Archive for the ‘Versos que Conversam’ Category

Entrega, poema de Janet Zimmermann em Vidráguas!

ENTREGA
poema de Janet Zimmermann




a hora da praça
é deserta.
bancos chorosos
aguardam cansaços.


baratas silenciam passeios
e as louças
derrubam fantasmas
mal colocados.


enquanto a lua espia,
anjos
transitam
entre demônios e ratos.


restos sonham.

*Janet Zimmermann escreve conosco em redes sociais, todos os dias em seu blog Chão de Giz e que gosto e leio sempre e recomendo…

Gracias Janet pela companhia e bom domingo a todos que aqui chegarem!!

A fotografia é de Ana Pérola Pacheco!

Amo, poema de Sulamita Ferreira Teixeira…

Amo
poema de Sulamita Ferreira Teixeira*



O ímpeto medonho dos teus versos
acalma o desespero dos meus sonhos.
Acaricio tua presença em minha memória….
e danço embriagada a música germinada
do teu sorriso.

Amo-te
sem a permissão do amanhã…
Amo-te
até que a noite silencie teu canto…
Amo-te
no tempo dos heróis sem nome
que eternizaram cada conquista.
Amo-te
Amo-te
até que o sono eterno
imortalize nossa alma!….

*Sulamita escreve e administra o grupo Vidráguas no Facebook, junto a mim, Carmen Lúcia e Vanessa. Um prazer trazer e divulgar seus versos também aqui no site.

Beijos e bom final de semana a quem aqui chegar!

A fotografia é de Jan Saudek!

Quer saber VIII – poema ao cotidiano…

Quer Saber? – VIII



Ah!
- quer saber?

hoje é sábado
o sol se estende
a felicidade sussurra
o coração tende…

vidraguo
além de mim,
nado
canto
amo

e onde o todo se curva
infinito ao vento…
tapo o nada

… te encontro
e quer saber?
-suo me consumo por ver-te…

Carmen Silvia Presotto – em mais um poema a série Quer Saber – Vidráguas. Poemas ao cotidiano, leves , cantantis, pulsantis e brincalhões!!

A fotografia que uso para marcar esta série é de Ilya Rashp!!

Poemas aos sábados Vidráguas, A Viagem do Eco…

A VIAGEM DO ECO
poema de Wilson Caritta



o sol é tão constante
poucas ausências
mesmo oceano
textura de algas

vozes cantam
ao falar
tantos rumos
caminhos prumados
excesso de tudo

a vida chega
por outras portas
uma questão de retorno?

achei o eco imediato
parecia tão distante
meu eco voa

desvia e faz curvas
pensa se esconder
nos cajueiros daqui
ao ecoar não há lonjuras
digo ao flamboyant predileto

as distâncias se perdem no ar
toda diferença
resolve ser igual

muda o trânsito
o jeito da vida
pratos de comida…
mas, se o pranto é de alegria
tanto faz o sotaque do choro
o barulho da vida
a infinidade de ondas
simultâneas
banhando meu mapa
fazem o sol e a chuva
servirem vida

em qualquer praia
frio dos dias
noites quentes
amor de poesia…

Wilson Caritta escreve conosco em redes sociais e em Poemas aos sábados Vidráguas e agora também no blog ATEMPORAL, um espaço que está sendo construindo por Karinne para guardar a poesia que aqui também compartilhamos…

Vivas Wilson e Karinne pelo novo espaço poético, está lindo e seguimos trançando versos, poesia e amizade. Bom final de semana a todos que por aqui chegarem!!

Cidade Pássaro poema de Adriane Lima, confiram!!

Cidade Pássaro
poema de Adriane Lima




Sou feito sombra da lua
na calçada ilumidada
desta cidade nua
Passo distante a maior parte
de meu dia como quem flutua


Carros,concretos,sinais ,buzinas
Vivendo absurdos e tudo que alucina
Sociedade morta dentro de fantasias
Cidade que me enlouquece por entre avenidas


Cidade que mudou toda minha vida
Cidade que tragou a magia que havia
Cidade que invade e joga com sonhos
Cidade pássaro tão feia e linda
Seus clãs falidos
Velhas berlindas


Por onde passo me faz vazia
Ás vezes acho que é nostalgia
Teu céu,azul perfeito é o mesmo
de meu mar sem maresia


Atravesso praças,bares e sua gente
Olho no olho, ninguém nem sente
Uma cidade surpreendente
Mata, com simpatia silenciosa
Aperta,quebra os ossos e ninguém
nem nota


Cidade das andorinhas,tú nunca fostes minha,
eu aqui tão só nunca me fiz, verão


Adriane Lima escreve conosco em redes socias, trago aqui poemas seus às nossas sextas, e confiram mais poemas em seu blog: A Asa Oculta da Borboleta.

A arte é de Wend Ng!