Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Poema de Vinícius de Moraes
Fotografia de Alfred Eisenstaedt
Fonte: National geographic
Tranças de Carmen
uma receita poética transdisciplinar
Abre o jornal e lê
Abrê o micro
e lê
os blogues junto a ti
os outros
os e-mail
e responda
elimina os possíveis spams..
Depois, de tudo sublinhado
Anota num papel
e para deixar de pensar
escreve
Vai a Livrarias
visite livros
compra
e lê
Encontra amigos
Lê poeta
relê a vida
conVersa
e escreve
Caminha
Absorve a realidade
e escreve
Então espera uma data especial
Te vista de rainha
Inverta a banca doLar
e
Lê
Gumes
Lê
Games
Lê
Ganas
Lê
Desenhos
Te anima
e
Toma um Drinque Labaredas, come um Tomate Verde Frito, inventa outras receitas, brinca, bloga e escreve até seu google chegar…
Poema: Carmen Silvia Presotto
Arte: Américo Conte
* E aguardem logo, logo teremos outra receita: O Banquete de Platão e tudo isso gracias à Poesia que inventa , rompe feiras e bancas, revive e deixa viver.
Que da luz
se cumpram os dias
que do tic-tac do peito
se recuperem
hidrogênio com oxigênio
Que do
H2O
- toques da límpida água -
surjam
outra chave
outro momento
outro ar
Que o
H2O
sulque
cada poro
e tatue
gente em pele de gentes
mel em nata
pão a mais dias…
amor
amor
amor
Que do desejo,
surjam os glóbulos da fênix
marcas golpeando as janelas do corpo
assim, o que hoje desangras
em outras palavras,
palavras mais do que saudade da alma,
serão as enzimas da cura…
Vamos fazer aquela faxina de fim de ano?! Limparmos gavetas, armários, separarmos as roupas que não usamos mais, os calçados, os acessórios. Depois separamos os papéis, os livros, os objetos de escritório, selecionamos o que deve e o que não deve permanecer no ambiente. Daí prosseguimos faxinando a sala e a cozinha.
Durante esse processo nos perguntamos: o que quero manter aqui dentro? Quais objetos realmente trazem benefícios e tornam minha vida melhor? Quais eu guardo movida por um apego ilusório? Até que ponto esse apego me faz manter objetos que estão ocupando o lugar de algo que me daria mais conforto, alegria, prazer? Por que não deixar espaços vazios? Abertos para serem ocupados por novos objetos… ou não! Talvez seja melhor que aquela gaveta fique vazia, mas cheia de ar.
E conVersando com a poeta Elisa Lucinda: sei,sabemos, que não dá para mudar o começo, mas, se a gente quiser, Só de Sacanagem, vai dar para mudar o final…