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	<title>Vidráguas &#187; conversando sobre literatura</title>
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		<title>As mesmas mãos poema e mais escritos de Lisa Alves&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 15:19:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As Mesmas Mãos poema de Lisa Alves Da mão do tempo colhi experiências: flores autênticas com espinhos artificiais. A proteção desfigura-se – nada guarda a chuva. Pingo tempestades, choro dilúvios. E o mar da tranqüilidade pertence ao vizinho. Disseram para livrar-me desses pensamentos. Mas as idéias enterradas nos pés da massa, multiplicaram-me. Estou neles, estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As Mesmas Mãos<br />
poema de <a href="http://lisaallves.blogspot.com/">Lisa Alves</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/168550_132618040133581_100001561581239_209478_7593231_n.jpg" rel="lightbox[13794]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/168550_132618040133581_100001561581239_209478_7593231_n-300x228.jpg" alt="" title="168550_132618040133581_100001561581239_209478_7593231_n" width="300" height="228" class="alignnone size-medium wp-image-13795" /></a><br />
<br />
Da mão do tempo colhi experiências:<br />
flores autênticas com espinhos artificiais.<br />
A proteção desfigura-se – nada guarda a chuva.<br />
<br />
Pingo tempestades,<br />
choro dilúvios.<br />
E o mar da tranqüilidade<br />
pertence ao vizinho.<br />
<br />
Disseram para livrar-me<br />
desses pensamentos.<br />
Mas as idéias enterradas<br />
nos pés da massa, multiplicaram-me.<br />
<br />
Estou neles, estou eles e agora somos<br />
os mesmo pés e as mesmas mãos.<br />
Na dança da multidão,<br />
ganho horários e cartões de compras.<br />
<br />
Andar reto nesse coletivo insano.<br />
Os meses são demais, mas são poucos os anos.<br />
Um mapa traçado na face – ainda não é sinal do fim.<br />
<br />
Gero despesas, abomino a TV<br />
e quando vou às compras volto com a sacola cheia de Nada.<br />
A falta de sentido me causa dor – é melhor pensar que sou um esqueleto.<br />
<br />
Assistir um filme, ler um livro<br />
e depois dormir.<br />
Ainda bem que a tenho aqui perto – só assim para acreditar em existência imediata.<br />
<br />
Lá fora sei que chove ou faz sol – é bem simples mesmo.<br />
Lá fora sei que quem vai sempre volta – quase sempre.<br />
<br />
Aqui dentro prefiro me preocupar com o sistema digestivo das minhas gatas.<br />
Aqui dentro falamos sobre o futuro, quem vai cozinhar e o horário do remédio.<br />
<br />
Não há garantias que nasci em 1981.<br />
Não há garantias que nasci.<br />
Não há garantias.<br />
Não há.<br />
<br />
Comunico-me com pessoas que nunca vi.<br />
Isso não é desenvolvimento espiritual.<br />
Isso é desenvolvimento tecnológico – Kardec  era um visionário.<br />
<br />
Eu amo a poesia de Drummond<br />
mas odeio sua voz – eu também odeio minha voz.<br />
Eu amo a prosa de Clarice Lispector<br />
mas odeio sua voz – eu também odeio minha voz.<br />
<br />
Quando a tempestade vai embora, eu sopro as nuvens.<br />
Agosto e setembro passado<br />
trouxeram grandes inundações.<br />
<br />
Mas depois me reformei, sou igual a multidão – resiliente.<br />
<br />
O tempo sempre me doa mãos<br />
e eu as leio com minha visão turva e limitada.<br />
O futuro é alquebrado, leva consigo lápides,<br />
 histórias e resistentes construções .<br />
O comum fica, fica também o rancor, o coração partido<br />
e a multidão.<br />
<br />
<a href="http://lisaallves.blogspot.com/">Lisa Alves</a> é uma poeta e escritora que leio sempre, desde de nosso encontro em Brasília, sigo desvendando seus livros, versos, novelas e contos&#8230; aqui em Vidráguas temos o prazer de ter seus poemas e também de divulgarmos <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/?s=a+prisioneira+do+bosque">A Prisioneira do Bosque</a> e agora trazemos &#8220;Adeus Companheiro&#8221;, saibam mais <a href="http://lisaallves.blogspot.com/2012_02_01_archive.html#2895198250637893608">aqui</a><br />
<br />
Psiu Lisa, beijos e seguimos!!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Professores que transformam, exemplo a seguir&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CIDADE DAS BRINCADEIRAS QUE ENSINAM por Vanessa Vieira Há muitos e muitos anos. Em um lugar muito distante daqui, havia uma cidade. Um lugar onde só moravam pessoas que tinham coração de criança. Lá nessa cidade todas as pessoas gostavam de brincar, eles passavam o dia brincando. A escola não era feita de prédio, todas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CIDADE DAS BRINCADEIRAS QUE ENSINAM<br />
por <a href="http://trasnformandovidas.blogspot.com/2011/10/leitura-cria-cidadaos.html">Vanessa Vieira</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/bebe.jpg" rel="lightbox[13745]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/bebe.jpg" alt="" title="bebe" width="200" height="139" class="alignnone size-full wp-image-13746" /></a><br />
<br />
Há muitos e muitos anos. Em um lugar muito distante daqui, havia uma cidade. Um lugar onde só moravam pessoas que tinham coração de criança.<br />
<br />
Lá nessa cidade todas as pessoas gostavam de brincar, eles passavam o dia brincando.<br />
A escola não era feita de prédio, todas as escolas funcionavam em um campo de futebol enorme e também não haviam alunos da primeira série, alunos da segunda série e tantas outras séries que nos conhecemos.<br />
