Alterado ou alternado?, por Tânia Du Bois

ALTERADO ou ALTERNADO? por Tânia Du Bois Ivan Cláudio escreveu que “Para as pessoas comuns, dicionários são muitas vezes como catálogos telefônicos que só costumam ser consultados em situações de urgências”. No entanto, no meu cotidiano, manuseio com frequência o dicionário; principalmente após a consulta médica, para me certificar da diferença entre alterado e alternado. Alternado, significa revezado. Alterado, significa modificado. Como tomar o remédio, se está escrito errado? O médico usou incorretamente o significado da palavra, alterando o modo de usar a medicação. Chego a triste conclusão de que muitas pessoas tem a pretensão de saber e não tem o conhecimento necessário. Custaria ao doutor consultar o dicionário? Pois, uma coisa...

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Revelação: o “ANTIPOEMA” por Tânia Du Bois

Revelação: o “ANTIPOEMA” por Tânia Du Bois Os dias são repletos de segredos e surpresas, como significado para manter, renovar, melhorar, mudar e recomeçar o que considero importante em busca do essencial, da sensação do viver, como canta Simone, “… vestidos de saudades vivas”. Segredo é o que que se revela a alguém, algo importante para a vida. A dúvida permanece quando o segredo deixa de ser, por que foi revelado quando era para ser reservado. Já a surpresa pode ser agradável e, por vezes, contribuir para causar ótima impressão em outra pessoa. Segredo e surpresa são palavras que desvelam e definem o estilo de vida; assim, nada mais natural do que compartilhar tais momentos com os amigos, o que de alguma forma impõe limites e...

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Bar: um olhar, por Tânia Du Bois

BAR: um olhar por Tânia Du Bois Nilto Maciel pergunta: “você acredita em amizade?” Taveira responde, “Não só acredito como não posso viver sem meus amigos”. A vida passa no instante em que encontramos os amigos na mesa do bar. Entre músicas, palavras e os múltiplos caminhos, o bar é o limite que dá sentido para quem procura outro sentido: contar histórias e ouvir mentiras satisfeitas e insuspeitas, como a lâmina da faca dá emoção às palavras sem compromisso, como as indagações na possibilidade de esconder e desvelar segredos – causos se cruzam nos espelhos. Quando vejo o grupo de amigos reunidos na mesa de um bar, lembro o livro de Miguel Guggiana, “Garçom, a Saideira!”, presente no olhar com que detona velhas histórias...

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(RE) VER por Tânia Du Bois

(RE) VER por Tânia Du Bois Na literatura infantil encontramos a bruxa perguntando, Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?” Nesse contexto, o autor pretende desvendar o que há por trás das atitudes, e (re)ver no reflexo do espelho, em suas várias versões, de acordo com os sentimentos, porque nem sempre vemos o que sentimos, e o que parece ser não acontece. As palavras se movimentam com os sentidos e refletem em afazeres literários, como em Mansueto Bernardi, “Fito-me diante do espelho…/ minha face não me diz nada. / Miro-me na água corrente…/ Mas o rosto continua estranho. / Mas se me olho nos teus olhos, / logo a imagem / ilumina e vivifica / a própria sombra do ser.” O reflexo não é encontrado no espelho,...

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DESENHO TRISTES PALAVRAS por Tânia Du Bois

DESENHO TRISTES PALAVRAS por Tânia Du Bois É preciso ter imaginação requintada para desenhar tristes palavras e mostrar que a vida imita a arte, como em Carlos Higgie, “Relato amarelo de uma jovem que envelheceu pensando que um dia, quando a coragem inflasse seu ser, saltaria da janela para o fundo do poço e veria o outro lado, o verdadeiro rosto do mundo.” Ele desnuda a cena de amor com palavras agonizantes, inquietas, que, por vezes, não conseguimos dizer. Revela a vida em cenas que formam o jogo de metáforas com as sentenças, ao anunciar o outro lado da história, entrelaçando e rasgando o silêncio na tristeza. Nas palavras de Carlos Pessoa Rosa, “… sem o vento / o silêncio devolve ao poeta o deserto / das ruas…” A palavra...

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ABELARDO da HORA: Meninos de Recife por Tânia Du Bois

ABELARDO da HORA: Meninos de Recife Abelardo da Hora é um grande artista pernambucano. Sua obra é universal e traduz muito da alma do povo brasileiro. Como dizem Abelardo “de todas as horas”, porque suas esculturas brotam do cotidiano, da existência, da fala das coisas comuns. Transmite em suas obras o espírito de luta, com vigor expressionista, tendo influenciado o início da carreira de Francisco Brennand. Na sua obra encontra-se a força do ritmo dos movimentos cristalizados em traços simples de gestos rápidos e incisivos. Como as esculturas: “Hiroshima” e a série “Meninos de Recife”. Ele retrata a beleza explícita, ao reproduzir em suas esculturas a realidade que está na nossa frente e não a queremos ver e em algum dia de sua luta,...

