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	<title>Vidráguas &#187; Crônicas</title>
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		<title>Horas gastas, crônica poética em Vidráguas</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 14:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[HORAS GASTAS por Tânia Du Bois “&#8230;Onde os fantasmas que calavam /&#8230;e as coisas que as horas gastavam?&#8230;” (Lúcia Fonseca) Horas gastas é a arte de esquecer, é memória emotiva, aquela que se preocupa apenas em lembrar o que interessa como o essencial para viver. É preciso refletir para lembrar, identificar e imaginar. Nada mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>HORAS GASTAS<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Salvador-Dalí-Clock-Explosion.jpg" rel="lightbox[15288]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Salvador-Dalí-Clock-Explosion-300x243.jpg" alt="" title="Salvador Dalí - Clock Explosion" width="300" height="243" class="alignnone size-medium wp-image-15289" /></a><br />
<br />
“&#8230;Onde os fantasmas que calavam /&#8230;e as coisas que as horas gastavam?&#8230;” (Lúcia Fonseca)<br />
<br /> <br />
Horas gastas é a arte de esquecer, é memória emotiva, aquela que se preocupa apenas em lembrar o que interessa como o essencial para viver. É preciso refletir para lembrar, identificar e imaginar. Nada mais apropriado do que a arte de ler, exercício que estimula a imaginação, sem gastar as horas. Segundo Orides Fontela, “Memória // A cicatriz, talvez / indelével // o sangue / agora / estigma.”<br />
<br />
O grande desafio é permitir-se reconhecer no encontro com o pensamento. Na arte de pensar, partilhar experiências e escolhas é como ter um dia feliz depois do outro. Ao concentrar-se, manter a expressão, o sonho e a lembrança no melhor despertar. A arte de pensar embala o tempo, reproduz a memória e mantém o poder de encantamento, como em Nilto Maciel,“&#8230;Não, talvez não fosse bem assim. De dia, os olhos viam o mundo / e o mundo existia. De noite, os olhos e dentro viam o mundo, / porém um outro mundo&#8230;”<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-15288"></span><br />
<br />
Passar as horas, acompanhado da leitura de Carlos Higgie, faz despertar o pensamento no coração e torna o leitor um interessado nas paisagens da beleza do amor, da vida e dos valores éticos. Coloca-o em sinergia com a memória. Deixa a imaginação ir e vir espontaneamente, fazendo com que se entregue de corpo e alma ao texto, sentindo o prazer tomar conta do tempo, “&#8230;Num voo de pássaro e retornando para o passado, para seu passado próximo, sentia que sempre, apesar das atitudes, tinha sido igual. Certas características da sua personalidade a acompanhavam desde os primeiros momentos. Porém, sempre existe um momento crucial, fatal, um instante marcante em que a verdadeira personalidade se apossa das versões fáceis e falsas. Quando as máscaras caem e se fazem pó, aparece a verdadeira&#8230;”<br />
<br />
Horas corridas indicam que viver o dia a dia com intensidade significa lembrar cada minuto como se fosse único, revelando segredos e desenvolvendo o repertório em detalhes, podendo confiar na memória como despertado senso crítico.  Nas palavras de Carlos Higgie, “&#8230; Seus muitos anos, trabalhados, suados, sofridos, não entendem.<br />
<br />
Algo que não pode ser explicado, algo absurdo, sem nexo, perturbador cruelmente trágico, algo que ele não pensou em viver e sofrer. Ele não entende. Ele não sabe. Ele quer respostas e sequer tem as perguntas.” Isto é, horas gastas representam a arte de esquecer. Ganhar as horas e não gastar as horas é contar com a capacidade de lembrar os fatos, datas e valorizar a iniciativa potencial em cada passo e nas ações das pessoas.<br />
<br />
Considero as horas gastas como dia especial, importante, onde vejo a comemoração da passagem do passado com o presente e, ainda, percebo o quanto ganho em viver, como disse Giuseppe Ungaretti, “Ali chega o poeta / e depois regressa à luz com seus cantos / e os dispersa&#8230;”</p>
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		<title>A arte de contar por Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 16:56:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ARTE DE CONTAR por Tânia Du Bois Era uma vez&#8230; Contar histórias para a criança é uma arte. É ótima oportunidade de estreitar os laços familiares e ainda incentivá-la a dar asas à imaginação. É o momento em que a criança percebe que os adultos sentem e pensam como ela. O hábito de contar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ARTE DE CONTAR<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/110601671.jpg" rel="lightbox[15153]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/110601671-300x214.jpg" alt="" title="11060167" width="300" height="214" class="alignnone size-medium wp-image-15154" /></a><br />