Todos os alunos eram da mesma série e tudo o que se aprendia era através das brincadeiras.<br />
<br />
Leiam todo o texto aqui ou no blog da Professora Vanessa, <a href="http://trasnformandovidas.blogspot.com/2012/02/cidade-das-brincadeiras-que-ensinam.html">Educar para transformar</a>, um exemplo a seguir&#8230;<br />
<br />
<span id="more-13745"></span><br />
<br />
Se eles tinham que aprender a somar eles arranjavam uma brincadeira para aprender a somar, se tinham que aprender os nomes dos outros planetas que existem no universo, mais uma brincadeira  aparecia. E quando eles iam aprender a ler, uma brincadeira muito especial era realizada. Tão especial que bastava um dia para que todos os alunos descobrissem a mágica magia da leitura.<br />
<br />
Tudo andava muito bem nesta cidade. Cada dia que passava muitas brincadeiras novas apareciam. E a cidade logo ficou conhecida&#8230; Tão conhecida que até aquelas pessoas que não tinham coração de criança começaram a querer ir morar lá também.<br />
<br />
Os moradores da cidade ficaram assustados com tanta gente visitando e resolveram permitir que uma dessas pessoas fosse morar durante um tempo lá. Se ela conseguisse viver bem e se acostumar com a forma de vida que eles levavam, ai sim, eles deixariam que essas pessoas se mudassem para lá.<br />
<br />
Essa pessoa veio e depois de um mês morando na cidade ela resolveu ensinar aos moradores uma brincadeira que gostava muito e que sempre via na televisão, todos ficaram felizes e pararam para aprender a brincadeira, mas logo de dispersaram.<br />
<br />
A brincadeira que ele queria ensinar era uma brincadeira de luta. Ele queria ensinar as pessoas a brigar!! Todos ficaram chateados porque não era assim a vida naquela cidade&#8230; Saíram dizendo assim&#8230; -Primeiro ele vem com aquela história de apelidos e agora vem com essas brincadeiras de luta&#8230;!” ‘-Ai, ai, ai. Essas brincadeiras são muito perigosas e podem acabar tirando a alegria de nossa cidade&#8230;”<br />
<br />
Depois disso, várias tentativas, aquele viajante, realizou para cativar os moradores da cidade, mas todas elas foram inúteis.<br />
<br />
Passou um tempo&#8230; Estava quase chegando o fim de seus dias naquela cidade e ele não tinha conseguido nem um amigo&#8230; Resolveu então, criar uma brincadeira nova, não igual àquelas brincadeiras que via na televisão&#8230; Aquelas que deixavam as pessoas tristes.<br />
<br />
Pensou&#8230; Pensou&#8230;  E de repente saiu correndo de sua casa porque queria muito encontrar uma pessoa para mostrar a brincadeira que ele havia criado. Algumas pessoas saíram correndo dele&#8230; Outras diziam que não queriam ouvir&#8230;. Até que ele encontrou uma pessoa que estava tristonha, sentada a beira de um laguinho que existia lá na cidade&#8230; Foi correndo até a pessoa e lhe deu um beijo e um abraço&#8230; Depois lhe disse que esta era a nova brincadeira que ele havia criado&#8230;<br />
<br />
- Dê um beijo e um abraço em alguém que está triste e peça que ele repasse esse abraço para as cinco primeiras pessoas que encontrar. Assim, as pessoas poderiam ficar mais unidas e teriam menos tempo para a tristeza&#8230;<br />
<br />
Logo, logo todos ficaram  sabendo da nova brincadeira e logo foram colocando em prática&#8230;<br />
Com toda esta história o visitante aprendeu que não dá para ficar brincando de coisas que desagradam as pessoas e os moradores da cidade descobriram que é sempre importante dar uma nova chance para que as pessoas possam aprender&#8230;<br />
<br />
E assim termina a história!<br />
<br />
*<a href="http://trasnformandovidas.blogspot.com/">Vanessa Vieira</a>, é Professora do Ensino Fundamental, uma pessoa que me levou a Búzio para poemar com os pequenos, um trabalho a ser seguido, também está na administração de nosso grupo- Vidráguas em redes sociais, onde buscamos desenvolver um trabalho de leitura, de encontros, de experimentalismos poéticos&#8230;<br />
<br />
Um professor que lê e incentiva a Poesia e a Criatividade nas Escolas é um grande transformador social.<br />
Gracias  Vanessa por tua reflexões e companhia aqui em Vidráguas, beijos e seguimos!!!</p>
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		<title>Eros, filho de aporia por Jaime Medeiros Jr</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 16:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eros, filho de aporia por Jaime Medeiros Jr* Estou a ler novamente o Banquete de Platão. Daí me muni da vontade de ler um tanto mais a sério. Busquei comentários. Estou a lê-los concomitantemente. Se nisto vier a descobrir algum remansozinho em que me pôr por algum tempo, já estarei bem contente por ter, mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eros, filho de aporia<br />
por <a href="http://palavraria.wordpress.com/">Jaime Medeiros Jr</a>*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/eros-de-parmigianino.jpg" rel="lightbox[13625]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/eros-de-parmigianino.jpg" alt="" title="eros-de-parmigianino" width="180" height="125" class="alignnone size-full wp-image-13626" /></a><br />
<br />
Estou a ler novamente o Banquete de Platão. Daí me muni da vontade de ler um tanto mais a sério. Busquei comentários. Estou a lê-los concomitantemente. Se nisto vier a descobrir algum remansozinho em que me pôr por algum tempo, já estarei bem contente por ter, mesmo que circunstancialmente, ancorado os apelos distraídos do meu coração. Como não se pôr a deriva neste grande e vago mar de saudadesejo que se há de navegar?<br />
