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	<title>Vidráguas &#187; Quase_Conto</title>
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		<title>Então é Natal&#8230; metamorfoses!</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:08:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012. E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos&#8230;Feliz 2012!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vidraguas_2012.jpg" rel="lightbox[13407]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/vidraguas_2012-300x199.jpg" alt="" title="vidraguas_2012" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-13408" /></a><br />
<br />
Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.<br />
<br />
E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos&#8230;Feliz 2012!!</p>
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		<title>A prisioneira do bosque &#8211; as nuvens</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 20:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Prisioneira do Bosque – As nuvens por Lisa Alves Imagem de Victor Cauduro Yo estaba bien por un tiempo, Volviendo a sonreír. Luego anoche te vi Tu mano me tocó Y el saludo de tu voz. Y hablé muy bien de tu Sin saber que he estado Llorando Llorando &#8211; Rebekah Del Rio Sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Prisioneira do Bosque – As nuvens<br />
<br />
por <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/06/a-prisioneira-do-bosque-um-conto-de-lisa-alves-em-vidraguas/">Lisa Alves</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/A-prisioneira-do-Bosque1.jpg" rel="lightbox[13378]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/A-prisioneira-do-Bosque1-240x300.jpg" alt="" title="A prisioneira do Bosque" width="240" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13379" /></a><br />
Imagem de Victor Cauduro<br />
<br />
<em>Yo estaba bien por un tiempo,<br />
Volviendo a sonreír.<br />
Luego anoche te vi<br />
Tu mano me tocó<br />
Y el saludo de tu voz.<br />
Y hablé muy bien de tu<br />
Sin saber que he estado<br />
Llorando</em><br />
<br />
Llorando &#8211; Rebekah Del Rio<br />
<br />
Sem chão para ser sustentada flutuou por cima de algo que ainda não conhecia. Um túnel a levava para vários lugares que ela não compreendia. Percebeu a variação das formas e que alguns sentidos eram despertados à medida que entrava em contato com as “anti-matérias”.<br />
<br />
“Sentidos anteriormente adormecidos pela barreira do carbono e pelas leis da gravidade” &#8211; explicou-lhe Perséfone.<br />
<br />
Vejo o teu lado de dentro e de fora<br />
<br />
Sei quando entra e quais são as possibilidades de saída<br />
As portas são adaptadas a sua capacidade de expansão<br />
Você e o universo dançam no mesmo ritmo.<br />
<br />
Leia toda postagem aqui ou no blog de Lisa &#8211; <a href="http://lisaallves.blogspot.com/">A Fábula de um mundo real</a><br />
<br />
<span id="more-13378"></span><br />
<br />
Caiu em uma rua, o céu estava nublado, as nuvens tencionavam chorar e tudo ficou triste dentro daquele universo. Do outro lado viu uma criança chorando, de uma janela percebeu uma senhora cantando uma canção melancólica, o céu ficou roxo e suas mãos eram invadidas por galhos secos.<br />
<br />
Já não sabia mais quem era, só sentia uma vontade imensa de chorar e lavar aquele universo que a cada instante entrava em profunda conexão com o seu ser.<br />
<br />
E foi assim que ela choveu.<br />
<br />
Lave a dor e a infertilidade da terra<br />
Inunde a tristeza e deságüe para bem longe da criança e da anciã.<br />
<br />
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		<title>Da falta de amor por Suzana Bins</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 12:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[DA FALTA DE AMOR por Suzana Bins “ (…) toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada. Palavra pegante, dada ou guardada, que vai rompendo rumo.” (Guimarães Rosa – Grande sertão: veredas) br> Aos poucos as coisas iam voltando a ser como antes. A mãe, agora, já não caminhava naquele vagar arrastado de velha. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DA FALTA DE AMOR<br />
por <a href="http://literaturadohms.wordpress.com/">Suzana Bins</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/0312JabiruStork01PantanalNo.jpg" rel="lightbox[13297]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/0312JabiruStork01PantanalNo-300x200.jpg" alt="" title="0312JabiruStork01PantanalNo" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-13298" /></a><br />
<br />
 “ (…) toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada. Palavra pegante, dada ou guardada, que vai rompendo rumo.”<br />
(Guimarães Rosa – Grande sertão: veredas)<br />
br><br />
Aos  poucos as coisas iam voltando a ser como antes. A mãe, agora, já não caminhava naquele vagar arrastado de velha. Ia adquirindo a mobilidade de moça,  ganhando viço. Já não se queixava de dores amiúde e conseguia dormir melhor à noite, porque, dizia ela, teu irmãozinho  já mama melhor, já dorme melhor,  as cólicas passaram.<br />
<br />
Não entendia muito bem de cólicas, só de mamar, porque via, volta e meia, o bebê mordendo o corpo da mãe com tamanha força, que chegava a fazer uns barulhos esquisitos. Ela rira-se, quando ele enfim manifestara o medo de que o pequeno poderia arrancar-lhe um pedaço. Então dissera a ele que o irmão estava apenas se alimentando, mamando, como ele também fizera um dia. Embora seu sorriso condescendente,  embora ela nunca lhe mentisse, custava-lhe acreditar que ele, um dia, fizera o mesmo naquele corpo tão adorado.<br />
<br />
A mãe já ia à cozinha e já preparava seu prato predileto. Também, em alguns dias menos quentes, já jogava milho para as galinhas. Só não tentara ainda ordenhar  a vaca. Era preciso começar aos poucos, dissera o pai. Mas já brincava mais com ele, e já lhe dava, com mais freqüência, aquele sorriso farto, generoso, que o envolvia  num calor mole de amor se derramando feito leite morno com canela.Nesses momentos, ele pensava que estava no céu. Então o nenê chorava e ela saia correndo, preocupada, mas sorrindo o mesmo sorriso amoroso que antes sorria só para ele.<br />