<br />
Era uma vez&#8230; Contar histórias para a criança é uma arte. É ótima oportunidade de estreitar os laços familiares e ainda incentivá-la a dar asas à imaginação. É o momento em que a criança percebe que os adultos sentem e pensam como ela.<br />
<br />
O hábito de contar histórias é essencial para as crianças aprenderem a elaborar e exercer o raciocínio crítico; desenvolver a criatividade e as suas fantasias. Nada é mais mágico que a imaginação da criança.<br />
<br />
Ouvir histórias, essa postura faz com que a criança sinta que está tendo a chance de sonhar acordada. Ao liberar as suas fantasias, a criança compreende o mundo em que habita e aprende a lidar com as suas emoções. Cada personagem apresenta um significado para o desenvolvimento do universo infantil.<br />
<br />
leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-15153"></span><br />
<br />
A arte de contar histórias é importante para o desenvolvimento emocional e para a aquisição de conhecimentos; aprendem a lidar com a realidade de forma lúdica e a exercitar a capacidade de aceitar a vida, o amor, a morte e os conceitos éticos, ajudando-as a entender o que parece inexplicável.<br />
Não existe fórmula “correta” para contar histórias, nem lugar adequado. O que vale é a dedicação e a vontade. É preciso fazer parte do mundo infantil, o que na prática significa sentar no chão, ajoelhar-se e ser espontânea.<br />
<br />
Caso não se sinta à vontade para interpretar a história, simplesmente leia com o livro nas mãos, para as crianças “verem” a leitura, despertando nelas a emoção e o interesse, envolvendo quem conta e quem escuta.<br />
<br />
Não importa qual seja a história que se conte ou que se leia – as fantasias são exemplos para que as crianças comecem a entender o até então inexplicável.<br />
<br />
As crianças gostam de contar e precisam ouvir histórias; através do lúdico e da magia da leitura vão descobrindo o mundo fantástico da criação e se preparando para enfrentar melhor as dificuldades impostas pela modernidade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por um mundo melhor, Interiores Vidráguas&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:17:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores]]></category>
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		<category><![CDATA[carmen]]></category>
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		<category><![CDATA[Loiri Zancanella]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[POR UM MUNDO MELHOR por Loiri Zancanella Cortese Quando a razão, a confiança, a vontade, a esperança e o amor se juntam para mergularem no mais profundo interior da letargia, uma explosão de sentimentos e de ações poderão surgir, fazendo acontecer, despertando e transformando o que estava no estágio inane, à espera de um impulso. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>POR UM MUNDO MELHOR<br />
por <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/05/07/mae-adjetivo-positivo-por-loiri-zancanella-cortese/">Loiri Zancanella Cortese</a><br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/caminhada1.jpg" rel="lightbox[15102]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/caminhada1-300x199.jpg" alt="" title="caminhada1" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-15103" /></a><br />
<br /> <br />
Quando a razão, a confiança, a vontade, a esperança e o amor se juntam para mergularem no mais profundo interior da letargia, uma explosão de sentimentos e de ações poderão surgir, fazendo acontecer, despertando e transformando o que estava no estágio inane, à espera de um impulso. Assim sendo, a vida transbordará e trará consigo, a alegria e a felicidade estampadas nos sorrisos das pessoas, lançando as boas sementes pelos canteiros do mundo, com a vivência de agradáveis e bons momentos.<br />
<br /> <br />
Emergirão para a ação:<br />
<br /> <br />
- As auroras que não nasceram;<br />
- Os lugares nunca visitados;<br />
- A luz que não brilhou;<br />
- A energia esquecida;<br />
- As horas não marcadas;<br />
- As experiências nunca feitas;<br />
- As promessas não formuladas;<br />
- O destino não traçado;<br />
- Os caminhos nunca percorridos;<br />
- As palavras não proferidas;<br />
- As cores descoloridas;<br />
- As lágrimas não vertidas;<br />
- O silêncio que não se fez;<br />
- A música não executada;<br />
- A poesia nunca escrita;<br />
- As emoções não vividas;<br />
- O beijo não dado;<br />
- O carinho que não foi feito;<br />
