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	<title>Vidráguas &#187; Entrevistas</title>
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		<title>Entrevista de Cristina DeSouza no Momento Lítero Cultural</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 13:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cristina DeSouza &#8211; Entrevista nº 381 BIOGRAFIA Cristina DeSouza – Nascida de criada no Rio de Janeiro, mudou-se para Phoenix, Arizona, Estados Unidos, ainda na década de 1990. Lá pratica medicina e escreve. Vive numa cidade cercada por deserto e aprendeu a crescer e a esvedear o marrom com os grandes e sábios saguaros, cactos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cristina DeSouza &#8211; Entrevista nº 381<br />
BIOGRAFIA<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cdesouza_1.jpg" rel="lightbox[13641]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cdesouza_1-300x300.jpg" alt="" title="cdesouza_1" width="300" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13642" /></a><br />
<br />
Cristina DeSouza – Nascida de criada no Rio de Janeiro, mudou-se para Phoenix, Arizona, Estados Unidos, ainda na década de 1990. Lá pratica medicina e escreve. Vive numa cidade cercada por deserto e aprendeu a crescer e a esvedear o marrom com os grandes e sábios saguaros, cactos e poema vivo de Sonora. Pintar com os tons pardos da natureza a seu redor. Quadros e versos. Teve um conto premiado (INSETO) e posteriormente publicado numa Antologia de Contos pela Editora Scortecci (2003). Teve também vários poemas publicados no Vidráguas (blog literário). Mais recentemente três poemas seus – SINAL FECHADO, ARTE, SONO – foram publicados na Revista Macondo #1, assim como também uma série de nove haicais e um poema (MOVEDIÇO), na Revista Macondo #2. Mantém dois blogs – mix-tura (http://prismaticblue-mix-tura.blogspot.com/)(http://mix-turadestilada.blogspot.com). Contato: prismaticblue@cox.net<br />
<br />
Acompanhem a entrevista no <a href="http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com/2012/01/cristina-desouza-entrevista-n-381.html">Momento Lítero Cultural</a>.</p>
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		<title>Então é Natal&#8230; metamorfoses!</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:08:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012. E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos&#8230;Feliz 2012!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vidraguas_2012.jpg" rel="lightbox[13407]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vidraguas_2012-300x199.jpg" alt="" title="vidraguas_2012" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-13408" /></a><br />
<br />
Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.<br />
<br />
E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos&#8230;Feliz 2012!!</p>
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		<title>Entrevista com Pedro Du Bois desde a Revista Cerrado Cultural</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 16:16:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ENTREVISTA: PEDRO DU BOIS Por Paccelli José Maracci Zahler O poeta Pedro Du Bois (PB) já é conhecido dos leitores da Revista Cerrado Cultural (RCC). Desde os primeiros números, ele tem colaborado sistematicamente com as nossas edições. Ele nos concedeu esta entrevista por correio eletrônico, a qual agradecemos, e, principalmente, pela oportunidade de conhecê-lo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ENTREVISTA: PEDRO DU BOIS<br />
Por Paccelli José Maracci Zahler<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Pedro-foto.jpg" rel="lightbox[13142]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Pedro-foto-253x300.jpg" alt="" title="O" width="253" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13143" /></a><br />
<br /> <br />
O poeta Pedro Du Bois (PB) já é conhecido dos leitores da Revista Cerrado Cultural (RCC). Desde os primeiros números, ele tem colaborado sistematicamente com as nossas edições. Ele nos concedeu esta entrevista por correio eletrônico, a qual agradecemos, e, principalmente, pela oportunidade de conhecê-lo e conhecer um pouco do seu processo de criação literária.<br />
<br />
RCC.O senhor nasceu em Passo Fundo, RS. Como foi a sua infância?<br />
<br />
PB. A pergunta remete-me ao final dos anos 70 quando, em entrevista situacional-psicológica, na PUC-RJ, o psicólogo inquiriu-me da mesma forma; respondi que havia sido normal e ele, sem alterar o tom, cobrou: defina normal. Minha normalidade, que ele aceitou: segundo filho entre quatro irmãos, classe média baixa, gastei minha infância jogando pedras, correndo, nadando, brincando, brigando e apanhando; aprendendo. Passo Fundo permitiu-me ir além da porta da casa, além da rua, além da esquina, desde cedo. Muita fruta no pé, muito matinê cinematográfico. Sempre tive bom círculo de amigos: rua e escola, o qual mantenho até hoje.<br />
<br />
RCC. O talento para escrever manifestou-se naquela época?<br />
<br />
PB. Sempre tive facilidade para escrever. Já talento seria outra coisa. Não tenho formação literária no sentido acadêmico. Sempre gostei de ler. Sou curioso. Outros tempos, outra formação. Morador do interior, apenas através do rádio (ondas curtas) e da leitura podia acessar o mundo. Imagens, apenas cinematográficas ou em preto-e-branco nos jornais e revistas. Sou fruto da imaginação. Fui bom em redação, mesmo que as minhas fossem curtas na avaliação dos professores. Tímido, desde sempre, não conseguia me expressar, nem através das palavras. Mesmo assim, como adolescente, pratiquei meus poemas confessionais-amorosos. Não os guardei.<br />
<br />
Leia toda a entrevista aqui ou na <a href="http://www.revistacerradocultural.blogspot.com/2011/12/entrevista-pedro-du-bois.html">Revista Cerrado Cultural </a>de onde transportamos esta entrevista<br />
<br />
<span id="more-13142"></span><br />
<br />
RCC.Qual a sua formação e ocupação principal?<br />
<br />
PB. Sou bacharel em Direito desde 1971. Não sou advogado, por decisão pessoal. Bancário aposentado; trabalhei basicamente na área de organização e métodos, processamento de serviços, comunicações e recuperação de crédito. Atualmente, desamarrado de empregos, convivo prazerosamente com a literatura e suas decorrências.<br />
<br />
RCC.O senhor sempre esteve ligado à literatura?<br />
<br />
PB. Apenas como leitor. Faz 10 anos que escrevo sistematicamente. Sou tardio.<br />
<br />
RCC.O senhor foi influenciado por alguns escritores? Quais?<br />
<br />
PB. Diversos escritores exercem influência sobre a minha formação literária. Somos frutos de nossas leituras. Quanto mais leio, mais verifico a necessidade de buscar novas fontes literárias. Entre tantos, gosto de Orides Fontela, Fernando Pessoa, Campos de Carvalho, dos irmãos Campos, Saul Bellow, Saramago, Cortázar, Borges, Dyonélio Machado, Manuel Scorza, Camus, Manoel de Barros, Quintana, Murilo Mendes, João Cabral, Leminski. Poderia citar outros tantos e mais tantos outros. A lista é infindável. Gosto de retirar o poema que entrevejo em cada texto lido, essa a influência.<br />
<br />
RCC. O senhor escreve diariamente, em horário definido, ou somente quando está inspirado?<br />
<br />
PB. Antes conseguisse assim me organizar. A inspiração é minha busca pelo inaudito, o detalhe, o esboço, o arcabouço de algo que sei estar presente numa leitura, na paisagem, num fato relatado, enfim, em tudo que me cerca e me diz respeito. Escrevo diariamente. Escolhido o tema, busco as palavras que o signifiquem além da escolha a que me levou a inspiração.<br />
<br />
RCC. O senhor confecciona seus próprios livros. Poderia nos falar a respeito?<br />
<br />
PB. Questão de oportunidade. Como as editoras alegam que poesia não vende e, por isso, não se responsabilizam pela distribuição dos livros, fiquei no impasse: fosse depender das editoras, além de pagar caro, ainda teria de sair vendendo os exemplares de porta em porta. Não sou vendedor, tenho a pretensão – única – de ser escritor. Optei por me registrar como escritor-autor junto ao ISBN e, assim, editar meus livros. Faço-os em casa artesanalmente. Minha mulher, Tânia, tem papel fundamental na montagem dos livros, quer selecionando os poemas quer fazendo a revisão dos mesmos.<br />
<br />
