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	<title>Vidráguas &#187; Crônicas</title>
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		<title>O amor é vida&#8230; em Interiores Vidráguas&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 16:13:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O amor transmite.. por Loiri Cortese Para ler, clique e amplie a imagem. Crônica Criativa de Loiri Cortese que escreve conosco todas as segundas feiras. Um abreijo e gracias pela companhia e amei a criatividade Loiri, boa semana a todos por aqui!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amor transmite..<br />
por Loiri Cortese<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/viewer19.png" rel="lightbox[13829]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/viewer19-212x300.png" alt="" title="viewer" width="212" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13832" /></a><br />
<br />
Para ler, clique e amplie a imagem.<br />
<br />
Crônica Criativa de <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/01/30/agradaveis-reminiscencias-em-interiores-vidraguas/">Loiri Cortese</a> que escreve conosco todas as segundas feiras. Um abreijo e gracias pela companhia e amei a criatividade Loiri, boa semana a todos por aqui!!</p>
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		<title>Livro da Tânia, livro de Pedro Du Bois e Vidráguas ao amor&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 13:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“LIVRO DA TÂNIA” por Tânia Du Bois Psiu, leiam* http://www.arevistasc.com.br/edicao_24.html O amor, segundo Fernando Andrade, “é sempre o motivo mais profícuo a inspirar os poetas.” E ao meu lado tenho Pedro Du Bois, o poeta que escreveu o Livro da Tânia, em homenagem ao nosso amor. São poemas que marcam momentos importantes e dão voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“LIVRO DA TÂNIA”<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/p052_0_1.jpg" rel="lightbox[13778]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/p052_0_1-239x300.jpg" alt="" title="p052_0_1" width="239" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13780" /></a><br />
<br />
Psiu, leiam*<br />
<a href="http://www.arevistasc.com.br/edicao_24.html">http://www.arevistasc.com.br/edicao_24.html</a><br />
<br />
O amor, segundo Fernando Andrade, “é sempre o motivo mais profícuo a inspirar os poetas.” E ao meu lado tenho Pedro Du Bois, o poeta que escreveu o Livro da Tânia, em homenagem ao nosso amor. São poemas que marcam momentos importantes e dão voz ao nosso relacionamento.  Costumo dizer que para amar é preciso receber amor.<br />
<br /> <br />
“Não escrevo / Tânia / escrevo tânias / tantos são os anos / compassados //<br />
junto as letras / o nome leve / solta o perfume / adocicado // sempre é o início /<br />
onde os corpos se confundem / nas descobertas // no final da tarde /  na tranqüilidade da casa / olho-te / como fosse o dia / do primeiro olhar entrelaçado. ”<br />
<br />
Leia toda a cônica poética<br />
<br />
<span id="more-13778"></span><br />
<br />
O livro é festa que celebra o amor ao revelar o segredo de nossa vida longa e eletrizante, ao buscar na literatura o ardor da vida a dois, porque retenho o sopro do reflexo intenso das palavras, sempre presente na sombra do seu olhar, onde desvela meu sigilo e transfigura o meu olhar, dando sentido a nossa vida.<br />
<br />
“Tua proximidade insta o corpo / cúpida razão para me fazer bonito / em perfumadas roupas de domingo / / tens a magia com que despertas o sexo / adormecido sonho de outras épocas // chega no que traz no ar: / próprio o perfume e o passo / leve gesto de longas horas // tens o murmúrio dos passados / respeitosamente aberto em espaços // tua proximidade acelera o canto / desencanta o tempo / ilumina o momento: / és deusa do começo trazes a luz / alva e alba era de chegadas // sou súdito igual que presencia / em ti a estrela e a guia / corpo de mulher desenhado ao tempo.”<br />
<br />
O Livro da Tânia é intenso, ousado, sonhador e romântico. Pedro, com seu talento, reflete cenas que descrevem a nossa história construída com paixão, desejo e cumplicidade, ingredientes que fazem a diferença em nossa vida.<br />
<br />
De que vale a vida sem carinho? Fascinada, encontro a desordem de dentro que vem para a ordem de fora, onde a vida se reflete na arte. Tudo o que do amor sei parece ligar o impulso que me leva à paixão no simples estar em sua companhia; o simples estar na tarde; o sorriso, o toque, a pele e o perfume. Não há pressa, apenas penso como gostaria de ficar parada como em um beijo. Assim, classifico a vida como emocionante leitura que nunca perde o encanto, na qual me permito acreditar que possa existir tal literatura, como poder transcendental do amor.<br />
<br />
“No encontro / esqueces o tempo / conversas // teu sorriso / atravessa o tempo / em que os sérios / ficam presos // teus gestos / traduzem a beleza / com que os sinos / embelezam as torres // leve o hálito / traduzindo o corpo / composto em amores // conversas teus assuntos tantos / enquanto os olhos me procuram / como sempre estou ao teu lado.”<br />