- O abraço que não foi dado;<br />
- O perdão não oferecido;<br />
- O aperto de mão que não houve;<br />
- A solidariedade inerte;<br />
- A dignidade sem viço;<br />
- A justiça jamais demonstrada;<br />
- A amizade dormente;<br />
- E tantas outras possibilidades&#8230;</p>
<p>Tudo por um mundo melhor!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desmontar o vazio, um escrito, um legado de Nei Duclós&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 16:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Desmontar o vazio]]></category>
		<category><![CDATA[nei duclós]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[DESMONTAR O VAZIO por Nei Duclós O que deixaremos de herança? Nada que possamos levar. Para quem parte, patrimônio ou nome vale tanto quanto o vento. Não que tudo seja inútil, e sim que tudo se equivale, tem o mesmo peso. Sendo assim, prefiro escolher o que parece bizarro ou inalcançável, mas é um sonho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DESMONTAR O VAZIO<br />
por <a href="http://outubro.blogspot.com.br/">Nei Duclós</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/estrelas-concurso-austriaco.jpg" rel="lightbox[15095]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/estrelas-concurso-austriaco-300x166.jpg" alt="" title="estrelas concurso austriaco" width="300" height="166" class="alignnone size-medium wp-image-15096" /></a><br />
<br />
O que deixaremos de herança? Nada que possamos levar. Para quem parte, patrimônio ou nome vale tanto quanto o vento. Não que tudo seja inútil, e sim que tudo se equivale, tem o mesmo peso. Sendo assim, prefiro escolher o que parece bizarro ou inalcançável, mas é um sonho. Quero deixar como legado, para usufruto de contemporâneos ou futuros, uma forma de ficar habitado nos momentos de vazio. Considero uma arte o exercício de tirar leite, o espírito habitado,  dessa pedra , o tempo em queda livre para o Nada.<br />
<br />
Cada pessoa tem seus segredos para fazer isso acontecer. O que serve para um não serve para o resto. Essa dificuldade é que me atrai para a pulsação de um diamante no cosmo escuro. Como fui treinado na desdramatização brechtiana no Arena de Porto Alegre, como o pouco que aprendi de interpretação foi um livro de Eugênio Kusnet, como o pouco que sei veio de alguns ensaios de Barthes e Foucault, como a viagem literária que fiz começa em Monteiro Lobato e passa por Conrad e Lorca, como tenho um acervo pequeno para tão grande pretensão, posso dizer que não são as leituras ou  a imaginação que preenchem o vazio.<br />
<br />
Leiam toda a crônica aqui ou em <a href="http://outubro.blogspot.com.br/">Outubro</a>, blog de Nei Duclós<br />
<br />
<span id="more-15095"></span><br />
<br />
Devemos procurar a essência, o núcleo do sopro que reacende a brasa. Ele é uma criatura livre de toda influência. O vazio cede quando você descobre o mecanismo e consegue desmontá-lo. E o vazio é gerado pelo mau uso das inúmeras linguagens que nos cercam, pelas ruínas do discurso, que inclui desde o milionésimo anúncio de cerveja até a pentelhésima vez que você ouve falar em democracia ou qualidade.<br />
<br />
O vazio é fruto da linguagem em ruínas. E não basta ler grandes obras ou tentar criar romances espetaculares ou poemas inesquecíveis. Você precisa aprender a se distanciar, extirpar de dentro de si o que é implantado diariamente, não apenas pelo som das vozes e as luzes dos sinais, mas pelos gestos repetidos e que te formatam. As falas do Mesmo, que circulam nas almas possuídas pelo vazio, derrubam as pessoas por terra e só sabendo como elas exercem essa tirania é que poderemos nos livrar delas. Precisamos deixar de escutá-las, apagá-las na mente por meio da mais poderosa força da expressão humana: a capacidade que temos de gerar uma linguagem de poder, o poder que nos acompanha e impregna.<br />
<br />
Dizem que Tom Jobim, gênio absoluto e maestro soberano, só falava traquinagens e passarinhagens nas suas conversas. Habitadíssimo como criador, e muito crítico em relação aos desmandos em geral, na intimidade ele simplesmente não assumia o discurso ambiente da economia, política, publicidade, culturas em geral. Ele falava de passarinhos. Nas redações,rolávamos de rir com as asneiras que falávamos e no dia seguinte lá estava aquela edição maravilhosa, seríssima. Pois soubemos desmontar o vazio por meio da nossa criação suprema, a linguagem habitada que é resultado da liberdade de pensar e agir<br />
<br />
