dezembro 24th, 2011 in anáguas, Anáguas- EvasAlmas, Cartas, Cartografias Poéticas, conversando sobre arte, Conversando sobre cinema, conversando sobre literatura, Crônicas, De verso em verso...um novelo poético., Entrevistas, Eventos, Foto do Dia, Haicaiando em Vidráguas, Interiores, Lançamentos, mo(r)mentos - poemas enRedados, photoCrônicas, photoPoemas, Poemas, Poemas Plicários- VidrAnáguas, Pontuação - Letras em Quadrinhos, Quase_Conto, Receitas de Poetas, Receitas Vidráguas, Reciclagens..., Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | 4 Comments »

Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.
E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos…Feliz 2012!!
dezembro 22nd, 2011 in Quase_Conto, Receitas Vidráguas, Sentir sinta quem lê - poema sentido... | 3 Comments »
A Prisioneira do Bosque – As nuvens
por Lisa Alves

Imagem de Victor Cauduro
Yo estaba bien por un tiempo,
Volviendo a sonreír.
Luego anoche te vi
Tu mano me tocó
Y el saludo de tu voz.
Y hablé muy bien de tu
Sin saber que he estado
Llorando
Llorando – Rebekah Del Rio
Sem chão para ser sustentada flutuou por cima de algo que ainda não conhecia. Um túnel a levava para vários lugares que ela não compreendia. Percebeu a variação das formas e que alguns sentidos eram despertados à medida que entrava em contato com as “anti-matérias”.
“Sentidos anteriormente adormecidos pela barreira do carbono e pelas leis da gravidade” – explicou-lhe Perséfone.
Vejo o teu lado de dentro e de fora
Sei quando entra e quais são as possibilidades de saída
As portas são adaptadas a sua capacidade de expansão
Você e o universo dançam no mesmo ritmo.
Leia toda postagem aqui ou no blog de Lisa – A Fábula de um mundo real
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dezembro 16th, 2011 in Quase_Conto | 1 Comment »
DA FALTA DE AMOR
por Suzana Bins

“ (…) toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada. Palavra pegante, dada ou guardada, que vai rompendo rumo.”
(Guimarães Rosa – Grande sertão: veredas)
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Aos poucos as coisas iam voltando a ser como antes. A mãe, agora, já não caminhava naquele vagar arrastado de velha. Ia adquirindo a mobilidade de moça, ganhando viço. Já não se queixava de dores amiúde e conseguia dormir melhor à noite, porque, dizia ela, teu irmãozinho já mama melhor, já dorme melhor, as cólicas passaram.
Não entendia muito bem de cólicas, só de mamar, porque via, volta e meia, o bebê mordendo o corpo da mãe com tamanha força, que chegava a fazer uns barulhos esquisitos. Ela rira-se, quando ele enfim manifestara o medo de que o pequeno poderia arrancar-lhe um pedaço. Então dissera a ele que o irmão estava apenas se alimentando, mamando, como ele também fizera um dia. Embora seu sorriso condescendente, embora ela nunca lhe mentisse, custava-lhe acreditar que ele, um dia, fizera o mesmo naquele corpo tão adorado.
A mãe já ia à cozinha e já preparava seu prato predileto. Também, em alguns dias menos quentes, já jogava milho para as galinhas. Só não tentara ainda ordenhar a vaca. Era preciso começar aos poucos, dissera o pai. Mas já brincava mais com ele, e já lhe dava, com mais freqüência, aquele sorriso farto, generoso, que o envolvia num calor mole de amor se derramando feito leite morno com canela.Nesses momentos, ele pensava que estava no céu. Então o nenê chorava e ela saia correndo, preocupada, mas sorrindo o mesmo sorriso amoroso que antes sorria só para ele.
Leia todo o conto
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dezembro 6th, 2011 in Foto do Dia, Quase_Conto, Receitas Vidráguas, Versos que Conversam | 1 Comment »
A Prisioneira do Bosque – Desintegração dos Quarks
por Lisa Alves

Fotogragia de Juliana Botão, Arte de Lisa Alves
Respire, inspire o ar
Não tenha medo de se preocupar
Vá, mas não me deixe
Olhe em volta, escolha seu próprio chão
Por muito tempo você viverá e voará alto
(…)
Corra, corra, coelho, corra
Cave esse buraco, esqueça o sol
E quando finalmente o trabalho estiver terminado
Não vá se sentar, é hora de começar a cavar outro”
Breathe do álbum – Darkside Of The Moon – Pink Floyd
– E então, como é envelhecer? Consegue sentir a indelicadeza do tempo?
– Eu não posso falar com você, estou em uma fase racional!
– A sua ingenuidade continua permanente.
As duas se entreolharam, uma estava diferente a outra permanecia da mesma forma. Trocaram sorrisos, embora aquela que um dia fora uma menina, tendia a desconfiar da realidade daquele momento. Passaram-se anos e desde o último contato com Perséfone nunca mais havia compartilhado o mesmo espaço com a deusa.
– Sua vida mudou muito?
– O suficiente para que eu exija que você saia pelo buraco que entrou.
– Você sabe que as coisas não funcionam assim. Só apareço quando a sua mente vibra em desconexão com isso que chamam de realidade.
– Sinceramente, está tudo tranqüilo por aqui! Minha existência não é mais uma busca interminável por vida.
– Estou preocupada! Naquele tempo, você assistiu duas versões de sua vida. Mas a transição entre os dois tempos foi deixada livre para você viver. Justamente a parte mais complicada, conflitante e decisiva.
Leia todo o conto aqui ou no blog de Lisa Alves,alguém que amo ler e compartilhar
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novembro 23rd, 2011 in Crônicas, Quase_Conto, Sentir sinta quem lê - poema sentido... | 1 Comment »
Uma mãe no divã
por Adriane Lima*

“Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre, mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
“Só horas depois veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar”.
Clarice Lispector
Nós vivemos dentro de um grande conto de fadas, do qual ninguém faz realmente idéia,ou nós saimos deles mais meninas do que mulheres, ou…
Ou hoje em dia teremos todos que entender que a vida é feita de leituras e releituras de nós mesmos.
Afinal nossas mães nos contaram sempre sobre príncipes,fadas,carruagens,finais felizes que queira ou não vivemos na expectativa do sempre sonhado : “The End”.
Mas hoje me peguei repensando em todos os contos de fada que assisti com minha filha,ou contava a ela nos livros até ela pegar no sono,ou eu que às vezes pegava no sono primeiro…o que eles refletem em nós???
Sempre vai existir a menina que cresceu e virou mulher e deseja amar, ser amada, vencer as dificuldades e depois ter o final feliz que tanto nos fizeram acreditar.
Leiam todo o conto-crônica
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