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	<title>Vidráguas &#187; Receitas de Poetas</title>
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		<title>Lendo Ana Akhmátova&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 15:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do Ciclo os Mistérios do Ofício Não me importa o exército de odes, Nem o jogo torneado da elegia. Nos versos tudo é fora de propósito, Não como entre as pessoas, &#8211; me dizia. Saibam vocês, o verso, é do monturo Qu ele se alenta, sem vexame disso, Como um dente-de-leão pegado ao muro, Anserina, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do Ciclo os Mistérios do Ofício<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/lendo-I4.jpg" rel="lightbox[14886]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/lendo-I4-300x224.jpg" alt="" title="lendo I" width="300" height="224" class="alignnone size-medium wp-image-14919" /></a><br />
<br />
Não me importa o exército de odes,<br />
Nem o jogo torneado da elegia.<br />
Nos versos tudo é fora de propósito,<br />
Não como entre as pessoas, &#8211; me dizia.<br />
<br />
Saibam vocês, o verso, é do monturo<br />
Qu ele se alenta, sem vexame disso,<br />
Como um dente-de-leão pegado ao muro,<br />
Anserina, bardana, erva-de-lix0.<br />
<br />
Grito de zanga, um travo de alcatrã,<br />
Um bolor misterioso que esverdinha&#8230;<br />
E eis o verso, furor e mansidão,<br />
Para alegria de vocês e minha.<br />
<br />
Os Cíclos do Mistério do Ofício, poema de Anna Akhmátova( 1888- 1966), em tradução de Augusto de Campos, p.176.<br />
<br />
*Este poema está no livro Poesia Russa Moderna! E a fotografia é de torcer o pescoço(rs), não consigo alinhar&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dobras do tempo &#8211; poesia singular por Francisco Miguel Moura, que presente!!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 22:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“DOBRAS DO TEMPO” &#8211; POESIA SINGULAR por Francisco Miguel de Moura &#8211; membro da Academia Piauiense de Letras* Na minha vivência com livros, tenho notado o desprezo que a crítica dispensa à primeira obra do autor (à chamada estréia), tal como tem preconceito pelo lugar do nascimento do poeta, o endereço do poeta. Se nasce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“DOBRAS DO TEMPO” &#8211; POESIA SINGULAR<br />
por Francisco Miguel de Moura &#8211; membro da Academia Piauiense de Letras*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001.jpg" rel="lightbox[14618]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001.jpg" alt="" title="001" width="133" height="200" class="alignnone size-full wp-image-14620" /></a><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001-Carmen-S.-P..jpg" rel="lightbox[14618]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/001-Carmen-S.-P..jpg" alt="" title="001 - Carmen S. P." width="174" height="200" class="alignnone size-full wp-image-14619" /></a><br />
<br />
Na minha vivência com livros, tenho notado o desprezo que a crítica dispensa à primeira obra do autor (à chamada estréia), tal como tem preconceito pelo lugar do nascimento do poeta, o endereço do poeta. Se nasce ou mora no Piauí ou em Sergipe, por exemplo, sequer se dispõe a dar uma olhada num poema, desprezando até as orelhas.  Não sou crítico de profissão, sou poeta. Aquele &#8211; ganha alguma coisa dos jornais, revistas, enciclopédias, etc.; este &#8211; ganha o pão de cada dia (o diabo não amassa pão para ninguém), noutra profissão.<br />
<br />
Ela não é nenhuma desconhecida, pois constrói e mantém, em conjunto com outros, o site “Vidráguas”, na internete, onde movimenta a poesia, a crônica e a crítica, com seriedade e bom humor. Foi a partir de um lugar chamado “Facebook”, há já algum tempo, que passamos a ser conhecidos e amigos. Por isto, eu talvez fosse suspeito para fazer uma crítica a seus livros.<br />
<br />
Leia toda leitura crítica aqui ou no blog do Poeta Francisco Miguel Moura, <a href="http://franciscomigueldemoura.blogspot.com.br/2012/04/dobras-do-tempo-poesia-singular.html">aqui</a>.<br />
