talhadas de melão, damascos,<br />
E pão-de-ló molhado em malvasia.<br />
<br />
Mas, todo púrpuro, a sair da renda<br />
Dos teus dois seios como duas rolas,<br />
Era o supremo encanto da merenda<br />
O ramalhete rubro das papoulas!<br />
<br />
Poemas colhidos, em O livro de Cesário Verde, Poemas, editado pela L&#038;PM, 2002, p.p.49, 60,61,62,63,64,65,66,67,68,69 e 79.<br />
<br />
Poeta português, natural de Caneças, Loures, oriundo de uma família burguesa abastada. O pai era lavrador (tinha uma quinta em Linda-a-Pastora) e comerciante (estabelecido com uma loja de ferragens na baixa lisboeta). Foi por essas duas actividades práticas, úteis, de acordo com a visão do mundo do próprio Cesário Verde, que se repartiu a vida do poeta. Paralelamente, ia alimentando o seu gosto pela leitura e pela criação literária, embora longe dos meios literários oficiais com que nunca se deu bem, o que o levou, por exemplo, a abandonar o Curso Superior de Letras da Faculdade de Letras de Lisboa, que frequentou entre 1873 e 1874.<br />
<br />
Cesário Verde estreou-se, nessa altura, colaborando nos jornais Diário de Notícias, Diário da Tarde, A Tribuna e Renascença. A partir de 1875 produziu alguns dos seus melhores poemas: «Num Bairro Moderno» (1877), «Em Petiz» (1878) e «O Sentimento dum Ocidental» (1880). Este último foi escrito por ocasião do terceiro centenário da morte de Camões e é, ainda hoje, um dos textos mais conhecidos do poeta, embora mal recebido pela crítica de então, numa incompreensão geral mesmo por parte de escritores da Geração de 70, de quem Cesário Verde esperaria aceitação para a sua poesia.<br />
<br />
Leiam mais de sua biografia aqui: <a href="http://www.astormentas.com/din/biografia.asp?autor=Ces%E1rio+Verde">http://www.astormentas.com/din/biografia.asp?autor=Ces%E1rio+Verde</a></p>
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		<title>Uma carta a mãos que leem, escrevem, trocam&#8230; uma carta ao Poeta Chico Miguel!</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/05/06/uma-carta-a-maos-que-leem-escrevem-trocam-uma-carta-ao-poeta-chico-miguel/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 18:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Querido Chico Miguel*! por Carmen Silvia Presotto Registro aqui a minha alegria, ao chegar no Escritório e me deparar com tua carta. Maior ainda, minha euforia, ao rasgar o envelope para nele encontrar um tempo precioso de trocas poéticas, recortes da publicação de sua resenha sobre Dobras do tempo, meu primeiro livro de poesia, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/">Chico Miguel</a>*!<br />
<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Leitura-de-Chico-Miguel.jpg" rel="lightbox[14943]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Leitura-de-Chico-Miguel-300x224.jpg" alt="" title="Leitura de Chico Miguel" width="300" height="224" class="alignnone size-medium wp-image-14944" /></a><br />
<br />
Registro aqui a minha alegria, ao chegar no Escritório e me deparar com tua carta. Maior ainda, minha euforia, ao rasgar o envelope para nele encontrar um tempo precioso de trocas poéticas, recortes da publicação de sua resenha sobre <em><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/04/12/dobras-do-tempo-poeia-singular-por-francisco-miguel-moura-que-presente/">Dobras do tempo</a></em>, meu primeiro livro de poesia,  no Jornal o Dia, em Teresina, dia 14/4/2012 e não bastasse, junto chegam poema dedicados à vida de quem vive.<br />
<br />
Por Toda A Vida<br />
para Mercinha<br />
<br />
Já não posso fazer tudo que queres,<br />
e o teu tempo é um tempo de querer.<br />
Porém sonhos jamais hão de morrer.<br />
agora que os mistérios são misteres.<br />
<br />
De outra forma não vejas: &#8211; São deveres<br />
que vão acompanhar-te. Há mais prazer<br />
em voar menos tempo e tudo ver,<br />
doravante criando e amando os seres.<br />
<br />
Posso fazer-te mais do que imaginas<br />
para que sejas feliz entre as meninas<br />
e entre os jovens que mais te dão guarida.<br />
<br />
Posso ser tão sincero quanto bom<br />
de coração na mente &#8211; este é meu dom,<br />
