Archive for the ‘Versos que Conversam’ Category

tranças de Carmen

carmen_silvia_presotto
Tranças de Carmen
uma receita poética transdisciplinar

Abre o jornal e lê
Abrê o micro
e lê
os blogues junto a ti
os outros
os e-mail
e responda
elimina os possíveis spams..

Depois, de tudo sublinhado
Anota num papel
e para deixar de pensar
escreve

Vai a Livrarias
visite livros
compra
e lê

Encontra amigos
Lê poeta
relê a vida
conVersa
e escreve

Caminha
Absorve a realidade
e escreve

Então espera uma data especial
Te vista de rainha
Inverta a banca doLar
e

Gumes

Games

Ganas

Desenhos
Te anima
e
Toma um Drinque Labaredas, come um Tomate Verde Frito, inventa outras receitas, brinca, bloga e escreve até seu google chegar…

Poema: Carmen Silvia Presotto
Arte: Américo Conte

* E aguardem logo, logo teremos outra receita: O Banquete de Platão e tudo isso gracias à Poesia que inventa , rompe feiras e bancas, revive e deixa viver.

um poema de Luís Serguilha traduzido à Língua de Baudelaire

No fragmento inexprimível da defensora germinação
o sopro invertido da tremeluzente palavra
pulula inteiramente
até às torneiras desgrenhadas do luminoso corpo
como os diagnósticos dos bailadores solares a
retalharem as precipitações das cerejas
que transcorrem unicamente
nos ingredientes dos construtores das furnas

Os domínios penetrantes dos pássaros conservam as potências dos becos
plenamente enfeixados na exaltação das cartilagens
e os perfis das estalactites são forjados no bel-prazer das
despovoadas árvores
cartografadas pelos encanamentos espavoridos dos hospitais aéreos
onde os bastidores duma bossa gigantesca anunciam
obsessivamente o êxito das profundidades
numa dália empapada
incessantemente de ar

Um fio de madeira estua nas solicitações do átrio calafetado dos casarões
onde as impalpáveis adivinhações gatafunham no
algodão dos oráculos
como as ondulações das gazelas a recuperarem as dobradiças
das trovoadas
para intervalarem a discórdia do moliço na rugosidade primaveril do
sol

És tu serás sempre tu na arquitetura invisível do expansivo esmeril
a contrair ciclicamente a paciência da claridade onde
a vibração decomposta das arestas convence as canalizações dos frutos
a masturbarem-se no casamento arroxeado da árvore
e os abonos duma greta beberricam gulosamente
sobre as concessões mais esticadas da descoberta alienígena
para prevenir a ignorância da solenidade
na viração contínua das bocas

Poema:Luís Serguilha in: Embarcações / 2004
Tradução:Leonardo de Magalhaens

van-gogh1

Dans le fragment inexprimable de la germination défensive
le souffle inversé de la parole tremblante
pulule entièrement

jusque aux robinets ébouriffés du corps lumineux

comme les diagnostics des danseurs solaires à

hacher les précipitations des cerises

passant uniquement

dans les ingrédients des constructeurs des cavernes

Les dominations pénétrants des oiseaux conservent les puissances des ruelles

pleinement fourré dans l’exaltation des cartilages

et les profils des stalactites sont forgés dans le plaisir des

arbres dépeuplés

faite cartographie par les ensorcellements effrayés des hôpitaux aériens

où les coulisses d’une nouvelle gigantesque annoncent

obsessivement le succès des profondeurs

dans une dahlia trempé

incessamment de l’air

Un fil en bois a bouilli dans les sollicitations de l’entrée calfatée des maisons

où les divinations impalpables griffonnent dans

coton des oracles

comme les ondulations des gazelles pour récupérer les charnières

des orages

pour faire interstices la discorde de la paille dans le rudesse au printemps du

soleil

Tu es tu seras toujours dans l’architecture invisible de l’émeri expansif

pour contracter cycliquement la patience de la clarté où

la vibration décomposée des arêtes convainc les canalisations des fruits

en se masturbant dans le mariage violacé de l’arbre

et les primes d’une fissure boivent gourmendement

sur les concessions les plus étendues de la découverte étrangère

pour prévenir l’ignorance de la solennité

dans la brise continue des bouches

* Arte de Vicent Van Gogh

questão de pele…

1449778

Vulgo Lataria

É uma questão de pele
dizem por aí.
Afinidades impregnadas de afins.
Repulsas e atrações feito um ímã
que quando concatenadas
transpiram prazer e bem estar.

Tocadas, esfregadas, coladas
Tato de bálsamo e sensações
Saudáveis, sedosas, suadas
Peludas, peladas, aromatizadas.

Energética, manta que acalma.
Agasalho da alma.

Que ao corpo deslumbra e desfruta
em mergulhos viscerais,
que já fogem as nomenclaturas
da superfície que atrai.

Américo Conte

hoje, sal-grando em Vidráguas

lagrima de sangue

Sal-grando

Choro tanto
Sou puro pranto
Mesmo sem lágrimas
Alguma coisa me inunda
Imunda!
E sai salgando tudo…
Sangrando o mundo!

Aline Morais Farias

Leia mais poemas no blog da autora:
http://alinemoraisfarias.blogspot.com/

*Aline, bem- vinda à Trança Poética Vidráguas e que venham mais versos…

amares, um poema, um livro de Pedro Du Bois

matisse

Amares

Se me tens no contraído corpo
tenso
pretensa hora da chegada
a escravidão
a escuridão
no desencontro tido
pérfido espírito
o que espiona
espia
soslaio arranhado
nos teus olhos

imensamente perdidos em torrentes
tu és noite e mar em fúria
telúrico sentimento sobreposto
ao mistério do que tens: a mim
em subterfúgio e esdrúxulo corpo
despido em festa, tu és a floresta.

Pedro Du Bois, AMARES, organização de Tânia Du Bois,Edições do Autor.

Arte de Henri Matisse

Psiu! Queridos Amigos,Pedro e Tânia, que alegria chegar em casa e me surpreender com este belo presente a Elas- uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
Um beijo amigo e meu coração e a poeta em mim agradecem, e seguimos com a trança poética Vidráguas. Vivas!!!
*Carmen