<br />
Defendo que o amor (o nosso amor) é exercício de vida na maneira com que – ainda &#8211; podemos romancear o mundo ao celebrar nossos 37 anos de casados.<br />
<br />
* Tânia querida, um  abraço e vivas aos 37 anos de casados e fico feliz de estarmos juntas em mais uma crônica poética e também parabenizo o Pedro pela entrevista, gracias, e seguimos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Professores que transformam, exemplo a seguir&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 14:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CIDADE DAS BRINCADEIRAS QUE ENSINAM por Vanessa Vieira Há muitos e muitos anos. Em um lugar muito distante daqui, havia uma cidade. Um lugar onde só moravam pessoas que tinham coração de criança. Lá nessa cidade todas as pessoas gostavam de brincar, eles passavam o dia brincando. A escola não era feita de prédio, todas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CIDADE DAS BRINCADEIRAS QUE ENSINAM<br />
por <a href="http://trasnformandovidas.blogspot.com/2011/10/leitura-cria-cidadaos.html">Vanessa Vieira</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/bebe.jpg" rel="lightbox[13745]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/bebe.jpg" alt="" title="bebe" width="200" height="139" class="alignnone size-full wp-image-13746" /></a><br />
<br />
Há muitos e muitos anos. Em um lugar muito distante daqui, havia uma cidade. Um lugar onde só moravam pessoas que tinham coração de criança.<br />
<br />
Lá nessa cidade todas as pessoas gostavam de brincar, eles passavam o dia brincando.<br />
A escola não era feita de prédio, todas as escolas funcionavam em um campo de futebol enorme e também não haviam alunos da primeira série, alunos da segunda série e tantas outras séries que nos conhecemos.<br />
Todos os alunos eram da mesma série e tudo o que se aprendia era através das brincadeiras.<br />
<br />
Leiam todo o texto aqui ou no blog da Professora Vanessa, <a href="http://trasnformandovidas.blogspot.com/2012/02/cidade-das-brincadeiras-que-ensinam.html">Educar para transformar</a>, um exemplo a seguir&#8230;<br />
<br />
<span id="more-13745"></span><br />
<br />
Se eles tinham que aprender a somar eles arranjavam uma brincadeira para aprender a somar, se tinham que aprender os nomes dos outros planetas que existem no universo, mais uma brincadeira  aparecia. E quando eles iam aprender a ler, uma brincadeira muito especial era realizada. Tão especial que bastava um dia para que todos os alunos descobrissem a mágica magia da leitura.<br />
<br />
Tudo andava muito bem nesta cidade. Cada dia que passava muitas brincadeiras novas apareciam. E a cidade logo ficou conhecida&#8230; Tão conhecida que até aquelas pessoas que não tinham coração de criança começaram a querer ir morar lá também.<br />
<br />
Os moradores da cidade ficaram assustados com tanta gente visitando e resolveram permitir que uma dessas pessoas fosse morar durante um tempo lá. Se ela conseguisse viver bem e se acostumar com a forma de vida que eles levavam, ai sim, eles deixariam que essas pessoas se mudassem para lá.<br />
<br />
Essa pessoa veio e depois de um mês morando na cidade ela resolveu ensinar aos moradores uma brincadeira que gostava muito e que sempre via na televisão, todos ficaram felizes e pararam para aprender a brincadeira, mas logo de dispersaram.<br />
<br />
A brincadeira que ele queria ensinar era uma brincadeira de luta. Ele queria ensinar as pessoas a brigar!! Todos ficaram chateados porque não era assim a vida naquela cidade&#8230; Saíram dizendo assim&#8230; -Primeiro ele vem com aquela história de apelidos e agora vem com essas brincadeiras de luta&#8230;!” ‘-Ai, ai, ai. Essas brincadeiras são muito perigosas e podem acabar tirando a alegria de nossa cidade&#8230;”<br />
<br />
Depois disso, várias tentativas, aquele viajante, realizou para cativar os moradores da cidade, mas todas elas foram inúteis.<br />
<br />
Passou um tempo&#8230; Estava quase chegando o fim de seus dias naquela cidade e ele não tinha conseguido nem um amigo&#8230; Resolveu então, criar uma brincadeira nova, não igual àquelas brincadeiras que via na televisão&#8230; Aquelas que deixavam as pessoas tristes.<br />
<br />
Pensou&#8230; Pensou&#8230;  E de repente saiu correndo de sua casa porque queria muito encontrar uma pessoa para mostrar a brincadeira que ele havia criado. Algumas pessoas saíram correndo dele&#8230; Outras diziam que não queriam ouvir&#8230;. Até que ele encontrou uma pessoa que estava tristonha, sentada a beira de um laguinho que existia lá na cidade&#8230; Foi correndo até a pessoa e lhe deu um beijo e um abraço&#8230; Depois lhe disse que esta era a nova brincadeira que ele havia criado&#8230;<br />
<br />
- Dê um beijo e um abraço em alguém que está triste e peça que ele repasse esse abraço para as cinco primeiras pessoas que encontrar. Assim, as pessoas poderiam ficar mais unidas e teriam menos tempo para a tristeza&#8230;<br />
