Archive for the ‘Reciclagens...’ Category

seguimos piando poesia no “tuíter”

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Difícil ficar sem escrever, sem blogar… enquanto estivermos em manutenção, sigam-nos no “tuíter”.

www.twitter.com/vidraguas

psiu! segundo pesquisas em dicionários twitter, aportuguesado por Vidráguas por tuíter, significa, piar, gorjear em inglês.

fios…

FlyingLesson

Fios retorcidos

Se escrevo, é para um dia renascer.
Algum motivo
um quem sabe ou
pobres filosofices de um talvez.
Batizam-me com palavras para que encontre um mundo
sinta um eu despencando de um ego e
vague acéfala.

Se escrevo, lanço-me em águas.
Tateio universos e
rindo para minhas lágrimas
digo a um impossível tudo:
Basta…quero viver!

Mesmo que haja pedras em minhas fronteiras
Mesmo que haja humanos soldando meu sangue
Basta…quero viver!

Se é que há arco-íris, escrevo.
Sonho desvendar segredos…
Juntando meus pedaços,
pareceria inteira…
Enquanto um finge, outro eu vive.

Um dia
Palavras cruzadas
Fios retorcidos
Balões e coloridos domingos
Crescerão…

Poema: Carmen Silvia Presotto
Fotografia: Robert Parkeharrison

pensando a Poesia com Rubens Jardim

poesia

Recortes do Livro Cantares da Paixão, p.p.135,136,137,138, de Rubens Jardim.

poema

DA INJUSTIÇA
*por Pedro Du Bois

Amaldiçoado em lágrimas
rasgo olhos ao horizonte
poente
inutilizo a noite
na chegada
em refúgio

(os cães ladram)

rememoro a hora
da notícia transmitida
palavra por palavra
revejo minha imagem
cristalizada
no congelamento
da lágrima depositada

(os cães farejam)

as dores se afastam
no distanciamento
necessário ao medo
o corpo estremece
ao se pertencer em dores
no horizonte hostil
da janela aberta
o futuro se depara
com a impertinência
do presente

(os cães comem)

afasto suas mãos das minhas:
o contato é lucidez
inoportuna na desesperança
a oração despercebida
rompe o silêncio
e se perpetua
afago o deslizar da hora
em horas subsequentes

(os cães se defendem)

murmuro o nada acontecido
e desacordo em sonhos
o retorno convive
com o fato
desproporcionado
revivo o outono em folhas
pelo chão
recupero a sanidade
e me faço cristal
de rocha esfacelado

(os cães se diferenciam)

sofro o instante
e gesto
o silêncio
o emudecer transmite
a incerteza da pergunta
na vastidão ampliada
da insensibilidade

(os cães desfazem)

posso perguntar
o que bem entendo:
mas não entendo
posso exprimir
a minha raiva:
mas não pretendo
posso aproximar
os olhos à fotografia:
mas não enxergo

(os cães confundem)

calendários dizem que os anos passam
o exercício diuturno de recuperar
o inconsciente e o aguardar
refulgente: recomposto
o exército lancinante dos ataques
distribuí ossos que estalam

(os cães apavoram)

um dia destaco na pedra
o sinal: acordo
um dia acordo e na pedra
destaco o sinal
um sinal na pedra
é destaque quando acordo

(os cães se acovardam)

olho e enxergo
ouço e escuto
pego e sinto
levo à boca
e o sal amarga
o recesso de onde retirado
avaros dias de permanências
permanentes signos
aparentes esboços
o processo desarruma o fato
em procedimentos

(os cães arfam)

ouvidas as testemunhas
os peritos dizem
das especialidades
nada
nada
a improvável condenação
confundida em versos
na reversão da realidade

(os cães obedecem)

choro atravessar o espaço
desconsolado em fatuidades
remoço a fotografia
e me instalo diante
da orfandade
perder significa atos
ao despropósito
de continuar vivo

(os cães silenciam).

*poema inétito. Leiam mais poemas no blog do autor:

http://pedrodubois.blogspot.com

e pespontos…

Lixeraturas

CLO5

piXação
pixelAção
- arte –

nos muros das vidas
- ondas navegantes –
janelas de temposinteplus…

Poema de Carmen Silvia Presotto

*Fotografia: Nick Knight