<br />
Leia todo o conto<br />
<br />
<span id="more-13297"></span><br />
<br />
Foi  por esse tempo, quando as coisas pareciam estar voltando ao normal, que aconteceu.  Numa das vezes em que a mãe correu ao quarto para dar de mamar ao bebê, o que se ouviu não foi  o silêncio habitual cortado pelos pequenos grunhidos do pequeno, mas  um grito alto, de pavor, interminável. Da mãe.<br />
<br />
O pai disparou para o quarto, sem nem ao menos largar o ancinho com que limpava o pátio,  seguido dele, que ia o mais rápido que suas pernas infantis permitiam. Parou à porta, estarrecido pela cena.  Correndo pelas pernas do berço, um rato, daqueles grandes, cinzas, nojentos, como dizia a mãe.  O pai  empunhou  a  ferramenta em direção ao animal, enquanto dava instruções  à mãe sobre como e em que momento tirar o menino do berço.<br />
<br />
Foi então que ele ouviu. É preciso dar um jeito nisso de vez, dissera o pai.<br />
<br />
Já não era a primeira vez que aparecia um rato. Agora, com o bebê, todo o cuidado era pouco. Precisava ir à cidade, para, como dizia, resolver uns assuntos. Aproveitaria para resolver também esse.  Quando voltou, trazia junto consigo    a  solução num pequeno pote. 	A mãe, vendo do que se tratava, perguntou:<br />
- Mas não será perigoso?<br />
Ao que o pai respondera:<br />
- Não. É a solução para todos os problemas.<br />
<br />
Daquele dia em diante, ratos deixaram de ser problema. Alguns, muito poucos, foram encontrados mortos próximos da casa, mas dentro dela, mais nenhum. Aliviados, os pais entenderam que tudo voltava ao normal, e que a felicidade, enfim, viera para ficar.<br />
<br />
Com o passar do tempo, o incidente do rato foi  sendo esquecido, mas  quanto mais distantes ficavam ─ o incidente e os ratos ─ mais as frases iam se grudando ao pensamento dele, de tal forma que, a cada dia, mais de uma vez lhe acorriam: “é preciso dar um jeito nisso de vez” “é a solução para todos os problemas”.  E lhe vinham à memória, ora nessa ordem, ora em ordem inversa, ora só uma, ora só a outra, mas de qualquer forma, nunca sozinhas: sempre associadas ao pequeno pote que o pai trouxera e que a mãe colocara no alto de uma prateleira, fora do alcance de  suas mãos, mas não de seus olhos curiosos e espertos.<br />
<br />
Quanto mais o tempo passava, mais ele acreditava que tudo voltaria a ser como antes do dia em que a mãe saíra arrastando-se ao peso de um barrigão e voltara, arrastando-se, sem ele, mas com um bebê chorão nos braços. Mas ou o tempo não andava muito rápido, ou algo estava errado, porque  as coisas não pareciam voltar ao que eram antes. A cada vez que se sentia no céu, no exato momento em que voltava a sentir como se ele e sua mãe fossem um só,  quando sentia em seu corpo o perfume dela, o calor do seu abraço,  o bebê estragava tudo. Chorava porque estava com fome. Chorava porque estava molhado. Engatinhava ─  porque agora começara a se arrastar como um lagarto pela casa ─ e chegava-se até eles, sorrindo aquele sorriso desdentado e cheio de babas que tinha o poder de distrair a mãe da perfeita unidade que havia entre eles e direcioná-la ao outro. Cada vez que terminava uma fase complicada para o bebê, outra surgia. E ele se sentia novamente abandonado. Porque, agora, o que afligia a mãe, já não era mais os ratos, nem as cólicas, mas o fato de o pequeno colocar tudo o que via na boca. E se ele engolisse alguma coisa?<br />
<br />
A cada abandono, as frases que ouvira do pai, iam cada vez mais tornando-se dele.<br />
<br />
Então, quando entendeu que nunca mais teria a mãe só para si, decidiu-se. Numa hora morta da tarde, em que o pai estava na roça e a mãe dormia a sesta, empurrou um banquinho contra  o armário onde a mãe guardara o pote em que se encerrava a solução para todos os problemas. Equilibrando-se para não cair, esticou o máximo que pode seu braço. Seus dedos tocaram o objeto e o puxaram para baixo, sem que , no entanto, conseguisse agarrá-lo. Quando caiu no chão, o coração do menino acelerou-se. Apurou o ouvido para ver se  a mãe  acordara. Nenhum barulho vinha do quarto.<br />
<br />
Lembrava-se de que o pai, depois de mexer  no pote, dissera à mãe que era preciso muito cuidado, por isso lavava tanto as mãos. Não poderia se  esquecer de fazer o mesmo depois.<br />
<br />
Colocou o pó dentro de uma vasilha velha.  Passou  o chocalho do irmão várias vezes naquele pó. Cheio de cuspe, como estava, seria ainda mais fácil que ele se grudasse ao objeto. Quando achou que já havia quantidade suficiente, deixou o chocalho na vasilha, fechou o pote, subiu no banco e recolocou-o novamente no lugar.<br />
<br />
Caminhou em direção ao bebê, que, ao ouvir-lhe os passos, virou o rosto para ele e sorriu seu sorriso babado e desdentado. Ao invés de sentir nojo ou raiva, dessa vez ele sorriu também, um sorriso de felicidade. E estendeu-lhe o chocalho.<br />
<br />
Quando o pequeno o pegou, pensou: sim, era preciso dar um jeito naquilo de vez.<br />
<br />
Suzana Bins escreve conosco todas sextas-feiras. É Casada, dois filhos: Raquel (20 anos), Rodrigo (19 anos)Formação: Letras – Habilitação português (FURG) e Mestre em Literatura da Língua Portuguesa (UFRGS). Atualmente aluna do segundo semestre do Bacharelado em Filosofia da UFRGS.<br />
Trabalha como professora de Literatura Brasileira no Centro de Ensino Pastor Dohms – Unidade Higienópolis há 23 anos.<br />
<br />
LIVROS PUBLICADOS:<br />
1. Floriano Cambará, personagem de O tempo e o vento – Editora da UFRGS, 2005<br />
2. Tempo do Homem (crônicas) – WS Editor – 2006</p>
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		<title>A prisioneira do bosque um conto de Lisa Alves em Vidráguas</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 15:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Prisioneira do Bosque – Desintegração dos Quarks por Lisa Alves Fotogragia de Juliana Botão, Arte de Lisa Alves Respire, inspire o ar Não tenha medo de se preocupar Vá, mas não me deixe Olhe em volta, escolha seu próprio chão Por muito tempo você viverá e voará alto (&#8230;) Corra, corra, coelho, corra Cave [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Prisioneira do Bosque – Desintegração dos Quarks<br />