<br />
Logo, logo todos ficaram  sabendo da nova brincadeira e logo foram colocando em prática&#8230;<br />
Com toda esta história o visitante aprendeu que não dá para ficar brincando de coisas que desagradam as pessoas e os moradores da cidade descobriram que é sempre importante dar uma nova chance para que as pessoas possam aprender&#8230;<br />
<br />
E assim termina a história!<br />
<br />
*<a href="http://trasnformandovidas.blogspot.com/">Vanessa Vieira</a>, é Professora do Ensino Fundamental, uma pessoa que me levou a Búzio para poemar com os pequenos, um trabalho a ser seguido, também está na administração de nosso grupo- Vidráguas em redes sociais, onde buscamos desenvolver um trabalho de leitura, de encontros, de experimentalismos poéticos&#8230;<br />
<br />
Um professor que lê e incentiva a Poesia e a Criatividade nas Escolas é um grande transformador social.<br />
Gracias  Vanessa por tua reflexões e companhia aqui em Vidráguas, beijos e seguimos!!!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Agradáveis Reminiscências em Interiores Vidráguas&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/01/30/agradaveis-reminiscencias-em-interiores-vidraguas/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 20:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[AGRADÁVEIS REMINISCÊNCIAS Por Loiri Zancanella Cortese Nos tempos do ginásio ou do grupo escolar, nossas mentes juvenis estavam repletas de mil sonhos e de projetos, tínhamos os olhos voltados, insistentemente, para o horizonte do futuro. Leia toda a crônica poética Enquanto o futuro não chegava, era de praxe, naquela época, trocar poesias e recordações entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>AGRADÁVEIS  REMINISCÊNCIAS<br />
Por <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/interiores/">Loiri Zancanella Cortese</a><br />
 <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/IMAG0002.jpg" rel="lightbox[13718]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/IMAG0002-225x300.jpg" alt="" title="IMAG0002" width="225" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13721" /></a><br />
<br />
Nos tempos do ginásio ou do grupo escolar, nossas mentes juvenis estavam repletas de mil sonhos e de projetos, tínhamos os olhos voltados, insistentemente, para o horizonte do futuro.<br />
<br /> <br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-13718"></span><br />
<br />
Enquanto o futuro não chegava, era de praxe, naquela época, trocar poesias e recordações entre colegas de classe, primos e/ou amigos mais chegados, valendo-se, para isso, de álbuns ou cadernos apropriados para os devidos registros.<br />
<br /> <br />
Em meus guardados, quase que esquecido, encontrei o meu álbum de poesias, um lindo e carinhoso presente de primas e amigas, por ocasião do meu 16º aniversário, época em que cursava a 4ª série ginasial.<br />
<br /> <br />
Tinha, então, nas mãos, aquele álbum, um maravilhoso presente, um verdadeiro tesouro da minha juventude, que abrigava em seu interior dezenas de páginas em branco, à espera das agradáveis reminiscências das pessoas com quem mais me relacionava.<br />
<br /> <br />
Hoje, ao folheá-lo, parecia o tempo voltar atrás, senti o coração apertado de saudade, mas também de alegria por recordar com satisfação aqueles doces momentos! Meus dedos acariciaram cada página, como se procurassem as impressões digitais de todos aqueles que deixaram ali seus escritos.<br />
<br /> <br />
Dentre as inúmeras lembranças deixadas nesse meu álbum de poesias, destaco uma em particular, com a qual quero prestar uma homenagem à família Presotto, que transcrevo aqui tal como me foi feita:<br />
<br /> <br />
    &#8220;Amiga Loiri:<br />
    Escrevemos-te estas linhas em homenagem a mais uma primavera de tua vida.<br />
   <br />
    Poema Para a Primavera<br />
    Jesus,<br />
    Se Tu quiseres fazer Teus pessegueiros florescerem para mim,<br />
    E debruar de ambos os lados a estrada que cavalgo<br />
    Com ousadas tulipas de carmim,<br />
    Se Tu quiseres fazer os Teus céus tão azuis como os da Itália, de onde vim,<br />
    E despertares as pequenas folhas que dormem<br />
    Em cada árvore de marfim,<br />
    Eu prometo não importunar-Te<br />
    Para que faças enfim<br />
    Do céu o meu lar,<br />
    Mas, bem contente de mim,<br />
    serei um pajem trovador,<br />
    no Teu jardim,<br />
    Senhor!<br />
 <br />
    &#8220;O Paraíso é acreditar nele.&#8221;<br />
 <br />
    Loiri:<br />
    Desejamos-te, nesta data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida,<br />
    Magali Beatriz Presotto<br />
    Rosane Presotto<br />
    Alexandre Presotto Junior<br />
    Luiz Antônio Presotto<br />
    Sarandi, 23 de outubro de 1966.&#8221;<br />
<br /> <br />
Querida Carmen, tive a grata satisfação de conviver vários momentos de minha juventude junto à família Presotto, família conceituada da qual hoje fazes parte, sendo a esposa de Alexandre Presotto Junior.<br />
<br /> <br />