e posso dar-te amor por toda vida.<br />
<br />
Um poema a uma menina, filha amada, que por momentos e por forças do sentir, aproprio-me e me aninho como se Mercinha fosse, sinto-me filha de teu poemar, de teu carinho, de teu cuidado&#8230; Gracias!<br />
<br />
Não bastasse isso, chego em casa e vou reler <em>O Menino Quase Perdido</em>, o teu último livro, entre tantos, tantos outros,  e nele me espelho nas memórias dos dias, encontro Cecília Meireles abrindo o caminho e depois aplaudo A vida que começa num sonho e tece Marcas na Areia. Percorro A Fábula do Preguiçoso e caio em tua aprendizagem, onde também me alinho em Como aprender a ler&#8230;.<br />
<br />
Leia toda a carta<br />
<span id="more-14943"></span><br />
<br />
&#8230; e sim, meu amigo, o tempo passa e chegam as perdas e com ela Saudade e Dor, mas com Os Poderes de Deus, aplacamos Medo e conservamos a Esperança.<br />
<br />
Passo mais linhas, revolvo mais leituras e chego Ao Fim da InFância, para contigo, recordar que Naquela tarde de Abril, e ( antes que tudo acabe), devemos esticar o amor, os sentimentos do mundo com passos que conVersem, troquem, porque sim, &#8220;certos sentimentos parecem ficar numa zona neutra de comunicação&#8221;&#8230; não para nós, que sabemos que o contrário do amor, não é ódio, nem dor, mas sim a indiferença.<br />
<br />
&#8230; e por esta não nos habitar, te abraço, mando um beijo a todos familiares e poetas daí, e digo: gracias por existires em minha vida!!<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto<br />
Porto Alegre, 6 de maio de 2012.<br />
<br />
*Chigo Miguel é como os amigos chamam <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/">Francisco Miguel Moura</a>, conheçam aqui sua biografia: <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/p/biografia.html ">http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/p/biografia.html<br />
</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã”</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 15:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã” por Tânia Du Bois Mudança e lembrança são palavras de que gosto muito. São significantes, porque sendo inevitável lembrar que o livro é patrimônio cultural, logo sinto que ler é desejo que gera a mudança e, ainda, faz-me entender a situação da fala e escrita do autor. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã”<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/i24283_20120229_104123.jpg" rel="lightbox[14754]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/i24283_20120229_104123-211x300.jpg" alt="" title="i24283_20120229_104123" width="211" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14755" /></a><br />
<br />
Mudança e lembrança são palavras de que gosto muito. São significantes, porque sendo inevitável lembrar que o livro é patrimônio cultural, logo sinto que ler é desejo que gera a mudança e, ainda, faz-me entender a situação da fala e escrita do autor. Então, vivo cada minuto desvendando verdades ocultas ao ler os ensaios de Gilberto R. Cunha, em Cientistas no Divã. É livro com o potencial de um universo sem fronteiras, onde o autor utiliza-se da realidade para apresentar suas impressões sobre o mundo.<br />
<br />
Saliento as lembranças e mudanças para demonstrar cada passo e ação do escritor que não para de propor novos questionamentos e reflexões ao leitor.<br />
<br />
Lembrança: Gilberto Cunha não escreve sobre o que não sabe. Gaúcho, agrônomo e pesquisador é o autor do livro Cientistas no Divã, de 2007.<br />
<br />
Leia toda a postagem<br />
<br />
<span id="more-14754"></span><br />
<br />
Mudança: ele é a porta de entrada no mundo da ciência, como construção cultural, através da coletânea onde seus ensaios conVersam com o leitor sobre os sentimentos que, segundo o autor, muitas vezes, prevalecem sobre a razão. Gilberto faz questão de mostrar uma realidade científica com seus fatos relacionados e fundados em descobertas, como diferencial para a reflexão e a interpretação do leitor. “Entre os maiores desafios dos seres humanos estão compreender os sentimentos, falar sobre os sentimentos e manipular os sentimentos.”<br />
