Archive for the ‘Quase_Conto’ Category

ConVersando com Cesar Vallejo por Carmen Silvia Presotto

Há dias em quem Deus é dia, são..
a Cesar Vallejo



Há dias que cabem num poema numa música perfeitos dias em que me sento para escrever como se tivesse no deslize de um raio de sol onde fluxa em influxo o meu mais sensível sentir para que todo pulsar seja mais do que um simples dia me debruço sobre a tela em branco e logo estou rindo para a roseira que avisto de meu escritório e rio mais forte ainda quando percebo que o botão que estava orvalhado pelo rocio da noite se faz presença no voo onde pousa agora uma borboleta amarela que me leva mais adiante para perceber que tudo que vivo é concreto tal qual a folha que agora cai em minha escrita uma folha verde com muitas matizes que insiste em me dizer algo e por isso e por ela paro e escuto e sim as novidades que me sopram os ventos de suas margens que desde uns tempo ando acompanhando e está fora de mim e está em mim por seres o que me toca recolho enfim este macio movimento que me instiga a ir além dos olhos para que melhores momentos sejam o movimento do que pode estar por vir …

Leia todo o fluxo de consciência… toda a postagem

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Em Vidráguas, O troco por Lisa Alves…

O Troco
por Lisa Alves



Mas quase nos entendemos nesse leve desencontro,
nesse quase que é a única forma de suportar a vida
em cheio, pois um encontro brusco face a face
com ela nos assustaria, espaventaria os seus delicados
fios de teia de aranha.

Clarice Lispector – Água Viva

Desencaminhou sua quietude ao cruzar com sua meia alma. O encaixe despontou como um Big Bang de sensaçõesB – ele desmoronou, gemeu, seu corpo não suportou o atrito de energias tão compatíveis.Trêmulo estendeu a mão para que ela o alcançasse e ela sem delongas correu ao seu encontro – presenteando-o com um doce toque de cobre na calçada.

Lisa Alves, grande leitora de Lispector, Sylvia Plath, Bukowski e tanto outros que nos enlaçam o caminho, escreve conosco em redes sociais…

… e diariamente em seu blog A Fábula de um Mundo Real,confiram!!

A Prisioneira do Bosque – Pretexto

A Prisioneira do Bosque – Pretexto
por Lisa Alves


Salvador Dali – Ascensão de Cristo (1958)

Em um mundo onde pessoas matam e torturam em nome das cores e pigmentações esse universo seria um verdadeiro “tapa na cara da humanidade”. Mas a menina sabia que não era necessário chegar até aqui para constatar a necessidade desse tapa. A sua espécie há muito tem cometido atrocidades seguidas de justificativas insanas e infelizmente (para alguns) irreparáveis. Aquele mundo que aos poucos se solidificava possuía cores e tonalidades nunca descobertas e mentalizadas por ela. Naquelas cores, havia cheiro, êxtase e sensações que modificavam sua forma. Da cabeça aos pés ela se transformava naquilo que tolamente seria chamado de não-matéria.

Tocar com nada o Nada
Sentir o cheiro de nada
e se alimentar do Nada transformador.

Sua forma atravessava o concreto, a dor, as instituições, os ponteiros e o tempo. Conseguia ver o que a humanidade teria se tornado caso tivesse sempre optado pelo bom, pelo justo e pelo útil.
– O universo possuí uma finalidade de longo alcance, de eternidade e o sentido de “natureza humana” tornou-se um pretexto para todas as limitações e atitudes da espécie. Mudar, evoluir e expandir sempre foi o objetivo central da biota universal. Não há natureza humana, há negação de evolução. – esclareceu Perséfone.

Poder voar e entrar no buraco da agulha,
entrar no “céu” e sentir a divindade mais próxima.
Criar um universo. Destruí-lo. Transformá-lo.

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Então é Natal… metamorfoses!



Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.

E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos…Feliz 2012!!

A prisioneira do bosque – as nuvens

A Prisioneira do Bosque – As nuvens

por Lisa Alves


Imagem de Victor Cauduro

Yo estaba bien por un tiempo,
Volviendo a sonreír.
Luego anoche te vi
Tu mano me tocó
Y el saludo de tu voz.
Y hablé muy bien de tu
Sin saber que he estado
Llorando


Llorando – Rebekah Del Rio

Sem chão para ser sustentada flutuou por cima de algo que ainda não conhecia. Um túnel a levava para vários lugares que ela não compreendia. Percebeu a variação das formas e que alguns sentidos eram despertados à medida que entrava em contato com as “anti-matérias”.

“Sentidos anteriormente adormecidos pela barreira do carbono e pelas leis da gravidade” – explicou-lhe Perséfone.

Vejo o teu lado de dentro e de fora

Sei quando entra e quais são as possibilidades de saída
As portas são adaptadas a sua capacidade de expansão
Você e o universo dançam no mesmo ritmo.

Leia toda postagem aqui ou no blog de Lisa – A Fábula de um mundo real

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