Recordar é viver novamente&#8230;<br />
<br /> <br />
Um grande abraço carinhoso a todos os integrantes da família Presotto!<br />
<br />
hey, minha amiga que recordação que nos acarinha, bom saber, bom que tenhas trazido aqui&#8230;Abreijos e bom início de semana, gracias pela sempre companhia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>VERSO Dissabor &amp; REVERSO Sabor&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 19:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[VERSO Dissabor &#038; REVERSO Sabor por Tânia Du Bois “&#8230; A dureza de um verso, poeta,/ é a maciez do seu reverso.” (Clauder Arcanjo) Hoje em dia, aparentemente, é possível ver através do verso e reverso a aproximação que dá sentido à vida e à arte. Recriar o mundo através do verso é alcançar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VERSO Dissabor &#038; REVERSO Sabor<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/37_553-o-espelho.jpg" rel="lightbox[13688]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/37_553-o-espelho-250x300.jpg" alt="" title="37_553-o-espelho" width="250" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13689" /></a><br />
<br />
“&#8230; A dureza de um verso, poeta,/ é a maciez do seu reverso.” (Clauder Arcanjo)<br />
<br /> <br />
Hoje em dia, aparentemente, é possível ver através do verso e reverso a aproximação que dá sentido à vida e à arte. Recriar o mundo através do verso é alcançar a liberdade, algo que se constrói com o conhecimento e a criatividade, tendo a força indomável da inspiração.<br />
<br />
Como Clarice Lispector escreveu, ”Eu te invento, ó realidade”. A inovação reversa diz respeito à introdução de novidades onde tudo pode ser dito dentro de uma forma, fosse o poema o rastro possível da poesia.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<br />
<span id="more-13688"></span><br />
<br />
Verso e reverso mostram as implicações e o espelhamento das palavras; o som do eco poético porque o poema é a passagem da escuta transformada em voz que retorna em encantamento, ritmo e reflexão. Pedro Du Bois no verso Dissabor, “Se o dissabor / trincar o caminho / espantando os espantalhos // pássaros dos espaços / vagos: voo sem sentido / no rasante / à presa. Desfaço / as malas e recoloco / a roupa na estante // instante ao gosto de fixar / o destino: voo em espaços / universais da dor”. Nuno Júdice, pergunta, “Mas o que fica nas palavras / daquilo que se viveu?”.  Carmen Presotto responde que podemos ver “o outro lado do poema”, como mostra Anna K. Lacerda no reverso do poema Dissabor, em Sabor: “Se o sabor / Florir o caminho / Alegrando os espantalhos // Os pássaros / Em revoada / Dançarão // E eu pego carona / Nesse voo / Sem medo / Do rasante / É meu instante.”<br />
<br />
A inovação reversa abre caminho para a criatividade, oscilando entre o significado e o significante, o que representa mudança na maneira de pensar sobre o poema e de trazê-lo para perto, como veículo de transferência de conhecimento.<br />
<br />
Poetas constroem espaços em versos livres e espalham ecos que persistem nos versos e reversos onde emprestam suas palavras ao mundo, aumentando o sentir da existência reveladora ao tempo de hoje, mesmo diante da diversidade criativa das obras. Todos têm seu momento de impacto, dialogando, criticando e abrindo novas perspectivas para a linguagem poética: a criatividade não tem fim, mas tem começo.<br />
<br />
Atualmente as pessoas possuem o senso de realidade em que o criar se dispersa no universo da individualidade. O verso e o reverso funcionam, então, como ponte entre o escritor, o leitor e a criação: despertando ideias.<br />
<br />
“Às vezes um texto muito interessante passa despercebido porque não sabemos ler. Saber ler não é simplesmente ser alfabetizado. Saber ler é poder junto, pensar com o autor, compreendê-lo e criticá-lo.” (Leila M. Barbosa e Wilma Mangabeira)<br />
<br />
Na poesia, podemos dar atenção especial, mais que a outras artes, pois dela retiramos a ideia que o homem julga necessária: aprender a ler poesia para si, isto é, uma leitura para dentro, o que leva à reflexão e à criatividade.<br />
<br />
Este o reverso / da medalha / no corte de minha imagem /<br />
que se corta /no teu fio de navalha&#8230;” (Mário Chamie)</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Eros, filho de aporia por Jaime Medeiros Jr</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 16:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eros, filho de aporia por Jaime Medeiros Jr* Estou a ler novamente o Banquete de Platão. Daí me muni da vontade de ler um tanto mais a sério. Busquei comentários. Estou a lê-los concomitantemente. Se nisto vier a descobrir algum remansozinho em que me pôr por algum tempo, já estarei bem contente por ter, mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eros, filho de aporia<br />
por <a href="http://palavraria.wordpress.com/">Jaime Medeiros Jr</a>*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/eros-de-parmigianino.jpg" rel="lightbox[13625]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/eros-de-parmigianino.jpg" alt="" title="eros-de-parmigianino" width="180" height="125" class="alignnone size-full wp-image-13626" /></a><br />