<br />
Lembrança: Gilberto Cunha se converte em personagem com ideias e provocações ao narrar textos recheados de temas agrários e os comparar ao “amor sem limites”, isto é, escreve sobre a emoção que fala mais alto do que a razão, podendo impedir a nítida visão dos acontecimentos. Ainda, alerta em Ética na Agricultura que estamos diante de nova era agrícola.<br />
<br />
Com estilo envolvente, em Teoria da Fome, retrata a realidade que, até hoje, se sabe triste, como refletida por Norman Borlaug, quando de visita à Passo Fundo, “as pessoas famintas se tornam pessoas raivosas; elas não compram alimentos, elas compram armas”.<br />
<br />
Mudança: Gilberto pergunta, “Como produzir alimentos em quantidade suficiente e garantir que todos tenham acesso indistinto aos mesmos? Ele mesmo responde que, “&#8230; assegurar o direito a uma alimentação de qualidade para todos&#8230;vai ter de contar com o envolvimento de toda a sociedade, uma ampla mobilização.”<br />
<br />
Para defender a tese de que, mesmo num mundo de incompreensão entre os sentimentos, as contradições e o sistema político, o autor registra credos diferentes, nos ensaios: “Razão &#038; Fé”; “O preço da Opinião”; “Que é vida?” e “Que é um intelectual?”, que estão a um passo da nossa reflexão ao nos engrandecer com sua análise crítica dos fatos.<br />
<br />
Lembrança: Gilberto Cunha é escritor que contextualiza a época em que o mundo se preocupa, tão somente, com a provocação entre as diferenças e a não busca pela essência da vida com qualidade.<br />
<br />
Mudança: Nesse cenário literário, vê que o mundo não é tão civilizado como se pensa ao se manifestar nas relações cotidianas: ”processo de mutação que cria o novo e destrói o velho.” Nas palavras de Schumpeter, “Ninguém se destaca a não ser que faça diferença na vida das pessoas”. Com certeza, Gilberto Cunha se destaca como marco, em razão do que apresenta em sua obra: a naturalidade de uma conVersa que, em seus textos, nos aproxima da razão em relação à obra impecável, na forma e conteúdo e na qualidade literária.<br />
<br /> <br />
Lembrança: Cientistas no Divã reflete o tempo como lembrança e a consciência da visão, na preocupação para com o futuro e no transfigurar e transgredir a realidade como mudança.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dobras do tempo &#8211; poesia singular por Francisco Miguel Moura, que presente!!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 22:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“DOBRAS DO TEMPO” &#8211; POESIA SINGULAR por Francisco Miguel de Moura &#8211; membro da Academia Piauiense de Letras* Na minha vivência com livros, tenho notado o desprezo que a crítica dispensa à primeira obra do autor (à chamada estréia), tal como tem preconceito pelo lugar do nascimento do poeta, o endereço do poeta. Se nasce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“DOBRAS DO TEMPO” &#8211; POESIA SINGULAR<br />
por Francisco Miguel de Moura &#8211; membro da Academia Piauiense de Letras*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001.jpg" rel="lightbox[14618]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001.jpg" alt="" title="001" width="133" height="200" class="alignnone size-full wp-image-14620" /></a><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001-Carmen-S.-P..jpg" rel="lightbox[14618]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001-Carmen-S.-P..jpg" alt="" title="001 - Carmen S. P." width="174" height="200" class="alignnone size-full wp-image-14619" /></a><br />
<br />
Na minha vivência com livros, tenho notado o desprezo que a crítica dispensa à primeira obra do autor (à chamada estréia), tal como tem preconceito pelo lugar do nascimento do poeta, o endereço do poeta. Se nasce ou mora no Piauí ou em Sergipe, por exemplo, sequer se dispõe a dar uma olhada num poema, desprezando até as orelhas.  Não sou crítico de profissão, sou poeta. Aquele &#8211; ganha alguma coisa dos jornais, revistas, enciclopédias, etc.; este &#8211; ganha o pão de cada dia (o diabo não amassa pão para ninguém), noutra profissão.<br />