<br />
Leia todo o artigo aqui ou no site da <a href="http://palavraria.wordpress.com/">Palavraria</a> onde Jaime escreve sua Prosa Ligeira&#8230;<br />
<br />
<span id="more-13625"></span><br />
<br />
A edição da Editora da Universidade Federal do Pará, 2011; traz um alentado estudo introdutório, onde se comentam várias das reentrâncias do texto. Lembra-se, entre outras coisas, o mito platônico do nascimento de Eros, filho do casal de opostos, penia ou penúria e poros ou abundância. Eros, aqui, não é outro senão a consequência harmônica desta contradição.<br />
<br />
Pobre como a mãe, mas cheio de engenhos e de coragem – caracteres herdados do pai –  para se pôr a busca do que é belo. Sempre cobiçoso da abundância, mas condenado a estar eternamente em penúria, em a-poria. Um pouco mais adiante, hei ainda de aprender, junto com Sócrates, de Diotima de Mantineia, sábia sacerdotisa, que bem mais como um novo avatar de Penia, despe Eros da sua condição divina e dá à luz a sua verdadeira natureza. Eros é um daimon.<br />
</p>
<p>O que é um daimon? Um ser de um tipo intermédio entre homens e deuses. Pobre, pois lhe faltam todos os recursos específicos da natureza divina. Mas, mesmo assim, devoto servidor do belo, Afrodite, a quem há de cobiçar por toda sua vida.<br />
<br />
O próximo passo, diriam alguns, seria empobrecer ainda mais a Eros e igualá-lo a Sócrates, segundo outros talvez elevar Sócrates a condição de Eros. Aqui temos a filosofia se igualando a erótica, onde Sócrates é o mesmo que Eros e a filosofia o mesmo que a erótica. Eros nasce de sua mãe Penia, que também pode se traduzir por a-poria – a que não tem recursos – o que o obriga a uma cobiça, a um desejo constante do divino. O que, ao fim e ao cabo, não livre de um certo atrevimento, pudéssemos arriscar dizer, que a filosofia é filha da penúria, da aporia.<br />
<br />
Xiii! Parece que perdi meus óculos, e sem aquele intermédio de que se fazem as lentes já não consigo reconhecer muitos destes caminhos por entre estas letras aqui de perto? Bah!!! Já quase não consigo enxergar!!! Mas procuremos um pouco mais, aqui por trás deste outro livro. Ufa, aqui está, encontrei!!! E agora já não agonizo, já não derivo e já posso descansar um pouco aqui nesta abundância de caminhos que reconheço neste único texto frente aos olhos, pois que todos me foram entregues por aquele único intermédio de que se faz as lentes.<br />
<br />
Retomemos. Portanto parece ser só por meio desta coragem com que determino a atividade, os apelos do coração deste nosso Eros, pois filho de poros – que hão de se originar deste sentir falta, deste cobiçar, pois também filho de aporia – que acabarei ainda por focar este belo a que quero chegar. Isto, por certo, nada garante, mas a depender da fidelidade com que me puser a amar e de uma possível circunstancial disposição para a generosidade que os deuses possam comportar, talvez ainda venha a topar com algumas pistas – opiniões corretas – que possam, por fim, levar ao verdadeiro endereço do belo que estou a almejar.<br />
<br />
Por hoje, aqui ficamos. Certamente, ainda nos veremos em outro ponto do curso desta nossa jornada.<br />
<br />
*Jaime Medeiros Jr é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Mantém os blogs <a href="http://tenuesconsiracoes.wordpress.com/">Tênues Considerações</a> e <a href="http://oarcodalira.blogspot.com/">O Arco da Lira.</a><br />
<br />
E gracias Jaime por nos conceder a publicação deste artigo em Vidráguas&#8230; a ti e todos por aqui, um beijo e bom domingo!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Motivos para ler por Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 13:08:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[MOTIVOS PARA LER por Tânia Du Bois Alana fotografada por Vanessa Vieira “Quando a primeira palavra / romper a mortalha da página, / a luz escapará&#8230;” (Francisco Alvim) É inevitável lembrar que a língua é patrimônio cultural. Que a língua é caráter. Ela une e identifica um povo; foi muito mais importante do que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MOTIVOS PARA LER<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/alana-235x3001.jpg" rel="lightbox[13515]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/alana-235x3001.jpg" alt="" title="alana-235x300" width="235" height="300" class="alignnone size-full wp-image-13516" /></a><br />
Alana fotografada por Vanessa Vieira<br />
<br />
“Quando a primeira palavra / romper a mortalha da página, / a luz escapará&#8230;”<br />
(Francisco Alvim)<br />
 <br />
É inevitável lembrar que a língua é patrimônio cultural. Que a língua é caráter. Ela une e identifica um povo; foi muito mais importante do que se pensa na história dos descobrimentos. Relembro que o domínio de norma culta é a marca da diferenciação social, sinal de boa formação e inteligência.<br />
<br />
Segundo Luís Fernando Veríssimo, “o caráter de um povo decorre da sua língua” e, para Pedro Du Bois, “Livros //&#8230; / ele não faz parte da vida: / exige atenção, capricho, conhecimento / maior que o simples passar de olhos”.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-13515"></span><br />
<br />
Ler é um desejo, motivo que compartilho para a superação de maus momentos e de fazer entender uma situação real de fala, leitura e escrita. Luiz Prazeres disse que “A pessoa que lê com frequência se torna mais apta a enfrentar os desafios do mundo contemporâneo e a dialogar com ele. Em nossa sociedade letrada, ler é uma questão de sobrevivência.”<br />