É a capacidade de se expressar sem freio, costurando o incosturável e defendendo teses impossíveis. Só assim tornaremos habitável o coração outrora vazio do tempo. Essa arte é o que eu gostaria de deixar como legado. Criar um contraponto permanente ao domínio. Sem fórmulas, apenas a força da intenção de fazer acontecer.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Horizonte, crônica poética de Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 14:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[horizonte]]></category>
		<category><![CDATA[Renné Magritte]]></category>
		<category><![CDATA[T6ania Du Bois]]></category>
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		<description><![CDATA[HORIZONTE Por Tânia Du Bois O mês de maio é ótimo para refletirmos sobre a relação com as nossas mães. Falar das mães é mergulhar e passear num mundo onde as imagens e as histórias nos inspiram e surpreendem, pela personalidade e estilo de liderança que elas apresentam: tocam suas vidas, o cotidiano e ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>HORIZONTE<br />
Por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/MagritteSecretLifeigrm.jpg" rel="lightbox[15019]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/MagritteSecretLifeigrm-300x223.jpg" alt="" title="MagritteSecretLifeigrm" width="300" height="223" class="alignnone size-medium wp-image-15020" /></a><br />
<br />
O mês de maio é ótimo para refletirmos sobre a relação com as nossas mães. Falar das mães é mergulhar e passear num mundo onde as imagens e as histórias nos inspiram e surpreendem, pela personalidade e estilo de liderança que elas apresentam: tocam suas vidas, o cotidiano e ainda cuidam das famílias. Nas palavras de Ronaldo Monte; “&#8230;um azul luminoso, um vento generoso e um espelho de mar ávido de horizontes&#8230;Mas, nossos passos andam alheios a qualquer destino&#8230;”<br />
<br />
Como a mãe Lenita, que lembro andando pela cidade e que me leva a pensar nas voltas que a vida dá. Ontem cuidava dos filhos. Hoje os filhos cuidam dela. Em nove décadas ela acompanhou as mudanças e os ajudou a entender o que era importante e, no seu papel de mãe, mostrou a coragem e o amor, a inspiração e a emoção, a vontade de ensinar e aprender, como valores para mudar um dia de cada vez e reconhecer o espaço em diferentes esferas da vida.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-15019"></span><br />
<br />
Aos 96 anos, passa seu tempo experimentando sabores e provocando reações que transformam seus dias. Num dia chuvoso, o seu aniversário. No outro dia, em sua cadeira de rodas, senta-se junto à janela e ao olhar para a rua, indaga: “Observo a quantidade de carros que passam; de onde vêm? Para onde vão?”. Presa em seu tempo, imagina as vidas que passam em cada sinal aberto ou fechado, como se olhasse no espelho as vidas desconhecidas. Conscientemente, sofre porque o corpo não a ajuda, nem mais acompanha a sua vontade; apenas reflete sobre novas experiências. Porém, com o Sol radiante, ouvindo Oswaldo Montenegro e Martinho da Vila, diz o quanto gosta da boa música e como arquiteta o seu pensamento na medida do tempo.<br />
<br />
Um dia depois do seu aniversário, 96 anos, espia a esperança diante da janela que se tornou seu mundo, seu vínculo de sobrevida. Serena e perfumada, admirada com o que vê, pensa em Deus e agradece pela vida. Hermenegildo Bastos escreveu que “&#8230;a cada contrário, / “mas amo por amar que é liberdade.” // por todos os sons, / encravados no tempo. // roucas as vozes, / horizonte elástico&#8230;.”<br />
<br />
Eu, na minha impotência, apenas a ajudo com palavras e sorrisos, com o que penso aumentar um pouco o seu horizonte, assim como, com a leitura que lhe fiz dos poemas de Hermenegildo Bastos, “Sonhar é o homem. contra. / contra si próprio. / mas somos humanos. / é que nos invadimos&#8230;”; &#8211; “&#8230; e nós? / quem somos? / arremessamo-nos à rocha. // entre a ferida e a beleza. / arrojamo-nos&#8230;”; &#8211; “&#8230; a história é o limite, / e somos, e a revolta. // vestidos de tempo. / e o tempo, uma caixa se abrindo&#8230;”. A sua expressão de satisfação é que transforma os nossos horizontes. Ela reage sempre como se fosse um novo dia; uma nova sensação em cada som e no vento frio que a cerca. A saudade e a lembrança refletem o seu horizonte, como nas palavras de Pedro Du Bois, “Penso no que me acalenta / minha mãe / como imagino tenha sido / no início da minha infância. //&#8230; Encontro em você / os sinais necessários / ao encerramento do ciclo / que começou há tempos / e se repete por inteiro.”<br />
<br />
Questiono que o horizonte tem vários significados e ele está no que a pessoa alcança como significante: janela aberta, Sol brilhante, vida em movimento, chuva batendo na vidraça ou simplesmente o vento chegando com as palavras de T. S. Eliot, “o que poderia ter sido e o que foi / convergem para um só fim, que é sempre presente.”<br />
