Livro da Tânia, livro de Pedro Du Bois e Vidráguas ao amor…

“LIVRO DA TÂNIA”
por Tânia Du Bois




Psiu, leiam*
http://www.arevistasc.com.br/edicao_24.html

O amor, segundo Fernando Andrade, “é sempre o motivo mais profícuo a inspirar os poetas.” E ao meu lado tenho Pedro Du Bois, o poeta que escreveu o Livro da Tânia, em homenagem ao nosso amor. São poemas que marcam momentos importantes e dão voz ao nosso relacionamento. Costumo dizer que para amar é preciso receber amor.


“Não escrevo / Tânia / escrevo tânias / tantos são os anos / compassados //
junto as letras / o nome leve / solta o perfume / adocicado // sempre é o início /
onde os corpos se confundem / nas descobertas // no final da tarde / na tranqüilidade da casa / olho-te / como fosse o dia / do primeiro olhar entrelaçado. ”

Leia toda a cônica poética

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Vidráguas à Wislawa Szymborska



Radość pisania
poema de Wislawa Szymborska

Dokąd biegnie ta napisana sarna przez napisany las?
Czy z napisanej wody pić,
która jej pyszczek odbije jak kalka?
Dlaczego łeb podnosi, czy coś słyszy?
Na pożyczonych z prawdy czterech nóżkach wsparta
spod moich palców uchem strzyże.
Cisza – ten wyraz tez szeleści po papierze i rozgarnia
spowodowane slowem “las” gałęzie.

Nad białą kartką czają się do skoku
litery, które mogą ułożyć się źle,
zdania osaczające,
przed którymi nie będzie ratunku.

Jest w kropli atramentu spory zapas
myśliwych z przymrużonym okiem,
gotowych zbiec po stromym piórze w dół,
otoczyc sarnę, złożyć się do strzału.

Zapominają, że tu nie jest życie.
Inne, czarno na białym, panują tu prawa.
Okamgnienie trwać będzie tak długo, jak zechce,
pozwoli się podzielić na małe wieczności
pełne wstrzymanych w locie kul.
Na zawsze, jesli każę, nic się tu nie stanie.

A alegria da escrita
Tradução de Tiago Halewicz


Para onde corre esta cerva escrita na floresta que escrevi?
Para beber da água escrita,
que imprime seu focinho como se fosse folha de papel?
Por que ela ergue a cabeça, escutou algo?
Sobre as quatro patas emprestadas da realidade
ela levanta a orelha sob meus dedos.
Silêncio—esse termo murmura sobre o papel e afasta
os galhos que surgem com a palavra “floresta”.

Sobre a folha em branco agacham-se para um pulo
letras que podem se dar mal,
formando frases ameaçadoras
das quais nada escapa.

Em cada gota de tinta há um bom estoque
de caçadores de olho na mira,
prontos a descer pela caneta íngreme,
cercar a cerva e apontar as armas.

Esquecem que aqui não há vida.
Preto e branco, aqui reinam outras leis.
Um piscar de olhos será tão longo quanto eu quiser
e poderá ser dividido em pequenas eternidades,
cada uma com o chumbo suspenso em pleno vôo.
Aqui nada acontecerá sem meu aval.
Contra minha vontade, nenhuma folha cairá
e nenhuma grama se dobrará sob o casco da cerva.

Então existe um mundo assim,
sobre o qual exerce um destino independente?
Tempo, que eu teço com uma corrente de sinais?
Existência que, a meu comando, não terá fim?

A alegria da escrita.
O poder da consolidação.
A Vingança de uma mão mortal.

Tradução de Tiago Halewicz do poema original em polonês Radość Pisania, extraído de Wislawa Szymborska, Sto Pociech (Kraków: Wydawinictwo Literackie, 2007), em Memória Cultural Polonesa, p.p., 86.87, 88, 89., edição em parceria Vidráguas, StudioClio e Rodycz & Ordakowski Editores – 2008.

Hoje no entardecer com Eros, um Fotopoema de Madhu Maretiore



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Pérolas que adoçam a vida…



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Arte de Cristina Lopes da Cunha, gracias Cris pela companhia!

Professores que transformam, exemplo a seguir…

CIDADE DAS BRINCADEIRAS QUE ENSINAM
por Vanessa Vieira



Há muitos e muitos anos. Em um lugar muito distante daqui, havia uma cidade. Um lugar onde só moravam pessoas que tinham coração de criança.

Lá nessa cidade todas as pessoas gostavam de brincar, eles passavam o dia brincando.
A escola não era feita de prédio, todas as escolas funcionavam em um campo de futebol enorme e também não haviam alunos da primeira série, alunos da segunda série e tantas outras séries que nos conhecemos.
Todos os alunos eram da mesma série e tudo o que se aprendia era através das brincadeiras.

Leiam todo o texto aqui ou no blog da Professora Vanessa, Educar para transformar, um exemplo a seguir…

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