Archive for the ‘Receitas de Poetas’ Category

Lendo Ana Akhmátova…

Do Ciclo os Mistérios do Ofício



Não me importa o exército de odes,
Nem o jogo torneado da elegia.
Nos versos tudo é fora de propósito,
Não como entre as pessoas, – me dizia.

Saibam vocês, o verso, é do monturo
Qu ele se alenta, sem vexame disso,
Como um dente-de-leão pegado ao muro,
Anserina, bardana, erva-de-lix0.

Grito de zanga, um travo de alcatrã,
Um bolor misterioso que esverdinha…
E eis o verso, furor e mansidão,
Para alegria de vocês e minha.

Os Cíclos do Mistério do Ofício, poema de Anna Akhmátova( 1888- 1966), em tradução de Augusto de Campos, p.176.

*Este poema está no livro Poesia Russa Moderna! E a fotografia é de torcer o pescoço(rs), não consigo alinhar…

Dobras do tempo – poesia singular por Francisco Miguel Moura, que presente!!

“DOBRAS DO TEMPO” – POESIA SINGULAR
por Francisco Miguel de Moura – membro da Academia Piauiense de Letras*



Na minha vivência com livros, tenho notado o desprezo que a crítica dispensa à primeira obra do autor (à chamada estréia), tal como tem preconceito pelo lugar do nascimento do poeta, o endereço do poeta. Se nasce ou mora no Piauí ou em Sergipe, por exemplo, sequer se dispõe a dar uma olhada num poema, desprezando até as orelhas. Não sou crítico de profissão, sou poeta. Aquele – ganha alguma coisa dos jornais, revistas, enciclopédias, etc.; este – ganha o pão de cada dia (o diabo não amassa pão para ninguém), noutra profissão.

Ela não é nenhuma desconhecida, pois constrói e mantém, em conjunto com outros, o site “Vidráguas”, na internete, onde movimenta a poesia, a crônica e a crítica, com seriedade e bom humor. Foi a partir de um lugar chamado “Facebook”, há já algum tempo, que passamos a ser conhecidos e amigos. Por isto, eu talvez fosse suspeito para fazer uma crítica a seus livros.

Leia toda leitura crítica aqui ou no blog do Poeta Francisco Miguel Moura, aqui.

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As Mulheres Poetas Na Literatura Brasileira, coletânea organizada pelo poeta Rubens Jardim.



Pisares

Existe um sono a que chamo silêncio

Velho mapa
de onde voam meus pés
vento

em que me espelho momentos

existe um tempo em ue desperto memórias
terras

em que calço meus rastros
fendas
onde soluço meus ossos.

Pisares, Carmen Silva Presotto, Postigos, Vidráguas, 2010.

Pisares e tantos outros poemas meus e de muitas poetas estão na Coletânea: As Mulheres Poetas na Literatura Brasileira, organizada pelo Poeta Rubens Jardim, comfiram!!

http://www.rubensjardim.com/blog.php?idb=31349

Obrigada poeta querido, por teus Cantares em poesia, e por nos tornar caminhos e ntre muitos caminhos, beijos Rubens Jardim, e digo com a imagem de duas poetas que já não estão mais no esquecimento, gracias e vivas à Memória Poética!!

A Prisioneira do Bosque – Pretexto

A Prisioneira do Bosque – Pretexto
por Lisa Alves


Salvador Dali – Ascensão de Cristo (1958)

Em um mundo onde pessoas matam e torturam em nome das cores e pigmentações esse universo seria um verdadeiro “tapa na cara da humanidade”. Mas a menina sabia que não era necessário chegar até aqui para constatar a necessidade desse tapa. A sua espécie há muito tem cometido atrocidades seguidas de justificativas insanas e infelizmente (para alguns) irreparáveis. Aquele mundo que aos poucos se solidificava possuía cores e tonalidades nunca descobertas e mentalizadas por ela. Naquelas cores, havia cheiro, êxtase e sensações que modificavam sua forma. Da cabeça aos pés ela se transformava naquilo que tolamente seria chamado de não-matéria.

Tocar com nada o Nada
Sentir o cheiro de nada
e se alimentar do Nada transformador.

Sua forma atravessava o concreto, a dor, as instituições, os ponteiros e o tempo. Conseguia ver o que a humanidade teria se tornado caso tivesse sempre optado pelo bom, pelo justo e pelo útil.
– O universo possuí uma finalidade de longo alcance, de eternidade e o sentido de “natureza humana” tornou-se um pretexto para todas as limitações e atitudes da espécie. Mudar, evoluir e expandir sempre foi o objetivo central da biota universal. Não há natureza humana, há negação de evolução. – esclareceu Perséfone.

Poder voar e entrar no buraco da agulha,
entrar no “céu” e sentir a divindade mais próxima.
Criar um universo. Destruí-lo. Transformá-lo.

Leiam toda a postagem

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Hoje, poema enRedado 43 – Eugénio de Andrade

Hey, e seguimos com nossas leituras, e rumo ao próximo webLivro, onde estaremos por 10 poestagens lendo, escutando e aprendendo com Poesia Portuguesa… a próxima leitura será com Sophia de Mello Breyner Andresen.



Para ler, ampliem a imagem, ou leiam lá no blog da Luana Neres, autora de nossa Arte nos enRedados.

A todos que aqui estão compondo com Eugénio de Andrade Gracias e seguimos!!

E estamos sendo muito lidos, visitem os WebLivros Vidráguas e confiram… I, II e III, o terceiro em dois meses já está com mais de 8.000 leituras, eba!!