<br />
<span id="more-14618"></span><br />
<br />
Não tendo como escrever sobre os três recebidos, escolhi “Dobras do Tempo”, pelas razões já expostas e porque me parece singularíssimo, de uma poesia pura, limpa, forte e profunda.<br />
<br />
De algumas anotações de leituras, me apraz transcrever este trecho de sua obra: “Fechei os livros, mas continuam as minhas leituras. Leio nuvens rabiscando céus, pássaros desenhando o horizonte, árvores dançando com o vento. Leio uma mistura de gente, piscar de olhos. Leio loiros, ruivos, morenos, homens, mulheres. (&#8230;) Encontro nas entrelinhas um espelho, o qual me escancara sua campainha presa na garganta. (&#8230;) Lerei meu mapa astral, meu mapa genético, outros me lerão enquanto um ‘eu’ teimoso ainda se esconde de mim.” (Uma porta se abre, p.20).<br />
<br />
Quantas portas não se me abriram à leitura de seus poemas/crônicas (que também eles são muito ligados ao lirismo da prosa moderna)? Portas de pensamentos e sensações pessoais tocados e transluzidos. Que simplicidade, que beleza, que cheiro de verde, flor, nuvem e pássaros voantes que se encontram nas “Dobras!&#8230;” Seu tempo é uno e ilimitado, as dobras são muitas e vário, tão vário, é seu alto caminhar, pensar e escrever. Beleza e arte não lhe faltam. Grandeza de espírito, também não. Já cheguei a afirmar, num dos meus escritos, que “não acredito em poetas maus, nem em maus poetas”. Os poetas são simples, generosos, humanos e por vezes ingênuos – esta é a verdadeira natureza do poeta e da poesia. E se há poetas maus, assassinos, vilões, ladrões de corpo e alma, enfim criaturas que, na verdade, não possuem a chama dos bons sentimentos (como os psicopatas, por culpa de quem quer que seja, não importa), quando aparecem como poetas, na verdade são embusteiros, vilões, e logo-logo se descobrem por si mesmos.<br />
<br />
Antes de terminar, não devo esquecer uma passagem em que a personagem/autora, assistindo a uma missa, revela várias dobras do nosso tempo, do nosso mundo: “Sinto minha fé reformada. Foi-se o ranço e a falsa luz das velhas manhãs domingueiras. Foi-se o pecado, levando junto a incerteza do risco de não viver para sempre no sacrossanto-paraíso. Cresci, caíram totens e tabus, mas a religião de sentir vida nos outros ainda me traz o brilho do sol e a esperança do lugar mágico. Refúgio onde a amizade corre solta, o verde transfunde pessoas em humanidade e o diálogo soe natural&#8230; Lugar onde chorar seja quase um pecado e sorrisos escancarados sejam os únicos dízimos aceitáveis” (“A missa dos encontros” p.29).<br />
<br />
Mas, leitores, não deixem escapar a crônica “Tempo de recreio” (p.35), especialmente. Não deixem de ler o livro todo, quero dizer, também a segunda parte (os poemas): &#8211; A partir da p.53, começam as peças mais caracteristicamente poéticas: O poema “Tempo esgotado” excele:</p>
<p>“Agitados abanos / lembram os laços da trança menina e / a expectativa da vida não preenchida. // Sorrisos de lazer / brindam um novo ócio. // Até um dobrar de esquina // sentir um parar perdido e // esquecer do caminho. // Desaposento-me&#8230; // Suspiro ao vento pelo primeiro dia”.<br />
<br />
Outros merecem a mesma qualificação de excelência: “Fardos da memória” e “Fios retorcidos” (“Se escrevo, é para um dia renascer”); “Mulher de areia” (“O muro dos ventos abarca meus sonhos”); e, em “Liberdades decrescidas” &#8211; uma valiosa definição de infância: “Infância: perdas entre caminhos, flores nos albergues do tempo, néctar da vida&#8230;”<br />
<br />
Sílvia Presotto, poeta de alto estilo, representa a melhor poesia dos nossos brasis! – este é o meu arremate.<br />
<br />
*Francisco Miguel Moura, nasceu em Francisco Santos (outrora “Jenipapeiro”, município de Picos, sertão do Piauí), aos 16 de junho de 1933. Estudos primários com seu pai; ginasial e contabilidade, em Picos, onde contraiu matrimônio com D. Maria Mécia Morais Moura. Naquela cidade nasceram os 2 primeiros filhos: Franklin e Fulton; os outros, Laudemiro e Francisco Jr. nasceram na Bahia e Fritz e Mécia, em Teresina. Formado em Letras pela Universidade Federal do Piauí e pós-graduado na Universidade Federal da Bahia. Funcionário aposentado do Banco do Brasil. Radialista, professor de língua portuguesa e literaturas brasileira e portuguesa, atividades que não mais exerce. Hoje se dedica exclusivamente a ler e escrever e brincar com os netos, que ao todo são dez, na cidade que elegeu para sempre: Teresina.</p>