<br />
Ela não é nenhuma desconhecida, pois constrói e mantém, em conjunto com outros, o site “Vidráguas”, na internete, onde movimenta a poesia, a crônica e a crítica, com seriedade e bom humor. Foi a partir de um lugar chamado “Facebook”, há já algum tempo, que passamos a ser conhecidos e amigos. Por isto, eu talvez fosse suspeito para fazer uma crítica a seus livros.<br />
<br />
Leia toda leitura crítica aqui ou no blog do Poeta Francisco Miguel Moura, <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/2012/04/dobras-do-tempo-poesia-singular.html">aqui</a>.<br />
<br />
<span id="more-14618"></span><br />
<br />
Não tendo como escrever sobre os três recebidos, escolhi “Dobras do Tempo”, pelas razões já expostas e porque me parece singularíssimo, de uma poesia pura, limpa, forte e profunda.<br />
<br />
De algumas anotações de leituras, me apraz transcrever este trecho de sua obra: “Fechei os livros, mas continuam as minhas leituras. Leio nuvens rabiscando céus, pássaros desenhando o horizonte, árvores dançando com o vento. Leio uma mistura de gente, piscar de olhos. Leio loiros, ruivos, morenos, homens, mulheres. (&#8230;) Encontro nas entrelinhas um espelho, o qual me escancara sua campainha presa na garganta. (&#8230;) Lerei meu mapa astral, meu mapa genético, outros me lerão enquanto um ‘eu’ teimoso ainda se esconde de mim.” (Uma porta se abre, p.20).<br />
<br />
Quantas portas não se me abriram à leitura de seus poemas/crônicas (que também eles são muito ligados ao lirismo da prosa moderna)? Portas de pensamentos e sensações pessoais tocados e transluzidos. Que simplicidade, que beleza, que cheiro de verde, flor, nuvem e pássaros voantes que se encontram nas “Dobras!&#8230;” Seu tempo é uno e ilimitado, as dobras são muitas e vário, tão vário, é seu alto caminhar, pensar e escrever. Beleza e arte não lhe faltam. Grandeza de espírito, também não. Já cheguei a afirmar, num dos meus escritos, que “não acredito em poetas maus, nem em maus poetas”. Os poetas são simples, generosos, humanos e por vezes ingênuos – esta é a verdadeira natureza do poeta e da poesia. E se há poetas maus, assassinos, vilões, ladrões de corpo e alma, enfim criaturas que, na verdade, não possuem a chama dos bons sentimentos (como os psicopatas, por culpa de quem quer que seja, não importa), quando aparecem como poetas, na verdade são embusteiros, vilões, e logo-logo se descobrem por si mesmos.<br />
<br />
Antes de terminar, não devo esquecer uma passagem em que a personagem/autora, assistindo a uma missa, revela várias dobras do nosso tempo, do nosso mundo: “Sinto minha fé reformada. Foi-se o ranço e a falsa luz das velhas manhãs domingueiras. Foi-se o pecado, levando junto a incerteza do risco de não viver para sempre no sacrossanto-paraíso. Cresci, caíram totens e tabus, mas a religião de sentir vida nos outros ainda me traz o brilho do sol e a esperança do lugar mágico. Refúgio onde a amizade corre solta, o verde transfunde pessoas em humanidade e o diálogo soe natural&#8230; Lugar onde chorar seja quase um pecado e sorrisos escancarados sejam os únicos dízimos aceitáveis” (“A missa dos encontros” p.29).<br />
<br />
Mas, leitores, não deixem escapar a crônica “Tempo de recreio” (p.35), especialmente. Não deixem de ler o livro todo, quero dizer, também a segunda parte (os poemas): &#8211; A partir da p.53, começam as peças mais caracteristicamente poéticas: O poema “Tempo esgotado” excele:</p>
<p>“Agitados abanos / lembram os laços da trança menina e / a expectativa da vida não preenchida. // Sorrisos de lazer / brindam um novo ócio. // Até um dobrar de esquina // sentir um parar perdido e // esquecer do caminho. // Desaposento-me&#8230; // Suspiro ao vento pelo primeiro dia”.<br />
<br />
Outros merecem a mesma qualificação de excelência: “Fardos da memória” e “Fios retorcidos” (“Se escrevo, é para um dia renascer”); “Mulher de areia” (“O muro dos ventos abarca meus sonhos”); e, em “Liberdades decrescidas” &#8211; uma valiosa definição de infância: “Infância: perdas entre caminhos, flores nos albergues do tempo, néctar da vida&#8230;”<br />