<br />
Estou a ler novamente o Banquete de Platão. Daí me muni da vontade de ler um tanto mais a sério. Busquei comentários. Estou a lê-los concomitantemente. Se nisto vier a descobrir algum remansozinho em que me pôr por algum tempo, já estarei bem contente por ter, mesmo que circunstancialmente, ancorado os apelos distraídos do meu coração. Como não se pôr a deriva neste grande e vago mar de saudadesejo que se há de navegar?<br />
<br />
Leia todo o artigo aqui ou no site da <a href="http://palavraria.wordpress.com/">Palavraria</a> onde Jaime escreve sua Prosa Ligeira&#8230;<br />
<br />
<span id="more-13625"></span><br />
<br />
A edição da Editora da Universidade Federal do Pará, 2011; traz um alentado estudo introdutório, onde se comentam várias das reentrâncias do texto. Lembra-se, entre outras coisas, o mito platônico do nascimento de Eros, filho do casal de opostos, penia ou penúria e poros ou abundância. Eros, aqui, não é outro senão a consequência harmônica desta contradição.<br />
<br />
Pobre como a mãe, mas cheio de engenhos e de coragem – caracteres herdados do pai –  para se pôr a busca do que é belo. Sempre cobiçoso da abundância, mas condenado a estar eternamente em penúria, em a-poria. Um pouco mais adiante, hei ainda de aprender, junto com Sócrates, de Diotima de Mantineia, sábia sacerdotisa, que bem mais como um novo avatar de Penia, despe Eros da sua condição divina e dá à luz a sua verdadeira natureza. Eros é um daimon.<br />
</p>
<p>O que é um daimon? Um ser de um tipo intermédio entre homens e deuses. Pobre, pois lhe faltam todos os recursos específicos da natureza divina. Mas, mesmo assim, devoto servidor do belo, Afrodite, a quem há de cobiçar por toda sua vida.<br />
<br />
O próximo passo, diriam alguns, seria empobrecer ainda mais a Eros e igualá-lo a Sócrates, segundo outros talvez elevar Sócrates a condição de Eros. Aqui temos a filosofia se igualando a erótica, onde Sócrates é o mesmo que Eros e a filosofia o mesmo que a erótica. Eros nasce de sua mãe Penia, que também pode se traduzir por a-poria – a que não tem recursos – o que o obriga a uma cobiça, a um desejo constante do divino. O que, ao fim e ao cabo, não livre de um certo atrevimento, pudéssemos arriscar dizer, que a filosofia é filha da penúria, da aporia.<br />
<br />
Xiii! Parece que perdi meus óculos, e sem aquele intermédio de que se fazem as lentes já não consigo reconhecer muitos destes caminhos por entre estas letras aqui de perto? Bah!!! Já quase não consigo enxergar!!! Mas procuremos um pouco mais, aqui por trás deste outro livro. Ufa, aqui está, encontrei!!! E agora já não agonizo, já não derivo e já posso descansar um pouco aqui nesta abundância de caminhos que reconheço neste único texto frente aos olhos, pois que todos me foram entregues por aquele único intermédio de que se faz as lentes.<br />
<br />
Retomemos. Portanto parece ser só por meio desta coragem com que determino a atividade, os apelos do coração deste nosso Eros, pois filho de poros – que hão de se originar deste sentir falta, deste cobiçar, pois também filho de aporia – que acabarei ainda por focar este belo a que quero chegar. Isto, por certo, nada garante, mas a depender da fidelidade com que me puser a amar e de uma possível circunstancial disposição para a generosidade que os deuses possam comportar, talvez ainda venha a topar com algumas pistas – opiniões corretas – que possam, por fim, levar ao verdadeiro endereço do belo que estou a almejar.<br />
<br />
Por hoje, aqui ficamos. Certamente, ainda nos veremos em outro ponto do curso desta nossa jornada.<br />
<br />
*Jaime Medeiros Jr é poeta portoalegrense (1964), pediatra. Autor do livro de poemas Na ante-sala. Mantém os blogs <a href="http://tenuesconsiracoes.wordpress.com/">Tênues Considerações</a> e <a href="http://oarcodalira.blogspot.com/">O Arco da Lira.</a><br />
<br />
E gracias Jaime por nos conceder a publicação deste artigo em Vidráguas&#8230; a ti e todos por aqui, um beijo e bom domingo!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vivas à Elis Regina desde o Enthulho Musical&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/01/19/vivas-a-elis-regina-desde-o-enthulho-musical/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 15:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ARTISTA DO MÊS: ELIS REGINA! por EnThulho Musical Elis é Elis. Sem mais&#8230; O EnTHulho Musical orgulhosamente apresenta a nova artista do mês, em data extremamente propícia: 30 anos após sua morte! Confiram lá no EnThulo Musical a bela homenagem à nossa amada Elis Regina, gracias Thiago por este trabalho!! http://enthulho.blogspot.com/2012/01/artista-do-mes-elis-regina.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ARTISTA DO MÊS: ELIS REGINA!<br />