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		<title>As Mulheres Poetas Na Literatura Brasileira, coletânea organizada pelo poeta Rubens Jardim.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 14:47:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pisares Existe um sono a que chamo silêncio Velho mapa de onde voam meus pés vento em que me espelho momentos existe um tempo em ue desperto memórias terras em que calço meus rastros fendas onde soluço meus ossos. Pisares, Carmen Silva Presotto, Postigos, Vidráguas, 2010. Pisares e tantos outros poemas meus e de muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/1322425995_jacinta_e_orides.jpg" rel="lightbox[14436]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/1322425995_jacinta_e_orides-300x244.jpg" alt="" title="1322425995_jacinta_e_orides" width="300" height="244" class="alignnone size-medium wp-image-14437" /></a><br />
<br />
Pisares<br />
<br />
Existe um sono a que chamo silêncio<br />
<br />
Velho mapa<br />
de onde voam meus pés<br />
vento<br />
<br />
em que me espelho momentos<br />
<br />
existe um tempo em ue desperto memórias<br />
terras<br />
<br />
em que calço meus rastros<br />
fendas<br />
onde soluço meus ossos.<br />
<br />
Pisares, Carmen Silva Presotto, Postigos, Vidráguas, 2010.<br />
<br />
Pisares e tantos outros poemas meus e de muitas poetas estão na Coletânea: As Mulheres Poetas na  Literatura Brasileira, organizada pelo Poeta <a href="http://www.rubensjardim.com/">Rubens Jardim</a>, comfiram!!<br />
<br />
<a href="http://www.rubensjardim.com/blog.php?idb=31349">http://www.rubensjardim.com/blog.php?idb=31349</a><br />
<br />
Obrigada poeta querido, por teus Cantares em poesia, e por nos tornar caminhos e ntre muitos caminhos, beijos <a href="http://www.rubensjardim.com/">Rubens Jardim</a>,  e digo com a imagem de duas poetas que já não estão mais no esquecimento, gracias e vivas à Memória Poética!!</p>
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		<title>A Prisioneira do Bosque &#8211; Pretexto</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 19:27:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Prisioneira do Bosque &#8211; Pretexto por Lisa Alves Salvador Dali – Ascensão de Cristo (1958) Em um mundo onde pessoas matam e torturam em nome das cores e pigmentações esse universo seria um verdadeiro “tapa na cara da humanidade”. Mas a menina sabia que não era necessário chegar até aqui para constatar a necessidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Prisioneira do Bosque &#8211; Pretexto<br />
por <a href="http://lisaallves.blogspot.com/">Lisa Alves</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/the-ascension.jpg" rel="lightbox[14294]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/the-ascension-300x294.jpg" alt="" title="the-ascension" width="300" height="294" class="alignnone size-medium wp-image-14295" /></a><br />
Salvador Dali – Ascensão de Cristo (1958)<br />
<br />
Em um mundo onde pessoas matam e torturam em nome das cores e pigmentações esse universo seria um verdadeiro “tapa na cara da humanidade”. Mas a menina sabia que não era necessário chegar até aqui para constatar a necessidade desse tapa. A sua espécie há muito tem cometido atrocidades seguidas de justificativas insanas e infelizmente (para alguns) irreparáveis. Aquele mundo que aos poucos se solidificava possuía cores e tonalidades nunca descobertas e mentalizadas por ela. Naquelas cores, havia cheiro, êxtase e sensações que modificavam sua forma. Da cabeça aos pés ela se transformava naquilo que tolamente seria chamado de não-matéria.<br />
<br />
Tocar com nada o Nada<br />
Sentir o cheiro de nada<br />
e se alimentar do Nada transformador.<br />