RCC. Livros precisam de uma boa apresentação. Como são confeccionadas as capas?<br />
<br />
PB. Sim, precisam. Somos “vitrinistas” por criação. Sem uma boa apresentação, dificilmente encontraremos alguém que se disponha a vislumbrar o “miolo” do livro. Tânia, minha mulher, desenvolve as capas em programa específico (Print Artist), a partir da temática dos poemas, e as imprime numa HP Color Laserjet CP2025; nossas tiragens dificilmente ultrapassam 100 exemplares.<br />
<br />
RCC. Como é feito o acabamento?<br />
<br />
PB. Uma gráfica local faz a grampagem e o refilamento (livro-barco).<br />
<br />
RCC. Como seus trabalhos são divulgados?<br />
<br />
PB. São edições mínimas que distribuo entre parentes, amigos e amantes da literatura; faço doações às bibliotecas, escolas e a leitores e escritores. Além disso, mantenho blog pessoal (http://pedrodubois.blogspot.com) e tenho trabalhos publicados em jornais, revistas, sites e blogs literários. Possuo 3 livros através de editoras: “Os Objetos e as Coisas”, Scortecci, SP; “A Criação Estética”, Corpos, Portugal e “SERES”, Sarau das Letras, Mossoró, RN.<br />
<br />
RCC. O senhor participa de concursos literários regularmente?<br />
<br />
PB. Não. Participei no início. Ganhei o Prêmio Livraria Asabeça, categoria Poesia, em 2005, com o livro Os Objetos e as Coisas. Também obtive classificação no Poema no Ônibus da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. No entanto, não creio serem meus poemas peças indicadas para a participação em concursos, quer pela forma, quer pela minha temática.<br />
<br />
RCC. Na sua opinião, é importante para um escritor participar de academias e clubes literários? Por quê?<br />
<br />
PB. Escrever é ato solitário. Fechado em si mesmo o escritor se torna presa fácil do alheamento. O convívio social – e literário – é, em geral, fator de renovação intelectual, mesmo que – em tese – não se concretizem aí grandes transformações. O aprendizado é recorrente. No mínimo, ficamos sabendo o que os outros estão fazendo. Com o advento da internet a participação se ampliou significativamente pela diversidade e oportunidade de novos contatos, mesmo que virtuais. Sou membro da Academia Itapemense de Letras, da qual fui presidente entre 2008/2010, e do Clube dos Escritores Piracicaba. Também participo do Projeto Passo Fundo, responsável pelo lançamento do meu próximo livro, ‘BrevIdades”, previsto para o primeiro trimestre de 2012.<br />
<br />
RCC.Qual a sua opinião sobre a condição de escritor no Brasil?<br />
<br />
PB. Como a literatura em geral, e a leitura em particular, não são “objetos de desejo-consumista”, não só no Brasil, como na maioria dos países, o escritor é alguém descondicionado em relação à sua existência como “negócio”. Salvo raros escritores midiáticos e os clássicos (objeto de necessário conhecimento – mesmo que superficial – em função do acesso à universidade), o escritor é tratado como alguém à margem do processo. Não sobrevive como tal. Não lhe é dado espaço para que possa dedicar-se exclusivamente ao seu trabalho de escrever. Tanto que apenas agora o Congresso Nacional começa a discutir o mérito de transformar em profissão o ato de escrever. Não existimos formalmente. Mesmo as feiras, encontros e outros eventos que se dizem dedicados à literatura, mais das vezes, desconsideram o escritor em si, privilegiando a divulgação e o negócio do objeto livro. Perdemos todos, porque essa marginalização impede de a cultura (na acepção do termo) chegar aos seus cidadãos, quer pela guarda do passado, quer pela exposição do presente, quer pela possibilidade de, assim, mantermos a perspectiva do futuro.<br />
<br />
RCC. Pode-se viver de literatura?<br />
<br />
PB. Não no sentido amplo e irrestrito do que entendemos por literatura. Pode-se viver (algum tempo) auto-ajudando-se, vendendo-se como subproduto de leitura descartável, deixando-se seduzir por alguns trocados (ou muitos) advindos de situações paralelas (scripts para o cinema e a televisão, por exemplo). Então, sobrevivem da literatura pouquíssimos escritores, desde que baseados em mídias negociais. Nós outros, no entanto, sobrevivemos do que a literatura, muitas vezes, não nos consome.<br />
<br />
RCC. Algumas associações e sindicatos lutam para a criação da carreira de escritor no Brasil. Qual a sua opinião a respeito?<br />
<br />
PB. O escritor profissional. O escritor como profissão. Em tese a ideia é ótima. Na prática não sei como isso afetaria o trabalho e a divulgação da literatura. A não ser que, numa segunda etapa, seja criada a obrigatoriedade de só serem editadas, vendidas e negociadas obras de escritores associados ou sindicalizados. Pior a emenda, creio.</p>
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		<title>Comentários &#8230;.</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 21:01:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Psiu! Entro para dizer aos amigos, que entro, leio seus blogues, de todos que aqui estão nos Rol de Leituras Vidráguas, mas estou com problemas pra deixar comentários, acusa um erro de sistema que logo deve estar sendo resolvido pela pessoa encarregada do Site. Beijos, boa semana e seguimos lendo, trocando e assim, que aparecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/comentários.png" rel="lightbox[12896]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/comentários-300x199.png" alt="" title="comentários" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-12897" /></a><br />
<br />
Psiu! Entro para dizer aos amigos, que entro, leio seus blogues, de todos que aqui estão nos Rol de Leituras Vidráguas, mas estou com problemas pra deixar comentários, acusa um erro de sistema que logo deve estar sendo resolvido pela pessoa encarregada do Site.<br />
<br />
Beijos, boa semana e seguimos lendo, trocando e assim, que aparecer o erro a ser consertando, eu volto a deixar meu rastros de leitura em comentários&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto</p>
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		<title>O POETA ADRIANO NUNES ENTREVISTA O POETA LÊDO IVO</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 11:45:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O POETA ADRIANO NUNES ENTREVISTA O POETA LÊDO IVO &#8220;&#8230;a Poesia tem permanecido ao meu lado, dentro de mim a vida inteira.&#8221; Lêdo Ivo O plantão no Aeroporto Zumbi dos Palmares estava passando tranquilo. O movimento rotineiro das horas anunciava o vestígio do porvir, a aurora do dia 28 de outubro de 2011. Sim, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O POETA ADRIANO NUNES ENTREVISTA O POETA LÊDO IVO<br />
<br />
&#8220;&#8230;a Poesia tem permanecido ao meu lado, dentro de mim a vida inteira.&#8221;<br />
Lêdo Ivo<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/PQAAALqs3LgNtNSr9ozXXz65jG7jQBKD-5Py4ta5nO8-xAi_qWHzf0dr9gESDmKns5cpTR9H-Ib6ZJRx1uhz0INRGosAm1T1ULBpjm7UsXNij1bqv2pvAxrdsTMG.jpg" rel="lightbox[12581]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/PQAAALqs3LgNtNSr9ozXXz65jG7jQBKD-5Py4ta5nO8-xAi_qWHzf0dr9gESDmKns5cpTR9H-Ib6ZJRx1uhz0INRGosAm1T1ULBpjm7UsXNij1bqv2pvAxrdsTMG-300x225.jpg" alt="" title="PQAAALqs3LgNtNSr9ozXXz65jG7jQBKD-5Py4ta5nO8-xAi_qWHzf0dr9gESDmKns5cpTR9H-Ib6ZJRx1uhz0INRGosAm1T1ULBpjm7UsXNij1bqv2pvAxrdsTMG" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-12582" /></a><br />
<br />
O plantão no Aeroporto Zumbi dos Palmares estava passando tranquilo. O movimento rotineiro das horas anunciava o vestígio do porvir, a aurora do dia 28 de outubro de 2011. Sim, a mesa redonda &#8220;Poesia em Movimento&#8221; na V Bienal Internacional do Livro de Alagoas traria à manhã uma dimensão quântica, mágica, um sentido além. Estariam presentes amigos, poetas e o Senhor Lêdo Ivo, o alagoano imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), o poeta que muito admiro e amo, o ancião-menino de lucidez cítrica, de sorriso doce, o filho de Floriano Ivo e Eurídice Plácido que neste ano completara 87 anos no dia 18 de fevereiro, que em 13 de novembro fará 25 anos que vem ocupando a cadeira 10 da ABL. Rabisquei algumas perguntas na madrugada e esperei pelo instante de luz.<br />
<br />
Após a mesa redonda, do qual participaram os poetas José Inácio e Ricardo Cabús, resolvi que era a hora do bote, do salto à busca poética e, sem receio, abordei o mestre que, gentilmente, concedeu-me esta entrevista (gravada) transcrita abaixo:<br />
