Archive for the ‘conversando sobre literatura’ Category

Poemando nas Escolas, um exemplo a seguir…



E hoje nos encantamos com um poema de Sidónio Muralha – RECOMPENSA -
Lemos, relemos… Pensamos…

Quem entrou onde?
Quem voou?
Quanto tempo levou?
E o que ficou em nossos corações…
Eu gostei, as crianças gostaram
E pediram para copiá-lo no caderno de leitura!!!
Copiamos e ilustramos!!!

Vejam nossa recompensa… vejam todo o trabalho feito com amor em Poesia no blog da professora Vanessa Vieira, Poemando com Pequenos, boa tarde!!

pensando a Poesia de Eugénio de Andrade em O Sal da Língua…

Hey, era para ser toda a semana, mas por motivos de viagens, saltamos uma… e seguimos com nosso enRedo poético, rumo ao terceiro webLivros, onde estaremos cantando, lendo e conVersando com a Poesia Portuguesa.

O encontro de hoje é com Eugénio de Andrade, o da semana que passou foi com Natália Correia… bom domingo, boa semana a todos por aqui.



Nocturno da água

Pergunto se não morre esta secreta
música de tanto olhar a água,
pergunto se não arde
de alegria ou mágoa
este florir do ser na noite aberta.

Eugénio de Andrade, Ostinato Rigore (1964) e POESIA

Sobre as sílabas

O assédio do verão, as rolas
dos pinheiros, a risca de sal
das areias; às vezes
chovia – então um barco
de borco era o abrigo,
era o amigo; a chuva abria
o aroma dos fenos, não tardava
o sol em cada sílaba.

Eugénio de Andrade, POESIA e Rente ao Dizer (1992)



Leia toda a postagem aqui e conheça mais a Obra de Eugénio de Andrade em O Sal da Língua, um site mantido pela amiga Raquel Agras para guardar a obra deste imenso Poeta.

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Amizades improváveis, um livro a ser lido, visto e seguido…

Livro mostra amizades improváveis entre animais




O livro Unlikely Friendships (Amizades improváveis, em tradução livre) mostra animais de espécies diferentes que foram flagrados em momentos de “amizade”. As 47 histórias compiladas pela escritora da National Geographic Jennifer S. Holland, especializada em ciência e história natural, mostram desde casos conhecidos, como o da gorila americana Koko e seu gato de estimação All Ball, até outros mais recentes.

A autora diz que, em alguns dos casos, o comportamento dos animais pode ser explicado pelos benefícios que eles ganham com a companhia de outras espécies. Outros, no entanto, permanecem inexplicáveis, como a amizade entre um cachorro golden retriever e uma carpa chinesa, criados por um casal americano. O livro, ainda sem versão em português, pode ser comprado pela internet.

Saibam mais no site:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5630328-EI8145,00-Livro+mostra+amizades+improvaveis+entre+animais.html#tphotos

Gracias Mauro pela dica e bom sábado a todos por aqui!!

PORTAS ABERTAS: sobre ANGELAs e ANTÔNIOs

PORTAS ABERTAS: sobre ANGELAs e ANTÔNIOs
por Tânia Du Bois





Tudo começou quando chegamos de viagem, abrimos a porta do apartamento e, agradavelmente, encontramos o livro Ângela e Antônio de Maria Helena Latini. Espiamos as entrelinhas, mas só fizemos a leitura agora, depois de as netas irem embora.

O livro oferece o inusitado no contar a história de Ângela e Antônio, através da prosa poética marcando a busca do humano pelo sentido da vida, onde o amor se declara em dilemas: angústias e prazeres, no surgimento da paixão entre eles. “Ficará o meu amor por Ângela, diluído. Diluído, cairá em chuva sobre gerânios e os jasmins. E haverá um coro de aleluias. E os anjos dirão “amém”.

Leia toda a crônica poética
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As mesmas mãos poema e mais escritos de Lisa Alves…

As Mesmas Mãos
poema de Lisa Alves



Da mão do tempo colhi experiências:
flores autênticas com espinhos artificiais.
A proteção desfigura-se – nada guarda a chuva.

Pingo tempestades,
choro dilúvios.
E o mar da tranqüilidade
pertence ao vizinho.

Disseram para livrar-me
desses pensamentos.
Mas as idéias enterradas
nos pés da massa, multiplicaram-me.

Estou neles, estou eles e agora somos
os mesmo pés e as mesmas mãos.
Na dança da multidão,
ganho horários e cartões de compras.

Andar reto nesse coletivo insano.
Os meses são demais, mas são poucos os anos.
Um mapa traçado na face – ainda não é sinal do fim.

Gero despesas, abomino a TV
e quando vou às compras volto com a sacola cheia de Nada.
A falta de sentido me causa dor – é melhor pensar que sou um esqueleto.

Assistir um filme, ler um livro
e depois dormir.
Ainda bem que a tenho aqui perto – só assim para acreditar em existência imediata.

Lá fora sei que chove ou faz sol – é bem simples mesmo.
Lá fora sei que quem vai sempre volta – quase sempre.

Aqui dentro prefiro me preocupar com o sistema digestivo das minhas gatas.
Aqui dentro falamos sobre o futuro, quem vai cozinhar e o horário do remédio.

Não há garantias que nasci em 1981.
Não há garantias que nasci.
Não há garantias.
Não há.

Comunico-me com pessoas que nunca vi.
Isso não é desenvolvimento espiritual.
Isso é desenvolvimento tecnológico – Kardec era um visionário.

Eu amo a poesia de Drummond
mas odeio sua voz – eu também odeio minha voz.
Eu amo a prosa de Clarice Lispector
mas odeio sua voz – eu também odeio minha voz.

Quando a tempestade vai embora, eu sopro as nuvens.
Agosto e setembro passado
trouxeram grandes inundações.

Mas depois me reformei, sou igual a multidão – resiliente.

O tempo sempre me doa mãos
e eu as leio com minha visão turva e limitada.
O futuro é alquebrado, leva consigo lápides,
histórias e resistentes construções .
O comum fica, fica também o rancor, o coração partido
e a multidão.

Lisa Alves é uma poeta e escritora que leio sempre, desde de nosso encontro em Brasília, sigo desvendando seus livros, versos, novelas e contos… aqui em Vidráguas temos o prazer de ter seus poemas e também de divulgarmos A Prisioneira do Bosque e agora trazemos “Adeus Companheiro”, saibam mais aqui

Psiu Lisa, beijos e seguimos!!!