Archive for the ‘Reciclagens…’ Category

O dia Internacional da Mulher foi ontem, mas que seja sempre…

Hey! Palavras ao Dia Internacional da Mulher…
por Carmen Silvia Presotto



Não que não goste deste dia. Mas confesso, sinto medo ao comemorar um único dia por tudo que teço, tecemos…. Este único dia me indica reposições, expiações de culpa e o que é pior nos traz ufanismos hipócritas, atentos!

Mulheres vivas ao dia sim, mas por ele nos dar consciência de que o nosso sexo é a palavra, de que a liberdade segue sendo foz e fonte para banharmos nossos sonhos e …

Sonha paz e amor
encontra
dor
e àsperas esperas

Busca a felicidade
há espinhos
de humanidade
étereas fugas

Despe-se de vida
veste-se de carne
sangra …

Cai de deusa mulher…

E ao cair, me encontro, nos encontramos com o discurso de que não há dia do homem, um dizer tão velho quanto dizer que somos tecidos por costelas de adões… e viva Eros!!

Psiu, mulheres!

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Mil – Folhas ao Anáguas Vidráguas…

Mil-Folhas



Onde a pele
parto a parede

Mil-folhas
na face
oculta-Me

Beijo que o espera

pétalas em sépia
lábios: arco-íris!

Lou Albergaria é autora de O Cogumelo que nasceu na bosta da vaca profana e escreve conosco ao Anáguas- Vidráguas, leiam mais poemas em seus blogues: Semente de Amora e a Loba de Ray- Ban


Imagem: via web

Vidráguas a Lucio Dalla…

Vidráguas a Lucio Dalla



Choro ao ponto desfeito,
no umbigo do sonho
que sejas logo, renascimentos…

Caruso!
de teus acordes
uma linda história
e sou movimentos
colho o vento branco, notas
a balançar os cílios da memória…

Carmen Silvia Presotto, poema a Lucio Dala, Vidráguas.

Fluxos… poema de Carmen Silvia Presotto



Fluxos

Há momentos
em que travamos a saliva
arranhões
no gosto das palavras

uns chegam
feito ardis
outros,
agridoces
tal mel e anis

Palavras
em melodia
saltitantes
inVentos

em poesia
templos
:
influxos a digerir nossas vidas…

Carmen Silvia Presotto – Vidráguas!

A arte é de Magritte.

“Nada acontece duas vezes”, poema de Carmen Presotto à Wislawa Szymborska

Nic dwa razy*
à Wislawa Szymborska



Tua asa em meu jardim
chega como se fosse uma pluma do Éden
paro, observo…

ela vem úmida
ela vem com sal
corro à piscina
vejo o banho do pássaro
olho à gaiola
ele está lá

enfim,
tudo em seus contornos
olho ao céu
a tempo de perceber um arco-íris em luz…

Poema de Carmen Silvia Presotto

*Nada acontece duas vezes