<br />
Leiam toda a entrevista genial entre duas gerações de poetas aqui ou no blog de <a href="http://astripasdoverso.blogspot.com/2011/10/o-poeta-adriano-nunes-entrevista-o.html">Adriano Nunes</a><br />
<br />
<span id="more-12581"></span><br />
ADRIANO NUNES: Como e quando a Poesia entrou em sua vida?<br />
<br />
LÊDO IVO: Ela entrou praticamente desde a infância, desde que eu comecei a existir, que eu no grupo escolar comecei a ler os primeiros poemas e lembro-me especialmente do poema &#8220;Queimada&#8221; de Castro Alves, que me impressionou muito, de modo que, como desde a adolescência eu desejava ser um poeta, a Poesia tem permanecido ao meu lado, dentro de mim a vida inteira.<br />
<br />
ADRIANO NUNES: Que poetas influenciaram a sua obra?<br />
<br />
LÊDO IVO: Respondo como Manuel Bandeira: As minhas influências são tantas, são mais que a areia do mar, mais que as estrelas do céu.<br />
<br />
ADRIANO NUNES: Além dos poetas, que escritores o Senhor admira, gosta de estar perto?<br />
<br />
LÊDO IVO: São milhares de escritores. Dada a minha idade, eu tenho mais de setenta anos de leitura, e, ao longo desses setenta anos, centenas ou milhares de escritores me têm acompanhado, de modo que eu não saberia, quer dizer, &#8220;fulanizar&#8221; as minhas admirações, de tal maneira que elas são incontáveis.<br />
<br />
ADRIANO NUNES: O seu primeiro livro foi &#8220;As imaginações&#8221; de 1944. O que difere o Lêdo Ivo de &#8220;As imaginações&#8221; do Lêdo Ivo de &#8220;Réquiem&#8221;?<br />
<br />
LÊDO IVO: É diferente porque um é o do começo e, o outro, quase fim, de modo que há uma distância que foi percorrida e, dentro dessa distância, o leitor terá de observar, verificar as mudanças, os câmbios, que ocorreram.<br />
<br />
ADRIANO NUNES: No dia 13 de novembro deste ano, o Senhor fará 25 anos que foi eleito para ABL. O que é ser um imortal?<br />
<br />
LÊDO IVO: Não é&#8230; (Sorri) Não é ser nada. Apenas o que caracteriza a Academia é o espírito de convívio que une uma determinada comunidade, quer dizer, não apenas literária, porque a Academia não é um sindicato de escritores, a Academia abriga personalidades, pessoas de várias profissões, de modo que a lição que eu recebo da Academia é uma lição de convívio, o que eu digo é que a Academia é um porto que abriga navios dos mais variados calados e é um ninho que acolhe pássaros das mais diferentes plumagens.<br />
<br />
ADRIANO NUNES: Como anda a Poesia no Brasil e em Alagoas?<br />
<br />
LÊDO IVO: Eu acho que anda muito bem, continua o seu caminho, que a Poesia é necessária, é indispensável, movimentos se sucedem, novos nomes surgem. de modo que o meu desejo é que, toda essa ebulição, surjam poetas diferenciados, cada um com sua voz inconfundível.<br />
<br />
ADRIANO NUNES: Como se dá o processo de criação? As musas existem?<br />
<br />
LÊDO IVO: O processo de criação na minha opinião é o momento&#8230; Quer dizer, o momento do surgimento do poema é o momento em que uma determinada experiência se converte em linguagem, de modo que musas aí é uma metáfora para aludir à pessoa dotada de espírito poético, da capacidade, da habilidade de fazer poemas.<br />
<br />
ADRIANO NUNES: O que são os &#8220;tintureiros de si mesmo&#8221; ?<br />
<br />
LÊDO IVO: (Sorriso) Isso é uma parte polêmica, são aquelas pessoas que enganam a si mesmas.<br />
<br />
ADRIANO NUNES: O que o Senhor diria a um jovem poeta?<br />
<br />
LÊDO IVO: Eu diria a jovem poeta que Poesia não é apenas um problema de vocação, de inclinação, que é um problema de Cultura, de aprendizagem, que o poeta deve procurar ser o protagonista mais culto da comunidade literária, que ele não dê apenas atenção à Poesia que se faz atualmente, mas a Poesia da grande tradição literária. Como diz Eliot, o poeta se faz com a tradição e o talento individual, de modo que eu desejo que um jovem poeta tenha sempre essa consciência de que ele pertence e é o elo de uma corrente memorial, que ele pertence a um sistema poético, que se iniciou com o início do mundo e que só terminará naturalmente com o fim do mundo.<br />
<br />
LÊDO IVO: &#8220;O trapiche&#8221;<br />
&#8220;O trapiche&#8221;<br />
<br />
Queres que guarde para ti o orvalho.<br />
<br />
Mas como posso guardar o que se dissolve<br />
ao sol, como o vento, o amor e a morte?<br />
Como guardar os sonhos que sonhamos<br />
enquanto caminhamos acordados<br />
no escuro e sem ninguém ao nosso lado?<br />
E os sussurros de lábios encantados<br />
no outro lado do muro? E a relva que se alastra<br />
na pista do aeródromo? E a mancha aparecida<br />
na casca da manga madura?<br />
Como guardar a brisa sibilante<br />
no convés do navio? E o vôo do pássaro?<br />
E a barca abandonada que atravessa o rio<br />
e pára sob a ponte?<br />
Como e por que guardar um arreio enferrujado<br />
e a cinza de coivara<br />
e a chuva que chovia e o vento que ventava?<br />
A nada guardaremos, nós que somos<br />
o depósito de tudo, a arca e o trapiche.<br />
O orvalho, que é eterno, se evapora<br />
chegada a sua hora. E nossos sonhos<br />
nos guardam fielmente nos seus túmulos.</p>
<p>In: IVO, Lêdo. &#8220;Crepúsculo Civil&#8221;. Página 19. Rio de Janeiro: Record,1990.</p>
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		<title>Hey, extra extra Carmen Presotto em entrevista no Fala Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 21:52:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Psiu! Beijos a todos, que bom anoitecer, bom estar junto a mais poesia e conVersas rua a fora em corações (a)dentro&#8230; Confiram minha conversa com Adroaldo Bauer no Fala Brasil! ConVersando, trocando, compartilhando, lendo, escutando e trabalhando, conseguimos Retornos perfeitos do Imperfeito, confiram lá no Blog do Adroaldo Bauer a matéria do Fala Brasil deste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu!<br />
<br />
Beijos a todos, que bom anoitecer, bom estar junto a mais poesia e conVersas  rua a fora em corações (a)dentro&#8230;  Confiram minha conversa com <a href="http://www.retornoimperfeito.com.br/">Adroaldo Bauer</a> no Fala Brasil!<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001-Divulgação-capa-outubro-11.jpg" rel="lightbox[12318]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001-Divulgação-capa-outubro-11-221x300.jpg" alt="" title="OUTUBRO 11  MONTAGEM GS - COREL CASADO" width="221" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-12319" /></a><br />
<br />
ConVersando, trocando, compartilhando, lendo, escutando e trabalhando, conseguimos Retornos perfeitos do Imperfeito, confiram lá no Blog do <a href="http://retornoimperfeito.blogspot.com/index.html#2874857462855062071">Adroaldo Bauer</a> a matéria do Fala Brasil deste mês, que estará circulando pela Feira do Livro com Vidrágaus entreVistas&#8230;eba, que alegria.<br />
<br />
Hey, será que dá tempo de consertar o <strong>PRESS</strong>oto, por Pres<strong>OTTO</strong> , (rs) Adroaldo?<br />
<br />
Gracias, <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=578483235">Ricardo</a>, <a href="https://www.facebook.com/riosdelucas">Rodrigo</a>, <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=578483235">Carmen Lúcia</a>, que me ajudam administrar Vidráguas no concreto e no virtual, e também a todos que aqui escrevem semanalmente e enRedam versos conosco, garantindo possível mais créditos poéticos a todos vidraguenses e a mim conceder esta entrevista.<br />
<br />
<a href="http://retornoimperfeito.blogspot.com/index.html#2874857462855062071">http://retornoimperfeito.blogspot.com/index.html#2874857462855062071</a></p>
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		<title>Em Vidráguas, pensando a Poesia com  Armindo Trevisan</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 20:47:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Hey, hoje trago Armindo Trevisan, um grande Maestro para conVersar e nos guiar nos trabalhos dos poemas enRedados e seguimos nossos experimentalismos poéticos e seguimos rumo webLivro 3, leiam, confiram&#8230;. O Descobrimento da Poesia por Armindo Trevisan* Existirá alguma definição de Poesia? &#8220;Fixemo-nos em duas pré-definições: “poesia é lucidez enternecida”; “ o poeta é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hey, hoje trago Armindo Trevisan, um grande Maestro para conVersar e nos guiar nos trabalhos dos poemas enRedados e seguimos nossos experimentalismos poéticos e seguimos rumo <a href="http://pt.calameo.com/books/000842529747eb24cfcfe">webLivro</a> 3, leiam, confiram&#8230;.<br />
