Archive for the ‘Quase_Conto’ Category

Comentários ….



Psiu! Entro para dizer aos amigos, que entro, leio seus blogues, de todos que aqui estão nos Rol de Leituras Vidráguas, mas estou com problemas pra deixar comentários, acusa um erro de sistema que logo deve estar sendo resolvido pela pessoa encarregada do Site.

Beijos, boa semana e seguimos lendo, trocando e assim, que aparecer o erro a ser consertando, eu volto a deixar meu rastros de leitura em comentários…

Carmen Silvia Presotto

Por uma vez, um conto Anáguas de Renato Araújo

Por uma vez
por Renato Araújo*


Fotografia de Guy Bourdin

Outros que digam: sexo é tudo, para mim ele foi nada. Assim como os dias de tensão por ter de lutar contra um desejo indesejável. Sei que no final das contas quem decide mesmo se uma relação vai ter êxito é a mulher, e assim como elas começam, elas sabem muito bem terminar. Sinto-me indefeso perto de certas mulheres, elas me fazem perceber o quão garoto ainda sou. Isso me assusta…

O som estridente do despertador me rompeu o sono, mau acordo e a vontade de continuar dormindo não saia de meu corpo. A cama toda bagunçada demonstrava meu intempestivo descansar. Alguns minutos a mais eu pedia, mas meu celular chamava, e a voz do outro lado dizia que estava atrasado, novamente. Na corrida, dentes, cabelos, uniforme, tudo assim, sem nem pensar. Coloquei-me para fora, o trabalho me aguardara.

O fervor da multidão passa ao longe, fiquei feliz por estar onde estava. Enquanto isso, liquidavam com a cultura do lado de fora. E cá dentro, nós fazíamos a nossa contracultura. Sou um poeta, de versos claros e mensagem simples, mas não espero honrarias por causa disso. A minha frente, hordas de literatos com suas pompas e estrelismos. E porque não seriam assim, são nobres Poetas. Junta-se meia dúzia desses falastrões e não se tem uma única alma. Pobre poesia, olhais que vos representa.

Leia todo o conto escrito ao Anáguas
Read more »

No meio do caminho, um quase-conto de Suzana Bins

No meio do caminho
por Suzana Bins*



“no meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.”
(Carlos Drummond de Andrade)

No dia em que a dor entrou pelos olhos da mãe, eles passaram a ausentar-se de ver . Mas isso não aconteceu de imediato, num de repente. Foi no imperceptível do tempo. Primeiro, a vida se liquefez, escoando por eles, até não sobrar mais nenhuma gota. Depois, quando todos acharam que ela já expiara até o impensável, passou a pousar os olhos distraidamente sobre as coisas, como se tivesse receio de as tocar. E quanto menos se demorava sobre cada uma, mais depressa se encaminhava para outra. E esse movimento de desencontro, tirando a direção de seu olhar, foi desviando o curso de sua vida. Até que passou a esconder-se na cegueira. Ela dera stop na cena dolorosa, única imagem que seus olhos viam, cristalizando o passado, agora para sempre presente.

Coração e olhos numa parceria, falavam a mesma linguagem. Na opacidade dos olhos, o reflexo de um coração que fechara portas e janelas e apagara a luz. Cúmplice, num mesmo sentir, emudeceu-se a voz, e a vida passou a ser uma canção de uma nota só.

Leia todo o Quase-Conto

Read more »

Tempestade uma crônica de Suzana Bins e uma dica a mais…a tempestade shakespeare

TEMPESTADE
por Suzana Bins




A noite já vai alta e Alcebíades não consegue dormir O calor insuportável do verão o sufoca. Não sabe dizer há quanto tempo está acordado. O ventilador, o ronco de seus dois irmãos menores, que se comprimem na cama
que dividem, e o acontecimento do dia que findara o atordoam. E o sufocam.Mais que o calor da noite.

Sente a noite pesada. Sabe: uma tempestade está a caminho.Pressente-a no cheiro de madeira, no barulho mais nítido dos pequenos animais noturnos e na opressão daquela temperatura insuportável, que lhe deixou durante todo o dia com a sensação de ter sobre os ombros um peso nunca antes experimentado a sensação de ter sobre os ombros um peso ato é que está cansado.

Leia toda a crônica e para saber mais da autora clica aqui

Read more »

Comunhão um Conto Anáguas em Vidráguas

Psiu! Estamos seguindo nosso Projeto Anáguas, falando com Eros em Arte, e sem temer nos desnudarmos em palavras seguimos, o site segue em construção (www.vidraguas.com.br), mas logo definitivamente linkado aqui em Vidráguas. E é com alegria que chegou Renato Araújo, para escrever conosco. Assim, ampliamos o time. Lou Albergaria às terças-feiras, Rodrigo Rios de Lucas às quintas, Renato aos sábados e eu nos intermeios, então que venham mais autores…

Beijos e gracias a todos que nos leem, curtem, compartilham e ampliam o horizonte de nosso poemar diário.



Comunhão
por Renato Araújo*



O dia lá fora mostrava todo o vigor de uma primavera recém nascida. Dentro da casa a beira mar ele estava deitado na sala a escutar música, no aguardo de sua amada. Um rapaz de 27 anos, apaixonado. Ansiando pelo momento de se encontrar com a mulher que transformou sua vida. Antes dela seu alento era vazio, inexistia um bom motivo para se estar vivo. Ele apenas passava os dias, sem sentido. Até que ele percebeu como fora valiosa a experiência que passara ao lado dela anos atrás. Se ele pudesse ter aquele sentimento novamente, a vida valeria a pena.

Naquela tarde, no início de outubro, em pleno florescer da vida, seu anseio parecia ser atendido. A mulher que tanto significava para ele estava se encaminhando para seu encontro. Ele tentava esconder sua ansiedade, mas a excitação era maior que seu domínio. Ela não era uma mulher qualquer. Era o que seu coração lhe dizia. Os olhos dele viam mais que o belo sorriso da amada. Ele via através do olhar algo que nunca encontrará em sua vida. Uma mulher Linda, única. Apesar dos enlevos da paixão ele sabia que havia nela algo profundamente especial. A passagem dela em sua vida não era em vão.

O vento trepida as janelas acordando o rapaz de seus devaneios amorosos. De súbito lhe toma uma sensação prazerosa. É ela que abre o portão. Ele se levanta e a admira pela janela. Linda, baixa estatura, morena de cabelos lisos. O que mais lhe fascina é seu olhar. Quando ele lhe abre a porta, os seus corpos se encontram em um longo abraço, é magnético. O aroma dela o inebria. Tem a nítida impressão de estar em um sonho. Logo que os peitos se afastam, as bocas se encontram. E em um beijo expressão seus melhores sentimentos um pelo outro. Ela pede licença e entra.

Leia todo conto erótico

Read more »