fevereiro 2nd, 2012 in Eventos, Poemas, Receitas de Poetas, Receitas Vidráguas, Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | No Comments »

Radość pisania
poema de Wislawa Szymborska
Dokąd biegnie ta napisana sarna przez napisany las?
Czy z napisanej wody pić,
która jej pyszczek odbije jak kalka?
Dlaczego łeb podnosi, czy coś słyszy?
Na pożyczonych z prawdy czterech nóżkach wsparta
spod moich palców uchem strzyże.
Cisza – ten wyraz tez szeleści po papierze i rozgarnia
spowodowane slowem “las” gałęzie.
Nad białą kartką czają się do skoku
litery, które mogą ułożyć się źle,
zdania osaczające,
przed którymi nie będzie ratunku.
Jest w kropli atramentu spory zapas
myśliwych z przymrużonym okiem,
gotowych zbiec po stromym piórze w dół,
otoczyc sarnę, złożyć się do strzału.
Zapominają, że tu nie jest życie.
Inne, czarno na białym, panują tu prawa.
Okamgnienie trwać będzie tak długo, jak zechce,
pozwoli się podzielić na małe wieczności
pełne wstrzymanych w locie kul.
Na zawsze, jesli każę, nic się tu nie stanie.
A alegria da escrita
Tradução de Tiago Halewicz
Para onde corre esta cerva escrita na floresta que escrevi?
Para beber da água escrita,
que imprime seu focinho como se fosse folha de papel?
Por que ela ergue a cabeça, escutou algo?
Sobre as quatro patas emprestadas da realidade
ela levanta a orelha sob meus dedos.
Silêncio—esse termo murmura sobre o papel e afasta
os galhos que surgem com a palavra “floresta”.
Sobre a folha em branco agacham-se para um pulo
letras que podem se dar mal,
formando frases ameaçadoras
das quais nada escapa.
Em cada gota de tinta há um bom estoque
de caçadores de olho na mira,
prontos a descer pela caneta íngreme,
cercar a cerva e apontar as armas.
Esquecem que aqui não há vida.
Preto e branco, aqui reinam outras leis.
Um piscar de olhos será tão longo quanto eu quiser
e poderá ser dividido em pequenas eternidades,
cada uma com o chumbo suspenso em pleno vôo.
Aqui nada acontecerá sem meu aval.
Contra minha vontade, nenhuma folha cairá
e nenhuma grama se dobrará sob o casco da cerva.
Então existe um mundo assim,
sobre o qual exerce um destino independente?
Tempo, que eu teço com uma corrente de sinais?
Existência que, a meu comando, não terá fim?
A alegria da escrita.
O poder da consolidação.
A Vingança de uma mão mortal.
Tradução de Tiago Halewicz do poema original em polonês Radość Pisania, extraído de Wislawa Szymborska, Sto Pociech (Kraków: Wydawinictwo Literackie, 2007), em Memória Cultural Polonesa, p.p., 86.87, 88, 89., edição em parceria Vidráguas, StudioClio e Rodycz & Ordakowski Editores – 2008.
dezembro 24th, 2011 in anáguas, Anáguas- EvasAlmas, Cartas, Cartografias Poéticas, conversando sobre arte, Conversando sobre cinema, conversando sobre literatura, Crônicas, De verso em verso...um novelo poético., Entrevistas, Eventos, Foto do Dia, Haicaiando em Vidráguas, Interiores, Lançamentos, mo(r)mentos - poemas enRedados, photoCrônicas, photoPoemas, Poemas, Poemas Plicários- VidrAnáguas, Pontuação - Letras em Quadrinhos, Quase_Conto, Receitas de Poetas, Receitas Vidráguas, Reciclagens..., Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | 4 Comments »

Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.
E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos…Feliz 2012!!
dezembro 18th, 2011 in Anáguas- EvasAlmas, Receitas de Poetas, Versos que Conversam | 2 Comments »
Amor em arte
por Nei Duclós

O que seduz não é essa abordagem
é o ser em si, sem nenhum disfarce
no lugar de insistir na camuflagem
o dom de transformar amor em arte
Como se faz, se o mando é das feras
fica impossível romper a maquiagem
Amor não é conquista, mas entrega
me soprou aquela que mais quero
Amor é o armistício, não a guerra
o acordo que manobra as diferenças
teu riso frouxo quando o corpo acorda
qualquer truque joga o coração fora
melhor é desistir, a vida sabe a hora
e ficar atento à flor da tua espera
Ler OUTUBRO já é um vício de amor diário ao ato de chegar ao ninho de escrever e de estar com Eros em grande Poesia…
E hoje, e todos os domingos, Nei Duclós no anoitecer com os os Bardos e EvasAlmas, e juntos seguimos o Projeto Anáguas, um tempo de poemar com Eros.
…iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em, OUTUBRO, lago em quem nos espelhamos para seguir o canto, porque parafraseando o bardo, amamos sem tirar nem por… e seguimos!
dezembro 13th, 2011 in Haicaiando em Vidráguas, Receitas de Poetas, Receitas Vidráguas | No Comments »
Um Haikai para Vidráguas
por Land Nick

Fotografia: Andreea Chiru
Alheia ao temporal
a gota d’água no vidro,
traça uma vertical
Obrigada Land e gracias pelo envio e pela amizade compartilhada em haicais e versos…
dezembro 12th, 2011 in Foto do Dia, Receitas de Poetas, Receitas Vidráguas, Reciclagens..., Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | No Comments »
Psiu! a todos que estão conosco, um beijo e nosso enredo de Feliz Natal e que 2012 seja repleto de Arte, versos que conversem e seguimos!!

Para ler ampliem a imagem, ou leiam lá no blog de Luana Neres, autora de nossa arte.
… e seguimos sendo bem lidos, vejam: webLivro I, mais de 24.000 leituras e o II, mais de 13.000 mil leituras, isso é muito bom.
Para a semana estaremos com o III webLivro e dia 15 de janeiro faremos um ano e vamos comemorar, eba e logo estaremos com mais novidades sobre este Projeto Cultural Vidráguas
Beijos e bom início de semana a todos.