<br />
O Descobrimento da Poesia<br />
por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Armindo_Trevisan">Armindo Trevisan</a>*<br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ffpn9m9qRxo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
<strong>Existirá alguma definição de Poesia?</strong><br />
<br />
&#8220;Fixemo-nos em duas pré-definições: “poesia é lucidez enternecida”; “ o poeta é um operário da emoção social”.<br />
<br />
Em certo sentido, a poesia é conhecimento. Talvez possamos caracterizar esse conhecimento como intuitivo, contrapondo sua imediatez à mediatez do conhecimento filosófico e científico, realizado por via de dedução e indução. Semelhante conhecimento concretiza-se em imagens, portanto mediante a memória e a fantasia, na proximidade das sensações. Assim, a leitura de uma imagem é sempre leitura criativa, já que não passa de uma sugestão. A lucidez, que acompanha a poesia, pode ser considerada uma sorte de intuição. É mais uma luz que faz ver do que uma luz para se ver. Torna-se razoável afirmar: a poesia alicerça-se numa experiência psíquica inesgotável. Ao materializar-se no poema, circunscreve-se, estimulando o leitor a reencontrar-lhe a inspiração original.<br />
<br />
Leiam toda a postagem, a colagem com este maestro, poeta, ensaísta, um Amigo que Professa em Arte Poética ao sempre, e leiam mais escritos e poemas seus poemas lá no em <a href="http://armindotrevisan.blogspot.com/">site</a>.<br />
<br />
<span id="more-12163"></span><br />
<br />
A segunda pré-definição possui o mérito de destacar a natureza emocional da poesia. Até certo ponto, as pessoas conseguem traduzir suas emoções por meio da linguagem do dia-a-dia. Só, porém uma tradução excepcional, a poética, suscita novas emoções. O esforço do poeta consiste em descongelar, no depósito de emoções da língua, o que mais se aproxima ao seu estado emotivo, dispondo, as palavras de modo a que digam o que já disseram, e digam ainda o que não disseram, mesmo que tais palavras soem como: “rosa, aurora, amor”. As palavras de uma língua culta, trabalhada, não são as mesmas de uma língua inculta, onde de certa maneira, permanece como virgens á espera do primeiro amor&#8230;<br />
<br />
<strong>Será a poesia conhecimento?</strong><br />
<br />
Existem basicamente, dois tipos de conhecimento: o conhecimento por experiência e o conhecimento por abstração, isto é, por meio de raciocínio deduzidos das experiências. Ao referir-se à relação sexual entre um homem e uma mulher, a Bíblia diz:“ O homem conheceu a mulher”. É um conhecimento por experiência.<br />
<br />
Conhecer uma cor, um fruto, não é o mesmo que chegar a uma equação. O conhecimento poético pertence a esse tipo de conhecimento. Por essa razão, um poema de amor não ajuda a conhecer objetivamente a realidade do amor físico; pode ajudar o leitor a tornar-se consciente de aspectos de sua própria experiência recordada.<br />
<br />
“Re-cordar”: trazer ao coração! É uma re-experiência através da memória e da imaginação, de algo que se experimentou, de um deleite íntimo. Não possui a intensidade do prazer vivido, mas a profundidade e a ressonância do prazer recordado, trazido de volta ao coração. Sob este ponto de vista é conhecimento. Suposta a inexistência do poema, não se desfrutariam determinados estados psíquicos que exigem meditação, introversão, doçura psíquica.<br />
<br />
<strong>Logo: poesia é prazer?</strong><br />
<br />
Sem dúvida, mas prazer que supõe familiaridade com determinadas formas de linguagem. Assim como é possível fruir música por instinto, pode-se fruir poesia instintivamente. Não obstante, como a música erudita supõe cultivo da sensibilidade. E iniciação a determinadas modalidades de criação, também o saboreio poético, implica um mínimo de cultura&#8230;<br />
<br />
A poesia necessita espelhar o homo viator que a produz, o mesmo homem que nunca está satisfeito consigo e com o mundo. Dado que suas emoções duram pouco ( segundo a observação de Edgar Allan Poe), é imperioso oferecer-lhe uma superfície límpida onde desenhe sua face com nitidez.<br />
<br />
A pretensa solidão do poeta tem sentido quando ele avança para melhor olhar os parceiros&#8230;.. O mesmo, diríamos, e o outro, o suficiente para que os poemas, escritos há milhares de anos, possam ser entendidos e sentidos. São essas emoções, que não o abandonam nunca, que a poesia deve expressar, preocupando-se de que nos surpreendam com a mesma novidade com que aparece um rosto no mundo.”<br />
<br />
Recortes do livro <em>A Poesia – Uma Iniciação à Leitura Poética</em>, pg.267, 268,269, 270 de Armindo Trevisan, editado pela UNIPRON.</p>
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		<title>entre vistas a poesia de Adriano Nunes</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/09/18/entre-vistas-a-poesia-de-adriano-nunes/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 20:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Psiu! Andei revirando momentos e encontrei esta preciosidade postada por Paulo Sabino, uma entrevista de Adriano Nunes a Marcelo Novaes que compartilho e indico, porque há mãos que se encontram, escrevem e conVivem Poesia&#8230; ENTREVISTA: ADRIANO NUNES / POR: MARCELO NOVAES de Paulo Sabino aqui.. queridos, abaixo, linhas que mostram a inteligência, a simpatia, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu! Andei revirando momentos e encontrei esta preciosidade postada por Paulo Sabino, uma entrevista de Adriano Nunes a Marcelo Novaes que compartilho e indico, porque há mãos que se encontram, escrevem e conVivem Poesia&#8230;<br />
<br />
ENTREVISTA: ADRIANO NUNES / POR: MARCELO NOVAES<br />
de <a href="http://prosaempoema.wordpress.com/">Paulo Sabino</a> aqui..<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/276011_1709245074_1521681_n.jpg" rel="lightbox[11782]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/276011_1709245074_1521681_n.jpg" alt="" title="Vidráguas" width="180" height="135" class="alignnone size-full wp-image-11785" /></a><br />
<br />
queridos,<br />
<br /> <br />
abaixo, linhas que mostram a inteligência, a simpatia, a perspicácia, o amor pela literatura e a dedicação do poeta que, desde sempre, percebi MAIS &#038; MAIOR.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/09102010195.jpg" rel="lightbox[11782]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/09102010195.jpg" alt="" title="09102010195" width="220" height="165" class="alignnone size-full wp-image-11786" /></a><br />
<br /> <br />
fico muito feliz vendo que a constatação do seu talento está ganhando mundo, correndo aos ventos.<br />
<br /> <br />
lembro-me de quando recebi o seu poema concreto “valsa para paulinho”, dedicado a mim (http://prosaempoema.wordpress.com/2009/08/20/a-valsa-concreta/). li, reli, parei e pensei: “meu deus! isso é para mim?” olhava o poema na tela, lia alguns versos soltos, depois todo ele mais uma vez, e pensava: “que coisa linda! que trabalho cuidadoso, um primor!”<br />
<br /> <br />
uma vez, pensando nas suas capacidades poéticas, pensando na sua obstinação em fazer o melhor, sempre, me ocorreu uma constatação a seu respeito: adriano nunes, meu poeta das alagoas, não pensa um “pensamento corrido”, isto é, um “pensamento em prosa”, um “pensamento-narrativa”. adriano nunes, e disto eu tenho certeza, pensa já em versos, já em estrofes. o seu pensamento é já estruturado de modo que, dele, surja um (belíssimo, como de costume) poema.<br />
<br /> <br />
adriano pensa “pensamento-poesia”.<br />
<br /> <br />
a seguir, uma entrevista, feita pelo escritor marcelo novaes, e, primeiramente, publicada no seu blog “bloco de notas” (http://notaderodape-marcelo-novaes.blogspot.com/2010/08/marcelo-conversa-com-adriano-nunes.html), onde adriano nunes destila toda sua simpatia, sua amorosidade, sua competência e seus alicerces para com a poesia.<br />
<br /> <br />
a entrevista é deliciosa, cheia de requintes — assim como o bardo —.<br />
<br /> <br />
