Vidráguas à Lya Luft!

Vidráguas à Lya Luft, hoje o meu dia poesia é dela....

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Átimos, um poema presente de Adriano Nunes, viva!

Ganhar um poema nos alonga em existência. Gracias, gracias Adriano! “Átimos” – para Carmen Silvia Presotto Para espantar os pássaros, os braços Abre o espantalho. O vento forte bate Em suas velhas palhas. Outra esvai-se. Porém eis que se atreve um corvo a dar Seu ar de graça sobre a mão de pano E tralha. Cisca, bica, e já não há Mão, mas um grácil ninho. Ora, para Que sirvo se nem mesmo um corvo espanto? Pensa o espatifado espantalho. Nada Parece contentá-lo. Os muitos grãos Da fazenda furtados pelos pássaros Permanecem. O sol cega seu olhar Despido de farrapos. Nem um traço De medo impõe às aves. Que dor vasta Atinge-lhe os recheios! Bem será Que o fazendeiro irá fora atirá-lo Feito um trapo. Nem corvos nem as...

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Lendo: A poesia – Uma iniciação à Leitura Poética de Armindo Trevisan

Pensando a musicalidade poética com Fernando Pessoa e Armindo Trevisan que nos sopra: “.. . é Fernando Pessoa quem esclarece, como nenhum outro, a importância do ritmo poético ao contrapô-lo ao ritmo prosaico.”. “A arte que se faz com a ideia, e portanto com a palavra, tem duas formas – a poesia e a prosa. Visto que ambas se formam de palavras, não há entre elas diferença substancial. A diferença que há é acidental, e, sendo acidental, tem que derivar-se daquilo que é acidental, ou exterior, na palavra. O que há de exterior na palavra é o som: o que há pois, de exterior numa série de palavras é o ritmo. Poesia e prosa não se distinguem, pois, senão pelo ritmo. (…) o ritmo consiste numa graduação de sons e de...

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Do meu corpo para todos os corpos, poema de Paulo George…

E porque Eros existe, eis aqui no corpo do afeto, na pele da vida, Ele em um belo poema de Paulo George. E vamos ler poesia. DO MEU CORPO PARA TODOS OS CORPOS Quero ser poema no teu corpo percorrer tuas linhas com meus versos descalços que conhecem todos os mistérios das ruas. Quero no teu corpo ser como os animais que no primeiro encontro se mordem, se ferem e depois se entregam sem medo. Quero fazer no teu corpo minha festa de primeiro aniversário minha fome de viver tudo minha fama de não ter fama. Quero ir no fundo do teu corpo como um marinheiro que descobre seu tempo no porão de um navio. Quero saber do teu corpo como o pássaro que conhece o ninho como a memória que não esquece o pensamento. Quero passar no teu corpo como o vento que...

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Hoje, lendo e esparramando Paulo George…

Psiu! Hoje, leio, desvendo e esparramo a poesia de Paulo George, o Paulinho Poeta. Muito, muito bom! A obra do poeta não precisa ter meta pode ser uma cobra pode ser em linha reta A obra do poeta ao poeta nada cobra pode ser uma seta pode ser uma sobra A obra do poeta pode ser direta pode ser sem lógica pode ser outra obra pode ser do operário pode ser uma ópera A obra do poeta nasce na caverna vive na moda é uma forma eterna que o tempo desdobra. e Uma caneta um papel uma borboleta nu céu e boca pequena finge que é cena nada de escarcéu Pra quê saber mais se a paz já nos faz cruel. SOUZA, Paulo George Merhy. in: ARTE POEMAS, Capa e Ilustração de Augusto Jatobá, edição do autor, Rio de Janeiro, 1987. Aqui mais sobre a Obra e Trajetória...

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Lendo, Edilberto Djuba Pires!

