dezembro 19th, 2011 in conversando sobre literatura, Eventos, Foto do Dia, Lançamentos | 2 Comments »

Foi numa noite quente de verão que o incêndio no prédio do Empório Mercantil do Sarandi queimou um monte de lembranças. O empório nem existia mais, só durou até a virada dos anos 1950 para os 60. Na época do fogo, em meados da década de 1960, ali estava instalado o Destacamento da Brigada Militar. Mas, na década de 1940, o empório dos irmãos Mottin liderou o comércio regional e ofereceu emprego a gente como Seu Fridolino, que lá trabalhou entre 1947 e 1957.
O empório em 1947. Foto: arquivo pessoal de Claudio Frederico Vogt, reprodução
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dezembro 14th, 2011 in conversando sobre literatura, Poemas, Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | 2 Comments »
Olhem o que faz a Arte
por Vanessa Vieira
E os versos que conversam e se recriam a cada instante.
Abaixo estão escritos dois versos que se cruzam…
Os primeiros de Cristina Desouza que acaba de publicar seu livro Uns Poucos Versos, editora Vidráguas. Os segundos, versos, são da pequena Alana, minha aluna que leu os versos da Cristina e resolveu conVersar com eles…
E olhem só o resultado…
Arte
vai-te
arte
Buscar dedos
de outra mão
procura
direito
quem direto
e ao peito
irá te segurar
e de leve
te amansar
para que
toda a poesia
seja feita
breve
inteira
com jeito
Cristina Desousa

Foto: Kris Sotelo
e leia todo o poemando aqui ou no blog de Vanessa Vieira
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dezembro 10th, 2011 in conversando sobre arte, Conversando sobre cinema, conversando sobre literatura, Crônicas, Sentir sinta quem lê - poema sentido... | 3 Comments »
La Dolce Vita um filme, uma reflexão
por Sandrio Cândido

Frederico Fellini é um gênio do cinema. A doce vida é uma das grandes obras do cinema italiano e mundial. Para aqueles que ainda não assistiram ao filme uma pequena sinopse. Roma anos 50, o jornalista Marcelo ( Marcello Mastroianni) passa os dias em festa e badalações, mas sente-se vazio e sonha em escrever sobre assuntos sérios. Seu trabalho é perseguir celebridades, acompanhar supostas aparições da virgem Maria e acompanhar uma grande atriz em visita turística. Qualquer semelhança entre o enredo e a sociedade pós-moderna é fruto da capacidade que têm os grandes artistas de perceberem para onde vai o mundo.
O filme dos anos 60 adiante em muito algumas das coisas que vivemos hoje na sociedade do espetáculo. O culto as celebridades talvez seja um dos fatos mais presentes no filme. A perseguição dos jornalistas a algumas celebridades no filme lembra-me os casos estampados em inúmeras revistas. Como sempre um culto onde só vale as aparências e o interesse pela vida alheia. O culto a estética e falta de profundidade.
leiam todo o artigo de Sandrio que escrevre uma vez por mês aqui em Vidráguas
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dezembro 6th, 2011 in conversando sobre arte, conversando sobre literatura, Receitas Vidráguas, Versos que Conversam | 2 Comments »
Psiu! Cheguei de Goiânia com um livro presenteado por Yani Rebouças, Vivências poéticas, experiências de ensino – Caderno Didático de Leitura e Poesia – Vol.1.
Hoje, findada a leitura agradeço, escrevendo aqui a conclusão de um trabalho que nos ajuda a compreender o tempo poético que vivemos e também nos alinha, enquanto Vidráguas, produtores de Cultura e divulgadores de Poesia junto outros que trabalham e poemam e escrevem… gracias Yani. E vida longa ao “vida miúda”!!
“Até agora não foi encontrada nenhuma cultura que dispensasse a poesia”

A poesia atual encontra na internet, principalmente em blogs, um espaço de resistência. Esta mídia é o suporte ideal para uma atividade que tem se tornado cada vez mais uma atividade marginal, restrita a um público que se convencionou a chamar de cult, pequeno círculos de leitores ( não raros formados também por poetas ou outros artistas) que ainda sentem a necessidade do lirismo na forma da escrita.
As grandes massas também precisam do lirismo ( até agora não foi encontrada nenhuma cultura que dispensasse a poesia), mas parecem satisfazer suas “necessidades líricas” exclusivamente com a canção pop, a verdadeira poesia de massa de nossa época.
Leia toda a postagem e leiam muita poesia lá no vida miúda
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dezembro 5th, 2011 in conversando sobre literatura, Entrevistas, Eventos | 3 Comments »
ENTREVISTA: PEDRO DU BOIS
Por Paccelli José Maracci Zahler

O poeta Pedro Du Bois (PB) já é conhecido dos leitores da Revista Cerrado Cultural (RCC). Desde os primeiros números, ele tem colaborado sistematicamente com as nossas edições. Ele nos concedeu esta entrevista por correio eletrônico, a qual agradecemos, e, principalmente, pela oportunidade de conhecê-lo e conhecer um pouco do seu processo de criação literária.
RCC.O senhor nasceu em Passo Fundo, RS. Como foi a sua infância?
PB. A pergunta remete-me ao final dos anos 70 quando, em entrevista situacional-psicológica, na PUC-RJ, o psicólogo inquiriu-me da mesma forma; respondi que havia sido normal e ele, sem alterar o tom, cobrou: defina normal. Minha normalidade, que ele aceitou: segundo filho entre quatro irmãos, classe média baixa, gastei minha infância jogando pedras, correndo, nadando, brincando, brigando e apanhando; aprendendo. Passo Fundo permitiu-me ir além da porta da casa, além da rua, além da esquina, desde cedo. Muita fruta no pé, muito matinê cinematográfico. Sempre tive bom círculo de amigos: rua e escola, o qual mantenho até hoje.
RCC. O talento para escrever manifestou-se naquela época?
PB. Sempre tive facilidade para escrever. Já talento seria outra coisa. Não tenho formação literária no sentido acadêmico. Sempre gostei de ler. Sou curioso. Outros tempos, outra formação. Morador do interior, apenas através do rádio (ondas curtas) e da leitura podia acessar o mundo. Imagens, apenas cinematográficas ou em preto-e-branco nos jornais e revistas. Sou fruto da imaginação. Fui bom em redação, mesmo que as minhas fossem curtas na avaliação dos professores. Tímido, desde sempre, não conseguia me expressar, nem através das palavras. Mesmo assim, como adolescente, pratiquei meus poemas confessionais-amorosos. Não os guardei.
Leia toda a entrevista aqui ou na Revista Cerrado Cultural de onde transportamos esta entrevista
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