(eu fiquei todo prosa por ser citado nela! ADOREI!)<br />
<br /> <br />
deliciem-se com as palavras deste poeta que vem chegando, e vem chegando para ficar!<br />
<br /> <br />
(em mim, com sua amizade &#038; seu trabalho cuidadoso, trabalho de pai e de médico — para quem não sabe, o bardo também é graduado em medicina — que desempenha ao burilar os seus “filhos/pacientes poéticos”.)<br />
<br /> <br />
àqueles que desejam conhecer mais o trabalho do adriano nunes, por favor, conheçam o seu belíssimo blog, que super recomendo, o “quefaçocomoquenãofaço”: http://astripasdoverso.blogspot.com/<br />
<br /> <br />
beijo bom em todos!<br />
um outro, mais que especial, em você, meu poeta das alagoas!<br />
o preto,<br />
paulo sabino / paulinho.<br />
<br />
E com esta apresentação, trago e levo vocês até a entrevista com Adriano Nunes, um poeta que comecei a ler no facebook, conheci o site e me viciei&#8230; e com isso digo, as redes sociais podem causar muitos malefícios, para a Poesia têm trazido um verdadeiro Sentido.<br />
<br />
Leiam a entrevita aqui ou no <a href="http://prosaempoema.wordpress.com/2010/08/20/entrevista-adriano-nunes-por-marcelo-novaes/">Prosaempoema</a>, blog de Paulo Sabino, outro poeta que escreve, ama, lê e devora poesia.<br />
<br />
<span id="more-11782"></span><br />
<br />
(do blogue: Bloco de notas. de: Marcelo Novaes. entrevistado: Adriano Nunes.)<br />
 <br />
MN: Adriano, como é tratar as próprias letras como quem trata um filho, ou um paciente? As letras precisam ora de zelo, ora de cura?<br />
 <br />
AN: Marcelo, antes da conversa seguir qualquer vertente, devo dizer-lhe que estou muito feliz de poder fazer parte desse empreendimento intelectual. Agradeço-lhe pela oportunidade de aqui expor quem me sinto e penso e um pouco do meu ofício.<br />
<br /> <br />
Pois bem: A Literatura é anterior à Medicina, em minha vida. Escrevo desde os cinco anos de idade. Quando eu era criança e pré-adolescente, as letras das canções eram poemas para mim e os meus poetas eram os compositores/cantores. A relação afetiva/efetiva que eu tenho com as palavras, com as letras, é de contemplação, de espanto, de susto, de milagre mesmo!<br />
<br /> <br />
O primeiro poeta a entrar em meu mundo foi Fernando Pessoa, meu mestre maior. Com a vinda da Medicina, outros poetas invadiram o meu eu para sempre.<br />
<br /> <br />
Aprendi, com todos os poetas que amo, a tratar os meus versos como um filho e como um paciente. Feito um filho, o meu verso precisa ser educado. Às vezes, rigidamente. Mas sempre amado, muito amado. Quando digo que trato um verso meu como um paciente, quero expressar o cuidado que tenho por ele, o carinho em expô-lo ao universo sem as amarras do tempo, sem o hermetismo da contemporaneidade, sem que a ferrugem, os estigmas, os dogmas caiam sobre ele, sem que o impregnem de classificação, rótulos. Não pertenço a nenhuma Escola e não me ponho em nenhum estilo. Cito Walt Whitman: “Sou amplo, contenho multidões”. Os meus poemas querem muito, eu sei. Mas querem a sua própria natureza: querem ser apenas poemas!<br />
<br /> <br />
Quando inicio um verso, percebo/sinto/constato que a partir dali posso produzir um poema. A primeira palavra já vem carregada de uma grande responsabilidade estética, pois ela vai moldar as minhas idéias, vai ter que orientar-me feito bússola, terá que guiar-me, sem receios, até o fim do túnel, terá que acender todas as luzes ou mesmo criá-las, terá que me prender a atenção, terá que me oferecer, de imediato, uma direção: ou por seu número de sílabas poéticas, ou pelo seu significado, ou pelo impacto que pode causar visualmente, ou pela possibilidade de ofertar-me figuras de linguagem… Metáforas, aliterações, anáforas, oximoros, deslocamentos silábicos, quebras silábicas… Ou imprimir um ritmo em minha mente. Daí, essa rigorosidade retorna para mim como veneno/vício: Não aceito o poema pronto, não o vejo concebido para o público ainda, sem que o mesmo passe pelo crivo da minha razão crítica. Tento fazer o melhor para o poema. Nunca o melhor poema! Waly Salomão me conforta: “O poema-miragem se desfaz desconstruído como nunca houvera sido”. Zelo é loucura do meu ego. Cura não persigo – FUGA(Z)ELO.<br />
<br /> <br />
MN: Eu, como você, também trabalho os textos no papel [folhas soltas de sulfite, geralmente; vez por outra, um caderninho, ou agenda...], antes de colocá-los na tela. Explique o seu processo e o seu prazer específico neste trânsito.<br />
<br /> <br />
AN: Sou compulsivo. Escrevo todo dia. A todo momento. Sou muito ansioso. Quero mostrar o poema rapidamente aos meus amigos mais íntimos. Geralmente, o meu amor é o primeiro a ver… E, em um assalto de risos e ironia, diz: “Arre, aquele que você fez quando tinha 18 anos era melhor! Que David Copperfield convenceu o seu espírito de que você é poeta?” Volto ao papel, ciclicamente. O papel. Sim, o papel. O grafite. Sempre por perto. Sempre à mão. Agora, o celular ajuda-me a guardar as idéias. Não deixo nenhum fio de Musa virar meada sem fio. O papel me salva de tudo.<br />
<br /> <br />
Os meus poemas concretos, por exemplo, têm vida ali no infinito da folha em branco. Quando vou torná-los midiáticos, todo o percurso, todo o esquema já foi traçado no papel. Posto muito pouco os meus poemas concretos-visuais em meu blog. Só os mais simples. Os mais complicados que exigem formatação de vídeo, movimento de palavras, esses não.<br />
<br /> <br />
Escrevo tanto que meu amigo Dr. Mariano, médico, blogueiro (vide Poeira de Sebo) e produtor musical (fez a produção do show mais recente do Jorge Mautner em Belo Horizonte/MG) chama-me de “poeta-dínamo”. Por que escrevo? Porque a Poesia é a coisa mais importante da minha vida!<br />
 <br />
MN: Você é um cara bastante sociável, e percebe-se que os letristas de MPB são referências importantes pra você. Fale-me o que aprendeu com estes poetas que casam seus versos com a música [Adriana Calcanhoto, Péricles Cavalcanti, Antonio Cícero, Arnaldo Antunes, entre outros]. Estes poetas estão mais próximos ao acesso [inclusive por serem contemporâneos]? Você já vivenciou boas trocas com tais escritores/ letristas? E quanto aos poetas contemporâneos que têm os seus trabalhos independentes da música: sente alguma diferença e/ ou dificuldade no acesso a eles? Acha, em geral, os poetas acessíveis às trocas e contatos?<br />
<br /> <br />
AN: Que alegria você considerar que eu sou um cara sociável! Os grandes compositores/letristas me impressionam, são referências para mim. Quando eu era mais jovem, a influência era altamente perceptível e eu amava tudo que me encantava os olhos, os ouvidos, o coração. Hoje, é diferente: letra de música é letra de música. Poema é poema. Algumas letras de música são tão bem escritas que funcionam como belos poemas. Alguns poemas se adaptam à música e podem ser musicados. Mas há um abismo entre tudo isso: Uma letra de música tem uma necessidade complementar, tem uma finalidade explícita. O poema não. O poema não busca nada, só quer ser o que se é – poema e só.<br />
<br /> <br />
Sim, eu vivencio boas trocas com alguns letristas, principalmente duas pessoas que amo muito e tenho grande admiração: Antonio Cícero e Péricles Cavalcanti. Considero-os irmãos. Através de Cícero, um novo mundo se abriu para mim. O Cícero é um cara muito rigoroso com o que escreve, com o que publica dos outros em seu blog Acontecimentos, tem disciplina em seus estudos e em tudo que faz. Quando tive dois poemas meus publicados em seu blog, fiquei tão emocionado que precisei tomar ansiolítico para dormir, pois queria estar ali vendo que aquilo ali era verdade. Cícero só publica algo que ama em seu blog. Foi uma honra! Cícero é referência obrigatória para quem quer entender Arte e Filosofia.<br />
<br /> <br />
Péricles Cavalcanti é um ser muito inteligente e amável. Conheci-o através do seu blog. Ficamos amigos, vez ou outra trocamos emails. Admiro-o muito. Certo dia, volto de uma viagem e deparo-me com um envelope dos Correios vindo de São Paulo. Abro e surpresa: o CD “O Rei da Cultura” autografado, com dedicatória – “Para o amigo poeta Adriano Nunes”. Ganhei o dia! Sou muito emotivo, gosto de falar também do que eu sinto.<br />
<br /> <br />
Eu não conheço a Adriana Calcanhoto pessoalmente e nem mantenho contato com ela, mas sei que ela sabe da minha existência, sei que sabe da minha obra.<br />