<br />
Viver o dia a dia com intensidade significa experimentar cada minuto que a leitura faz com você, mostrando como pode ser gratificante desvendar verdades ocultas e descobrir o mundo nas entrelinhas, criando expectativas e fatos. Confiar em seu poder facilita, amplia o conhecimento e o senso crítico.<br />
<br />
Para viver bem é necessário simplificar a compreensão das coisas e dos fatos. Um livro abre mentes questionadoras que buscam se libertar de ideias pré-concebidas e verdades absolutas, para encontrar a felicidade baseada na razão. O importante é criar e nunca perder de vista o potencial do texto, como universo sem fronteiras para a imaginação, juntando desejo e ação. Utilizar-se da realidade que o cerca para apresentar suas impressões sobre o mundo, como em Salete Aguiar, “&#8230; Se os livros que escrevi / não forem lidos, // os vermes me expandirão pelo universo.”<br />
<br />
O principal é ter iniciativa e acabamento para os dias de hoje. Segundo Stephen Kannitz, “Iniciativa é a capacidade que todos temos de criar, iniciar projetos e conceber novas ideias. Acabativa significa a capacidade de colocar em prática uma ideia e levá-la até o fim”, ou seja, enxergar à frente do que acreditamos e descobrir o que realmente nos cerca.<br />
<br />
Algumas pessoas têm muita iniciativa e outras, poucas. Alguns possuem a capacidade de concluir o que começaram. Iniciativos são criativos e o acabamento é o ponto fraco deles. Existem mais pessoas com ideias do que pessoas capazes de implantá-las. O principal é valorizar as iniciativas, mostrando o potencial e valorizando cada passo e cada ação, porque “&#8230; a vida nos espreita / em cada volume / que deixamos de ler”, na visão de Pedro Du Bois.<br />
<br />
Ler estimula o lado criativo e com coração nobre e talento é possível a realização de grandes sonhos, sempre valorizando a nossa língua. O livro é destinado a conquistar os corações e mentes dos leitores, como expressado por Gilberto Mendonça Teles, “&#8230; Tome este livro, toma e lê&#8230; / não só um tomo, a obra inteira soma / à solidão maior que te protege / como um corpo de baile no idioma. // E toma ao pé da letra o que combina / com teu gosto e prazer: / o cimo, a suma / de todos os sabores&#8230;”</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Então é Natal&#8230; metamorfoses!</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:08:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012. E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos&#8230;Feliz 2012!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vidraguas_2012.jpg" rel="lightbox[13407]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vidraguas_2012-300x199.jpg" alt="" title="vidraguas_2012" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-13408" /></a><br />
<br />
Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.<br />
<br />
E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos&#8230;Feliz 2012!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As Pitangueiras do RGS, um livro de Sarandi</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 13:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi numa noite quente de verão que o incêndio no prédio do Empório Mercantil do Sarandi queimou um monte de lembranças. O empório nem existia mais, só durou até a virada dos anos 1950 para os 60. Na época do fogo, em meados da década de 1960, ali estava instalado o Destacamento da Brigada Militar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/arquivo-pessoal-claudio-frederico-vogt.jpg" rel="lightbox[13331]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/arquivo-pessoal-claudio-frederico-vogt-300x191.jpg" alt="" title="arquivo-pessoal-claudio-frederico-vogt" width="300" height="191" class="alignnone size-medium wp-image-13332" /></a><br />
<br />
Foi numa noite quente de verão que o incêndio no prédio do Empório Mercantil do Sarandi queimou um monte de lembranças. O empório nem existia mais, só durou até a virada dos anos 1950 para os 60. Na época do fogo, em meados da década de 1960, ali estava instalado o Destacamento da Brigada Militar. Mas, na década de 1940, o empório dos irmãos Mottin liderou o comércio regional e ofereceu emprego a gente como Seu Fridolino, que lá trabalhou entre 1947 e 1957.<br />
<br />
O empório em 1947. Foto: arquivo pessoal de Claudio Frederico Vogt, reprodução<br />
<br />
<span id="more-13331"></span><br />
Leiam todo o artigo<br />
</p>
<p>Era um domingo. Fridolino fazia a barba a navalha, enquanto escutava pela rádio Farroupilha o Grande Rodeio Coringa. Alertado pelo filho caçula, Claudio Frederico, pelos berros e pela correria nas ruas, ele abriu a janela e constatou: era um incêndio dos grandes. Nessa hora, alguém gritou: “Os bombeiros já saíram de Palmeira”. Parte da população da cidade de Sarandi se mobilizou para corajosamente combater as chamas com baldes e mangueiras de jardim.<br />
<br />
Trata-se de um momento inesquecível que entrou para a história do município. Em dado momento, o calor atingiu a munição estocada pela Brigada, e os cartuchos calibre 38 começaram a explodir, expelindo projéteis sem rumo.<br />
<br />
Os bombeiros finalmente chegaram de Palmeira das Missões, sob aplausos, para pelo menos salvar as casas mais próximas. Emocionado, Seu Fridolino viu, transformada em cinzas, a casa à qual havia dedicado anos de trabalho.<br />
