Que céu!
Radiante imenso..
Sem obstáculos, deslizo longe.
As nuvens sumiram, mas os ventos podem trazê-las logo.
Vou me agilizar e esbaldar em alongamentos.
Brincarei na horizontal até não aguentar.
Cansei das árvores.
Ah esses tempos indefinidos tentam me aprisionar.
Buscarei bons tempos…
Não quero atrofiar minhas asas.
Nossa! Estou trágico para um pássaro.
Urubu? Corvo?
- Carniceiros e vingativos -
Bem-te-vis?
- amigos e poetas -
E eu tão lindo, tão lindo, liiiindo!
Eis o perigo!
Nunca caçam as bruxas feias.
Não! Para coleções só querem as borboletas feiticeiras.
Ah! Por falar em beleza…
Vou dar uma rasante ao lago, mirar o visual e me alegrar!
Narciso, sim, mas que fazer?
Se sou tão belo…
VoaaaaaAndo chego à margem,
reflito na estonteante imagem e me banho.
Inspirado retorno para dar brilho ao sooool.
E, epa!
VoltaaaAndo…
Ainda sobrarm alguns.
Malditos jurássicos bodoques!
E, não fosse eu, o maravilhoso filho da coruja
Voaria liiiivre
…lindo
e SOoooLto!
Carmen Silvia Presotto, Dobras do tempo, Vidráguas!
A Arte é de Américo Conte!
Hey, moral da história(rs), voar é com pássaros e poetas, asas de pleno vooooos… e um feliz domingo a todos que por aqui chegarem!!
“DOBRAS DO TEMPO” – POESIA SINGULAR
por Francisco Miguel de Moura – membro da Academia Piauiense de Letras*
Na minha vivência com livros, tenho notado o desprezo que a crítica dispensa à primeira obra do autor (à chamada estréia), tal como tem preconceito pelo lugar do nascimento do poeta, o endereço do poeta. Se nasce ou mora no Piauí ou em Sergipe, por exemplo, sequer se dispõe a dar uma olhada num poema, desprezando até as orelhas. Não sou crítico de profissão, sou poeta. Aquele – ganha alguma coisa dos jornais, revistas, enciclopédias, etc.; este – ganha o pão de cada dia (o diabo não amassa pão para ninguém), noutra profissão.
Ela não é nenhuma desconhecida, pois constrói e mantém, em conjunto com outros, o site “Vidráguas”, na internete, onde movimenta a poesia, a crônica e a crítica, com seriedade e bom humor. Foi a partir de um lugar chamado “Facebook”, há já algum tempo, que passamos a ser conhecidos e amigos. Por isto, eu talvez fosse suspeito para fazer uma crítica a seus livros.
Leia toda leitura crítica aqui ou no blog do Poeta Francisco Miguel Moura, aqui.
Hoje trago aqui a música que cantamos em homenagem às contadoras de história de nosso Município. Fizemos uma paródia da música Bolero de Ravel e mandamos a ver! (rsrs) Foi muito bacana poder homenageá-las.
BOLERO DE HISTÓRIAS
Venha pra cá
que uma história eu contar e cantar
crianças eu vou encantar
uma grande festa vou formar
com livros nós vamos brincar
(nós vamos brincar)
Leiam toda a postagem aqui ou no blog da Professora Vanessa
Liberdade é viver
Texto de Daniele e Patricia T:11B*
Dê liberdade para a liberdade para o bem. Liberdade sadia, que não prejudique ninguém.
Ser livre, pra mim, não é fazer tudo o que queremos, é ter consciência do que fazemos.
Muitas pessoas gabam-se da sua liberdade. Gostam de dizer que estão livres para fazer o que querem.
Vão para onde querem, e para onde não querem não vão. Não querem estar amarradas a nada, nem esposa, nem família, nem filhos, e afirmam que nem Deus pode amarrá-las; estas pessoas são ultra-egoístas.
Não adianta sairmos pelo mundo fazendo coisas erradas e prejudicando os outros; ter liberdade é ter respeito pelos outros e por si mesmo.
Hey, era para ser toda a semana, mas por motivos de viagens, saltamos uma… e seguimos com nosso enRedo poético, rumo ao terceiro webLivros, onde estaremos cantando, lendo e conVersando com a Poesia Portuguesa.
O encontro de hoje é com Eugénio de Andrade, o da semana que passou foi com Natália Correia… bom domingo, boa semana a todos por aqui.
Nocturno da água
Pergunto se não morre esta secreta
música de tanto olhar a água,
pergunto se não arde
de alegria ou mágoa
este florir do ser na noite aberta.
Eugénio de Andrade, Ostinato Rigore (1964) e POESIA
Sobre as sílabas
O assédio do verão, as rolas
dos pinheiros, a risca de sal
das areias; às vezes
chovia – então um barco
de borco era o abrigo,
era o amigo; a chuva abria
o aroma dos fenos, não tardava
o sol em cada sílaba.
Eugénio de Andrade, POESIA e Rente ao Dizer (1992)