<br />
A Arte é de Magritte!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Uma carta a mãos que leem, escrevem, trocam&#8230; uma carta ao Poeta Chico Miguel!</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 18:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
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		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[Querido Chico Miguel*! por Carmen Silvia Presotto Registro aqui a minha alegria, ao chegar no Escritório e me deparar com tua carta. Maior ainda, minha euforia, ao rasgar o envelope para nele encontrar um tempo precioso de trocas poéticas, recortes da publicação de sua resenha sobre Dobras do tempo, meu primeiro livro de poesia, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/">Chico Miguel</a>*!<br />
<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Leitura-de-Chico-Miguel.jpg" rel="lightbox[14943]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Leitura-de-Chico-Miguel-300x224.jpg" alt="" title="Leitura de Chico Miguel" width="300" height="224" class="alignnone size-medium wp-image-14944" /></a><br />
<br />
Registro aqui a minha alegria, ao chegar no Escritório e me deparar com tua carta. Maior ainda, minha euforia, ao rasgar o envelope para nele encontrar um tempo precioso de trocas poéticas, recortes da publicação de sua resenha sobre <em><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/04/12/dobras-do-tempo-poeia-singular-por-francisco-miguel-moura-que-presente/">Dobras do tempo</a></em>, meu primeiro livro de poesia,  no Jornal o Dia, em Teresina, dia 14/4/2012 e não bastasse, junto chegam poema dedicados à vida de quem vive.<br />
<br />
Por Toda A Vida<br />
para Mercinha<br />
<br />
Já não posso fazer tudo que queres,<br />
e o teu tempo é um tempo de querer.<br />
Porém sonhos jamais hão de morrer.<br />
agora que os mistérios são misteres.<br />
<br />
De outra forma não vejas: &#8211; São deveres<br />
que vão acompanhar-te. Há mais prazer<br />
em voar menos tempo e tudo ver,<br />
doravante criando e amando os seres.<br />
<br />
Posso fazer-te mais do que imaginas<br />
para que sejas feliz entre as meninas<br />
e entre os jovens que mais te dão guarida.<br />
<br />
Posso ser tão sincero quanto bom<br />
de coração na mente &#8211; este é meu dom,<br />
e posso dar-te amor por toda vida.<br />
<br />
Um poema a uma menina, filha amada, que por momentos e por forças do sentir, aproprio-me e me aninho como se Mercinha fosse, sinto-me filha de teu poemar, de teu carinho, de teu cuidado&#8230; Gracias!<br />
<br />
Não bastasse isso, chego em casa e vou reler <em>O Menino Quase Perdido</em>, o teu último livro, entre tantos, tantos outros,  e nele me espelho nas memórias dos dias, encontro Cecília Meireles abrindo o caminho e depois aplaudo A vida que começa num sonho e tece Marcas na Areia. Percorro A Fábula do Preguiçoso e caio em tua aprendizagem, onde também me alinho em Como aprender a ler&#8230;.<br />
<br />
Leia toda a carta<br />
<span id="more-14943"></span><br />
<br />
&#8230; e sim, meu amigo, o tempo passa e chegam as perdas e com ela Saudade e Dor, mas com Os Poderes de Deus, aplacamos Medo e conservamos a Esperança.<br />
<br />
Passo mais linhas, revolvo mais leituras e chego Ao Fim da InFância, para contigo, recordar que Naquela tarde de Abril, e ( antes que tudo acabe), devemos esticar o amor, os sentimentos do mundo com passos que conVersem, troquem, porque sim, &#8220;certos sentimentos parecem ficar numa zona neutra de comunicação&#8221;&#8230; não para nós, que sabemos que o contrário do amor, não é ódio, nem dor, mas sim a indiferença.<br />
<br />
&#8230; e por esta não nos habitar, te abraço, mando um beijo a todos familiares e poetas daí, e digo: gracias por existires em minha vida!!<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto<br />
Porto Alegre, 6 de maio de 2012.<br />
<br />
*Chigo Miguel é como os amigos chamam <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/">Francisco Miguel Moura</a>, conheçam aqui sua biografia: <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/p/biografia.html ">http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/p/biografia.html<br />
</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Passagem do vento, crônica de Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 14:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PASSAGEM DO VENTO por Tânia Du Bois “A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é ondeos roseiras dão flor&#8230;&#8221; (Sophia de Mello Breyner Andresen) Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PASSAGEM DO VENTO<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo.jpg" rel="lightbox[14854]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo-300x203.jpg" alt="" title="Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo" width="300" height="203" class="alignnone size-medium wp-image-14855" /></a><br />