<br />
Seu filho caçula é, agora, o Coronel Claudio Frederico Vogt. O relato acima, de sua autoria, faz parte da memória de Sarandi, e estará no texto do livro As Pitangueiras do Rio Grande, a ser lançado em breve.<br />
<br />
Você também lembra do incêndio do Empório do Sarandi? Comente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Arte&#8230; poemando com pequenos em Vidráguas!</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 13:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olhem o que faz a Arte por Vanessa Vieira E os versos que conversam e se recriam a cada instante. Abaixo estão escritos dois versos que se cruzam&#8230; Os primeiros de Cristina Desouza que acaba de publicar seu livro Uns Poucos Versos, editora Vidráguas. Os segundos, versos, são da pequena Alana, minha aluna que leu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olhem o que faz a Arte<br />
por <a href="http://poemandopq.blogspot.com/">Vanessa Vieira</a><br />
<br />
E os versos que conversam e se recriam a cada instante.<br />
Abaixo estão escritos dois versos que se cruzam&#8230;<br />
<br />
Os primeiros de <a href="http://prismaticblue-mix-tura.blogspot.com/">Cristina Desouza </a>que acaba de publicar seu livro <em>Uns Poucos Versos</em>, editora Vidráguas. Os segundos, versos, são da pequena Alana, minha aluna que leu os versos da Cristina e resolveu conVersar com eles&#8230;<br />
<br />
E olhem só o resultado&#8230;<br />
<br />
<strong>Arte</strong><br />
<br />
vai-te<br />
arte<br />
Buscar dedos<br />
de outra mão<br />
procura<br />
direito<br />
quem direto<br />
e ao peito<br />
irá te segurar<br />
e de leve<br />
te amansar<br />
para que<br />
toda a poesia<br />
seja feita<br />
breve<br />
inteira<br />
com jeito<br />
<br />
Cristina Desousa<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/224722_1091762026262_1592869011_1191567_8329749_n.jpg" rel="lightbox[13274]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/224722_1091762026262_1592869011_1191567_8329749_n-300x225.jpg" alt="" title="224722_1091762026262_1592869011_1191567_8329749_n" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-13275" /></a><br />
<br />
Foto: Kris Sotelo<br />
<br />
e leia todo o poemando aqui ou no blog de <a href="http://poemandopq.blogspot.com/">Vanessa Vieira</a><br />
<br />
<span id="more-13274"></span><br />
<br />
E<br />
<br /> <br />
Arte<br />
<br />
Vai-te<br />
Arte<br />
Buscar pessoas<br />
De outro mundo<br />
Procura!<br />
Procurando você acha<br />
Quem procura acha<br />
Porque ela é livre<br />
De pintar<br />
Para que toda poesia<br />
Seja feita<br />
Com um<br />
Poetista<br />
<br />
Alana<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/alana.jpg" rel="lightbox[13274]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/alana-235x300.jpg" alt="" title="&lt;SAMSUNG DIGITAL CAMERA&gt;" width="235" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13276" /></a><br />
<br />
Foto:  Vanessa Vieira<br />
<br />
E não podemos deixar de agradecer à Carmen  S. Presotto por este lindo encontro. Beijos no coração Carmen por este lindo encontro. E como dizes&#8230; Seguimos!<br />
<br />
Seguimos sim!!! E que belo trabalho teces e para o Ano voltamos a poemar em Búzio. Beijos e gracias!!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>La Dolce Vita, um filme, uma reflexão por Sandrio Cândido</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 16:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[La Dolce Vita um filme, uma reflexão por Sandrio Cândido Frederico Fellini é um gênio do cinema. A doce vida é uma das grandes obras do cinema italiano e mundial. Para aqueles que ainda não assistiram ao filme uma pequena sinopse. Roma anos 50, o jornalista Marcelo ( Marcello Mastroianni) passa os dias em festa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>La Dolce Vita um filme, uma reflexão<br />
por <a href="http://www.aalmaearosa.blogspot.com/">Sandrio Cândido</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/la-dolce-vita.jpg" rel="lightbox[13220]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/la-dolce-vita-200x300.jpg" alt="" title="la dolce vita" width="200" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13222" /></a><br />
<br />
Frederico Fellini é um gênio do cinema.  A doce vida é uma das grandes obras do cinema italiano e mundial. Para aqueles que ainda não assistiram ao filme uma pequena sinopse. Roma anos 50, o jornalista Marcelo ( Marcello Mastroianni) passa os dias em festa e badalações, mas sente-se vazio e sonha em escrever sobre assuntos sérios. Seu trabalho é perseguir celebridades, acompanhar supostas aparições da virgem Maria e acompanhar uma grande atriz em visita turística. Qualquer semelhança entre o enredo e a sociedade pós-moderna é fruto da capacidade que têm os grandes artistas de perceberem para onde vai o mundo.<br />
<br />
O  filme dos anos 60 adiante em muito algumas das coisas que vivemos hoje na sociedade do espetáculo. O culto as celebridades talvez seja um dos fatos mais presentes no filme. A perseguição dos jornalistas a algumas celebridades no filme lembra-me os casos estampados em inúmeras revistas. Como sempre um culto onde só vale as aparências e o interesse pela vida alheia. O culto a estética e falta de profundidade.<br />
<br />
leiam todo o artigo de Sandrio que escrevre uma vez por mês aqui em Vidráguas<br />
<br />
<span id="more-13220"></span><br />
<br />
