Archive for the ‘Videos’ Category

Flormens um poema anáguas e anoitecer com Eros em dose dupla…

Flormens
por Rodrigo Rios de Lucas



Perfeição do corpo
revelando veludo
dos pelos as mãos
como se fosse corrimão
imaginando sua rigidez
dos músculos salientes
expostos ardentes dentro de
uma pele macia com perfume
comendo a fruta formidável, maravilha
seu caju despido para matar no golpe
único da espada longa afiada latejante desejo
rasgando, cortando o corpo da mulher quente
ardente, paixão subindo alto de tesão na espera da tremenda
sensação de seu ser possuir fazendo nova explosão, jorradas no
seu jardim da primavera-verão no calor dos corpo grudados, enroscados,
plantados em todos os poros suave perfume doce do sêmen de ampolas
de energia da vida em amor dos corpos homem & mulher.



Rodrigo Rios de Lucas escreve conosco às quintas-feiras aos poemas Anáguas… e seguimos com nosso Projeto de Poesia Erótica, um dia bardos; outro, evasAlmas… e nas terças e quinta em dose dupla.

… e iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em, Nei Duclós em quem nos espelhamos para seguir o canto, porque parafraseando o bardo, amamos sem tirar nem por… e seguimos!

EROTICÍDIO, um poema Anáguas e um anoitecer com Eros por Lou Albergaria

EROTICÍDIO
por Lou Albergaria



Querem nos matar!

Tornar a imagem
gotas de pedras
que não derretem mais

O Sal

Não sabem mais amar (com) a verdade…

Esqueletos em seus colchões
no solo
formando o muro

Só mais um tijolo na construção da moral!

Então, escorro através do Concreto,…
retiro a venda dos olhos, e
amanheço sinfonia…



Lou Albergaria escreve todas as terças ao Projeto Anáguas em Vidráguas e hoje tece conosco o nosso anoitecer com Eros…

Hoje Lou está em dose dupla, também no canto evasAlmas. E seguimos o coro das bacantes, um dia bardos; noutro, evasAlmas.

…iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em, Nei Duclós em quem nos espelhamos para seguir o canto, porque parafraseando o bardo, amamos sem tirar nem por… e seguimos!

Compassos, um poema a uma amiga

Compassos
a Carmen Lúcia Lima sarmento




Mulher moça
em grande pátio
mulher da água,
água mansa
rio(s) acha a glória do mar
em seus contonos da vida
em que transitas em cura
corre o tempo…

não mostres tuas lágrimas
caridade em ti, define e encerra
sejas presença de seus amigos
vencendo & iluminando o corpo

luta, repuxo à dor, evapora, refaz o tempo,
a cura chega bate a porta, tu atendes, te elevas
em apoio, harmonia, luz quereres de felicidade chamo os santos
me ajoelho & rezo cantos divinos ação das falas e começa agora
a auxilio a quem te ouça, apaga o cigarro, cinzas viram saúde onde o coração bate
tudo é como uma onda no mar…passa….


vem o realinho, corpo onde amor se reveste ninho
águas serenas, vida sem prantos
flutuações
e remanso para que teus passos nos iluminem

pisas no serenos, deslizas no mar, arrebatas o vento
e teu tempo mulher moça, não é turbulinho
é a beleza que roça os veios dos dias

vem água poesia, sem maresia
canta ao sossego das marés do espanto
e elevas ao mar este soluço a outros tempos

apaga as cinzas, colore o horizonte , compasse o suor
e onde nada possa ser possível, sabemos, nada mais é
que uma onda em curas envoltas de amar…

Rodrigo Rios de Lucas & Carmen Silvia Presotto, um poema de amor a uma amiga.


Hoje no anoitecer dos Bardos Artur Gomes, no Anáguas- Vidráguas

mesmo que a solidão me corroa os ossos
por Artur Gomes


Fotografia Guy Bourdin

debaixo da cama
ela deixou o brinco
no teto de zinco
estrelas que ainda não se apagam
e na minha boca
tuas unhas
me sangrando a língua
para que eu não dissesse
que o amor se foi
e o estômago sente
quando a fome salta
quando a febre é alta
dói na pulsação
mesmo assim
deixar de amar não posso
mesmo que a solidão
me corroa os ossos
e devasse tudo
que um dia foi nosso
com os olhos cegos da solidão



Este poema foi postado no grupo Vidráguas e pedi a Artur Gomes para trazer para cá. E Seguimos o canto Com Eros em nosso anoitececer, um dia bardos, noutros evasAlmas

…iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em, Nei Duclós em quem nos espelhamos para seguir o canto, porque parafraseando o bardo, amamos sem tirar nem por… e seguimos!

Hoje, no Anáguas Vidráguas o canto de anoitecer é com Adriane Lima

Passeio de língua
por Adriane Lima



Língua é feminina
extermína caminhos
de vieses , laços
traços do desejo
a saliva desliza
após o beijo

Feminina
lambe, alucina
permite ensejos
transcende paraíso
fende constelações
sabor de estrelas
migalhas de astros
espaços de nebulosas

Feminina
banha a alma
acalma a pulsação
escuridão do quarto
leveza de entrega
tentação solta
dos pés a boca
caminho de furacão

Feminina
tulipa flor
fechando umbigos
lavando possibilidades
sentindo o perigo
escancarada
sobe e desce
na pele
lavando a vida

Língua
artesã de contornos
tateante
serpente
com gosto de
suor e sal …



Poema de Adriane Lima, uma banho com Eros e todos os entardeceres por aqui têm sido assim…

…iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em, Nei Duclós em quem nos espelhamos para seguir o canto, porque parafraseando o bardo, amamos sem tirar nem por… e seguimos!