por <a href="http://lisaallves.blogspot.com/">Lisa Alves</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/A-prisioneira-do-Bosque.jpg" rel="lightbox[13157]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/A-prisioneira-do-Bosque-300x225.jpg" alt="" title="A prisioneira do Bosque" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-13158" /></a><br />
Fotogragia de Juliana Botão, Arte de Lisa Alves<br />
<br />
<em>Respire, inspire o ar<br />
Não tenha medo de se preocupar<br />
Vá, mas não me deixe<br />
Olhe em volta, escolha seu próprio chão<br />
Por muito tempo você viverá e voará alto</em><br />
(&#8230;)<br />
<em>Corra, corra, coelho, corra<br />
Cave esse buraco, esqueça o sol<br />
E quando finalmente o trabalho estiver terminado<br />
Não vá se sentar, é hora de começar a cavar outro”</em><br />
<br />
Breathe do álbum &#8211; Darkside Of The Moon – Pink Floyd<br />
<br />
– E então, como é envelhecer? Consegue sentir a indelicadeza do tempo?<br />
<br />
– Eu não posso falar com você, estou em uma fase racional!<br />
<br />
– A sua ingenuidade continua permanente.<br />
<br />
As duas se entreolharam, uma estava diferente a outra permanecia da mesma forma. Trocaram sorrisos, embora aquela que um dia fora uma menina, tendia a desconfiar da realidade daquele momento. Passaram-se anos e desde o último contato com Perséfone nunca mais havia compartilhado o mesmo espaço com a deusa.<br />
<br />
– Sua vida mudou muito?<br />
<br />
– O suficiente para que eu exija que você saia pelo buraco que entrou.<br />
<br />
– Você sabe que as coisas não funcionam assim. Só apareço quando a sua mente vibra em desconexão com isso que chamam de realidade.<br />
<br />
– Sinceramente, está tudo tranqüilo por aqui! Minha existência não é mais uma busca interminável por vida.<br />
<br />
– Estou preocupada! Naquele tempo, você assistiu duas versões de sua vida. Mas a transição entre os dois tempos foi deixada livre para você viver. Justamente a parte mais complicada, conflitante e decisiva.<br />
<br />
Leia todo o conto aqui ou no blog de<a href="http://lisaallves.blogspot.com/"> Lisa Alves</a>,alguém que amo ler e compartilhar<br />
<br />
<span id="more-13157"></span><br />
<br />
– Olha só, está história de “Alice no País das Maravilhas” e depois “através do Espelho” já está bem batida, não acha? Eu não vou entrar nesse jogo novamente, não confio em você! Dá última vez, fiquei a ver navios interrompidos por uma tempestade de areia.<br />
<br />
– Da última vez, você era um espírito apaixonado pelo novo. Mas agora, vai ser diferente. Prometo! Pense, bem! Você despertou Eros dentro de si e despertá-lo impede qualquer interrupção de sentimentos vazios.<br />
<br />
– Cale a boca! Você não existe!<br />
<br />
– O que é real, querida? Pixels, quarks, vetores, lembranças? A sua carne que um dia virará pó? Esse satélite “natural ” que chamam de Lua e que provavelmente filma você, seu vizinho e sua tia?<br />
<br />
Uma canção preencheu o quarto e desintegrou aquela que um dia fora uma menina:<br />
<br />
O olho que vê quase nunca enxerga<br />
Dentro da perna, poeira de eras<br />
Dentro do coração, dentes de sabre<br />
<br />
Dancem todos a dança das feras<br />
Explodam e durmam na alquimia das armas<br />
Leve a menina para o Bosque dos Mistérios<br />
<br />
E desperte sua mente para uma nova jornada.<br />
<br />
(continua em breve)<br />
<br />
A Prisioneira do Bosque faz parte de uma saga psicódelica que Lisa escreveu em 2007. Publicava um capítulo por semana &#8230; e segundo ela continuará, eba!!</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Em Vidráguas, Uma mãe no divã por Adriane Lima</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/23/em-vidraguas-uma-mae-no-diva-por-adriane-lima/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 14:13:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma mãe no divã por Adriane Lima* &#8220;Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mãe no divã<br />
por <a href="http://aasaocultadaborboleta.blogspot.com/">Adriane Lima</a>*<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/0.jpg" rel="lightbox[12923]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/0-300x225.jpg" alt="" title="0" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-12924" /></a><br />
<br />
&#8220;Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre, mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.<br />
&#8220;Só horas depois veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar&#8221;.<br />
Clarice Lispector<br />
<br /> <br />
Nós vivemos dentro de um grande conto de fadas, do qual ninguém faz realmente idéia,ou nós saimos deles  mais meninas do que mulheres, ou&#8230;<br />
Ou hoje em dia teremos todos que entender que a vida é feita de leituras e releituras de nós mesmos.<br />
<br />
Afinal nossas mães nos contaram sempre sobre príncipes,fadas,carruagens,finais felizes que queira ou não vivemos na expectativa do sempre sonhado : &#8220;The End&#8221;.<br />
Mas hoje me peguei  repensando em todos os contos de fada que assisti com minha filha,ou contava a ela nos livros até ela pegar no sono,ou eu que às vezes pegava no sono primeiro&#8230;o que eles refletem em nós???<br />
<br />
Sempre vai existir a menina que cresceu e virou mulher e deseja amar, ser amada, vencer as dificuldades e depois ter o final feliz que tanto nos fizeram acreditar.<br />
<br />
Leiam todo o conto-crônica<br />
<span id="more-12923"></span><br />
<br />
Mas hoje&#8230;pensei em cada conto de fadas e o papel das mães dentro deles e acabei me assutando com o que me lembrei&#8230;.<br />
<br />
Pobres mães onde estavam , que nunca ajudavam as filhas?<br />
<br />
Na maioria dos contos as pobrezinhas só tem madrastas,fadas e principes para salva-las mas, nunca uma mãe.<br />
<br />