<br /> <br />
O Antonio Cícero é um dos melhores amigos da Adriana. O Péricles também.<br />
<br />
Quando do lançamento do CD “Maré”, eu fui um dos primeiros no Brasil a explicitar o valor daquele disco, o quanto era belo e importante. Falei em uma conversa informal para o Antonio Cícero que eu tinha escrito uma crítica antes dos críticos anunciarem que “Maré” era o melhor lançamento do ano. Enviei a crítica para o Antonio Cícero que repassou para a própria Adriana. No outro dia, no site da Calcanhoto, a minha crítica estava na seção de notícias. Felicidade máxima!<br />
<br /> <br />
Eu só comecei a mostrar os meus poemas para o público a partir de 2008. Ora, sou intimista. Tenho muitos e infinitos medos. Não tenho acesso a nenhum outro poeta contemporâneo. Só interajo com Cícero. Com Glauco Mattoso, vez ou outra, troco emails. Nélson Ascher foi uma vez ao blog da Cecile Petrovisk (heterônimo meu) e disse que tinha gostado de um dos meus poemas (“Outra Canção”). Fora isso, tudo é breu… Mas todo poeta gosta de poeta. Todo grande poeta é acima de tudo humilde. Sendo assim, creio ser acessíveis trocas e contatos.<br />
<br /> <br />
MN: Defina-me poesia concreta [poesia concreta para Adriano Nunes], e diga da importância dela na formatação do teu modo expressivo. Fale-me do legado dos irmãos Campos [Haroldo e Augusto] na formação do leitor e poeta Adriano Nunes.<br />
<br /> <br />
AN: Poesia Concreta, para mim, resulta em/de impacto. O signo/significado visto múltiplo, amplificado, mais que disperso. Vejamos:<br />
<br /> <br />
“sim<br />
o poeta<br />
infin<br />
itesi<br />
(tmese)<br />
mal<br />
(em tese)<br />
existe<br />
e se mani<br />
(ainda)<br />
festa<br />
ani<br />
(triste)<br />
mal<br />
espécie<br />
que lhe é<br />
funesta”<br />
<br />
In Campos, Augusto de; “Viva Vaia”, página 83.<br />
É como se o poema pudesse deixar de ser fixo, estático, como se adquirisse pernas, braços, esqueleto, músculos, tronco encefálico, que voasse, que se movimentasse, pensasse por si, fosse além… “Verbivocovisual”. Como Décio Pignatari expõe: “POETC.”.<br />
<br /> <br />
Amo o Concretismo. Identifico-me com seus matizes. A sua importância, para mim, reside em que posso unir a minha Expressão Clássica com o que a Vanguarda me proporcionou. Digo “proporcionou” porque não há mais Vanguarda. Todas as portas e janelas poéticas já foram abertas. Misturo tudo. Gosto de tudo que for Poesia. Toda forma de pensar o poema ficou mais plausível, leve, colorida, mágica. Isso é o que representa a Poesia Concreta para o meu ser poeta.<br />
<br /> <br />
Tenho um respeito e uma admiração gigantescos pelos irmãos Campos. Amo Haroldo. Amo Augusto. Depois deles, a Poesia passou a ter um outro nível, para mim. O meu coração concreto tem quatro cavidades: Os Campos, Décio, Gullar e Arnaldo Antunes.<br />
<br /> <br />
MN: O que é ser Avis Rara nas letras? Seu olhar já captou algum desses espécimes? E mais importante [muito mais] o que é ser Avis Rara na vida?<br />
<br /> <br />
AN: Quando se é autêntico (não precisa ser inventor, gênio…) no fazer, isto é, quando se imprime a sua marca d’água, o seu âmago, tudo brilha. Quem pode ser eu a não ser eu mesmo? Não existe raridade maior que a expressão da própria alma… “Por isso melhor se guarda/O voo de um pássaro/Do que um pássaro sem voos.”<br />
<br /> <br />
Além de mergulhar fundo na Literatura dos livros impressos, sinto-me um verdadeiro escafandrista –internauta. Conheço muita gente que escreve coisas fantásticas, poemas de alto valor estético, artístico e que só publicam em seus blogues, para os amigos. Há muitos Drummonds, Pessoas e Bandeiras por aí, anonimamente. Como capturá-los? Não sei, ao certo. Citar um seria cometer injustiça com tantos outros. Amo todos. Visito todos os blogues que me indicam e que conheço. Leio tudo. Às vezes, comento. Mas isso é raro. Os meus amigos sabem. Entretanto, estou atento a tudo. Quando um poema me toca fundo, elogio. Na vida, o que é precioso, o que vale mesmo é ter amigos. A amizade é a Rara Avis da Vida.<br />
<br /> <br />
MN: No seu blog se vê, logo de cara, um poema em forma de ampulheta homenageando “mainha e vovó”. Talvez vovó tenha sido sua mainha, mas isso você explica se achar conveniente. Minha pergunta fica por conta do correr da areia na ampulheta do tempo, e do girar das horas no catavento da vida. Como é para Adriano registrar a passagem das coisas no tempo?</p>
<p>AN: O meu poema “Tic-tac” foi feito há mais de dez anos. Ora, quando eu o fiz, eu ainda tinha a minha avó. Ela não era a minha mãe. Morava distante de mim, no interior de Alagoas. Depois que adoeceu, veio morar conosco. Cuidei dela, mas talvez não tenha cuidado como devia. O poema é sobre o tempo, sobre o que o tempo quer de mim. Previsão? Não se vive para sempre. O tempo corrói até as esperanças! Observe que a métrica é mantida em cada verso após cair na parte inferior da ampulheta. Sou um apreciador de métrica e ritmos. Gosto do poema trabalhado, pensado, levado a sério. Todo poema precisa de tempo. “Meu tempo é quando.” – Salve Vinícius! O meu tempo é… Quando mesmo? Registro-me em mim. O tempo é metafísico em minha alma. Há o tempo de ser subjetivo em minhas objetividades externo, o tempo exterior a tudo e a mim, e há o tempo intrínseco, preso ao que me penso e ao que sinto. Este se perpetua em mim e realmente me eterniza, faz com que eu faça versos, que eu ame, tenha medos, angústias, alegrias, tristezas profundas, fraquezas, fracassos, perdas… Meu amigo e inimigo juntos, num só corpo invisível. Sempre estou “grávido” do tempo.<br />
<br /> <br />
MN: Falando de crítica musical, suas observações sobre CDs de Adriana Calcanhoto parecem se dar por “um prazer irrefreável” que você sentiu e queria compartilhar com alguém. Ou seja: acaba sendo uma crítica-exclamação, uma homenagem-em-voz-alta. Como você já se aproximou de Antonio Cícero a ponto de entrevistá-lo, e dialogar com ele no “Acontecimentos” [o blog do filósofo/ letrista], pergunto: já conseguiu expressar estas observações para a própria compositora/ intérprete? Adriana Calcanhoto já tomou ciência de suas análises-homenagens? Isso, naturalmente, complementa minha terceira pergunta. Em caso negativo [por exemplo, no caso de sites administrados pelo "staff" do artista, e não pelo próprio], não poder fazer sua homenagem ser lida pela destinatária te trouxe alguma frustração? Como Waly Salomão já trabalhou com Adriana Calcanhoto, e alguns de seus “totens culturais” [num sentido light e positivo, não pejorativo nem idólatra] estiveram próximos um dos outros, você sente esses artistas contemporâneos [não importa que Waly já tenha falecido...] como que representando uma “segunda família”?<br />
<br /> <br />
AN: Sim, a Adriana Calcanhotto tem noção e sabe o que escrevi sobre ela em sites, jornais, blogues, mas não mantenho contato com ela. A minha ligação com ela é via Antonio Cícero, como já expliquei. Obviamente, fiquei muito feliz em ver uma crítica minha no site dela.<br />
Tenho planos com a Marina Lima de compormos uma canção. Talvez, algo para a Adriana cantar, mas são só planos. Planos tecidos via email. A Marina está ocupada demais com o novo disco e com o projeto de um livro. Amo-a muito também.<br />
<br /> <br />
Considero Cícero, Péricles, Glauco Mattoso, Adriana, Marina, Mariano, Paulinho Sabino e muitos amigos da blogosfera como uma família cujo liame mais forte é o nosso amor pela Arte.<br />
<br /> <br />
MN: O que significa “ser um escritor”, na sua perspectiva? E o “tentar ser”? São coisas muito próximas? A escrita dos clássicos [Pound, Mallarmé, Rilke] que você tanto preza, encoraja ou assusta? Se você tivesse que sugerir leituras para um amante da poesia bastante jovem [15, 16 anos] optaria por sugerir-lhe qual contato com a palavra escrita?<br />
<br /> <br />
AN: Ser escritor é ter consciência da responsabilidade do poder da palavra, do peso e da importância que um escrito tem na vida das pessoas, na dinâmica do mundo. Ser escritor é ter o poder de lançar cosmos no mundo. Tentar ser escritor é lançar-se à perspectiva de que tudo é possível. O limiar é: “Entre a taça e o lábio muitas coisas acontecem.”.<br />
<br />
