Archive for the ‘Receitas de Poetas’ Category

Hoje no anoitecer com Eros, A Palavra Quente do Poema com Nei Duclós

A Palavra quente do poema
Nei Duclós



Além dos poemas de amor, que fazem um livro à parte, estou escrevendo um longo romance em prosa poética, que posto diretamente no facebook e no twitter. O que vem a seguir faz parte desse outro livro inédito, que os amigos das mídias sociais e os leitores deste blog e do site tem acesso com antecedência. A postagem múltipla nesses espaços virtuais indica minha autoria para essas obras.

Esperas a palavra como o pão que tarda. Ela chega quente, embalada. Desembrulhas e vês o sopro da noite alta borrifando de manhã a carne exposta

Mãe pergunta se hoje não tem poema, disse a garota. Não, mas leva esses versos. Mistura e põe na mesa. Alguém há de chorar, disse o padeiro

Adormeceste tarde, quando eu já tinha escapado no escuro. Ficaste boiando no vazio e por isso tens esse rosto de anjo na manhã de chuva

Tinhas reunião cedo por isso deixaste teu coração me vigiando. Acordei com o pulso de um beijo enviado por ti a distância

Leiam toda a postagem aqui ou em OUTUBRO e iMUndem-se de poemas de amor

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Em Vidráguas, reedição de nosso enRedo com Orides Fontela

E por acreditarmos que um verso deva sustentar outro, assim como um sujeito a outro… seguimos, lendo, compartilhando, ressignificando-nos com atos poéticos, através de alguns gritos que ainda nos ecoam…

Fácil não é, mas que seja possível um dia, nem mais um poeta-cidadão morrer no sanatório ou viver de favores, e sigamos o grito de Orides Fontela.

Para ler amplie clique na imagem ou leia lá no blog de Luana Neres, autora de nossa Arte por aqui.

… e seguimos sendo bem lidos, vejam: webLivro I, mais de 24.000 leituras e o II, mais de 11.000 mil leituras, isso é muito bom.

ENCONTRO EM VENEZA, encontro marcado por Nei Duclós

ENCONTRO EM VENEZA
por Nei Duclós



Será na Praça de São Marcos. As pombas indiferentes não saberão o destino do coração apertado. Estarás linda, como numa pintura. E eu com os pés trocados

Mulher se descobre quando liga a mágica. Nem precisa de aparência, sotaque: basta o que faz com a palavra. O poeta se toca

Ontem foi um monte porque ela não falou nada. Hoje foi um monte porque ela falou tudo

Ela manda uma canção acompanhada de um comentário, um toque. Gentil, feminino, doce. Mas tem o efeito de uma bomba

E agora o que faço com o resto do dia? Não porque o jogo tenha acabado, mas porque não ganhei o título, tua presença inundando a eternidade

Estou acostumado ao teu ritmo. Danço em câmara lenta, como nos filmes. Ensaio o próximo passo, quando estiver na tua frente, com uma flor

Leiam toda a crônica poética aqui ou em OUTUBRO, porque o Encontro já está marcado, será em Veneza(rs)
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E o JABUTI 2011, vai também para Ferreira Gullar, olha a Poesia aí…

Ferreira Gullar e Laurentino Gomes vencem o Prêmio Jabuti 2011.

E, sim Poeta um prêmio mostra um reconhecimento, é justo:


O Duplo

Foi-se formando
ao meu lado
um outro
que é mais Gullar do que eu

que se apossou do que vi
do que fiz
do que era meu

e pelo país flutua
livre da morte
e do morto

pelas ruas da cidade
vejo-o passar
com meu rosto

mas sem o peso
do corpo
que sou eu
culpado e pouco

Ferreira Gullar, p.38, Em alguma parte alguma, JOSÉ OLYMPIO

Mais Notícias Sobre O JABUTI – 2011
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Hoje, no entardecer com os Bardos em Anáguas-Vidráguas, Nei Duclós em dose dupla…

Sobre a Poesia
Nei Duclós


Toda hora alguém pergunta
para que serve a literatura, a poesia.
Ninguém pergunta para que serve
o Luciano Huck

A poesia serve para ser feita e lida.
Para embarcar sonhos. Para limpar a língua.
Para sacudir o beijo.
Para mandar longe a vilania

Como assim não serve para nada?
A poesia serve como uma luva, chuva
no coração partido, lírio na sombra,
completude. Tudo é verbo que me inunda

Poesia é autoconsciência da linguagem.
A cultivamos em comum acordo.
Cria uma realidade oposta
aos discursos impostos pelos poderes.

É nossa opção de vida e desmascara
o vazio da linguagem em ruinas.
Catequiza, civiliza, habita o espírito,
é instrumento de insurgência e resistência.

É o que temos nas mãos. Vamos usá-la.

E restabelecidas as rotas poéticas…

Diamante
Nei Duclós



Não poderia faltar ao nosso encontro
feito de quimera e alguns esboços
em que rabisco teu rosto, minha bela
e toco teu cabelo em fogo brando

Fico na espera, aguardando teu retorno
nessas esquinas de pedestres e silêncio
quando a cidade morre em dias mornos
e sou um capote cinza e mãos no bolso

O chapéu fica encharcado de agonia
o céu chora e venta o tempo todo
sobre o bilhete que chega de repente

É um recado teu, vindo de longe
onde agora mora teu amor para sempre
numa caixa fechada de guardar diamante

E leiam mais, leiam a inundação poética que este Bardo, Nei Duclós, às vezes, também conhecido por Jack O Marujo, está fazendo em Poesia.

Com sonetos, ele eleva e garante voz à Mulher em Poesia. Por isso, já somos uma legião de EvasAlmas a persegui-lo, e sim, já estamos em tratativas de inovar um botão nas redes sociais, porque já não basta curtir, comentar; agora, está na hora do gozei, uma clicada certa, ao que pode o Amor Poético, e seguimos… e hoje ainda há o banho com Eros por aqui.

Beijos, bom final de domingo e boa semana a todos!