Bem, Chapéuzinho Vermelho tinha uma mãe&#8230; porém, malvada que lhe mandou levar doces para a vovó em um floresta que ela sabia haver um lobo-mau.<br />
<br />
Meu Deus,que mãe cruel !!<br />
<br />
Se bem que, me lembro dela ter desobedecido a mãe e ter pego outro caminho indicado pelo lobo&#8230;isso que dá não ouvir a mãe!!!<br />
<br />
Embora ninguém pare para se perguntar isso,ao se lembrar da história e sim que, ainda bem que no final apareceu a figura masculina de um caçador que salvou Chapéuzinho Vermelho de todos os males.<br />
<br />
Viram?!!Não foi a mãe que a salvou!!<br />
<br />
Outra coitada foi a Branca de Neve,sua beleza era cobiçada por uma madrasta&#8230;quem mandou o pai se casar de novo, aqui então o papel da bruxa é literalmente a da má &#8230;drasta que embora tenha lhe dado uma maça envenenada, no final o príncipe a salvou da morte eterna com um beijo ardente,quebrando o feitiço.<br />
Ah, sim , os príncipes sempre salvam as donzelas indefesas,as acham lindas e como todo namorado vivem as cumplicidades do amor eterno.<br />
<br />
Saindo um pouco das princesas vamos lembrar do Patinho Feio&#8230;<br />
<br />
Ah, meu Deus que mãe que troca um ovo,não reconhece o filho e faz o coitado sofrer amargamente em sua auto-estima,as rejeições da vida.<br />
<br />
Realmente uma mãe assim ninguém merece!!<br />
Ainda bem que ele vira um cisne e passa por cima do sofrimento emocional da infância onde fôra rejeitado, se fosse nos dias atuais poderíamos dizer que ele até sofreu &#8220;bullying&#8221;, já que todos os animais riam dele!!!<br />
<br />
Estou ficando com medo de já ter lido todas esses contos aos meus filhos, eu, uma mãe&#8230;que exemplo!!<br />
Ai então fui me lembrando de outras histórias e foi ai que fui mesmo ao fundo do poço em meu papel materno.<br />
<br />
Cinderela também não tinha mãe e tinha que trabalhar feito louca para satisfazer duas &#8220;meio-irmãs&#8221; e uma: má..drasta!!<br />
<br />
Lá vamos nós de novo, lembrar que o &#8220;príncipe &#8221; a amou assim que a viu&#8230;tipíco amor a primeira vista ,entre vais e vens da vida,entre sapatinhos de cristal, tiveram um final feliz!!<br />
<br />
E Rapunzel então&#8230;presa numa torre pelos seus pais!!!<br />
Ah, acho que realmente a família nos contos de fadas nunca foram bem vistas.<br />
Se bem que,ela só ficou presa na torre a espera de seu príncipe porque foi a  saída de seus pais para acabar com o feitiço da bruxa.<br />
<br />
Mas ai parei e me lembrei: a bruxa só pôs esse feitiço na menina, porque a sua mãe quando estava grávida quis comer um suculento fruto de seu jardim.<br />
Não podia ter ficado sem ter desejo essa mãe mas, não&#8230;fez o marido ir buscar o fruto e com isso a pobre filha quando nasceu foi entregue a bruxa.<br />
<br />
Não falei&#8230;estou pensando seriamente em nunca mais contar contos de fadas aos meus &#8220;futuros &#8221; netos, quem sabe lá as mães sejam no inconsciente mais bem vistas,e assim não tenhamos essa imagem de que só os príncipes salvam.<br />
<br />
É , acho que estou começando a entender o porque do divã depois dos 40&#8230;apesar dos pesares, hoje refazendo toda essa leitura quero me rever e ler um pouco Cazuza: &#8220;Só as mães são felizes&#8221;&#8230;<br />
Não,não, melhor não,chega de literatura por hoje,vou me deitar sem ler nada!!!!<br />
<br /> <br />
*Adriane Lima, é poeta, escritora, que leio muito e também escreve conosco os <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/mormentos-poemas-enredados/">Poemas EnRedados Vidráguas</a>, está junto no grupo de <a href="https://www.facebook.com/groups/169339666456388/">Poesia Vidráguas no Facebook</a> e escreve diariamente em seu blog <a href="http://aasaocultadaborboleta.blogspot.com/">A Asa Oculta da Borboleta</a>, cheguem lá&#8230;<br />
<br />
Créditos da imagem:http://blog.opovo.com.br/duvidasnodiva/clarice-lispector-voz-de-david-duarte/</p>
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		<title>Comentários &#8230;.</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 21:01:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Psiu! Entro para dizer aos amigos, que entro, leio seus blogues, de todos que aqui estão nos Rol de Leituras Vidráguas, mas estou com problemas pra deixar comentários, acusa um erro de sistema que logo deve estar sendo resolvido pela pessoa encarregada do Site. Beijos, boa semana e seguimos lendo, trocando e assim, que aparecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/comentários.png" rel="lightbox[12896]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/comentários-300x199.png" alt="" title="comentários" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-12897" /></a><br />
<br />
Psiu! Entro para dizer aos amigos, que entro, leio seus blogues, de todos que aqui estão nos Rol de Leituras Vidráguas, mas estou com problemas pra deixar comentários, acusa um erro de sistema que logo deve estar sendo resolvido pela pessoa encarregada do Site.<br />
<br />
Beijos, boa semana e seguimos lendo, trocando e assim, que aparecer o erro a ser consertando, eu volto a deixar meu rastros de leitura em comentários&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto</p>
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		<title>Por uma vez, um conto Anáguas de Renato Araújo</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 17:44:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por uma vez por Renato Araújo* Fotografia de Guy Bourdin Outros que digam: sexo é tudo, para mim ele foi nada. Assim como os dias de tensão por ter de lutar contra um desejo indesejável. Sei que no final das contas quem decide mesmo se uma relação vai ter êxito é a mulher, e assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por uma vez<br />
por <a href="http://www.poetaraujo.com/">Renato Araújo</a>*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guy-bourdin-321.jpg" rel="lightbox[12541]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guy-bourdin-321-300x205.jpg" alt="" title="guy-bourdin-32" width="300" height="205" class="alignnone size-medium wp-image-12542" /></a><br />
Fotografia de Guy Bourdin<br />