<br />
Sílvia Presotto, poeta de alto estilo, representa a melhor poesia dos nossos brasis! – este é o meu arremate.<br />
<br />
*Francisco Miguel Moura, nasceu em Francisco Santos (outrora “Jenipapeiro”, município de Picos, sertão do Piauí), aos 16 de junho de 1933. Estudos primários com seu pai; ginasial e contabilidade, em Picos, onde contraiu matrimônio com D. Maria Mécia Morais Moura. Naquela cidade nasceram os 2 primeiros filhos: Franklin e Fulton; os outros, Laudemiro e Francisco Jr. nasceram na Bahia e Fritz e Mécia, em Teresina. Formado em Letras pela Universidade Federal do Piauí e pós-graduado na Universidade Federal da Bahia. Funcionário aposentado do Banco do Brasil. Radialista, professor de língua portuguesa e literaturas brasileira e portuguesa, atividades que não mais exerce. Hoje se dedica exclusivamente a ler e escrever e brincar com os netos, que ao todo são dez, na cidade que elegeu para sempre: Teresina.</p>
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		<title>Poemando nas Escolas, um exemplo a seguir&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 19:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E hoje nos encantamos com um poema de Sidónio Muralha &#8211; RECOMPENSA - Lemos, relemos&#8230; Pensamos&#8230; Quem entrou onde? Quem voou? Quanto tempo levou? E o que ficou em nossos corações&#8230; Eu gostei, as crianças gostaram E pediram para copiá-lo no caderno de leitura!!! Copiamos e ilustramos!!! Vejam nossa recompensa&#8230; vejam todo o trabalho feito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/recompensa.jpg" rel="lightbox[14575]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/recompensa-300x225.jpg" alt="" title="recompensa" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-14576" /></a><br />
<br />
E hoje nos encantamos com um poema de Sidónio Muralha &#8211; RECOMPENSA -<br />
Lemos, relemos&#8230; Pensamos&#8230;<br />
<br />
Quem entrou onde?<br />
Quem voou?<br />
Quanto tempo levou?<br />
E o que ficou em nossos corações&#8230;<br />
Eu gostei, as crianças gostaram<br />
E pediram para copiá-lo no caderno de leitura!!!<br />
Copiamos e ilustramos!!!<br />
<br />
Vejam nossa recompensa&#8230; vejam todo o trabalho feito com amor em Poesia no  blog da professora Vanessa Vieira, <a href="http://poemandopq.blogspot.com.br/">Poemando com Pequenos</a>, boa tarde!! </p>
]]></content:encoded>
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		<title>pensando a Poesia de Eugénio de Andrade em O Sal da Língua&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 17:49:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Hey, era para ser toda a semana, mas por motivos de viagens, saltamos uma&#8230; e seguimos com nosso enRedo poético, rumo ao terceiro webLivros, onde estaremos cantando, lendo e conVersando com a Poesia Portuguesa. O encontro de hoje é com Eugénio de Andrade, o da semana que passou foi com Natália Correia&#8230; bom domingo, boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hey, era para ser toda a semana, mas por motivos de viagens, saltamos uma&#8230; e seguimos com nosso enRedo poético, rumo ao terceiro <a href="http://en.calameo.com/books/00084252928db6a6e14fe">webLivros</a>, onde estaremos cantando, lendo e conVersando com a Poesia Portuguesa.<br />
<br />
O encontro de hoje é com Eugénio de Andrade, o da semana que passou foi com <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/02/23/hoje-retornamos-com-natalia-correia-poema-enredado-42-eba/">Natália Correia</a>&#8230; bom domingo, boa semana a todos por aqui.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/eugenio_andrade1.jpeg" rel="lightbox[14150]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/eugenio_andrade1-300x225.jpg" alt="" title="eugenio_andrade" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-14155" /></a><br />
<br />
<strong>Nocturno da água </strong><br />
<br />
Pergunto se não morre esta secreta<br />
música de tanto olhar a água,<br />
pergunto se não arde<br />
de alegria ou mágoa<br />