<br />
Sua forma atravessava o concreto, a dor, as instituições, os ponteiros e o tempo. Conseguia ver o que a humanidade teria se tornado caso tivesse sempre optado pelo bom, pelo justo e pelo útil.<br />
– O universo possuí uma finalidade de longo alcance, de eternidade e o sentido de “natureza humana” tornou-se um pretexto para todas as limitações e atitudes da espécie. Mudar, evoluir e expandir sempre foi o objetivo central da biota universal.  Não há natureza humana, há negação de evolução. – esclareceu Perséfone.<br />
<br />
Poder voar e entrar no buraco da agulha,<br />
entrar no “céu” e sentir a divindade mais próxima.<br />
Criar um universo. Destruí-lo. Transformá-lo.<br />
<br />
Leiam toda a postagem<br />
<br />
<span id="more-14294"></span><br />
<br />
– Toda mistura é benéfica para o alcance desse objetivo – flora, fauna, elementos, sistemas solares. O caos equilibra as forças e de alguma forma impede ascensões desiguais. Mesmo dentro da bagunça universal todas as coisas possuem “seu lugar ao sol”. – E a revelação de Perséfone a fez compreender que o mundo de onde ela veio caminhava à moda do caranguejo, enquanto o universo se expandia, seu mundo se contraía buscando a forma fetal.<br />
<br />
Morrer e renascer – no caule da planta ou nos olhos de hominídeos.<br />
Estamos na pele da África,<br />
nos dentes pré colombianos e<br />
nas risadas de hienas.<br />
<br />
– Eu posso voltar a ser o que eu era?<br />
– Sim, você aprendeu a fazer isso muito bem! Aliás, toda a sua espécie.<br />
– Sim, “à moda do caranguejo”?<br />
– Você tem medo do que se transformou?<br />
– Eu tenho medo de não ter minha vida de volta. Todas essas novidades são surpreendentes, me fazem perceber a insignificância da luta diária, dos sobrenomes, dos status, do dinheiro, das coisas pelas quais a humanidade insiste em valorizar. Mas nada disso vai ter valor se eu não conseguir voltar e tentar explicar isso para eles.<br />
– Se você voltar a ser o que era, jamais conseguirá explicar, minha menina!<br />
– Então nunca mais verei os meus pais?<br />
– Não foi isso o que eu disse.<br />
<br />
No ciclo da água nunca<br />
caí a mesma gotícula.<br />
<br />
O canto do pássaro<br />
Ganhou um novo tom.<br />
O homem que reza a cartilha<br />
Amanhã queimará bandeiras.<br />
<br />
Tudo se cria, se destrói e se transforma.<br />
<br />
Esta é a continuação do que já viemos publicando, o Primeiro foi Prisioneira do Bosque – <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/06/a-prisioneira-do-bosque-um-conto-de-lisa-alves-em-vidraguas/">Desintegração dos Quarks</a>, depois vieram –<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/12/22/a-prisioneira-dos-bosques-as-nuvens/"> As Nuvens</a>,  <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/01/10/a-prisioneira-do-bosque-demasiadamente-natural/">Demasiadamente Natural</a>… e hoje, A Pri<br />
<br />
E seguimos lendo <a href="http://lisaallves.blogspot.com/">Lisa</a> em poesia, prosa poética e agora em sua Novela, muito bom sempre.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Hoje, poema enRedado 43 &#8211; Eugénio de Andrade</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Mar 2012 20:27:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mo(r)mentos - poemas enRedados]]></category>
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		<description><![CDATA[Hey, e seguimos com nossas leituras, e rumo ao próximo webLivro, onde estaremos por 10 poestagens lendo, escutando e aprendendo com Poesia Portuguesa&#8230; a próxima leitura será com Sophia de Mello Breyner Andresen. Para ler, ampliem a imagem, ou leiam lá no blog da Luana Neres, autora de nossa Arte nos enRedados. A todos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hey, e seguimos com nossas leituras, e rumo ao próximo webLivro, onde estaremos por 10 poestagens lendo, escutando e aprendendo com  Poesia Portuguesa&#8230;  a próxima leitura será com Sophia de Mello Breyner Andresen.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Eugénio-de-Andrade.jpg" rel="lightbox[14265]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Eugénio-de-Andrade-212x300.jpg" alt="" title="Eugénio de Andrade- Vidráguas" width="212" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14266" /></a><br />