<br />
Outros que digam: sexo é tudo, para mim ele foi nada. Assim como os dias de tensão por ter de lutar contra um desejo indesejável. Sei que no final das contas quem decide mesmo se uma relação vai ter êxito é a mulher, e assim como elas começam, elas sabem muito bem terminar. Sinto-me indefeso perto de certas mulheres, elas me fazem perceber o quão garoto ainda sou. Isso me assusta…<br />
<br />
 O som estridente do despertador me rompeu o sono, mau acordo e a vontade de continuar dormindo não saia de meu corpo. A cama toda bagunçada demonstrava meu intempestivo descansar. Alguns minutos a mais eu pedia, mas meu celular chamava, e a voz do outro lado dizia que estava atrasado, novamente. Na corrida, dentes, cabelos, uniforme, tudo assim, sem nem pensar. Coloquei-me para fora, o trabalho me aguardara.<br />
<br />
O fervor da multidão passa ao longe, fiquei feliz por estar onde estava. Enquanto isso, liquidavam com a cultura do lado de fora. E cá dentro, nós fazíamos a nossa contracultura. Sou um poeta, de versos claros e mensagem simples, mas não espero honrarias por causa disso. A minha frente, hordas de literatos com suas pompas e estrelismos. E porque não seriam assim, são nobres Poetas. Junta-se meia dúzia desses falastrões e não se tem uma única alma. Pobre poesia, olhais que vos representa.<br />
<br />
Leia todo o conto escrito ao Anáguas<br />
<span id="more-12541"></span><br />
<br />
A nobreza não me guardava, era um reles serviçal, disposto a servir os ilustres artistas. Checava o som, a temperatura, a água, o café, tudo para lhes agradar. E nas horas vagas fazia troça das almas as que eu tinha de me subordinar. Mas  estava onde queria estar, do outro lado do pano. É assim que se começa, com humildade e ambição. Olhava atentamente para os representantes da nossa cultura. Suas palavras e suas atitudes. Nada fugia do meu estudo. Não quero ser como eles.<br />
<br />
Nessa atmosfera pairava uma atração das mais descabidas, ela não sabia, mas estava a lhe cativar aos poucos, cada dia mais e mais. Hora era um sorriso, hora uma carona para casa. Fazia de tudo para me manter perto dela, mesmo sem ter a mínima noção se ela me notara. Sua beleza destoava, conquistar-lhe passou a ser meu desafio. A arte do galanteio é sutil, está longe na superficial paquera. Esconde-se o que quer, para que ela tenha de descobrir.<br />
<br />
Todas as tardes pareciam ser o mesmo dia, hora vinha uma figura falando poemas em alemão que tornava a espera mais divertida. Só então, nas noites nos reuníamos na mesa de bar. Cada noite era única, em alguns momentos eu nem estava lá, mas em outras eu estava ao lado dela. Sem deixar claro nossas pernas se tocavam sutilmente por debaixo da mesa, como se fosse algum inconveniente pela falta de espaço. Mas o intuito era definido.<br />
<br />
As semanas se passavam e percebia a mudança nos olhares. Meu trabalho se acabara, em romaria nos despedimos de todos com a promessa de ano que vem voltar. Eu não sabia que estaria mentindo a essa altura. Passei dias sem vê-la, a distância só aumentava meu desejo. E quando achara que tudo havia tido um fim é que enfim tudo começara. Lembro-me de chegar acanhado, como quem não sabe o que está fazendo. Ela me consola, como se tivesse vontade de me pegar no colo.<br />
<br />
Vou-me embora com a certeza de ter deixado de lado a vontade de possuí-la. Ao chegar em casa o vazio dela me consumia, o computador ligado me chamava, e ela surgiu na minha tela. Então sem mais pudor lhe disse que a desejava e a queria desde a primeira vez que a vi. Seu silêncio não durou muito, e ela me queria também. As arestas para concretizar essa união eram afiadas. Não me afeiçôo por mulheres descomplicadas, essa é minha sina.<br />
<br />
Tentamos nos dissuadir, aceitamos nosso desejo assim como a impossibilidade de concretizá-lo. Mas o destino não permitiu um não como resposta. A passos lentos me aproximei de meu tradicional bar e ao entrar a encontrei sozinha, sentada tomando uma cerveja. Não havia como fugir mais, fora inevitável o que nos acontecera naquela noite. Ao sairmos do bar não suportamos  e nos beijamos ali na esquina. Ela esperava que o beijo não encaixasse e assim tudo se acabaria ali, mas não fora isso que aconteceu.<br />
<br />
Entrando no táxi senti suas mãos em meu corpo, seu desejo era carnal, e mesmo dizendo que só iria ficar uns minutos, sabia que de minha casa não sairia tão cedo. Entramos amigos, fomos amantes, e acabamos rumando para virar história. Não sabia o preço que aquela noite iria me custar. Foram minutos de prazer, de dor, lamentos e consolos que ficaram marcados em minha memória como algo a se arrepender.<br />
<br />
Ah! Essas mulheres me fazem agir como um garoto. Pedi para ela voltar a me ver, mas ela só fugia. Insisti e aprendi o que se consegue quando se vai contra uma mulher decidida. Agora entendo suas palavras ao dizer que nossa noite juntos não fora nada. Realmente, se aquela noite não tivesse acontecido seriamos amigos até hoje. E comparado a ter uma amiga como ela uma noite de sexo não é nada realmente.<br />
<br />
* <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/22/aquela-noite-um-conto-anaguas-de-renato-araujo-ao-vidraguas/">Renato</a> escreve conosco ao Projeto Anáguas todos os sábados.</p>
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		<title>No meio do caminho, um quase-conto de Suzana Bins</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 16:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No meio do caminho por Suzana Bins* “no meio do caminho tinha uma pedra Nunca me esquecerei desse acontecimento Na vida de minhas retinas tão fatigadas.” (Carlos Drummond de Andrade) No dia em que a dor entrou pelos olhos da mãe, eles passaram a ausentar-se de ver . Mas isso não aconteceu de imediato, num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No meio do caminho<br />
por <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/21/tempestade-uma-cronica-de-suzana-bins-e-uma-dica-a-mais-a-tempestade-shakespeare/">Suzana Bins</a>*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/pedra.jpg" rel="lightbox[12526]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/pedra-300x246.jpg" alt="" title="pedra" width="300" height="246" class="alignnone size-medium wp-image-12527" /></a><br />
