Na construção do gesto temos a representação do pedreiro como fonte primordial da vitalidade em quem podemos acreditar como possibilidades da importância das mãos.
“Tenho a terra sob as unhas / o que seria meu / e de todos…// – o que seria se a terra estivesse / sob as unhas // a as mãos calejadas” (Pedro Du Bois)
Uma deusa, feita mármore
beleza poderosa vida da alma
impetuosa seu rosto oval brilha
sob um manto de cabelos castanhos
ondulados.
Bela desenvoltura, pele bronzeada
de cujo corpo você goza e, em seus
olhos, a alma calma e perigosa, ela
a flor do jardim selvagem fui entrando
doce alvo delicada vislumbrado estou.
Movimento quentes corações banhados
de sangue em seu paraíso com seus portões
abertos torres de cristais a pingar de seus poros
loucura, nenhuma palavra a pensar só aperto na garganta
dos rápidos movimentos que bebera, eu não conseguia
tirar aquilo da minha cabeça.
Trêmula, tímida, envolvi no lençol de seda com minhas asas a bater
esfriei o calor de nossos corpos, lágrimas nos olhos, ele
prosseguiu, em pensamentos…
Hoje no anoitecer com os os Bardos e EvasAlmas, um poema de Rodrigo Rios de Lucas, que escreve conosco todas quinta-feiras, e seguimos o Projeto Anáguas, um tempo de poemar com Eros.
…iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em, Nei Duclós em quem nos espelhamos para seguir o canto, porque parafraseando o bardo, amamos sem tirar nem por… e seguimos!
Estamos na era do delete
por Carmen Silvia Presotto
Estamos na Era do delete, tal qual a Idade Média, só que em mídia?
Hey amigos!
O que vêm buscara aqui que não encontram? O que dizemos nós que os espantam?
E digo isso, pensando em conversas que temos sobre o que viemos tecendo por aqui, e também por estar lendo Amor Líquido- sobre a fragilidade dos laços humanos de Zygmunt Bauman, onde percebo cada vez mais o descarte das relações humanas, o fácil deletar, o sair, o deixar o que está para ser construído. O descaso muitas vezes com o texto do outro. E também, claro, o cuidado de muito Vidraguenses que agrededeço de coração, um passo já demos.
Mas, nos dias de hoje, penso que persistência mais do que nunca é sabedoria. Sair, para nós não é uma saída tão fácil, pois se estamos juntos e todo dia por aqui lendo, escrevendo, é porque também estamos buscando um trabalho de construção, de trocas grupais e não guerrilhas. Um tempo de escritura em redes sociais, onde a Poética siga sendo um passo Cultural, por isso poemas, músicas, conversas, Arte…Arte de conviver.
Sim!
Vejam bem o cotidiano, leiam, e vamos nos dar conta que em muitas situações isto não sucede, pois estão se formando verdadeiras guerrilhas.
Espelhamentos a Lutzenberger
por Carmen Silvia Presotto
Nas janelas, a memória de Gaia.
Nos vidros, um inventário de Vida.
Na Cidade, Clio em espelhamentos de suas cenas…
“A verdadeira, a mais profunda
ESPIRITUALIDADE
consiste em sentir-nos parte integrante deste
MARAVILHOSO E MISTERIOSO PROCESSO
que caracteriza
GAIA
nosso planeta vivo: a
FANTÁSTICA SINFONIA DA EVOLUÇÃO ORGÂNICA
que nos deu origem
junto com milhões de outras espécies.
É sentir-nos responsáveis pela sua continuação e desdobramento J.A. Lutzenberger”
Vidráguas a esta espiritualidade que sempre nos desdobra ecologicamente a um um mundo organicamente possível…