<br />
Para ler, ampliem a imagem, ou leiam lá no blog da <a href="http://luananeres.blogspot.com/">Luana Neres</a>, autora de nossa Arte nos enRedados.<br />
<br />
A todos que aqui estão compondo com <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/mormentos-poemas-enredados/">Eugénio de Andrade</a> Gracias e seguimos!!<br />
<br />
E estamos sendo muito lidos, visitem os WebLivros Vidráguas e confiram&#8230; <a href="http://en.calameo.com/books/0007035442daaead1e5b4">I</a>, <a href="http://en.calameo.com/books/000842529747eb24cfcfe">II</a> e <a href="http://en.calameo.com/books/00084252928db6a6e14fe">III</a>, o terceiro em dois meses já está com mais de 8.000 leituras, eba!!</p>
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		<title>pensando a Poesia de Eugénio de Andrade em O Sal da Língua&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 17:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[mo(r)mentos - poemas enRedados]]></category>
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		<description><![CDATA[Hey, era para ser toda a semana, mas por motivos de viagens, saltamos uma&#8230; e seguimos com nosso enRedo poético, rumo ao terceiro webLivros, onde estaremos cantando, lendo e conVersando com a Poesia Portuguesa. O encontro de hoje é com Eugénio de Andrade, o da semana que passou foi com Natália Correia&#8230; bom domingo, boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hey, era para ser toda a semana, mas por motivos de viagens, saltamos uma&#8230; e seguimos com nosso enRedo poético, rumo ao terceiro <a href="http://en.calameo.com/books/00084252928db6a6e14fe">webLivros</a>, onde estaremos cantando, lendo e conVersando com a Poesia Portuguesa.<br />
<br />
O encontro de hoje é com Eugénio de Andrade, o da semana que passou foi com <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/02/23/hoje-retornamos-com-natalia-correia-poema-enredado-42-eba/">Natália Correia</a>&#8230; bom domingo, boa semana a todos por aqui.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/eugenio_andrade1.jpeg" rel="lightbox[14150]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/eugenio_andrade1-300x225.jpg" alt="" title="eugenio_andrade" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-14155" /></a><br />
<br />
<strong>Nocturno da água </strong><br />
<br />
Pergunto se não morre esta secreta<br />
música de tanto olhar a água,<br />
pergunto se não arde<br />
de alegria ou mágoa<br />
este florir do ser na noite aberta.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, Ostinato Rigore (1964) e POESIA<br />
<br />
<strong>Sobre as sílabas</strong><br />
<br />
O assédio do verão, as rolas<br />
dos pinheiros, a risca de sal<br />
das areias; às vezes<br />
chovia – então um barco<br />
de borco era o abrigo,<br />
era o amigo; a chuva abria<br />
o aroma dos fenos, não tardava<br />
o sol em cada sílaba.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, POESIA e Rente ao Dizer (1992)<br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/c4Iat2bVSxA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
Leia toda a postagem aqui e conheça mais a Obra de <a href="http://saldalingua.wordpress.com/2012/01/16/sou-filho-de-camponeses/">Eugénio de Andrade </a>em <a href="http://saldalingua.wordpress.com/">O Sal da Língua</a>, um site mantido pela amiga <a href="http://saldalingua.wordpress.com/about/">Raquel Agras</a> para guardar a obra deste imenso Poeta.<br />
<br />
<span id="more-14150"></span><br />
<br />
<strong>O verão é assim</strong><br />
<br />
O verão é assim: a masculina e mineral<br />
e quase táctil vibração das cigarras.<br />
Não sou apenas eu, também elas<br />
se alimentam de claridade,<br />
fogem do escuro.<br />
Porque o escuro é onde se abrigam<br />
a calúnia e a usura,<br />
o escuro é onde a vaidade<br />
e a demência do lucro acorrem<br />
ao apelo do mais rasteiro.<br />
