Archive for the ‘Eventos’ Category

As Pitangueiras do RGS, um livro de Sarandi



Foi numa noite quente de verão que o incêndio no prédio do Empório Mercantil do Sarandi queimou um monte de lembranças. O empório nem existia mais, só durou até a virada dos anos 1950 para os 60. Na época do fogo, em meados da década de 1960, ali estava instalado o Destacamento da Brigada Militar. Mas, na década de 1940, o empório dos irmãos Mottin liderou o comércio regional e ofereceu emprego a gente como Seu Fridolino, que lá trabalhou entre 1947 e 1957.

O empório em 1947. Foto: arquivo pessoal de Claudio Frederico Vogt, reprodução

Read more »

Vidráguas aos 85 anos de Lutzenberger…

Espelhamentos a Lutzenberger
por Carmen Silvia Presotto



Nas janelas, a memória de Gaia.
Nos vidros, um inventário de Vida.
Na Cidade, Clio em espelhamentos de suas cenas…

“A verdadeira, a mais profunda
ESPIRITUALIDADE
consiste em sentir-nos parte integrante deste
MARAVILHOSO E MISTERIOSO PROCESSO
que caracteriza
GAIA
nosso planeta vivo: a
FANTÁSTICA SINFONIA DA EVOLUÇÃO ORGÂNICA
que nos deu origem
junto com milhões de outras espécies.
É sentir-nos responsáveis pela sua continuação e desdobramento

J.A. Lutzenberger



Vidráguas a esta espiritualidade que sempre nos desdobra ecologicamente a um um mundo organicamente possível…

Em Vidráguas, reedição de nosso enRedo com Orides Fontela

E por acreditarmos que um verso deva sustentar outro, assim como um sujeito a outro… seguimos, lendo, compartilhando, ressignificando-nos com atos poéticos, através de alguns gritos que ainda nos ecoam…

Fácil não é, mas que seja possível um dia, nem mais um poeta-cidadão morrer no sanatório ou viver de favores, e sigamos o grito de Orides Fontela.

Para ler amplie clique na imagem ou leia lá no blog de Luana Neres, autora de nossa Arte por aqui.

… e seguimos sendo bem lidos, vejam: webLivro I, mais de 24.000 leituras e o II, mais de 11.000 mil leituras, isso é muito bom.

Vidráguas à Tânia Du Bois, feliz aniversário

TÂNIA
por Pedro Du Bois




Lembro de mim: menino
a correr pela rua de conhecimentos


jovem preso em si mesmo
adulto na segurança
oferecida pelo cotidiano


lembro de mim e lembro você
ao meu lado: a voz calando medos.


Parabéns à Tânia, amiga e companheira do Vidráguas, que aqui escreve todas quintas-feiras. Um poema de seu amaado poeta e felicidades!!!

Entrevista com Pedro Du Bois desde a Revista Cerrado Cultural

ENTREVISTA: PEDRO DU BOIS
Por Paccelli José Maracci Zahler




O poeta Pedro Du Bois (PB) já é conhecido dos leitores da Revista Cerrado Cultural (RCC). Desde os primeiros números, ele tem colaborado sistematicamente com as nossas edições. Ele nos concedeu esta entrevista por correio eletrônico, a qual agradecemos, e, principalmente, pela oportunidade de conhecê-lo e conhecer um pouco do seu processo de criação literária.

RCC.O senhor nasceu em Passo Fundo, RS. Como foi a sua infância?

PB. A pergunta remete-me ao final dos anos 70 quando, em entrevista situacional-psicológica, na PUC-RJ, o psicólogo inquiriu-me da mesma forma; respondi que havia sido normal e ele, sem alterar o tom, cobrou: defina normal. Minha normalidade, que ele aceitou: segundo filho entre quatro irmãos, classe média baixa, gastei minha infância jogando pedras, correndo, nadando, brincando, brigando e apanhando; aprendendo. Passo Fundo permitiu-me ir além da porta da casa, além da rua, além da esquina, desde cedo. Muita fruta no pé, muito matinê cinematográfico. Sempre tive bom círculo de amigos: rua e escola, o qual mantenho até hoje.

RCC. O talento para escrever manifestou-se naquela época?

PB. Sempre tive facilidade para escrever. Já talento seria outra coisa. Não tenho formação literária no sentido acadêmico. Sempre gostei de ler. Sou curioso. Outros tempos, outra formação. Morador do interior, apenas através do rádio (ondas curtas) e da leitura podia acessar o mundo. Imagens, apenas cinematográficas ou em preto-e-branco nos jornais e revistas. Sou fruto da imaginação. Fui bom em redação, mesmo que as minhas fossem curtas na avaliação dos professores. Tímido, desde sempre, não conseguia me expressar, nem através das palavras. Mesmo assim, como adolescente, pratiquei meus poemas confessionais-amorosos. Não os guardei.

Leia toda a entrevista aqui ou na Revista Cerrado Cultural de onde transportamos esta entrevista

Read more »