Ler os clássicos para mim é uma obrigação. Desconheço um grande poeta que não tenha estudado muito, que não tenha lido os clássicos, que não tenha se embriagado de poética. Cito os poetas que são os meus pilares: Antonio Cicero, Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Baudelaire, Drummond, Eucanaã Ferraz, Fernando Pessoa, Ferreira Gullar, Haroldo de Campos, Horácio, Kant, Manuel Bandeira, Nietzsche,Nelson Ascher, Pound, Paulo Leminski, Rilke, Shakespeare, T.S. Eliot, Walt Whitman, Waly Salomão, Wilde, Yeats… E outros que a pressa em lembrá-los faz-me esquecê-los.<br />
<br /> <br />
Para quem quer começar a trilhar pelo mundo fascinante da Poesia, recomendo a obra completa, de Manuel Bandeira, “Estrela da Vida Inteira”. Com certeza, será um excelente começo!<br />
<br /> <br />
MN: Carlos Rennó fez um trabalho de compilação de letras do Gilberto Gil, apresentando até os rascunhos de muitas das canções [as modificações até a formatação final]. Quando se pega o trabalho de “obra crítico-retrospectiva” de um grande letrista como Gil, não se tem um estilo literário importante e pouco explorado em nossas letras? Não acha que textos assim poderiam constar das aulas de português de ensino médio? Só vejo o Professor Pasquale Neto explorar este tipo de análise [e de forma pontual] na televisão, para efeito de análise sintático-gramatical. Penso neste uso para fins de aprimoramento na compreensão semântica dos textos, além de análise sintática. Expus este ponto de vista aqui, porque você é o tipo de interlocutor para quem eu pensaria esta ideia em voz alta, se tivéssemos batendo papo num bar. Gostaria de ouvir sua opinião a respeito.<br />
<br /> <br />
AN: Sim. Concordo. Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e muitos outros compositores deveriam ser ensinados em sala de aula, nas aulas de Literatura. Creio existir um certo preconceito quanto a isso ainda.<br />
<br /> <br />
Quanto ao livro do Carlos Rennó, possuo a primeira edição autografada pelo Gilberto Gil. Coisa de fã… Era um show dele aqui em Maceió (Maceió Jazz Festival)… Às vezes, sou muito menino!<br />
<br /> <br />
MN: Se a literatura de hoje quase não tem “movimentos”, mas tem “nichos” [portais como o Cronópios e sites coletivos nos moldes do "Escritoras Suicidas", para ficar só nesses dois exemplos], o que isso significa? As dicções hoje são mais pessoais, ou estão mais diluídas, a ponto de nem haver a possibilidade de se encontrar “a espinha dorsal de qualquer direção coletiva”? Existe algo, minimamente “esboçado”, que se possa chamar de “poesia brasileira contemporânea”, ou quase que só podemos falar de “poetas brasileiros contemporâneos”?<br />
<br /> <br />
AN: Marcelo, a Vanguarda abriu infinitas portas. Não há como voltar atrás. Tudo agora é possível. Não há como classificar coisa alguma, rotulá-la, pois há um hibridismo vigente, os genes estão todos ativos e misturados. Não há mais Vanguarda. Meus contemporâneos são todos vocês que estão aí escrevendo os seus poemas, que estão lançando à luz da vida o que a alma quer, o que o cérebro fabrica. Tudo é válido. Somos milhões de loucos, de vândalos, de gênios, de medíocres, de românticos, de simbolistas, de concretistas, de ansiosos, de tristes e alegres, de revoltados, de revirados, dissecados. Somos milhões de eus dispersos por aí… De sonhos… Somos um grão de areia nesse deserto poético contemporâneo.<br />
<br /> <br />
MN: Obrigado, Adriano.<br />
<br />
AN: Muito obrigado!<br />
Like</p>
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		<title>Fenda nua&#8230; poema de Carmen Presotto</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 13:12:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Psiu! Um beijo a todos por aqui,boas leituras e estaremos 10 dias de férias, aproveitem para ler, comentar, criticar e início de setembro estaremos de volta. Sentiremos saudade, até lá Fenda nua com os dedos da noite assombro as paredes da Lua Hora do terço - dizem as carolas &#8211; e eu, rezo momentos com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu!<br />
<br />
Um beijo a todos por aqui,boas leituras e estaremos 10 dias de férias, aproveitem para ler, comentar, criticar e início de setembro estaremos de volta. Sentiremos saudade, até lá<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guy_bourdin1.jpg" rel="lightbox[11594]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guy_bourdin1-300x200.jpg" alt="" title="guy_bourdin" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-11597" /></a><br />
<br />
Fenda nua<br />
<br />
com os dedos da noite<br />
assombro as paredes da Lua<br />
<br />
Hora do terço<br />
- dizem as carolas &#8211;<br />
e eu,<br />
rezo momentos com pérolas<br />
<br />
Psiu!<br />
<br />
Badalam  os sinos<br />
um fantasmas me chama<br />
e eu,<br />
vou lá  vesti-lo de carne&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto – Vidráguas<br />
Fotografia de Gui Bourdin</p>
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		<title>conVersando com @monicacompoesia sobre o Projeto Confessionário Urbano</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 14:41:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Psiu! Aos poucos vamos aprendendo,melhorando e descongelando os modens , mas ontem aproveitamos o tempo de redes sociais para conVersar no facebook a respeito do Projeto Confessionário Urbano, leiam, participem, opinem, façamos diferença&#8230;.. e na próxima segunda-feira, estaremos conVersando mais sobre o CATARSE, acompanhem. Abaixo, acompanhem nossa conVersa ontem no facebook: Carmen Silvia Presotto Hey, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu! Aos poucos vamos aprendendo,melhorando e descongelando os modens , mas ontem aproveitamos o tempo de redes sociais para conVersar no facebook a respeito do Projeto Confessionário Urbano, leiam, participem, opinem, façamos diferença&#8230;.. e na próxima segunda-feira, estaremos conVersando mais sobre o CATARSE, acompanhem.<br />
<br />
<iframe frameborder="0" height="388px" src="http://catarse.me/pt/projects/199-confessionario-urbano-vidraguas/video_embed" width="364px" style="-moz-border-radius: 8px;-webkit-border-radius: 8px;-o-border-radius: 8px;-ms-border-radius: 8px;-khtml-border-radius: 8px;border-radius: 8px;-moz-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.5) 5px 5px 10px 0;-webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.5) 5px 5px 10px 0;-o-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.5) 5px 5px 10px 0;box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.5) 5px 5px 10px 0;"></iframe></p>
<p>Abaixo, acompanhem nossa conVersa ontem no facebook:<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto<br />
Hey, conforme combinado é um prazer estar aqui para conVersar com monicacompoesia&#8230; a todos boa noite e sejam bem-vindo neste papo literário.<br />
<br />
<span id="more-11026"></span><br />
Carmen Silvia Presotto: Boa noite, Monica, tudo bem?<br />
<br /> <br />
Monicacompoesia Poeta: Boa noite :])<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto: Monica, que bom ter aqui nossa primeira entrevista contigo, uma poeta vidráguas. Gracias e gostaria de começar perguntando desde quando escreves?<br />
<br />
Monicacompoesia Poeta: O escrever faz parte da minha vida. Não me lembro do começar, só lembro do descobrir o que estava fazendo. Na adolescência percebi que era esse o meu caminho, a minha vida. Eu não me tornei escritora, eu me descobri.<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto: E como se deu esta descoberta?<br />
<br />	<br />
Monicacompoesia: Na verdade, eu comecei de uma maneira muito interessante, até mesmo divertida. Meu pai me comprava revistas em quadrinhos logo que me alfabetizei. Eu as devorava. De repente comecei a brincar de fazer as minhas próprias. Elas foram virando textos. Comecei a contar histórias. Elas foram ficando poéticas. Um dia percebi que fazia algum tipo de poesia que não era o que aprendia na escola. Escrevia sobre tudo. Meus cachorros, meus pais, meus amigos..Na adolescência os meus medos&#8230;E agora o que me toca os olhos&#8230; Eu não sei se fiz a minha primeira poesia..Mas eu sei que sou poeta..<br />
<br />	<br />
Carmen Silvia Presotto:  E foi assim que também começaste a desenhar, a criar os personagens?<br />
<br />
Hosamis Pádua: É interessante Monica, como as revistas em quadrinhos muitas vezes são a primeira experiência prazerosa de leitura da criançada, não?<br />