O Céu não passa de um imenso<br />
e vazio buraco negro,<br />
mas tenho a esperança que o Inferno<br />
conserve ainda activas as fogueiras<br />
da inquisição, e nas suas chamas<br />
possam ouvir-se um dia<br />
esses cães, que tanto abusam do poder,<br />
rechinar – como as cigarras no verão.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, POESIA e Sal da Língua (1995)<br />
<br />
<strong>Não perguntes</strong><br />
<br />
De onde vem? De que fonte<br />
ou boca<br />
ou pedra aberta?<br />
É para ti que canta<br />
ou simplesmente<br />
para ninguém?<br />
Que juventude<br />
te morde ainda os lábios?<br />
Que rumor de abelhas<br />
te sobe à garganta?<br />
Não perguntes, escuta:<br />
é para ti que canta.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, Mar de Setembro (1961) e POESIA<br />
<br />
<strong>Essa mulher, a doce melancolia</strong><br />
<br />
Essa mulher, a doce melancolia<br />
dos seus ombros, canta.<br />
O rumor<br />
da sua voz entra-me pelo sono,<br />
é muito antigo.<br />
Traz o cheiro acidulado<br />
da minha infância chapinhada ao sol.<br />
O corpo leve quase de vidro.<br />
<br />
Eugénio de Andrade, O Peso da Sombra (1982) e POESIA<br />
<br />
<strong>Com o tempo</strong><br />
<br />
Com o tempo aproximar-se-ão os rios<br />
e os montes, com o tempo<br />
acabará por te vir comer à mão<br />
e fazer ninho na tua cama<br />
o silêncio<br />
<br />
Eugénio de Andrade, O Peso da Sombra (1982) e POESIA<br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/f2zvaGmSG_U" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Efemérides, poema de Cristina DeSouza&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 15:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina DeSouza]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Uns Poucos Versos]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[EFEMÉRIDES poema de Cristina DeSouza efêmeros são o céu enluarado os dias claros a paz que me consola efêmera é a tua voz que vem do nada que nada ingrata na escuridão vazia efêmero é o teu tocar meu corpo desnudo que se arrepia e morre de frio na ausência que vem depois efêmero é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EFEMÉRIDES<br />
poema de <a href="http://prismaticblue-mix-tura.blogspot.com/">Cristina DeSouza</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/03032012.jpg" rel="lightbox[14136]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/03032012-300x184.jpg" alt="" title="03032012" width="300" height="184" class="alignnone size-medium wp-image-14137" /></a><br />
<br />
efêmeros<br />
são o céu enluarado<br />
os dias claros<br />
a paz<br />
que me consola<br />
<br />
efêmera<br />
é a tua voz<br />
que vem do nada<br />
que nada ingrata<br />
na escuridão vazia<br />
<br />
efêmero<br />
é o teu tocar<br />
meu corpo desnudo<br />
que se arrepia<br />
e morre de frio<br />
na ausência<br />
que vem depois<br />
<br />
efêmero<br />
é o teu sorriso branco<br />
que me guia<br />
na noite escura<br />
nas efemérides da solidão<br />
na distãcia longíqua<br />
das tuas mãos<br />
<br />
Poema de Cristina DeSouza, autora de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?palavra=uns+poucos+versos&#038;tipo_pesq=&#038;tipo_pesq_new_value=false&#038;tkn=0">Uns Poucos Versos</a> e que escreve conosco no grupo Vidráguas em redes sociais. Leiam mais poemas em seu blog <a href="http://prismaticblue-mix-tura.blogspot.com/">MiX-tura</a>.<br />
<br />
A arte é de Modigliani!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Hoje no entardecer com Eros, Sugestão &#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 21:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anáguas- EvasAlmas]]></category>
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		<category><![CDATA[anoitecer com bardos]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia erótica]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[SUGESTÃO poema de Cristina DeSouza Arte de Pablo Picasso bêbada com o aroma de flor que resvala dos teus seios pétalas de cetim o rosa dos teus sugestivos mamilos que saltam do branco molhado que vestes e a chuva que cai saudades do abraço que não dei do beijo que não roubei e agora fica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SUGESTÃO<br />