<br />
“A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é ondeos roseiras dão flor&#8230;&#8221;<br />
(Sophia de Mello Breyner Andresen)<br />
<br /> <br />
Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre minhas lágrimas / muito: ciscos trazidos pela vida / na passagem do vento / pelas casas onde um dia / tentei ficar&#8230;”; e o livro Vento nos Ossos, de Carlos Higgie.<br />
<br />
Na passagem do vento reedifico os encontros que ainda me são permitidos: mergulhar em pensamento ensurdecedor dos tambores, fechando-me em mim, como mostra Manuel de Barros, “Queria transformar o vento. / Dar ao vento uma forma concreta e apta à foto./ Eu precisava pelo menos enxergar uma parte física / do vento&#8230;”<br />
<br />
Leia toda crônica poética<br />
<br />
<span id="more-14854"></span><br />
<br />
Esqueço o último olhar, desisto da espera ou sinto o vento? Avessa, arremesso do coração. Não espero. Na porta, olho para fora e não há nada, nem ninguém. Apenas o vento passando. Oliveira e Silva diz, “O vento assovia e vaia, violento. / Não nos enxuga as lágrimas o vento, / O vento se espedaça e desmoronamos.”<br />
<br />
Meu olhar se desespera, espera e deseja voltar no tempo, escorrer no caminho escolhido, e fazer o caminho de volta.  Fazem portas, fazem janelas, e não fazem onde guardar a minha solidão que vai aumentando com as lembranças, e me sufocando mais do que me protegendo.<br />
<br />
A passagem do vento desloca gritos fechados em mim no reencontro com a vida. Nos dias, como vivo, temo a inglória de não fazer falta. As mudanças, os convites dispersos: convivo com a saudade, a melancolia dos caminhos construídos, e recolho os amigos pelas passagens. Reflito no retorno como partida e revelo as lembranças trazidas pelo vento. “Invento histórias onde me insiro / personagem. Repito cenas. / Reporto a cena irreal. / Refaço a irrealidade. / Preciso estar em algum lugar. / &#8230; Reinvento a descoberta. / Os horários / difusos das músicas. Desoriento / as rosas e os ventos se espalham.” (Pedro Du Bois)<br />
<br />
A fotografia é de Henri Cartier-Bresson!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tempos de Escola por Loiri Zancanella Cortese&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 15:28:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TEMPOS DE ESCOLA Por Loiri Zancanella Cortese* &#8220;Este mundo é uma bola&#8221; é uma frase inicial de uma canção de roda, cuja canção me faz retornar ao passado, lá pelos anos de 1963 e 1964, quando cursava as primeiras séries no Ginásio Sarandi, precisamente nas aulas de educação física, ministradas pela professora Maria Telma Donazzolo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEMPOS DE ESCOLA<br />
<br /> <br />
Por <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/04/09/as-pedras-da-vida-em-interiores-vidraguas/">Loiri Zancanella Cortese</a>*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/images48.jpg" rel="lightbox[14789]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/images48.jpg" alt="" title="images" width="248" height="204" class="alignnone size-full wp-image-14790" /></a><br />
<br />
&#8220;Este mundo é uma bola&#8221; é uma frase inicial de uma canção de roda, cuja canção me faz retornar ao passado, lá pelos anos de 1963 e 1964, quando cursava as primeiras séries no Ginásio Sarandi, precisamente nas aulas de educação física, ministradas pela professora Maria Telma Donazzolo.<br />
<br /> <br />
Nos tempos de escola é comum o aluno demonstrar maior afeição por um ou outro professor.<br />
<br /> <br />
Lembro-me do carinho e da admiração que sentia pela professora Maria Telma, sempre amável, dedicada, sorridente, não medindo esforços para motivar as suas alunas durante as suas aulas, por sinal muito prazerosas.<br />
<br />
Leia toda a postagem<br />
<br /> <br />
<span id="more-14789"></span><br />
<br />
Não só de exercícios físicos, corridas e jogos consistiam as suas aulas. Também ela introduzia brincadeiras de roda, as quais eram animadas por cantos variados e geralmente acompanhadas pelo seu acordeon, que nos proporcionava grande satisfação e alegria.<br />
<br />
Foram tantas brincadeiras, a maioria apagadas da memória em suas particularidades, dado ao decorrer dos anos. Dentre aquelas brincadeiras, uma continua latente em minhas lembranças, com certeza pelo carisma da mestra e, talvez, pela presença do acordeon, que era mais ou menos assim: uma aluna era escolhida pela professora para ficar no centro da roda, formada pelas outras alunas. Quando o canto de roda se iniciava, a aluna do centro escolhia alguém para ser seu par e com ela dançar.<br />
