Archive for the ‘Reciclagens…’ Category

Então é Natal… metamorfoses!



Um beijo a todos que aqui chegarem, desejo de um Feliz Natal e um 2012 e, amigos queridos, estaremos de férias até dia 3/1/2012.

E a todos que escrevem semanalmente conosco aqui, em nosso Projetos Culturais e em Redes sociais, gracias mil, pois hoje já somos mais e melhores!! E seguimos…Feliz 2012!!

Estamos na era do delete, uma carta ao imaginário

Estamos na era do delete
por Carmen Silvia Presotto



Estamos na Era do delete, tal qual a Idade Média, só que em mídia?

Hey amigos!

O que vêm buscara aqui que não encontram? O que dizemos nós que os espantam?

E digo isso, pensando em conversas que temos sobre o que viemos tecendo por aqui, e também por estar lendo Amor Líquido- sobre a fragilidade dos laços humanos de Zygmunt Bauman, onde percebo cada vez mais o descarte das relações humanas, o fácil deletar, o sair, o deixar o que está para ser construído. O descaso muitas vezes com o texto do outro. E também, claro, o cuidado de muito Vidraguenses que agrededeço de coração, um passo já demos.

Mas, nos dias de hoje, penso que persistência mais do que nunca é sabedoria. Sair, para nós não é uma saída tão fácil, pois se estamos juntos e todo dia por aqui lendo, escrevendo, é porque também estamos buscando um trabalho de construção, de trocas grupais e não guerrilhas. Um tempo de escritura em redes sociais, onde a Poética siga sendo um passo Cultural, por isso poemas, músicas, conversas, Arte…Arte de conviver.

Sim!

Vejam bem o cotidiano, leiam, e vamos nos dar conta que em muitas situações isto não sucede, pois estão se formando verdadeiras guerrilhas.

- Gente. Que é isso?

Leiam toda a carta poética

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então é Natal, poema enRedado Vidráguas e Feliz Natal!!

Psiu! a todos que estão conosco, um beijo e nosso enredo de Feliz Natal e que 2012 seja repleto de Arte, versos que conversem e seguimos!!



Para ler ampliem a imagem, ou leiam lá no blog de Luana Neres, autora de nossa arte.

… e seguimos sendo bem lidos, vejam: webLivro I, mais de 24.000 leituras e o II, mais de 13.000 mil leituras, isso é muito bom.

Para a semana estaremos com o III webLivro e dia 15 de janeiro faremos um ano e vamos comemorar, eba e logo estaremos com mais novidades sobre este Projeto Cultural Vidráguas

Beijos e bom início de semana a todos.

Em Vidráguas, reedição de nosso enRedo com Orides Fontela

E por acreditarmos que um verso deva sustentar outro, assim como um sujeito a outro… seguimos, lendo, compartilhando, ressignificando-nos com atos poéticos, através de alguns gritos que ainda nos ecoam…

Fácil não é, mas que seja possível um dia, nem mais um poeta-cidadão morrer no sanatório ou viver de favores, e sigamos o grito de Orides Fontela.

Para ler amplie clique na imagem ou leia lá no blog de Luana Neres, autora de nossa Arte por aqui.

… e seguimos sendo bem lidos, vejam: webLivro I, mais de 24.000 leituras e o II, mais de 11.000 mil leituras, isso é muito bom.

Doces sabores do imaginário, crônica poética de Carmen Presotto

Doces sabores do imaginário
com lembranças do Vô João


Fotografia de Renata Leite

Imagino Rio..

Rio do imaginário
e vago em tuas lembranças mínimo riozinho,
escondido por arbustos entre árvores.
córrego transparente que clareia saudosamente minha imaginação.

Nela, te tornas grande…
Inconfundível fito o Nilo
abrigas os melhores momentos de minha infância.
sinto tuas pedras, bato em teus peixes, refresco-me em tuas águas
e quando em apuros, lembro da paciência nas primeiras braçadas.
deito em tua correnteza e deixo a vida andar.
flutuo pânico e idade em teu curso.
enquanto em meu leito, aceito envelhecer
e permito ao coração caminhos para um novo amanhecer.

RIOzinho…
Cenário de piqueniques, da primeira coca-cola, do pão-de-ló, das amanteigadas
bolachas, dos alegres domingos em família, do trigo com charque, das bergamotas ao sol, descascadas por alguém que lia histórias, contava piadas, enquanto deitávamos junto à velha figueira para respirar.

Quando triste, lembro-te RIOzinho
e rio tanto…tanto…

Até meus olhos marejarem amargos como água do mar.
então Rio de águas…Rio de dor…Rio de alegria.
Só choro, ao secarem tuas imagens pelos amigos que partem.
(S)em tuas margens entendi que outras águas também viverão sem mim.

Carmen Silvia Presotto, Dobras do Tempo.