<br />
“no meio do caminho tinha  uma pedra<br />
                        Nunca me esquecerei desse acontecimento<br />
                        Na vida de minhas retinas tão fatigadas.”<br />
                        (Carlos Drummond de Andrade)<br />
<br />
No dia em  que a dor entrou pelos olhos da mãe,  eles passaram  a ausentar-se de ver . Mas isso não aconteceu de imediato, num de repente.  Foi no imperceptível do tempo. Primeiro,  a vida  se liquefez, escoando por eles, até não sobrar mais  nenhuma gota. Depois, quando  todos acharam que ela já expiara  até o impensável, passou a pousar os olhos distraidamente sobre as coisas, como se tivesse receio de as tocar. E quanto menos se demorava sobre cada uma, mais depressa se encaminhava para outra. E esse movimento de desencontro, tirando a direção de seu olhar, foi desviando o curso de sua vida. Até que passou a esconder-se   na cegueira. Ela dera stop na cena dolorosa, única imagem que seus olhos viam, cristalizando o passado, agora para sempre presente.<br />
<br />
Coração e olhos numa parceria, falavam a mesma linguagem. Na opacidade dos olhos,  o reflexo  de um coração  que fechara portas e janelas e apagara  a luz. Cúmplice, num mesmo sentir, emudeceu-se a voz, e a vida passou a ser uma canção de uma nota só.<br />
<br />
Leia todo o Quase-Conto<br />
<br />
<span id="more-12526"></span><br />
<br />
Encerrou-se a mãe em seu mundo de dor e, por mais que Leo tentasse, nunca ficara sabendo exatamente o que se passara. Mas sabia o que a mãe vira. Ela apenas presenciara desavisadamente o que ele há muito pouco  comprovara e não tivera tempo para lhe contar. Ou coragem. Ou os dois. Não importa. Que diferença faria agora?<br />
<br />
O  irmão fora preso. Mas isso ainda não era a dor. A dor era o antes. A dor era a pedra. A dor era aquele outro que tomava conta do seu irmão como uma possessão quando ele se apoderava da pedra. Ou quando a pedra se apoderava dele, transtornando-o. Quebrando-o.<br />
<br />
A mãe quebrara-se junto. E agora estava sozinha, no seu  mundo escuro.Passou a fechar todas as janelas. Primeiro as de seu pequeno quarto. Depois a da peça que servia como sala e cozinha. E viveu a noite eterna a que a pedra havia condenado seu filho.<br />
<br />
Até o dia em que  ela acordou como se nada tivesse acontecido. Sorria. Vestiu sua melhor roupa, cantarolava. Ele animou-se: a mãe estava de volta. Foi fazer um café para ela  e, quando chegou com a caneca fumegante, encontrou-a na cama do irmão, embalando um bichinho de pano, cantando cantigas de ninar. Então compreendeu: sua mãe havia se ido. Para sempre.<br />
<br />
Quando a sirene da ambulância já quase não mais se ouvia, foi abrindo lentamente as janelas. Já não fazia sentido ficarem fechadas, embora o sol – sabia &#8211; nunca mais fosse entrar por elas.<br />
<br />
*Suzana Borges da Fonseca Bins<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/09/30/%e2%80%9c-a-arte-e-a-presenca-do-transcendente-no-mundo-porque-a-gente-nao-entende-a-gente-escreve/">Suzana Borges da Fonseca Bins</a>, escreve todas as sexta-feiras aqui em Vidráguas, um prazer contarmos com esta artesã da palavra, que tece crônicas, que tece contos, que tem em suas mãos linhas de muitas leituras e Poética!!</p>
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		<title>Tempestade uma crônica de Suzana Bins e uma dica a mais&#8230;a tempestade shakespeare</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/21/tempestade-uma-cronica-de-suzana-bins-e-uma-dica-a-mais-a-tempestade-shakespeare/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 17:50:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TEMPESTADE por Suzana Bins A noite já vai alta e Alcebíades não consegue dormir O calor insuportável do verão o sufoca. Não sabe dizer há quanto tempo está acordado. O ventilador, o ronco de seus dois irmãos menores, que se comprimem na cama que dividem, e o acontecimento do dia que findara o atordoam. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEMPESTADE<br />
por <a href=" http://literaturadohms.wordpress.com/ ">Suzana Bins</a><br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/1131.jpg" rel="lightbox[12197]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/1131.jpg" alt="" title="113" width="200" height="266" class="alignnone size-full wp-image-12198" /></a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/tempestade.jpg" rel="lightbox[12197]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/tempestade.jpg" alt="" title="tempestade" width="178" height="294" class="alignnone size-full wp-image-12199" /></a><br />
<br />
A noite já vai alta e Alcebíades não consegue dormir O calor insuportável do verão o sufoca. Não sabe dizer há quanto tempo está acordado. O ventilador, o ronco de seus dois irmãos menores, que se comprimem na cama<br />
que dividem, e o acontecimento do dia que findara o atordoam. E o sufocam.Mais que o calor da noite.<br />
<br />
Sente a noite pesada. Sabe: uma tempestade está a caminho.Pressente-a no cheiro de madeira, no barulho mais nítido dos pequenos animais noturnos e na opressão daquela temperatura insuportável, que lhe deixou durante todo o dia com a sensação de ter sobre os ombros um peso nunca antes experimentado a sensação de ter sobre os ombros um peso ato é que está cansado.<br />
<br />
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Sente-se velho aos dezessete anos. Nem o sorriso  de Amália,prometendo refresco de chuva mansa,  no ponto<br />
de ônibus, lhe trouxera a alegria de ser quem era: o Alcebíades,o Cessé, um metro e oitenta de puro charme, pele morena, cabelos encaracolados, olhos escuros, perigosamente escuros, e uma discreta cicatriz no canto direito da boca – lembrança de uma queda na infância – e que nele, ao invés de o enfeiar,fazia toda a diferença. Ao menos, era o que Amália lhe dissera havia poucos dias, na festa do centro comunitário.<br />