 Outro fato semelhante é as aparições supostas. Lembro-me da paixão pós moderna pelo fantástico, pelo “milagre” que não é milagre nenhum. A paixão pelo espetáculo passageiro e sem profundidade. Uma sociedade que não busca a reflexão mas apenas o prazer. Não buscamos a verdade e sim a felicidade mas a felicidade é uma ilusão pós-moderna.<br />
<br />
Até a forma como o filme é construído, fragmentado lembra-me a sociedade atual. A crise do Marcelo é no fundo a crise de muitos de nossos intelectuais. Sonham em escrever uma grande obra e enquanto não conseguem contentam-se em ser escritores de auto-ajuda ( sem ofender aqueles que leem auto ajuda mas eu não sou politicamente correto e nem acredito em formulas para viver melhor). A fama hoje é mais importante que a grande obra, esta pode ficar apenas no sonho. Muitos de nós sabemos quem é Beethoven, mas nem todos conhecem a obra dele. Quero dizer que se antes a arte era para esconder o artista (como afirmou Oscar Wilde), Hoje o artista é para esconder a arte. Pena que até mesmo na arte a banalidade transformou em objeto, coisificou, aquilo que era para ter um valor estético transcendente.<br />
<br /> <br />
O filme é no fundo uma leitura daquilo que vivemos na chamada pós-modernidade que como sabem ainda não me provaram que existe. Existe um mundo em crise que perdeu todo o sentido de ser humano. Um mundo cheio de duvidas e incertezas mas que quer impor a certeza de um sistema capitalista e banal. Um mundo fundamentalista e de pessoas fundamentalistas. Não no sentido religioso, mas no sentido de ser fechado mesmo. Não há diferença entre alguns movimentos ditos libertadores e os movimentos conservadores. Ambos são radicais e fechados. Ambos acham que a vida se resume apenas ao ato de respirar e outras coisinhas que não incluo aqui.<br />
<br /> <br />
Recomendo o filme além de ser uma obra de arte do cinema é uma boa opção para reflexão sobre os rumos que a vida está tomando hoje. Sobre como o ser humano está tornando-se apenas um objeto de consumo do mercado. Como as promessas do racionalismo francês falharam e muitas outras. Se não estiver com vontade de refletir ao menos verá o que significa a obra de um grande artista do cinema mundial.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>pensando a Poesia na internet com o &#8220;vida miúda&#8221;&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/06/pensando-a-poesia-na-internet-com-o-vida-miuda/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 18:55:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Psiu! Cheguei de Goiânia com um livro presenteado por Yani Rebouças, Vivências poéticas, experiências de ensino &#8211; Caderno Didático de Leitura e Poesia &#8211; Vol.1. Hoje, findada a leitura agradeço, escrevendo aqui a conclusão de um trabalho que nos ajuda a compreender o tempo poético que vivemos e também nos alinha, enquanto Vidráguas, produtores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu! Cheguei de Goiânia com um livro presenteado por <a href="http://sereyani.blogspot.com/">Yani Rebouças</a>, <em>Vivências poéticas, experiências de ensino &#8211; Caderno Didático de Leitura e Poesia &#8211; Vol.1</em>.<br />
<br />
Hoje, findada a leitura agradeço, escrevendo aqui a conclusão de um trabalho que nos ajuda a compreender o tempo poético que vivemos e também nos alinha, enquanto Vidráguas, produtores de Cultura e divulgadores de Poesia junto outros que trabalham e poemam e  escrevem&#8230; gracias Yani. E vida longa ao &#8220;vida miúda&#8221;!!<br />
<br /> <br />
&#8220;Até agora não foi encontrada nenhuma cultura que dispensasse a poesia&#8221;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/escrever.jpg" rel="lightbox[13161]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/escrever-300x220.jpg" alt="" title="escrever" width="300" height="220" class="alignnone size-medium wp-image-13162" /></a><br />
<br />
A poesia atual encontra na internet, principalmente em blogs, um espaço de resistência. Esta mídia é o suporte ideal para uma atividade que tem se tornado cada vez mais uma atividade marginal, restrita a um público que se convencionou a chamar de <em>cult</em>, pequeno círculos de leitores ( não raros formados também por poetas ou outros artistas) que ainda sentem a necessidade do lirismo na forma da escrita.<br />
<br />
As grandes massas também precisam do lirismo ( até agora não foi encontrada nenhuma cultura que dispensasse a poesia), mas parecem satisfazer suas &#8220;necessidades líricas&#8221; exclusivamente com a canção pop, a verdadeira poesia de massa de nossa época.<br />
<br />
Leia toda a postagem e leiam muita poesia lá no <a href="http://vidamiuda.blogspot.com/">vida miúda</a><br />
<span id="more-13161"></span><br />
<br />
Os blogs e sites litarários, sejam os de crição como o vida miúda, sejam os de crítica e divulgação poética como as revistas Cronópios, Zunai e Diversos afins, permitem que autores e leitores de poesia se encontrem, troquem experiências e, por meio de links, descubram outros autores e poéticas que atualmente se espalham de modo quase incógnito pela internet, mas com grande vigor criativo e força criativa.<br />
<br />
A poesia na internet ( principalmente a que consegue ser mais do que um confessionalismo ingênuo de diário) é um &#8220;pulsar quase mudo&#8221;para falarmos com Augusto de Campos, um pulsar de poesia que muitos poucos conhecem e acompanham, mas que persiste com uma força e uma tenacidade surpreendente.<br />
<br />
