Archive for the ‘Quase_Conto’ Category

há escritos que valem uma reedição,então, suspiros de Clara…

Suspiros de Clara
por Carmen Silvia Presotto

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Ainda recordo vovó, enfileirando seus netos para trás do imenso fogão e os acomodando no velho caixão de lenha, enquanto preparava suas famosas receitas… Entre cravos, canelas e muitos suspiros, tecia histórias, impregnando na cozinha e em nossas vidas um contagiante aroma.

Épocas boas em que crianças se encontravam com seus velhos. Ao balanço das trocas, viviam mais equilibrados…

Minha avó era uma grande contadora de histórias. No entanto, hoje percebo, que com seus quitutes, além de nos engordar em quilos, também nos recheava de ideologias. Ela adorava os americanos e tudo que se referisse aos Estados Unidos. Não perdia um filme da Broadway e babava feito moça por Gary Cooper, Glen Ford e John Wayne.

Leia todo o conto
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Brigite…

Brigite
por Fernanda Marra

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Brigite de peitos fartos pensa que o mais relavante em envelhecer é as palavras irem ficando à ponta da língua, a sincronia da ideia com o que se pronuncia, tornar-se uma mulher mais tempestiva, menos alcorão. O que Brigite não sabe é onde alocar suas adequações num mundo tão assintosamente desajeitado. Ela obedece, age, busca o rumo e ainda se frustra por só ser ignorada. Faz como quem tem certeza, mas só de não conhecer razão.

Leia todo o escrito aqui
ou no blog da autora:
http://www.mareseressacas.blogspot.com/

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tomo as suas mãos nas minhas e desperto

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Voltava da praia distraída, pensando no dizer tomo suas mãos nas minhas, uma despedida de Antón Tchecov e Olga Knipper, que também é uma peça teatral de Carol Rocamora com tradução e direção de Leila Hipólito e atuação de Roberto Bomtempo e Miriam Freeland, onde 400 cartas contextualizam a história de amor dos últimos seis anos do escritor com a atriz amada, quando miro uma camiseta amarela vindo em minha direção, reconheço os passos e sinto o cheiro da banda e na minha frente vejo a lenda: Chico Buarque…

Na hora contenho o arrepio e o impulso e sigo como se quem passasse fosse alguém comum e no Rio de Janeiro é, porque por cada esquina pode estar uma estrela, um mito, por isso se deve conter os disparos do coração, esquecer as máquinas fotográficas e arregalar bem os olhos para gravar a cena.

No entanto confesso que estes encontros me fazem desejar aprender a técnica de tropeçar nos astros desastradas, treinando o tombo, numa hora dessas num dia qualquer, quem sabe não seja despertada por um olê, olá?

É!

Aprender a cair pode ser uma arte, e isso presenciei em No Buraco, outra peça teatral que me fez repensar o espaço temporal do silêncio, um trabalho muito intrigante que se passa em uma hora, utilizando a técnica da pantominia e de mímica ilusória.

leia toda crônica, quase_conto…
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boNeco, bomNix msn…

mensagem
simulações
e no ar,
tantas palavras querendo viver

impressões remotas
que ao sair da memória
voam

estado,
estar
em ser,
dedos, inclinações de um falar

às vezes, ausentes
noutras, em linha
noutras garfos de almoço, garras de telefones ocupados
e no pior estado:
foraDelinha!

formatademente isolado
ilhado
entre cartas
a cartões que delimitem espaços
hoje proclamo:
bonequear, um novo verbo na cartilha,
nova realidade jogando dígitos com teclas
para que o amanhã da Manhã seja sempre infinitivo…

E ser verbo, ser substantivo, ser adjetivo são sereres de não ser,
um boneco a jogar com o tempo,
nada mais que um vento ao sol
apenas vento,
do furaCão
palavras perdidas no abismo
que ao rescutar o próprio coração escuta a canção do mar
abraça o tudo…

ser bom eco é estar além do ar,
é tocar a estrela de outros universos,
de restos et-intre-galáxicos,
dicionários sem léxico,
letras presas de prender o que não se pode:
um tempo impossível existe
além do grampo ou da presilha do cabelo,
há escutas que fazem chuvas
granizo
e suco que somente o homem bebe
:
palavras,frases, versos, textos, Livros!!!

Carmen Silvia Presotto

você sabe o que é photoPoemas?

photoPoemas, uma reivenção, um trabalho, uma exposição Vidráguas

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É uma tentativa de se buscar na Arte mais uma fonte de produção a mais revelações artísticas, leituras e compreensão de realIdades.

Acreditamos que ao unir palavras com imagem, neste caso Poemas com Fotografias, estaremos revelando um caminho entre mundos semióticos, onde os textos dialoguem num contexto sem textos fixos. Com isso, seguimos confabulando com o que viemos estudando e trabalhando sobre técnicas artísticas, onde o pastiche, a bricolagem e o híbrido, mais do que linguagem artísticas possam ser, entre-lugares, um Conceito de Trabalho.

Com photoPoemas, buscamos reconstruir as sombras que vivas nas re-elaborações, seguem flashes a mais memórias, própria e social. Na soma nossa com outros, na soma de linguagens artísticas, acreditamos que, além do contemplar estará o interagir.
E nessa composição, interação, com o que está fora de nós, poderá estar os pedaços que necessitamos para seguir a busca de um novo olhar, de uma nova leitura.
Ao que a princípio parecia ser apenas uma catalogação de pedaços, com novas expressões, imaginação e criatividade, ludicamente, poderá nos levar da palavra à Poesia, do esboço à Fotografia, das sombras à Luz e a mais memórias.

Em toda Arte está a Estética e a Ética como uma ecologia da linguagem, já que não existe o original, com photoPoemas, tentamos trazer esses recortes, seja pela genealogia das palavras e imagens, seja pelas suas historicidades. Por isso, buscamos com poemas e fotografia uma assepsia de diálogo para seguir caminhantes a mais linguagens, leituras e conversas, assim Quando a Imagem caminhar Ela será esse risco que desejante preenche vazios para se re-encaminhar a versos, assim um para sempre, erosparlante, se assombrará com mais Arte para respirar em Vivas Memórias.

Ao re-fabularmos palavras, técnicas, conceitos, desejamos maior inclusão ao que creditamos como Estética Poética, um abraço entre imagem, palavras, versos que conversem para seguirmos seres vivos a quem escreve, quem lê, fala e conVersa…

Vidráguas – Atelier da Palavra à Poesia
Carmen Silvia Presotto
Porto Alegre- 21 de abril de 2009.