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A VIDA (DES)AFORADA por Tânia Du Bois

A VIDA (DES)AFORADA por Tânia Du Bois A vida é o nosso maior patrimônio; nela temos a preocupação para com os bons momentos que podem nos levar ao o que queremos ser. Na cena, a única mesa barulhenta é onde a moça se destaca pela risada larga e penetrante. Gargalhada que, de repente, se altera em grito, no olhar desconfiado e no silêncio, ao ver o seu retrato na capa do livro. Sorrindo concede o autógrafo. Flagro-me na possibilidade de ver o prazer, junto com a verdade desejada em que tudo aumenta na sensação de trovejar com liberdade por andar onde não é proibido. Na realidade, boa parte da tiragem do livro era apenas lembrança da morte de sua arte. A autora, ao perfilar a evolução vital da pintora, mostrou a cultura da época e o seu...

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Viver o momento por Tânia Du Bois

VIVER O MOMENTO por Tânia Du Bois Vivo momento de alegria por ser cronista, e uma coisa é certa: escrever é atividade sem sossego. A ideia é construída ao longo dos dias. Aprender é ato ativo e o importante é que só praticando a literatura diuturnamente é que alcançamos a edição de um livro, em que tentamos demonstrar originalidade na abordagem de nossas “possíveis riquezas”. Não se trata de falar da própria autoria, mas, sobre o livro de Pedro Du Bois, EM CONTOS e do meu, O EXERCÍCIO das VOZES, que foram lidos e comentados pelo mestre e crítico Márcio Almeida: “MEU CARO PEDRO, “EM CONTOS” É A SUA VERSÃO NARRATIVA DE INTERPRETAR O MUNDO E NELA VOCÊ SE EXPÕE COM UMA FORÇA EXPRESSIVA SURPREENDENTE, SOBRETUDO NESTE...

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Ventilador de Ideias por Tânia Du Bois

Ventilador de Ideias por Tânia Du Bois É absolutamente fascinante mergulhar nas obras literárias e encontrar poetas que misturam suas sensibilidades como se fosse um ventilador a misturar os ares, espalhando ideias e palavras em sensação de prazer. Assim, delicio-me com a poesia e suas divergências expostas como pano de fundo que, conforme Orides Fontela, “tecem-se tempos para um só ato infindo”. A ousadia e o brilhantismo dos poetas me levam a espalhar suas palavras; e sempre surge a pergunta como desafio, “onde você leu isto ou aquilo?” Logo constato a energia investida por mim e mostro que os livros cobrem grande variedade de autores/obras, como um ventilador de ideias que conduz o leitor a abrir cada página. Leio os poemas e esmiúço as...

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Eco das Vozes por Tânia Du Bois

ECO das VOZES por Tânia Du Bois “Se eco / aos teus / versos / pulso //… ao inverso, / onde ecoas / existo / me tramo…” Carmen Presotto Contra o senso comum, classifico eco das vozes como a interferência na história de vida. Interferir é verbo que ganha voz: é conjugado para cair, levantar e sacudir a poeira; e seguir enfrentando as críticas, das quais a vida não direcionou seu desejo de busca. Segundo Tatiana A. S. Caldas, “A voz se repete / Repete //… De minha voz, apenas o eco ressoa / Insistente / Renitente // Até quando?”. Interferir remete a um estilo de quem procura uma palavra singular; a presença é marcada pelo eco das vozes, com a possibilidade de recomeçar um novo caminho. Oscar Wilde reflete, ”Simples...

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Uma leitura sobre a obra de Agostinho Both por Tânia Du Bois

AGOSTINHO BOTH por Tânia Du Bois Vale a pena ler Agostinho Both. É escritor raro no nosso tempo, traz a personalidade de outros tempos culturais, em que a visão do todo dava intensidade aos textos. Ele usa a imaginação e o conhecimento para dimensionar com vigor a sua palavra. Assim, ganha o meu respeito e admiração em relação à sua arte literária, preocupada em retratar na sua escrita as “ambivalências humanas”. Sua postura é reconhecida pelo talento com que escreveu os livros: EXCESSOS DAS ALMAS E DAS COISAS; CONVERSA DE VELHOS e CONTOS do ENVELHECER. Sua observação da vida no cotidiano resulta na interpretação sobre o tempo: o mundo da velhice, da idade avançada, da maturidade que se pronuncia de um modo que não é ouvido nos dias de...

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