maio 22nd, 2012 in Cartas, Interiores, Quase_Conto, Sentir sinta quem lê - poema sentido... | 2 Comments »
Há dias em quem Deus é dia, são..
a Cesar Vallejo

Há dias que cabem num poema numa música perfeitos dias em que me sento para escrever como se tivesse no deslize de um raio de sol onde fluxa em influxo o meu mais sensível sentir para que todo pulsar seja mais do que um simples dia me debruço sobre a tela em branco e logo estou rindo para a roseira que avisto de meu escritório e rio mais forte ainda quando percebo que o botão que estava orvalhado pelo rocio da noite se faz presença no voo onde pousa agora uma borboleta amarela que me leva mais adiante para perceber que tudo que vivo é concreto tal qual a folha que agora cai em minha escrita uma folha verde com muitas matizes que insiste em me dizer algo e por isso e por ela paro e escuto e sim as novidades que me sopram os ventos de suas margens que desde uns tempo ando acompanhando e está fora de mim e está em mim por seres o que me toca recolho enfim este macio movimento que me instiga a ir além dos olhos para que melhores momentos sejam o movimento do que pode estar por vir …
Leia todo o fluxo de consciência… toda a postagem
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maio 21st, 2012 in Interiores | 3 Comments »
COMO O FAROL
Por Loiri Zancanella Cortese

No alto de uma montanha rochosa, à beira mar, um farol se faz notar com seu facho de luz intermitente, iluminando e sinalizando o rumo certo às embarcações que velejam na densa e cega noite.
Altivo, incansável e solitário, lá está ele sempre pronto e prestativo para ajudar aos navegadores que singram os mares.
Como ponto de referência, orienta o rumo dando maior proteção, confiança e segurança aos viajores. Não se abala com os constantes e impediosos açoites das fortes ondas marítimas que lhe vêm fustigar as bases.
Permanece firme no seu posto, cumprindo o seu importante papel, cobrindo grandes distâncias com sua luz potente e brilhante, ostentada no ápice de sua alta torre. Tudo para que nenhuma embarcação não se perca da rota náutica, evitando possíveis obstáculos que poderiam resultar em acidentes fatais.
Assim sendo, podemos fazer uma analogia com a história do farol e a vida de todos nós.
Em qualquer parte, em qualquer tempo, nos deparamos com semelhantes nossos que necessitam de ajuda. Viemos a este mundo para vivermos em comunidade, mantendo um bom relacionamento com amizade, alegria, diálogo e respeito uns com os outros. E neste convívio é que devemos estar atentos – como o farol – sermos fraternos e solidários quando solicitados, dar atenção através de uma palavra amiga, de uma ajuda que esteja dentro das nossas possibilidades, de uma orientação para clarear ideias e decisões a serem tomadas, de ombros que se oferecem como amparo.
Devemos ser e agir como o farol, irradiar aos outros um pouco da própria luz, para que cada pessoa encontre a sua melhor rota, prosseguindo a caminhada com mais firmeza e confiança, sentindo-se mais segura, vislumbrando, assim, uma vida mais feliz.
Iluminar a vida do nosso semelhante é imitar a luz do farol sentinela e guiador.
Loiri Zancanella Cortese escreve todas segundas-feiras aqui em Vidráguas. A imagem é da internet!
maio 14th, 2012 in Crônicas, Interiores | 2 Comments »
POR UM MUNDO MELHOR
por Loiri Zancanella Cortese

Quando a razão, a confiança, a vontade, a esperança e o amor se juntam para mergularem no mais profundo interior da letargia, uma explosão de sentimentos e de ações poderão surgir, fazendo acontecer, despertando e transformando o que estava no estágio inane, à espera de um impulso. Assim sendo, a vida transbordará e trará consigo, a alegria e a felicidade estampadas nos sorrisos das pessoas, lançando as boas sementes pelos canteiros do mundo, com a vivência de agradáveis e bons momentos.
Emergirão para a ação:
- As auroras que não nasceram;
- Os lugares nunca visitados;
- A luz que não brilhou;
- A energia esquecida;
- As horas não marcadas;
- As experiências nunca feitas;
- As promessas não formuladas;
- O destino não traçado;
- Os caminhos nunca percorridos;
- As palavras não proferidas;
- As cores descoloridas;
- As lágrimas não vertidas;
- O silêncio que não se fez;
- A música não executada;
- A poesia nunca escrita;
- As emoções não vividas;
- O beijo não dado;
- O carinho que não foi feito;
- O abraço que não foi dado;
- O perdão não oferecido;
- O aperto de mão que não houve;
- A solidariedade inerte;
- A dignidade sem viço;
- A justiça jamais demonstrada;
- A amizade dormente;
- E tantas outras possibilidades…
Tudo por um mundo melhor!
maio 7th, 2012 in Interiores | 5 Comments »
Mãe adjetivo positivo
por Loiri Zancanella Cortese*

Ser mãe é ser naturalmente especial e maravilhosa em todos os momentos da vida.
Carinhosa, bondosa, divina, zelosa
MÃE É ADJETIVO POSITIVO
O adjetivo que diz ser ela meiga, trabalhadora, além de dedicada, generosa, compreensiva.
O adjetivo que mostra ser ela um tesouro, talentosa, amorosa demais, embora, às vezes, se desalenta e fica impaciente e pensativa.
Mas, por ser determinada, corajosa e notável, é ela o adjetivo firme e legal que vai estar à frente de tudo.
Mãe é o adjetivo vencedor e poderoso, presente em qualquer tempo na vida de todos nós.
Porque ser mãe é ser adjetivo positivo, é ser pessoa simpática, bela, amável, confiável, bonita, alegre e sobretudo
SURPREENDENTE
Mãe é o adjetivo carinhoso no coração e o beijo de Deus na alma da gente.
Mãe é a síntese das mais belas floradas, luz intensa, vida da vida.
Muitas felicidades a todas as mães pelo seu dia dedicado.
Loiri um beijo grande, e gracias por esta linda homenagem a todas nós, mães em poesia, em amizade, em eterna construção e bom ter tua companhia em Vidráguas todas segundas-feiras.
maio 1st, 2012 in Eventos, Foto do Dia, Interiores, Poemas, Versos que Conversam | 1 Comment »
Vidráguas ao dia do trabalho!

Fazendo meu o que é de outros,
lustro a lâmpada dos dias…
Deste brilho, virá
o retrato amarelo
- Sol -
rebordando tempos
- Poesia -
mãos de arremates aos brancos movimentos
poderei ser Gullar, Quintana, Meireles
poderei ser uma cópia, uma réplica…
mas sendo leitura entre mil versos
sou escritura, caricatura de um EU borrado,
que não vejo, mas que ao criar (des)imagino
para me apropriar do que vivo e sinto
Artesã de palavras, escultora de desejos,
cantora do amor, mão que caminha,
sei das conchas que são minhas
caminhante com meu sujeito, poemo
… dou ao olhar morada
e quando encontro pérolas d’almas,
somo os pisares em dias, instantes
em que sou voz além de mim…
nestes passos, existo
e a Poesia que parecia não servir para nada,
passa a ser tudo em mim, tempo de existência,
trabalho de viver, feliz idade, amor, trocas
porque sem Arte a vida é nada ao ser…
A todas mãos que em mim e que aqui em Vidráguas escrevem, beijos, gracias e feliz dia do trabalho e seguimos!!
Poema de Carmen Silvia Presotto, fotografia de Bill Brandt