O Projeto Passo Fundo e Pedro Du Bois, convidam para o lançamento do livro de poemas,BREVIDADES, dia 19 de abril, 5a. feira, na Livraria Nobel, a partir das 18 horas, à Rua Gal. Osório, 1148 – Passo Fundo – RS.
Coelhinho pimpolho
Querido fofinho
A páscoa não tem graça
Sem o teu charmoso jeitinho.
Tuas graciosas formas
Me entristece um pouquinho,
E a brevidade das festas
Dissolvemos em teu ninho.
*Américo Conte é poeta e Artista Plástico e obrigada Américo e Mauro pelo envio deste poema e por nos recordarem da criança que temos em nós, um eterno renascimento sempre…
Feliz Páscoa a todos que aqui chegarem e bom domingo!!
Em cima da mesa, papel colorido, fitas, tintas e brilhos. Caixas de papel de todos os tamanhos e cascas de ovos. Ao redor da mesa, amigos e parentes, reunidos para pintar os ovos e confeccionar os ninhos da Páscoa.
Sabemos que celebrar a Páscoa é viver o espírito da Ressurreição do Filho de Deus. É unir-se para um dia especial ao festejarmos o momento religioso. Refletir sobre a renovação ao nos permitir criar mudanças em nossa alma. É nos inspirar, alegrar e nos emocionar, pelas pequenas atitudes que recuperam os valores essenciais, como o amor ao próximo. É criarmos novas posturas para enfrentarmos cada momento de incerteza, lapidando novas alianças: o que mantém a nossa esperança no futuro.
Amor à cidade cabe em 20 linhas
O Correio do Povo publica nesta página as três crônicas vencedoras do Concurso Cultural ”Porto Alegre, Meu Lugar”
O amor dos habitantes de Porto Alegre pela sua cidade, que completou 240 anos no dia 26 de março é imenso, quase não cabe nos corações, corpos e mentes dos seus habitantes. Para quase 400 pessoas, a imensidão desta paixão coube em 20 linhas.
O vencedor Gabriel Braga Zarth
Crédito: fabiano do amaral
GABRIEL BRAGA ZARTH
Acocorei-me sobre uma pedra qualquer entre duas beiras de rio e passei a conversar com o Guaíba, que se encontrava especialmente vermelho durante aquele descer de sol. O rio ainda dialogava calado e era o seu silêncio minha interlocução com o horizonte. O sol, já encoberto pela ponta do meu nariz, passava a ter no porto-alegrense a testemunha mais convicta de sua existência. Foi de repente que um vento bateu e arrepiou o Guaíba, que logo em seguida deixou de espelhar as primeiras estrelas do céu, como se quisesse se vingar das pedras que nele atirei durante meus passeios à Ilha do Pavão. Sinceramente, gostei do trabalho do vento, estava quente o bastante para suar parado e ele deu uma refrescada, e o Guaíba continuou lindo, mesmo todo arrepiado, ali na minha frente, sugerindo o curso de minhas ideias sem que eu pudesse sugerir o curso de suas águas.