este florir do ser na noite aberta.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, Ostinato Rigore (1964) e POESIA<br />
<br />
<strong>Sobre as sílabas</strong><br />
<br />
O assédio do verão, as rolas<br />
dos pinheiros, a risca de sal<br />
das areias; às vezes<br />
chovia – então um barco<br />
de borco era o abrigo,<br />
era o amigo; a chuva abria<br />
o aroma dos fenos, não tardava<br />
o sol em cada sílaba.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, POESIA e Rente ao Dizer (1992)<br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/c4Iat2bVSxA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
Leia toda a postagem aqui e conheça mais a Obra de <a href="http://saldalingua.wordpress.com/2012/01/16/sou-filho-de-camponeses/">Eugénio de Andrade </a>em <a href="http://saldalingua.wordpress.com/">O Sal da Língua</a>, um site mantido pela amiga <a href="http://saldalingua.wordpress.com/about/">Raquel Agras</a> para guardar a obra deste imenso Poeta.<br />
<br />
<span id="more-14150"></span><br />
<br />
<strong>O verão é assim</strong><br />
<br />
O verão é assim: a masculina e mineral<br />
e quase táctil vibração das cigarras.<br />
Não sou apenas eu, também elas<br />
se alimentam de claridade,<br />
fogem do escuro.<br />
Porque o escuro é onde se abrigam<br />
a calúnia e a usura,<br />
o escuro é onde a vaidade<br />
e a demência do lucro acorrem<br />
ao apelo do mais rasteiro.<br />
O Céu não passa de um imenso<br />
e vazio buraco negro,<br />
mas tenho a esperança que o Inferno<br />
conserve ainda activas as fogueiras<br />
da inquisição, e nas suas chamas<br />
possam ouvir-se um dia<br />
esses cães, que tanto abusam do poder,<br />
rechinar – como as cigarras no verão.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, POESIA e Sal da Língua (1995)<br />
<br />
<strong>Não perguntes</strong><br />
<br />
De onde vem? De que fonte<br />
ou boca<br />
ou pedra aberta?<br />
É para ti que canta<br />
ou simplesmente<br />
para ninguém?<br />
Que juventude<br />
te morde ainda os lábios?<br />
Que rumor de abelhas<br />
te sobe à garganta?<br />
Não perguntes, escuta:<br />
é para ti que canta.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, Mar de Setembro (1961) e POESIA<br />
<br />
<strong>Essa mulher, a doce melancolia</strong><br />
<br />
Essa mulher, a doce melancolia<br />
dos seus ombros, canta.<br />
O rumor<br />
da sua voz entra-me pelo sono,<br />
é muito antigo.<br />
Traz o cheiro acidulado<br />
da minha infância chapinhada ao sol.<br />
O corpo leve quase de vidro.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, O Peso da Sombra (1982) e POESIA<br />
<br />
<strong>Com o tempo</strong><br />
<br />
Com o tempo aproximar-se-ão os rios<br />
e os montes, com o tempo<br />
acabará por te vir comer à mão<br />
e fazer ninho na tua cama<br />
o silêncio<br />
<br />
Eugénio de Andrade, O Peso da Sombra (1982) e POESIA<br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/f2zvaGmSG_U" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amizades improváveis, um livro a ser lido, visto e seguido&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 04:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Livro mostra amizades improváveis entre animais O livro Unlikely Friendships (Amizades improváveis, em tradução livre) mostra animais de espécies diferentes que foram flagrados em momentos de &#8220;amizade&#8221;. As 47 histórias compiladas pela escritora da National Geographic Jennifer S. Holland, especializada em ciência e história natural, mostram desde casos conhecidos, como o da gorila americana Koko [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Livro mostra amizades improváveis entre animais<br />
<br /> <br />
 <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Unlikely-Friendships.jpg" rel="lightbox[14040]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Unlikely-Friendships-262x300.jpg" alt="" title="Unlikely-Friendships" width="262" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14043" /></a><br />
<br />