poema de <a href="http://prismaticblue-mix-tura.blogspot.com/">Cristina DeSouza</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/22022012.jpg" rel="lightbox[14023]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/22022012-217x300.jpg" alt="" title="Anoitecer com Eros _ Vidráguas" width="217" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14024" /></a><br />
Arte de Pablo Picasso<br />
<br />
bêbada<br />
com o aroma<br />
de flor<br />
que resvala<br />
dos teus seios<br />
<br />
pétalas de cetim<br />
<br />
o rosa<br />
dos teus sugestivos<br />
mamilos<br />
que saltam do branco<br />
molhado<br />
que vestes<br />
e a chuva que cai<br />
<br />
saudades do abraço<br />
que não dei<br />
do beijo<br />
que não roubei<br />
<br />
e agora fica<br />
esta eloquência silenciosa<br />
de um presente<br />
tornado outrora<br />
dos dias<br />
que passaram por ti<br />
e que eu não notei<br />
<br />
Leia toda a postagem<br />
<span id="more-14023"></span><br />
<br />
Hoje em nosso entardecer com Eros, bardos e <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/anaguas-evasalmas-2/">evasAlmas</a>, trazemos um poema de Cristina DeSouza, poeta que leio sempre, autora de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?palavra=uns+poucos+versos+cristina+desouza&#038;tipo_pesq=&#038;tipo_pesq_new_value=false&#038;tkn=0">Uns Poucos versos</a> e que temos o prazer de divulgar em Vidráguas. E seguimos com nosso projeto Anáguas&#8230;<br />
<br />
… iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em <a href="http://outubro.blogspot.com/">OUTUBRO-Nei Duclós</a>, recanto onde nos espelhamos para seguir o canto com Eros, porque parafraseando este bardo, amamos sem tirar nem por. Amor pela verdade… e seguimos!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Telas poema de Carmen Silvia Presotto, e bom Carnaval a todos&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 22:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
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		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
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		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[caverna]]></category>
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		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>
		<category><![CDATA[telas]]></category>

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		<description><![CDATA[Telas No silêncio, as sombras se arquitetam&#8230; entre tempos, elas conVersam suam brindam o entardecer e quando chega a lua disfarçam-se de noite&#8230; ah, Sócrates que tempo é este onde Cavernas espelham nós mesmos - Carnaval? Poema de Carmen Silvia Presotto. A fotografia é de Mirchuk Pavel! Um bom feriado a todos e voltamos depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Telas<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/il03.jpg" rel="lightbox[14007]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/il03-300x300.jpg" alt="" title="telas- poema Carmen Vidráguas" width="300" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14009" /></a><br />
<br />
No silêncio,<br />
as sombras se arquitetam&#8230;<br />
<br />
entre tempos,<br />
elas conVersam<br />
<br />
suam<br />
brindam o entardecer<br />
<br />
e quando chega a lua<br />
disfarçam-se de noite&#8230;<br />
<br />
ah, Sócrates que tempo é este<br />
onde Cavernas espelham nós mesmos<br />
- Carnaval?<br />
<br />
Poema de Carmen Silvia Presotto.<br />
<br />
A fotografia é de Mirchuk Pavel!<br />
<br />
Um bom feriado a todos e voltamos depois de quarta-feira de cinzas, inclusive com nosso poema Enredado à <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/02/12/pensando-a-poesia-com-natalia-correia/">Natália Correia</a>&#8230; beijos e boa folia!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vidráguas à Wislawa Szymborska</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 04:23:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[memória cultural polonesa]]></category>