por <a href="http://enthulho.blogspot.com/2012/01/artista-do-mes-elis-regina.html">EnThulho Musical</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/673AC6F9C5844A09A97AD290D2F36E39.jpg" rel="lightbox[13591]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/673AC6F9C5844A09A97AD290D2F36E39-288x300.jpg" alt="" title="673AC6F9C5844A09A97AD290D2F36E39" width="288" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13592" /></a><br />
<br />
Elis é Elis. Sem mais&#8230;<br />
<br />
O EnTHulho Musical orgulhosamente apresenta a nova artista do mês, em data extremamente propícia: 30 anos após sua morte!<br />
<br />
Confiram lá no EnThulo Musical a bela homenagem à nossa amada Elis Regina, gracias Thiago por este trabalho!!<br />
<br />
<a href="http://enthulho.blogspot.com/2012/01/artista-do-mes-elis-regina.html">http://enthulho.blogspot.com/2012/01/artista-do-mes-elis-regina.html</a></p>
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		<title>A construção dos gestos por Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 15:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Construção do Gesto por Tânia Du Bois Na construção do gesto temos a representação do pedreiro como fonte primordial da vitalidade em quem podemos acreditar como possibilidades da importância das mãos. “Tenho a terra sob as unhas / o que seria meu / e de todos&#8230;// &#8211; o que seria se a terra estivesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Construção do Gesto<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<iframe width="425" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/CGoSsT9EjaQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
Na construção do gesto temos a representação do pedreiro como fonte primordial da vitalidade em quem podemos acreditar como possibilidades da importância das mãos.<br />
<br /> <br />
“Tenho a terra sob as unhas / o que seria meu / e de todos&#8230;// &#8211; o que seria se a terra estivesse / sob as unhas // a as mãos calejadas” (Pedro Du Bois)<br />
<br /> <br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-13589"></span><br />
<br />
Na música, Chico Buarque homenageia o pedreiro como motivo do mais legítimo orgulho do povo brasileiro, qualificando o seu trabalho com as composições Pedro Pedreiro e Construção.<br />
<br />
“&#8230; Pedro pedreiro espera o carnaval / Esperando , esperando, esperando o sol // Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem / Pedro pedreiro penseiro esperando o trem / Manhã parede, carece de esperar também / Pedro não sabe<br />
mas talvez no fundo espere alguma coisa mais linda do mundo&#8230;”<br />
<br /> <br />
A letra dessa música, na verdade é muitas vezes peça de ficção, mas também é categórica na identificação do gesto quando a versão se mistura à vida. Em vez de discursos há uma composição que se faz notória e engrandece a profissão do pedreiro como ato social.<br />
<br /> <br />
“&#8230;Subiu a construção como se fosse máquina / Ergueu no patamar quatro paredes sólidas / Tijolo por tijolo num desenho mágico / Seus olhos embotados de cimento<br />
e lágrima / Sentou para descansar como se fosse sábado&#8230;” (Chico Buarque)<br />
<br /> <br />
O pedreiro trabalha em ritmo de muita exigência e prazos: início e término da obra. Ele é peça principal no jogo de montar. Sua prática e visão são estratégicas para obter o caminho até o resultado, e encontrar a satisfação do trabalho feito pela conquista das mãos. O mérito é o processo, e a prática é o resultado da busca do reflexo na sociedade para a valorização da profissão.<br />
<br /> <br />
“&#8230;Subiu na construção como se fosse sólido / Ergue no patamar quatro<br />
 paredes mágicas / Tijolo por tijolo num desenho lógico / Seus olhos embotados<br />
de cimento e tráfego / Sentou prá descansar como se fosse um príncipe&#8230;”<br />
(Chico Buarque)<br />
<br /> <br />
Ao pedreiro faço reverências, pela capacidade de sobreviver aos desafios gerados pela construção que, ao ser vivenciada, revela o gesto. Trata-se na verdade do reconhecimento por acreditar no seu esforço e pela contribuição que traz para a sociedade, onde desempenha o papel importante de ter a construção como gesto.<br />
<br /> <br />
“Bastam as mãos &#8230;// saber que o pó entranha a pele&#8230;//<br />
sem enfeites bastam as mãos / repousando sobre a obra.” (Pedro Du Bois)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Um exemplo a seguir, que belo relato&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/01/14/um-exemplo-a-seguir-que-belo-relato/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 15:42:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu &#8220;pestinha&#8221; favorito por Cris Chabes* No início do ano letivo de 2011, como professora de 1o. ano (antigo pré = turma com 6 anos) conheci o meu pestinha favorito &#8220;W&#8221;. Bem na verdade não sabia que ele se tornaria meu aluno favorito, nem que daria tanto trabalho na sala e na escola toda. Calma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu &#8220;pestinha&#8221; favorito<br />