O livro Unlikely Friendships (Amizades improváveis, em tradução livre) mostra animais de espécies diferentes que foram flagrados em momentos de &#8220;amizade&#8221;. As 47 histórias compiladas pela escritora da National Geographic Jennifer S. Holland, especializada em ciência e história natural, mostram desde casos conhecidos, como o da gorila americana Koko e seu gato de estimação All Ball, até outros mais recentes.<br />
<br />
A autora diz que, em alguns dos casos, o comportamento dos animais pode ser explicado pelos benefícios que eles ganham com a companhia de outras espécies. Outros, no entanto, permanecem inexplicáveis, como a amizade entre um cachorro golden retriever e uma carpa chinesa, criados por um casal americano. O livro, ainda sem versão em português, pode ser comprado pela internet.<br />
<br />
Saibam mais no site:<br />
<a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5630328-EI8145,00-Livro+mostra+amizades+improvaveis+entre+animais.html#tphotos">http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5630328-EI8145,00-Livro+mostra+amizades+improvaveis+entre+animais.html#tphotos</a><br />
<br />
Gracias Mauro pela dica e bom sábado a todos por aqui!!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PORTAS ABERTAS: sobre ANGELAs e ANTÔNIOs</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 15:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PORTAS ABERTAS: sobre ANGELAs e ANTÔNIOs por Tânia Du Bois Tudo começou quando chegamos de viagem, abrimos a porta do apartamento e, agradavelmente, encontramos o livro Ângela e Antônio de Maria Helena Latini. Espiamos as entrelinhas, mas só fizemos a leitura agora, depois de as netas irem embora. O livro oferece o inusitado no contar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PORTAS ABERTAS: sobre ANGELAs e ANTÔNIOs<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/img269.jpg" rel="lightbox[14020]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/img269-196x300.jpg" alt="" title="Vidráguas - " width="196" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14021" /></a><br />
<br /> <br />
Tudo começou quando chegamos de viagem, abrimos a porta do apartamento e, agradavelmente, encontramos o livro Ângela e Antônio de Maria Helena Latini. Espiamos as entrelinhas, mas só fizemos a leitura agora, depois de as netas irem embora.<br />
<br />
O livro oferece o inusitado no contar a história de Ângela e Antônio, através da prosa poética marcando a busca do humano pelo sentido da vida, onde o amor se declara em dilemas: angústias e prazeres, no surgimento da paixão entre eles. “Ficará o meu amor por Ângela, diluído. Diluído, cairá em chuva sobre gerânios e os jasmins. E haverá um coro de aleluias. E os anjos dirão “amém”.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-14020"></span><br />
<br />
Na poesia de Latini, encontro aspiração pelo novo e o reflexo do amor em conflitos que acabam conduzindo Ângela e Antônio por caminhos não percorridos, não conhecidos. “Dói-me o Amor. / E não sei dizer / exatamente / em que ponto.” A trama resulta nas passagens marcantes e, ao mesmo tempo, múltiplas, ao desfrutar o tempo em raro momento: encontro de anjos. “Talvez tenha eu / algo de Antônio. / E ele / algo de mim. // E vão discutir / o sexo dos anjos. // teorias suspensas, / para um dia&#8230;”<br />
<br />
Atravesso a porta para ler a reinvenção da autora, no distinguir a realidade da ficção o que me leva a refletir sobre a repressiva liberdade dos personagens. “&#8230; Você sabia Ângela, que o tempo é uma porta aberta?// Ângela debruçada no limite do concreto: parede branca / céu nublado. Transparências, camisola, meio anjo, gerânios e jasmins.”<br />
<br />