<br /> <br />
No gira-gira da roda de meninas, a letra da canção era esta:<br />
<br /> <br />
    &#8220;Este mundo é uma bola, a girar constantemente<br />
    Vou sair por este mundo, dando giros tão somente<br />
    Eu não vim dançar sozinha, quero um par aqui pra mim<br />
    Por exemplo essa menina, saia como eu já saí<br />
    A menina cai na dança, essa dança não faz mal<br />
    Danço eu, dança você, dançam todas, afinal<br />
    A menina cai na dança, essa dança não faz mal<br />
    Danço eu, dança você, dançam todas, afinal.&#8221;<br />
<br /> <br />
Todas as alunas tinham a sua vez para adentrarem na roda e dançar com a que lá se encontrava. Assim, as aulas de educação física transcorriam na maior descontração e empolgação, sempre com novas e agradáveis brincadeiras intercaladas.<br />
<br /> <br />
    &#8220;Este mundo é uma bola&#8221; e é bem verdade.<br />
<br /> <br />
Há meses atrás tive a grata satisfação de encontrar a querida professora Maria Telma. Ao abraçá-la, comecei a cantar a canção com essa letra e ela, emocionada, segurou-me pelas mãos e perguntou-me:<br />
<br /> <br />
    &#8211; Você se lembra ainda?<br />
<br /> <br />
Vi seus olhos brilharem e um largo sorriso realçar o seu rosto, em sinal de contentamento e gratidão pela lembrança. O abraço continuou, mas mais apertado, confidenciando-me sentir grande alegria em ser assim recordada, finalizando com um sincero obrigado! Beijei-lhe o rosto afirmando a minha reciprocidade como aluna que fui.<br />
<br /> <br />
No meu agora presto esta singela homenagem àquela querida e inesquecível mestra!<br />
<br />
* <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/04/09/as-pedras-da-vida-em-interiores-vidraguas/">Loiri Zancanella Cortese</a> escreve conosco no Grupo Vidráguas, em redes sociais, e aqui todas segundas-feiras!! </p>
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		</item>
		<item>
		<title>As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã”</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 15:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã” por Tânia Du Bois Mudança e lembrança são palavras de que gosto muito. São significantes, porque sendo inevitável lembrar que o livro é patrimônio cultural, logo sinto que ler é desejo que gera a mudança e, ainda, faz-me entender a situação da fala e escrita do autor. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã”<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/i24283_20120229_104123.jpg" rel="lightbox[14754]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/i24283_20120229_104123-211x300.jpg" alt="" title="i24283_20120229_104123" width="211" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14755" /></a><br />
<br />
Mudança e lembrança são palavras de que gosto muito. São significantes, porque sendo inevitável lembrar que o livro é patrimônio cultural, logo sinto que ler é desejo que gera a mudança e, ainda, faz-me entender a situação da fala e escrita do autor. Então, vivo cada minuto desvendando verdades ocultas ao ler os ensaios de Gilberto R. Cunha, em Cientistas no Divã. É livro com o potencial de um universo sem fronteiras, onde o autor utiliza-se da realidade para apresentar suas impressões sobre o mundo.<br />
<br />
Saliento as lembranças e mudanças para demonstrar cada passo e ação do escritor que não para de propor novos questionamentos e reflexões ao leitor.<br />
<br />
Lembrança: Gilberto Cunha não escreve sobre o que não sabe. Gaúcho, agrônomo e pesquisador é o autor do livro Cientistas no Divã, de 2007.<br />
<br />
Leia toda a postagem<br />
<br />
<span id="more-14754"></span><br />
<br />
Mudança: ele é a porta de entrada no mundo da ciência, como construção cultural, através da coletânea onde seus ensaios conVersam com o leitor sobre os sentimentos que, segundo o autor, muitas vezes, prevalecem sobre a razão. Gilberto faz questão de mostrar uma realidade científica com seus fatos relacionados e fundados em descobertas, como diferencial para a reflexão e a interpretação do leitor. “Entre os maiores desafios dos seres humanos estão compreender os sentimentos, falar sobre os sentimentos e manipular os sentimentos.”<br />
<br />
Lembrança: Gilberto Cunha se converte em personagem com ideias e provocações ao narrar textos recheados de temas agrários e os comparar ao “amor sem limites”, isto é, escreve sobre a emoção que fala mais alto do que a razão, podendo impedir a nítida visão dos acontecimentos. Ainda, alerta em Ética na Agricultura que estamos diante de nova era agrícola.<br />