Hoje em Vidráguas, um poema do companheiro de esparramos poéticos: Edilberto Djuba Pires. Uauuuuu. DOS DELÍRIOS DO DJUBA Voar é uma linda e delicada poesia o pardal o poeta marginal incômodo underground voo inquieto, canto aberto canto de protesto. Poema de Edilberto Djuba Pires!

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Dias, poema de Elke Lubitz em Vidráguas!

Hoje, ao entardecer os “Dias” de Elke Lubitz, um poema que amo. E vamos ler, trocar, esparramar poesia.! há dias dourados feito saudade fincada no sol há dias morosos feito saudade pairada no ar há dias, não sou não sol, não ar há dias….. Poema de Elke Lubitz, leiam mais poemas da autora...

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Lendo Retrós, poesia de Eliana Pichinine…

Hoje, amanheci lendo “Retrós”, poesia da poeta e amiga Eliana Pichinine. E amo esparramar quem leio. SILÊNCIO Dias sem par Pensamento cabisbaixo Sorriso roubado Nas vestes da face MOMENTO SINGULAR Tranquei o espaço Escapuli do infinito Exorbitei a subtração Entrei no quarto Sumi TEMPORALIDADE O tempo transpira espera expira PICHININE, Eliana. In: RETRÓS, Multifoco, Rio de Janeiro, 2011. p.p. 49, 89, 153

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Cântico nu, poema de Domingos da Mota

Um lindo poema ao Dia Internacional da Mulher, Ave Poesia! Cântico nu Amiga, não lembres que andaste na rua: pisada, ferida, mordida / tão nua. Teus olhos sangraram. Teus seios sofreram. Teus lábios gritaram, murcharam, perderam o brilho das rosas. Fizeram-te um filho. O pai?, não o conheces. Pois tu saciaste lascívias sem nome na alcova das preces. Não lembres, amiga, que andaste na rua, sem eira nem beira, mais morta que viva. À flor do vazio, da pele, do prazer, enquanto cerzias, num rito de amor, soluços e beijos, querias comer. E vias teu filho sem rumo, sem norte, à esquina dos dias, à margem da sorte. Amiga, esquece que andaste na rua: chamaram-te puta, ao filho, bastardo. E tu a mulher, a mãe, que sei eu?, tentando viver – para...

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Poética, um presente poesia de Adriano Nunes, salve!

Que feliz estou por ganhar este poema! Gracias, gracias, gracias Adriano por tua Amizade, Poesia, Laringes de Grafite e em maio, Antípodas Tropicais. Viva! “Poética” Para Carmen Silvia Presotto Pela janela do carro, Eu observo o Corre-corre rotineiro De transeuntes Transtornados pelo acaso. Os meus sonhos, Ecos de tudo, relembram-me, Sem vacilo, De que posso desviar-me Das vis regras, Corvos à espreita do fígado Já bicado. Inúmeras folhas rasgo, Fico tonto, Nenhum verso quer dar certo, Quer vingar, Ficar pronto. Só o esforço, Carne e osso! Ai, quanto me desespero! Vai-se a tarde. O trânsito, o olhar atento. De repente, – Não deve ser diferente Com os outros Vates – Lançam-me ao infinito As sinapses! Poema de...

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Luiz Otávio Oliani entre-textos em uma leitura crítica de Tânia Du Bois

O AVESSO do VERSO por Tânia Du Bois O livro de Luiz Otávio Oliani, entre-textos, faz descobrir o avesso do verso como desafio para seguir anunciando a poesia como o instante de diferença na vida do leitor, porque a voz do autor brota na impressão do poema do outro autor. Entre-textos revela as tramas da palavra na sensibilidade dos poetas, revertidas na expressão da linguagem, realçando o avesso do verso como impulso literário, o que dá sentido, quando resgatadas no dia a dia, provocando reações emocionais ao conduzir o leitor para o caminho de lazer e prazer. É leitura em que o leitor se beneficia da oportunidade de conhecer vários poetas na liberdade de seus pensamentos, dando à existência o sentido mágico, libertador aos olhos do...

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