por Cris Chabes*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/images-21.jpg" rel="lightbox[13536]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/images-21.jpg" alt="" title="images (2)" width="186" height="139" class="alignnone size-full wp-image-13538" /></a><br />
<br /> <br />
No início do ano letivo de 2011, como professora de 1o. ano (antigo pré = turma com 6 anos) conheci o meu pestinha favorito &#8220;W&#8221;.<br />
Bem na verdade não sabia que ele se tornaria meu aluno favorito, nem que daria tanto trabalho na sala e na escola toda.<br />
Calma caro leitor, chegue ao final do texto. Eu posso chamá-lo de meu &#8220;pestinha&#8221; favorito, sem com isso utilizar de preconceito ou contrariando a ética e moral, pois me derreti de amores, depois de muito trabalho, por esse aluno.<br />
<br /> <br />
No começo do ano, W deixava-me maluca.<br />
Eu não entendia o por que de tanta agressividade com todos.<br />
W ria quando o outro chorava com dor por seus chutes, socos, empurrões.<br />
W roubava objetos de todos, inclusive da minha bolsa.do armário da escola, da mochila pendurada nas costas dos amigos da fila.<br />
<br />
Leiam todo o relato aqui ou no blog <a href="http://redeeducacaoemfoco.blogspot.com/2012/01/meu-pestinha-favorito.htm">Educação em Foco</a><br />
<br />
<span id="more-13536"></span><br />
<br />
W não deixava ninguém fazer suas tarefas, derrubava o estojo das crianças, puxava o caderno, riscava com o próprio lápis o caderno do coleguinha.<br />
No recreio jogava objetos na cozinheira, na inspetora, na diretora. Pegava lanche das crianças, pisava em cima, jogava pelo murro da escola.<br />
<br /> <br />
Meu Deus!<br />
<br />
Sempre ia parar na coordenação, direção, secretária.<br />
Um dia, a família de W foi chamada e sua história relatada. Seu pai morreu antes de nascer, vitima das péssimas escolhas que fez na vida. Sua mãe, abandonou o lar, alguns anos depois. Por caridade vivia na casa da bisavó que não tem mais idade, dinheiro e saúde para cuidar de duas crianças hiperativas e com baixa auto estima. Viviam das doações de pessoas da vizinhança e da família.  A dureza da vida, mesma antes de crescer, os fazia mais hostis com todos.  Na outra escola bateu na professora e apanhou tanto em casa que todos foram parar na delegacia. No projeto social que frequentava a tarde, perdeu a vaga, devido a agressividade com outras crianças.<br />
<br />
Tomamos uma decisão conjunta com a coordenação. Ele não seria suspenso, mas ficaria alguns dias sem recreio, pois os &#8220;grandes&#8221; queria pegá-lo e quando retornasse ficaria sempre acompanhado de um adulto.<br />
Achei que isso o deixasse com mais raiva e resolvi ficar junto com ele por algum tempo, acompanhando-o no recreio, nas atividades extras classe, mas sempre mostrando o certo e o errado nas relações com as pessoas.<br />
<br /> <br />
W começou a sentar a meu lado na sala. Começou a me ajudar a entregar livros, guardar agendas.  Ora ele ficava comigo no recreio ou com a diretora. W tinha que pedir desculpas, devolver objetos e compartilhar os seus. Se ele aprontava ficava sem a aula  que mais gostava &#8220;Artes&#8221;.<br />
<br />
Aos poucos foi acalmando. Sentido-se acolhido. Os amigos começaram a querer brincar com ele.<br />
Mas a cada segunda feira, após o final de semana, W chegava muito agitado e nervoso no escola. Precisava de mais atenção, carinho e cuidados.<br />
<br />
Decidi que todos as vezes que ele chegasse mais nervoso, ficaria novamente comigo até a raiva passar.<br />
<br /> <br />
Ele aprendeu a ler.<br />
Ele começou a ajudar seus amigos nas lições.<br />
Formou dupla com uns dos meninos mais calmos da sala.<br />
As vezes pegava ele guardando na mochila algo que não era seu. Chamava-o no canto e dizia: Abra sua mala e devolva o que pegou antes que eu o faça na frente de todos.<br />
E o tempo passou.<br />
Não brigava com as crianças de nossa sala e com os grandes começou a diminuir as provocações.<br />
<br />
No último dia de aula, fizemos uma festinha. Todos trouxeram pratinhos. Antes de W ir embora, encheu os bolsos de brigadeiro e já ia saindo de fininho. Previamente eu já tinha separado alguns doces, bolos, pipocas e guardei tudo para que os demais não vissem. Chamei W quando ele já estava na porta:<br />
- Ei mocinho, onde vai sem me dar um beijo?<br />
Meio sem graça de aproximou com as mãos escondendo a abertura do bolso. Me beijou e antes que virasse as costas eu falei.<br />
- Coloque o que há em seu bolso dentro desta sacola.<br />
Meio sem graça, foi tirando tudo, mas quando olhou dentro da sacola, seus olhos de arregalaram e um sorriso maravilhoso se fez em seu rosto.<br />
- É para mim?<br />
- É claro que sim. Pode levar tudo para comer com seu irmão mais tarde<br />
<br />
W Sorriu com a carinha mais lindo do mundo. Sorriu com um brilho nos olhos que não vi no início do ano. Sorriu quando eu o abracei e disse baixinho no seu ouvido: Eu gostei muito de ser sua professora.<br />
<br />