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A sensação de peso o oprime o oprime cada vez mais. O suor escorre por seu rosto, percebe que seu coração bate mais apressadamente e tem a sensação de que a respiração está faltando. Quer chorar, mas não consegue.<br />
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Negrinha ainda grita em seus ouvidos. E aqueles gritos lancinantes, de sofrimento infinito, despedaçam-lhe a alma. Dói-lhe o incompreensível da dor.Dói-lhe a clareza da  profundidade da dor  de sua cadela, tão mansa, tão amiga.Dói-lhe o desespero de nada ter podido fazer. Seus olhos estão impregnados<br />
dos movimentos do corpo dela, de repente tão pequeno e frágil ante o tamanho da monstruosidade. E. por mais que os feche, só consegue enxergar o carro acelerando cada vez mais, arrastando pela rua o corpo da cachorra.O corpo sendo arrastado, sua amiga chamando por ele, pedindo socorro, ele correndo<br />
atrás do carro, gritando, pedindo socorro, e seu coração se dilacerando à medida que nela a vida se dilacerava.<br />
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Levanta-se e corre à janela. Sem fazer barulho, abre-a e debruça-se para fora, narinas abertas, em busca do ar  que lhe falta. Olha para o céu e percebe,na ausência da lua, que a tempestade não tarda. Será das grandes, pressente.E se prepara para o momento em que a natureza e ele, finalmente, se deixarão esvair do que não mais suportam carregar e desaguarão sua fúria na terra que pela água espera, sem saber &#8211; desprevenida &#8211; da lama em que se há de converter.<br />
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*Suzana Borges da Fonseca Bins</p>
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		<title>Comunhão um Conto Anáguas em Vidráguas</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 23:08:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Psiu! Estamos seguindo nosso Projeto Anáguas, falando com Eros em Arte, e sem temer nos desnudarmos em palavras seguimos, o site segue em construção (www.vidraguas.com.br), mas logo definitivamente linkado aqui em Vidráguas. E é com alegria que chegou Renato Araújo, para escrever conosco. Assim, ampliamos o time. Lou Albergaria às terças-feiras, Rodrigo Rios de Lucas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu! Estamos seguindo nosso Projeto Anáguas, falando com Eros em Arte, e sem temer nos desnudarmos em palavras seguimos, o site segue em construção (<a href="www.vidraguas.com.br">www.vidraguas.com.br</a>), mas logo definitivamente linkado aqui em Vidráguas. E é com alegria que chegou Renato Araújo, para escrever conosco. Assim, ampliamos o time. Lou Albergaria às terças-feiras, Rodrigo Rios de Lucas às quintas, Renato aos sábados e eu nos intermeios, então que venham mais autores&#8230;<br />
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Beijos e gracias a todos que nos leem, curtem, compartilham e ampliam o horizonte de nosso poemar diário.<br />
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Comunhão<br />
por Renato Araújo*<br />
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<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/logos24.jpg" rel="lightbox[11927]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/logos24-300x39.jpg" alt="" title="logos2" width="300" height="39" class="alignnone size-medium wp-image-11929" /></a><br />
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O dia lá fora mostrava todo o vigor de uma primavera recém nascida. Dentro da casa a beira mar ele estava deitado na sala a escutar música, no aguardo de sua amada. Um rapaz de 27 anos, apaixonado. Ansiando pelo momento de se encontrar com a mulher que transformou sua vida. Antes dela seu alento era vazio, inexistia um bom motivo para se estar vivo. Ele apenas passava os dias, sem sentido. Até que ele percebeu como fora valiosa a experiência que passara ao lado dela anos atrás. Se ele pudesse ter aquele sentimento novamente, a vida valeria a pena.<br />
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Naquela tarde, no início de outubro, em pleno florescer da vida, seu anseio parecia ser atendido. A mulher que tanto significava para ele estava se encaminhando para seu encontro. Ele tentava esconder sua ansiedade, mas a excitação era maior que seu domínio. Ela não era uma mulher qualquer. Era o que seu coração lhe dizia. Os olhos dele viam mais que o belo sorriso da amada. Ele via através do olhar algo que nunca encontrará em sua vida. Uma mulher Linda, única. Apesar dos enlevos da paixão ele sabia que havia nela algo profundamente especial. A passagem dela em sua vida não era em vão.<br />
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O vento trepida as janelas acordando o rapaz de seus devaneios amorosos. De súbito lhe toma uma sensação prazerosa. É ela que abre o portão. Ele se levanta e a admira pela janela. Linda, baixa estatura, morena de cabelos lisos. O que mais lhe fascina é seu olhar. Quando ele lhe abre a porta, os seus corpos se encontram em um longo abraço, é magnético. O aroma dela o inebria. Tem a nítida impressão de estar em um sonho. Logo que os peitos se afastam, as bocas se encontram. E em um beijo expressão seus melhores sentimentos um pelo outro. Ela pede licença e entra.<br />
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Leia todo conto erótico<br />
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Ele aumenta o volume da música, pois quer levá-la ao terraço, para tomarem seu mate olhando o mar. Os dois sentam-se num colchão e ela se serve o primeiro mate. Ele suspira. Ela abre um sorriso contagiante. Ambos estão contentes por estarem juntos naquele momento. Como a mesma simplicidade com que a água é servia e o mate sorvido, o casal compartilha seus sentimentos e pensamentos. Os carinhos são gratuitos. Ele adora sentir sua mão deslizar sobre o corpo da amada. A cada encontro de suas bocas, a intensidade aumenta. A brincar com sua língua ele a provoca lambendo os cantos de sua boca. Dando-lhe mordidas em seus lábios. Deixando-a excitada.<br />