		<category><![CDATA[Radość pisania]]></category>
		<category><![CDATA[studioClio]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Halewicz]]></category>
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		<category><![CDATA[Wisława Szymborska]]></category>

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		<description><![CDATA[Radość pisania poema de Wislawa Szymborska Dokąd biegnie ta napisana sarna przez napisany las? Czy z napisanej wody pić, która jej pyszczek odbije jak kalka? Dlaczego łeb podnosi, czy coś słyszy? Na pożyczonych z prawdy czterech nóżkach wsparta spod moich palców uchem strzyże. Cisza &#8211; ten wyraz tez szeleści po papierze i rozgarnia spowodowane slowem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/capítulo-3.jpg" rel="lightbox[13764]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/capítulo-3-236x300.jpg" alt="" title="capítulo 3" width="236" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13765" /></a><br />
<br />
Radość pisania<br />
poema de Wislawa Szymborska<br />
<br />
Dokąd biegnie ta napisana sarna przez napisany las?<br />
Czy z napisanej wody pić,<br />
która jej pyszczek odbije jak kalka?<br />
Dlaczego łeb podnosi, czy coś słyszy?<br />
Na pożyczonych z prawdy czterech nóżkach wsparta<br />
spod moich palców uchem strzyże.<br />
Cisza &#8211; ten wyraz tez szeleści po papierze i rozgarnia<br />
spowodowane slowem &#8220;las&#8221; gałęzie.<br />
<br />
Nad białą kartką czają się do skoku<br />
litery, które mogą ułożyć się źle,<br />
zdania osaczające,<br />
przed którymi nie będzie ratunku.<br />
<br />
Jest w kropli atramentu spory zapas<br />
myśliwych z przymrużonym okiem,<br />
gotowych zbiec po stromym piórze w dół,<br />
otoczyc sarnę, złożyć się do strzału.<br />
<br />
Zapominają, że tu nie jest życie.<br />
Inne, czarno na białym, panują tu prawa.<br />
Okamgnienie trwać będzie tak długo, jak zechce,<br />
pozwoli się podzielić na małe wieczności<br />
pełne wstrzymanych w locie kul.<br />
Na zawsze, jesli każę, nic się tu nie stanie.<br />
<br />
<strong>A alegria da escrita</strong><br />
Tradução de Tiago Halewicz<br />
<br /> <br />
Para onde corre esta cerva escrita na floresta que escrevi?<br />
Para beber da água escrita,<br />
que imprime seu focinho como se fosse folha de papel?<br />
Por que ela ergue a cabeça, escutou algo?<br />
Sobre as  quatro patas emprestadas da realidade<br />
ela levanta a orelha sob meus dedos.<br />
Silêncio—esse termo murmura sobre o  papel e afasta<br />
os galhos que surgem com a palavra “floresta”.<br />
<br />
Sobre a folha em branco agacham-se para um pulo<br />
letras que podem se dar mal,<br />
formando frases ameaçadoras<br />
das quais nada escapa.<br />
<br />
Em cada gota de tinta há um bom estoque<br />
de caçadores de olho na mira,<br />
prontos a descer pela caneta íngreme,<br />
cercar a cerva e apontar as armas.<br />
<br />
Esquecem que aqui não há vida.<br />
Preto e branco, aqui reinam outras leis.<br />
Um piscar de olhos será tão longo quanto eu quiser<br />
e poderá ser dividido em pequenas eternidades,<br />
cada uma com o chumbo suspenso em pleno vôo.<br />
Aqui nada acontecerá sem meu aval.<br />
Contra minha vontade, nenhuma folha cairá<br />
e nenhuma grama se dobrará sob o casco da cerva.<br />
<br />
Então existe um mundo assim,<br />
sobre o qual exerce um destino independente?<br />
Tempo, que eu teço com uma corrente de sinais?<br />
Existência que, a meu comando, não terá fim?<br />
<br />
A alegria da escrita.<br />
O poder da consolidação.<br />
A Vingança de uma mão mortal.<br />
<br />
Tradução de Tiago Halewicz do poema original em polonês Radość Pisania, extraído de Wislawa Szymborska, Sto Pociech (Kraków: Wydawinictwo Literackie, 2007), em Memória Cultural Polonesa, p.p., 86.87, 88, 89., edição em parceria Vidráguas, StudioClio e Rodycz &#038; Ordakowski Editores &#8211; 2008.</p>
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