Quando concebemos o <em>vida miúda</em> como blog coletivo não esperávamos que durasse mais do que alguns meses e nem que no seu espaço anárquico e descompromissado surgissem vários poemas e poetas tão bons. Acreditamos que o <em>vida miúda</em> se tornou uma pequena parte da enorme exuberância poética ( e artística) que floresce atualmente na internet. Uma exuberância meio clandestina, espécie de uso estético alternativo/marginal da mídia síntese de nossa época, que é a internet, a mídia das massas do século XXI.&#8221;<br />
<br />
Conclusão, p.p 131e 132, retirado do livro <em>Vivências poéticas, experiência de ensino</em> &#8211; Caderno Didático de Leitura de Poesia &#8211; Vol. 1 &#8211; Organização de Deusa Castro Barros e Jamesson Buarque &#8211; editora Vieira.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Pedro Du Bois desde a Revista Cerrado Cultural</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 16:16:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ENTREVISTA: PEDRO DU BOIS Por Paccelli José Maracci Zahler O poeta Pedro Du Bois (PB) já é conhecido dos leitores da Revista Cerrado Cultural (RCC). Desde os primeiros números, ele tem colaborado sistematicamente com as nossas edições. Ele nos concedeu esta entrevista por correio eletrônico, a qual agradecemos, e, principalmente, pela oportunidade de conhecê-lo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ENTREVISTA: PEDRO DU BOIS<br />
Por Paccelli José Maracci Zahler<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Pedro-foto.jpg" rel="lightbox[13142]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Pedro-foto-253x300.jpg" alt="" title="O" width="253" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13143" /></a><br />
<br /> <br />
O poeta Pedro Du Bois (PB) já é conhecido dos leitores da Revista Cerrado Cultural (RCC). Desde os primeiros números, ele tem colaborado sistematicamente com as nossas edições. Ele nos concedeu esta entrevista por correio eletrônico, a qual agradecemos, e, principalmente, pela oportunidade de conhecê-lo e conhecer um pouco do seu processo de criação literária.<br />
<br />
RCC.O senhor nasceu em Passo Fundo, RS. Como foi a sua infância?<br />
<br />
PB. A pergunta remete-me ao final dos anos 70 quando, em entrevista situacional-psicológica, na PUC-RJ, o psicólogo inquiriu-me da mesma forma; respondi que havia sido normal e ele, sem alterar o tom, cobrou: defina normal. Minha normalidade, que ele aceitou: segundo filho entre quatro irmãos, classe média baixa, gastei minha infância jogando pedras, correndo, nadando, brincando, brigando e apanhando; aprendendo. Passo Fundo permitiu-me ir além da porta da casa, além da rua, além da esquina, desde cedo. Muita fruta no pé, muito matinê cinematográfico. Sempre tive bom círculo de amigos: rua e escola, o qual mantenho até hoje.<br />
<br />
RCC. O talento para escrever manifestou-se naquela época?<br />
<br />
PB. Sempre tive facilidade para escrever. Já talento seria outra coisa. Não tenho formação literária no sentido acadêmico. Sempre gostei de ler. Sou curioso. Outros tempos, outra formação. Morador do interior, apenas através do rádio (ondas curtas) e da leitura podia acessar o mundo. Imagens, apenas cinematográficas ou em preto-e-branco nos jornais e revistas. Sou fruto da imaginação. Fui bom em redação, mesmo que as minhas fossem curtas na avaliação dos professores. Tímido, desde sempre, não conseguia me expressar, nem através das palavras. Mesmo assim, como adolescente, pratiquei meus poemas confessionais-amorosos. Não os guardei.<br />
<br />
Leia toda a entrevista aqui ou na <a href="http://www.revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/entrevista-pedro-du-bois.html">Revista Cerrado Cultural </a>de onde transportamos esta entrevista<br />
<br />
<span id="more-13142"></span><br />
<br />
RCC.Qual a sua formação e ocupação principal?<br />
<br />
PB. Sou bacharel em Direito desde 1971. Não sou advogado, por decisão pessoal. Bancário aposentado; trabalhei basicamente na área de organização e métodos, processamento de serviços, comunicações e recuperação de crédito. Atualmente, desamarrado de empregos, convivo prazerosamente com a literatura e suas decorrências.<br />
<br />
RCC.O senhor sempre esteve ligado à literatura?<br />
<br />
PB. Apenas como leitor. Faz 10 anos que escrevo sistematicamente. Sou tardio.<br />
<br />
RCC.O senhor foi influenciado por alguns escritores? Quais?<br />
<br />
PB. Diversos escritores exercem influência sobre a minha formação literária. Somos frutos de nossas leituras. Quanto mais leio, mais verifico a necessidade de buscar novas fontes literárias. Entre tantos, gosto de Orides Fontela, Fernando Pessoa, Campos de Carvalho, dos irmãos Campos, Saul Bellow, Saramago, Cortázar, Borges, Dyonélio Machado, Manuel Scorza, Camus, Manoel de Barros, Quintana, Murilo Mendes, João Cabral, Leminski. Poderia citar outros tantos e mais tantos outros. A lista é infindável. Gosto de retirar o poema que entrevejo em cada texto lido, essa a influência.<br />
<br />
RCC. O senhor escreve diariamente, em horário definido, ou somente quando está inspirado?<br />
<br />
PB. Antes conseguisse assim me organizar. A inspiração é minha busca pelo inaudito, o detalhe, o esboço, o arcabouço de algo que sei estar presente numa leitura, na paisagem, num fato relatado, enfim, em tudo que me cerca e me diz respeito. Escrevo diariamente. Escolhido o tema, busco as palavras que o signifiquem além da escolha a que me levou a inspiração.<br />