<br />
Com estilo envolvente, em Teoria da Fome, retrata a realidade que, até hoje, se sabe triste, como refletida por Norman Borlaug, quando de visita à Passo Fundo, “as pessoas famintas se tornam pessoas raivosas; elas não compram alimentos, elas compram armas”.<br />
<br />
Mudança: Gilberto pergunta, “Como produzir alimentos em quantidade suficiente e garantir que todos tenham acesso indistinto aos mesmos? Ele mesmo responde que, “&#8230; assegurar o direito a uma alimentação de qualidade para todos&#8230;vai ter de contar com o envolvimento de toda a sociedade, uma ampla mobilização.”<br />
<br />
Para defender a tese de que, mesmo num mundo de incompreensão entre os sentimentos, as contradições e o sistema político, o autor registra credos diferentes, nos ensaios: “Razão &#038; Fé”; “O preço da Opinião”; “Que é vida?” e “Que é um intelectual?”, que estão a um passo da nossa reflexão ao nos engrandecer com sua análise crítica dos fatos.<br />
<br />
Lembrança: Gilberto Cunha é escritor que contextualiza a época em que o mundo se preocupa, tão somente, com a provocação entre as diferenças e a não busca pela essência da vida com qualidade.<br />
<br />
Mudança: Nesse cenário literário, vê que o mundo não é tão civilizado como se pensa ao se manifestar nas relações cotidianas: ”processo de mutação que cria o novo e destrói o velho.” Nas palavras de Schumpeter, “Ninguém se destaca a não ser que faça diferença na vida das pessoas”. Com certeza, Gilberto Cunha se destaca como marco, em razão do que apresenta em sua obra: a naturalidade de uma conVersa que, em seus textos, nos aproxima da razão em relação à obra impecável, na forma e conteúdo e na qualidade literária.<br />
<br /> <br />
Lembrança: Cientistas no Divã reflete o tempo como lembrança e a consciência da visão, na preocupação para com o futuro e no transfigurar e transgredir a realidade como mudança.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nas nuvens  com Magritte por Carmen Silvia Presotto</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 00:29:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas Nuvens com Magritte por Carmen Silvia Presotto Viajo de Passo Fundo&#8230; No banco do ônibus, ao meu lado, livros, papéis, caneta. Na janela, nuvens intensas, lembro da menina de trança de minha infância, chamo-a e desenho, com elas: estico, puxo, rabisco o céu com os cílios, distraio-me com o pássaro que passa, rebusco a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas Nuvens com Magritte<br />
por <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/">Carmen Silvia Presotto</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Rene-Magritte-Corde-sensible-1960-33075.jpg" rel="lightbox[14723]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Rene-Magritte-Corde-sensible-1960-33075-300x233.jpg" alt="" title="Rene-Magritte-Corde-sensible--1960-33075" width="300" height="233" class="alignnone size-medium wp-image-14731" /></a><br />
<br />
Viajo de Passo Fundo&#8230;<br />
<br />
No banco do ônibus, ao meu lado, livros, papéis, caneta.<br />
Na janela, nuvens intensas,  lembro da menina de trança de minha infância, chamo-a e desenho, com elas:<br />
estico, puxo,  rabisco o céu com os cílios, distraio-me com o pássaro que passa,<br />
rebusco a sombra de suas asas e logo surge outro pássaro, justo quando começava a desenhar o voo&#8230;<br />
<br />
Busco outra nuvem, e nela aparece um olho, ele me sorri macio, puxo mais a fenda azul do céu, aparece do olho o olhar, mais uma esticada do azul sobre as nuvens e aparece um nariz&#8230; ansiosa puxo rápido todo o lençol da nuvem e surgem:<br />
orelhas, pescoço e braços, e&#8230;<br />
<br />
pisco e sinto um beijo, abaixo do beijo, já não encontro mais azul para esticar. Anoitecia, quando deitei a colcha azul  sobre meus pensamentos e com ela fui deslizando, deslizando, deslizando&#8230; até aparecer  um corpo, por inteiro,  invadindo meus poros feito tinteiros e meus dedos, tontos, perdem-se na imagem não sabem mais que tinta usar:<br />
a do verso, a da prosa,?<br />
&#8230; até escutar uma canção&#8230; e aí, tudo de novo, tudo  de novo&#8230;<br />
<br />
volta outra nuvem, pisco aos segundos, reparo no céu a Lua,desvirando o dia,<br />
e para que meus pensamentos nublem, desanoiteço &#8230; atravesso a ponte e, novamente,  já é Porto Alegre , novamente&#8230; e eu, com Brevidades em leituras.<br />
<br />
Carmen Sivia Presotto – <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/">Vidráguas</a>!<br />
<br />
A Arte é de Magritte!!</p>
]]></content:encoded>
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