Alguns dias depois a diretora perguntou-me: Com qual série você quer trabalhar no próximo ano? Eu respondi 2o. ano. Ela disse: &#8220;Não se preocupe, fiz algumas mudanças com os alunos mais danadinhos e W não será mais do 2o. B, mas irá para o 2o. A com crianças diferentes.<br />
<br />
Ao que eu respondi:<br />
- Então tá eu fico com o  2o. ano A e com W<br />
<br />
Ele ainda não sabe disso.<br />
Peço a Deus que em suas férias ele não sofra tanta violência e que no próximo ano eu possa ajudá-lo a acreditar mais nas pessoas e no mundo.<br />
<br />
Beijocas<br />
Cris Chabes<br />
<br />
Beijos Cris e gracias Vanessa por nos fazer conhecer este trabalho.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Motivos para ler por Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 13:08:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[motivos para ler]]></category>
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		<category><![CDATA[Vanessa Vieira]]></category>
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		<description><![CDATA[MOTIVOS PARA LER por Tânia Du Bois Alana fotografada por Vanessa Vieira “Quando a primeira palavra / romper a mortalha da página, / a luz escapará&#8230;” (Francisco Alvim) É inevitável lembrar que a língua é patrimônio cultural. Que a língua é caráter. Ela une e identifica um povo; foi muito mais importante do que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MOTIVOS PARA LER<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/alana-235x3001.jpg" rel="lightbox[13515]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/alana-235x3001.jpg" alt="" title="alana-235x300" width="235" height="300" class="alignnone size-full wp-image-13516" /></a><br />
Alana fotografada por Vanessa Vieira<br />
<br />
“Quando a primeira palavra / romper a mortalha da página, / a luz escapará&#8230;”<br />
(Francisco Alvim)<br />
 <br />
É inevitável lembrar que a língua é patrimônio cultural. Que a língua é caráter. Ela une e identifica um povo; foi muito mais importante do que se pensa na história dos descobrimentos. Relembro que o domínio de norma culta é a marca da diferenciação social, sinal de boa formação e inteligência.<br />
<br />
Segundo Luís Fernando Veríssimo, “o caráter de um povo decorre da sua língua” e, para Pedro Du Bois, “Livros //&#8230; / ele não faz parte da vida: / exige atenção, capricho, conhecimento / maior que o simples passar de olhos”.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-13515"></span><br />
<br />
Ler é um desejo, motivo que compartilho para a superação de maus momentos e de fazer entender uma situação real de fala, leitura e escrita. Luiz Prazeres disse que “A pessoa que lê com frequência se torna mais apta a enfrentar os desafios do mundo contemporâneo e a dialogar com ele. Em nossa sociedade letrada, ler é uma questão de sobrevivência.”<br />
<br />
Viver o dia a dia com intensidade significa experimentar cada minuto que a leitura faz com você, mostrando como pode ser gratificante desvendar verdades ocultas e descobrir o mundo nas entrelinhas, criando expectativas e fatos. Confiar em seu poder facilita, amplia o conhecimento e o senso crítico.<br />
<br />
Para viver bem é necessário simplificar a compreensão das coisas e dos fatos. Um livro abre mentes questionadoras que buscam se libertar de ideias pré-concebidas e verdades absolutas, para encontrar a felicidade baseada na razão. O importante é criar e nunca perder de vista o potencial do texto, como universo sem fronteiras para a imaginação, juntando desejo e ação. Utilizar-se da realidade que o cerca para apresentar suas impressões sobre o mundo, como em Salete Aguiar, “&#8230; Se os livros que escrevi / não forem lidos, // os vermes me expandirão pelo universo.”<br />
<br />
O principal é ter iniciativa e acabamento para os dias de hoje. Segundo Stephen Kannitz, “Iniciativa é a capacidade que todos temos de criar, iniciar projetos e conceber novas ideias. Acabativa significa a capacidade de colocar em prática uma ideia e levá-la até o fim”, ou seja, enxergar à frente do que acreditamos e descobrir o que realmente nos cerca.<br />
<br />
Algumas pessoas têm muita iniciativa e outras, poucas. Alguns possuem a capacidade de concluir o que começaram. Iniciativos são criativos e o acabamento é o ponto fraco deles. Existem mais pessoas com ideias do que pessoas capazes de implantá-las. O principal é valorizar as iniciativas, mostrando o potencial e valorizando cada passo e cada ação, porque “&#8230; a vida nos espreita / em cada volume / que deixamos de ler”, na visão de Pedro Du Bois.<br />
<br />
Ler estimula o lado criativo e com coração nobre e talento é possível a realização de grandes sonhos, sempre valorizando a nossa língua. O livro é destinado a conquistar os corações e mentes dos leitores, como expressado por Gilberto Mendonça Teles, “&#8230; Tome este livro, toma e lê&#8230; / não só um tomo, a obra inteira soma / à solidão maior que te protege / como um corpo de baile no idioma. // E toma ao pé da letra o que combina / com teu gosto e prazer: / o cimo, a suma / de todos os sabores&#8230;”</p>
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