<br />
RCC. O senhor confecciona seus próprios livros. Poderia nos falar a respeito?<br />
<br />
PB. Questão de oportunidade. Como as editoras alegam que poesia não vende e, por isso, não se responsabilizam pela distribuição dos livros, fiquei no impasse: fosse depender das editoras, além de pagar caro, ainda teria de sair vendendo os exemplares de porta em porta. Não sou vendedor, tenho a pretensão – única – de ser escritor. Optei por me registrar como escritor-autor junto ao ISBN e, assim, editar meus livros. Faço-os em casa artesanalmente. Minha mulher, Tânia, tem papel fundamental na montagem dos livros, quer selecionando os poemas quer fazendo a revisão dos mesmos.<br />
<br />
RCC. Livros precisam de uma boa apresentação. Como são confeccionadas as capas?<br />
<br />
PB. Sim, precisam. Somos “vitrinistas” por criação. Sem uma boa apresentação, dificilmente encontraremos alguém que se disponha a vislumbrar o “miolo” do livro. Tânia, minha mulher, desenvolve as capas em programa específico (Print Artist), a partir da temática dos poemas, e as imprime numa HP Color Laserjet CP2025; nossas tiragens dificilmente ultrapassam 100 exemplares.<br />
<br />
RCC. Como é feito o acabamento?<br />
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PB. Uma gráfica local faz a grampagem e o refilamento (livro-barco).<br />
<br />
RCC. Como seus trabalhos são divulgados?<br />
<br />
PB. São edições mínimas que distribuo entre parentes, amigos e amantes da literatura; faço doações às bibliotecas, escolas e a leitores e escritores. Além disso, mantenho blog pessoal (http://pedrodubois.blogspot.com) e tenho trabalhos publicados em jornais, revistas, sites e blogs literários. Possuo 3 livros através de editoras: “Os Objetos e as Coisas”, Scortecci, SP; “A Criação Estética”, Corpos, Portugal e “SERES”, Sarau das Letras, Mossoró, RN.<br />
<br />
RCC. O senhor participa de concursos literários regularmente?<br />
<br />
PB. Não. Participei no início. Ganhei o Prêmio Livraria Asabeça, categoria Poesia, em 2005, com o livro Os Objetos e as Coisas. Também obtive classificação no Poema no Ônibus da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. No entanto, não creio serem meus poemas peças indicadas para a participação em concursos, quer pela forma, quer pela minha temática.<br />
<br />
RCC. Na sua opinião, é importante para um escritor participar de academias e clubes literários? Por quê?<br />
<br />
PB. Escrever é ato solitário. Fechado em si mesmo o escritor se torna presa fácil do alheamento. O convívio social – e literário – é, em geral, fator de renovação intelectual, mesmo que – em tese – não se concretizem aí grandes transformações. O aprendizado é recorrente. No mínimo, ficamos sabendo o que os outros estão fazendo. Com o advento da internet a participação se ampliou significativamente pela diversidade e oportunidade de novos contatos, mesmo que virtuais. Sou membro da Academia Itapemense de Letras, da qual fui presidente entre 2008/2010, e do Clube dos Escritores Piracicaba. Também participo do Projeto Passo Fundo, responsável pelo lançamento do meu próximo livro, ‘BrevIdades”, previsto para o primeiro trimestre de 2012.<br />
<br />
RCC.Qual a sua opinião sobre a condição de escritor no Brasil?<br />
<br />
PB. Como a literatura em geral, e a leitura em particular, não são “objetos de desejo-consumista”, não só no Brasil, como na maioria dos países, o escritor é alguém descondicionado em relação à sua existência como “negócio”. Salvo raros escritores midiáticos e os clássicos (objeto de necessário conhecimento – mesmo que superficial – em função do acesso à universidade), o escritor é tratado como alguém à margem do processo. Não sobrevive como tal. Não lhe é dado espaço para que possa dedicar-se exclusivamente ao seu trabalho de escrever. Tanto que apenas agora o Congresso Nacional começa a discutir o mérito de transformar em profissão o ato de escrever. Não existimos formalmente. Mesmo as feiras, encontros e outros eventos que se dizem dedicados à literatura, mais das vezes, desconsideram o escritor em si, privilegiando a divulgação e o negócio do objeto livro. Perdemos todos, porque essa marginalização impede de a cultura (na acepção do termo) chegar aos seus cidadãos, quer pela guarda do passado, quer pela exposição do presente, quer pela possibilidade de, assim, mantermos a perspectiva do futuro.<br />
<br />
RCC. Pode-se viver de literatura?<br />
<br />
PB. Não no sentido amplo e irrestrito do que entendemos por literatura. Pode-se viver (algum tempo) auto-ajudando-se, vendendo-se como subproduto de leitura descartável, deixando-se seduzir por alguns trocados (ou muitos) advindos de situações paralelas (scripts para o cinema e a televisão, por exemplo). Então, sobrevivem da literatura pouquíssimos escritores, desde que baseados em mídias negociais. Nós outros, no entanto, sobrevivemos do que a literatura, muitas vezes, não nos consome.<br />
<br />
RCC. Algumas associações e sindicatos lutam para a criação da carreira de escritor no Brasil. Qual a sua opinião a respeito?<br />
<br />
PB. O escritor profissional. O escritor como profissão. Em tese a ideia é ótima. Na prática não sei como isso afetaria o trabalho e a divulgação da literatura. A não ser que, numa segunda etapa, seja criada a obrigatoriedade de só serem editadas, vendidas e negociadas obras de escritores associados ou sindicalizados. Pior a emenda, creio.</p>
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