O livro de Maria Helena é fascinante e abre portas para a passagem de um tempo ao outro. Essas portas me conduzem à parte principal: a relação de Ângela e Antônio, o amor que os liga e separa, porque estão além&#8230; além das opções; além do abrir portas e revelar a origem. “Era uma reunião de anjos. Entre o vão da porta da cozinha, escutei:- Ela entrou na sintonia e está perdida. Quando abri a porta disposta a vê-los melhor, só havia o vazio e o barulho cadenciado de gotas, da torneira da pia.”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As mesmas mãos poema e mais escritos de Lisa Alves&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 15:19:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As Mesmas Mãos poema de Lisa Alves Da mão do tempo colhi experiências: flores autênticas com espinhos artificiais. A proteção desfigura-se – nada guarda a chuva. Pingo tempestades, choro dilúvios. E o mar da tranqüilidade pertence ao vizinho. Disseram para livrar-me desses pensamentos. Mas as idéias enterradas nos pés da massa, multiplicaram-me. Estou neles, estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As Mesmas Mãos<br />
poema de <a href="http://lisaallves.blogspot.com/">Lisa Alves</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/168550_132618040133581_100001561581239_209478_7593231_n.jpg" rel="lightbox[13794]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/168550_132618040133581_100001561581239_209478_7593231_n-300x228.jpg" alt="" title="168550_132618040133581_100001561581239_209478_7593231_n" width="300" height="228" class="alignnone size-medium wp-image-13795" /></a><br />
<br />
Da mão do tempo colhi experiências:<br />
flores autênticas com espinhos artificiais.<br />
A proteção desfigura-se – nada guarda a chuva.<br />
<br />
Pingo tempestades,<br />
choro dilúvios.<br />
E o mar da tranqüilidade<br />
pertence ao vizinho.<br />
<br />
Disseram para livrar-me<br />
desses pensamentos.<br />
Mas as idéias enterradas<br />
nos pés da massa, multiplicaram-me.<br />
<br />
Estou neles, estou eles e agora somos<br />
os mesmo pés e as mesmas mãos.<br />
Na dança da multidão,<br />
ganho horários e cartões de compras.<br />
<br />
Andar reto nesse coletivo insano.<br />
Os meses são demais, mas são poucos os anos.<br />
Um mapa traçado na face – ainda não é sinal do fim.<br />
<br />
Gero despesas, abomino a TV<br />
e quando vou às compras volto com a sacola cheia de Nada.<br />
A falta de sentido me causa dor – é melhor pensar que sou um esqueleto.<br />
<br />
Assistir um filme, ler um livro<br />
e depois dormir.<br />
Ainda bem que a tenho aqui perto – só assim para acreditar em existência imediata.<br />
<br />
Lá fora sei que chove ou faz sol – é bem simples mesmo.<br />
Lá fora sei que quem vai sempre volta – quase sempre.<br />
<br />
Aqui dentro prefiro me preocupar com o sistema digestivo das minhas gatas.<br />
Aqui dentro falamos sobre o futuro, quem vai cozinhar e o horário do remédio.<br />
<br />
Não há garantias que nasci em 1981.<br />
Não há garantias que nasci.<br />
Não há garantias.<br />
Não há.<br />
<br />
Comunico-me com pessoas que nunca vi.<br />
Isso não é desenvolvimento espiritual.<br />
Isso é desenvolvimento tecnológico – Kardec  era um visionário.<br />
<br />
Eu amo a poesia de Drummond<br />
mas odeio sua voz – eu também odeio minha voz.<br />
Eu amo a prosa de Clarice Lispector<br />
mas odeio sua voz – eu também odeio minha voz.<br />
<br />
Quando a tempestade vai embora, eu sopro as nuvens.<br />
Agosto e setembro passado<br />
trouxeram grandes inundações.<br />
<br />
Mas depois me reformei, sou igual a multidão – resiliente.<br />
<br />
O tempo sempre me doa mãos<br />
e eu as leio com minha visão turva e limitada.<br />
O futuro é alquebrado, leva consigo lápides,<br />
 histórias e resistentes construções .<br />
O comum fica, fica também o rancor, o coração partido<br />
e a multidão.<br />
<br />
<a href="http://lisaallves.blogspot.com/">Lisa Alves</a> é uma poeta e escritora que leio sempre, desde de nosso encontro em Brasília, sigo desvendando seus livros, versos, novelas e contos&#8230; aqui em Vidráguas temos o prazer de ter seus poemas e também de divulgarmos <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/?s=a+prisioneira+do+bosque">A Prisioneira do Bosque</a> e agora trazemos &#8220;Adeus Companheiro&#8221;, saibam mais <a href="http://lisaallves.blogspot.com/2012_02_01_archive.html#2895198250637893608">aqui</a><br />
<br />
Psiu Lisa, beijos e seguimos!!!</p>
]]></content:encoded>
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