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O calor dos corpos se elavam. Ela lhe fita nos olhos e diz: – Vamos para o quarto! – Abraçado eles descem as escadas. Ambos em ardente desejo deitam-se na cama e trocam carícias ternas e ao mesmo tempo lascivas. Um antigo blues toca ao fundo. E nesse ritmo eles se despem. O rapaz fica maravilhado ao ver a perfeição do corpo dessa mulher. Se fosse talhada por um artista não seria tão linda. Ele envolve com a mão o seio dela e o comprime levemente, até tocar com as pontas dos dedos seu mamilo. Ele beija seu pescoço e vai vagarosamente se direcionando para o ouvido. Com os lábios semi serrados ela sussurra para ela:<br />
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“Poderei eu andar dias e noites<br />
  sob o sol ou o céu estrelado<br />
  que beleza igual a tua não encontrarei.<br />
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  És Linda,terna e sensual<br />
  e de tua alma colho o fruto<br />
  de nossa comunhão<br />
  e em teu corpo ardo<br />
  e o faço arder.”<br />
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Um arrepio toma conta dela e um gemido de prazer brota de seu corpo. Ele deseja possuí-la tanto quanto ela. Fundir-se em uma comunhão ao mesmo tempo terna e libidinosa. O sagrado e o profano se encontram nesse momento. As delícias do prazer são guiadas pelo fogo do amor. Ele beija o corpo da mulher como se estivesse doando uma oferenda a uma Deusa. Suavemente ele aproxima sua boca do seio dela, dando-lhe beijos e com a ponta da língua massageando o mamilo. Até que se atém a chupá-los com intensidade e carinho. O prazer é de ambos.<br />
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Ele ergue o olhar para o rosto dela e percebe o quanto a agrada. Isso lhe deixa mais excitado. Ele para, ela lhe olha, e abre um sorriso. Suas bocas se completam. A troca de carícias é intensa. Ele desliza a mão sobre o ventre dela alcançando sua mais profunda intimidade. Ela está quente e úmida. Seus dedos lhe penetram, e a acariciam por dentro. Com os dedos molhados ele vai de encontro ao seu clitóris e o massageia com vigor. O corpo dela responde prontamente. A respiração dela se acelera, a pele se arrepia e as mãos apertam fortemente os braços dele.<br />
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Ela nesse momento, lambe seus dedos e vai com sua mão ao encontro do pênis dele. Enquanto o rapaz toca-lhe, ela o retribui intensamente. O corpo dela pede mais, ele percebe o recado. Ele vai com sua boca de encontro ao interior das coxas dela. Dando-lhes leves mordidas e beijos intensos. Até chegar ao seus lábios íntimos, lambendo-os e os chupando. Depois, seu clitóris é o foco da língua dele. A língua vai infligindo alguns golpes, uns leves outro mais duros. Ela geme e contrai sua pélvis.<br />
Ele só descansa quando a faz gozar em sua boca. Todo o corpo dela se contrai e treme. Ele a chupa um pouco mais e vai de encontro ao seus ternos braços. Ficam assim por alguns momentos. Ela busca com a boca o pênis dele, e suavemente o lambe. Deixando-o tão excitado que suas mãos agarram-na com força. Seus corpos estão ardendo. Ela cessa. E deita-se em cima dele. Seu pênis a penetra com vigor. Ambos experimentam sensações fabulosas. O ritmo aumenta, o suor escorre por seus corpos nus. Eles se sentem um só.<br />
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Após horas de intenso prazer, com o físico já demonstrando cansaço, ela alterna o ritmo da penetração de forma caótica, atingindo um gozo que lhe faz tremer e se contrair toda. Ele ao mesmo tempo atinge o ápice do prazer e goza junto com ela. Para ela o sorriso é o que mais lhe agrada nele. É puro e inocente, e ao mesmo tempo lhe provoca intensamente. E por alguns minutos eles ficam em silêncio, esfregando-se as mãos. Aos poucos o misticismo vai se dissipando, e ele percebe que logo ela vai embora.<br />
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Como ele gostaria de dormir essa noite ao seu lado. Juntos abraçados, com os corpos colados. Ouvir sobre sua vida, compartilhar mais alguns momentos. Mas ele teme em pedir isso a ela. Sabe o quanto ela também quer, mas sente que ela não pode. A música acaba. Eles se vestem, e vão ver o mar do terraço. O ventou aumentou, e ele a abraça fortemente para abrandar o frio. Ela lhe olha e diz: – Tenho que ir daqui a pouco – . Com um sorriso ele lhe pede para ficar essa noite. Ela se vira, fita o horizonte e fica a pensar como seria bom&#8230;<br />
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O autor:<br />
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Renato Araújo nasceu no dia 17 de setembro do ano de 1984 na cidade de Porto Alegre. Sua relação com a literatura é tardia, apenas aos 19 anos ele inicia sua aventura na poesia. Por influência das letras de Vinicius de Moraes começa sua exploração pela senda da poesia amorosa. Com o passar dos anos, sua experiência com Eros se torna cada vez mais intensa e ele parte para a composição de poemas eróticos.<br />
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Hoje Renato tem um livro publicado, intitulado <a href="http://www.aquarolibooks.com.br/livros/autor/753/renato-araujo/">Até os felizes sofrem</a>, onde ele expõem seus poemas e pensamentos sobre a sua percepção de mundo. Em sua face de contista, o autor apresenta uma versão romântica do erotismo. Nessa sua forma de expressão Renato busca conciliar o enlevo amoroso da paixão romântica com o ardor lascivo do erotismo. Essa é sua estética.<br />
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Na ânsia de expor sua perspectiva de Eros o autor vem com muito prazer fazer parte do Projeto Anáguas. Ele agradece o convite da escritora Carmen Presotto, que lhe faz sentir muito honrado. Renato espera poder contribuir cada vez mais para a erotização da poesia e da poetização do erotismo.<br />
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leiam mais poemas e mais informações no site do autor:<br />
<a href="http://www.poetaraujo.com/">http://www.poetaraujo.com/</a></p>
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