<br />
Monicacompoesia : Sim, acho que existe uma forte relação entre a origem do meu escrever e meu processo de criação. Ele é muito ligado ao olhar. Poucos sabem que continuo desenhando.. Meu desenhar eu guardo, é como se fosse um cantinho extremamente íntimo daquilo que crio, que escrevo<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto: Sim, neste olhar começou e segue tuas descobertas de mundo&#8230; Bem-vinda Hosamis ao nosso conversar.<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto: &#8230; mas te perguntava Monica sobre o que é este ser poeta que colocas, como é viver isso nos dias de hoje?<br />
<br />
Monicacompoesia Poeta: As revistas em quadrinhos me deram o olhar que tenho hoje<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto: Que olhar é este?<br />
<br />
Monicacompoesia : Penso que somos todos poetas, vivemos de, por e para a poesia mesmo quando negamos isso através da razão. Eu pessoalmente me permito a entrega. Eu me deixo ir e vir. Acredito que a intensidade e a ousadia residem na construção do texto. Me deixo sem medos e culpas. Apenas escrevo. E não me preocupo se o que faço é arte, apenas faço, apenas me satisfaço. O compartilhar já é um outro prazer. Esse olhar é um olhar que reflete e que por refletir sangra como a sociedade que tenta espelhar<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto: Digo sempre que nascemos todos crianças, depois vamos nos tornando amigos, companheiros, mães, pais&#8230;e poetas. Por isso importante trilharmos o caminho da criatividade sempre. e a tua tem sido muito partilhada na web, sim? Podes falar de teus livros na web?<br />
<br />	<br />
Monicacompoesia: Eu cresci como escritora na web e tenho imenso orgulho disso. Sempre digo e sinto que sou uma poeta em tempo real. Ser de rede, compartilhar e interagir através do que escrevo nela me alimentam e me permitem experiências maravilhosas. Usar monicacompoesia como assinatura é uma grande homenagem a isso, a todos que entram e ficam na minha vida literariamente através da rede<br />
<br />
Hosamis Pádua: Que tipo de experiências?<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto: Sim, e tens muitos weblivros já publicados e compartilhados, quantos são?<br />
<br />	<br />
Monicacompoesia: Meus livros na web são uma forma de disponibilizar o meu pensar a todos aqueles que gostam do que escrevo. Escrevo desde a adolescência sobre anjos, venho ampliando meu olhar sobre eles, agora descobri uma porção anjo em vampiros e finalmente amo escrever sobre o universo feminino<br />
<br />
Monicacompoesia: A experiência que falo são baseadas na troca, no aprendizado, no crescimento&#8230;.<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto: Monica,  agora desejo que contes sobre o processo de Criação do Confessionário Urbano e do projeto que viemos tecendo. Como surgiu?<br />
<br />	<br />
Monicacompoesia: O Confessionário Urbano é um filho querido. Um trabalho que foi construído com muita leitura, muita observação e muito andar. Ele fala essencialmente do universo feminino, da violência visível e invisível contra a mulher, ele fala da resistência feminina a dor<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto: &#8230; onde sabemos que a maior dor está na evidência da indiferença, do descaso&#8230;esse é o grande desamor. Então o projeto nasceu com o desejo de transformar a realidade e um novo pensar literário&#8230;isso surgiu junto ao livro, ou o projeto veio depois?<br />
<br />
Monicacompoesia Poeta: O livro foi todo escrito em primeira pessoa. Ele conta a história de uma escritora (que não sou eu ) que decide escrever sobre o universo feminino. Pra isso ela resolve ouvir mulheres. E aí surgem as historias. Escrever cada uma das personagens com toda a intensidade necessária foi um processo muito doloroso. Exaustivo. Quando terminei senti que ele precisava se desdobrar. Gravei então trechos dele em áudio. Os áudios provocarão reações intensas. Aí percebi que ele poderia ir mais longe..<br />
<br />
Hosamis Pádua: Monica, e essas histórias são fictícias, inventadas, ou você se espelhou em fatos colhidos na mídia?<br />
<br />	<br />
Carmen Silvia Presotto: Lembro que me contaste, que muitos leitores chegaram a ti para conversar depois de ler o livro, ele gera muitas identificações, muito desejo de compartilhar momentos, apontando a necessidade que temos de ter um olhar, não é mesmo?<br />
<br />	<br />
Monicacompoesia Poeta : A dor é parte integrante do ser humano, apesar de negarmos isso. Meu escrito é humano, por sou hemorrágica. Gosto de expor o que a razão tenta esconder de nós dia após dia, cotidianamente. Depois que gravei os áudios com a minha própria voz as pessoas começaram a achar que era autobiográfico, o que não é. Aos pouco fui interagindo com pessoas que se identificavam com personagens dele. O confessionário tem sido um livro muito generoso comigo em termos de aprendizado. Ele me amadureceu muito durante essa jornada que ainda vivo por ele<br />
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Carmen Silvia Presotto: Sim, e nesta jornada está o Projeto Confessionário Urbano Vidráguas, podes falar sobre isso?<br />
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Monicacompoesia: Estar no Catarse é uma ousadia conjunta com Vidráguas. Buscamos deixar na mão das pessoas a realização do projeto ou não, queremos que as pessoas façam parte e se sintam parte da realização dele. Queremos uma literatura social em todos os níveis, desde a doação de 10% do valor de capa como a participação efetiva de todos em sua materialização<br />
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Carmen Silvia Presotto: Um chamado de implicância, um valor, uma atitude, onde possamos ter um mundo melhor através da Literatura, isso nos pede o Confessionário Urbano e assim será&#8230; que muitos escutem e estejam juntos.<br />
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Monicacompoesia: Não se pode transformar a sociedade sozinho. Queremos e buscamos o coletivo. O projeto Confessionário Urbano é isso, uma decisão conjunta de mudar ou não algo que nos afeta.<br />
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Carmen Silvia Presotto: Bem, tem uma hora de conVersa e ainda teremos mais, um beijo grande Monica, gracias por estares aqui e gracias pelo teu amor ao Vidráguas e à Literatura. Seguimos e boa noite.<br />
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Hosamis Pádua :Sentir-se afetado, &#8220;afetado&#8221; é uma palavra-chave então do projeto, não Monica e Carmen?<br />
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Monicacompoesia: Queria propor que sugerissem entidades que precisem dos recursos que vamos destinar através do confessionário&#8230; Somos afetados o tempo todo. A questão é. Reagimos a isso ou não? De que forma?<br />
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Carmen Silvia Presotto:&#8230; afetados, implicados&#8230; significantes para os tempos em que vivemos. Dizer não à indiferença, sim Hosamis.<br />
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Monicacompoesia: Só para deixá-los curiosos.. O livro também fala do universo feminino que vive encarcerado nos homens. Ele tem um lado inesperado que não foi gravado em áudio intencionalmente.<br />
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Carmen Silvia Presotto: Bem, estaremos recebendo as sugestões e cheguem até o Catarse ( www.catarse.me) e juntos façamos diferença.<br />
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Carmen Silvia Presotto: Um beijo a todos, obrigada por estarem aqui, em conversa, em escuta e para a semana teremos mais conVersa.s.. boa noite. Gracias Monica. Gracias Hosamis.<br />
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Hosamis Pádua:&#8230;bjs às duas! Grata pelo papo!<br />
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Monicacompoesia: Foi um prazer ter conversado aqui, em Vidráguas, minha casa, lugar onde publico pela primeira vez e de onde nunca sairei. Estamos a disposição de todos para a troca, para o debate. Beijos. Inté :])<br />
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Carmen Silvia Presotto beijos Monica, beijos Hosamis e seguimos!!	 </p>
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