Como o Farol, Interiores vidráguas…
COMO O FAROL
Por Loiri Zancanella Cortese

No alto de uma montanha rochosa, à beira mar, um farol se faz notar com seu facho de luz intermitente, iluminando e sinalizando o rumo certo às embarcações que velejam na densa e cega noite.
Altivo, incansável e solitário, lá está ele sempre pronto e prestativo para ajudar aos navegadores que singram os mares.
Como ponto de referência, orienta o rumo dando maior proteção, confiança e segurança aos viajores. Não se abala com os constantes e impediosos açoites das fortes ondas marítimas que lhe vêm fustigar as bases.
Permanece firme no seu posto, cumprindo o seu importante papel, cobrindo grandes distâncias com sua luz potente e brilhante, ostentada no ápice de sua alta torre. Tudo para que nenhuma embarcação não se perca da rota náutica, evitando possíveis obstáculos que poderiam resultar em acidentes fatais.
Assim sendo, podemos fazer uma analogia com a história do farol e a vida de todos nós.
Em qualquer parte, em qualquer tempo, nos deparamos com semelhantes nossos que necessitam de ajuda. Viemos a este mundo para vivermos em comunidade, mantendo um bom relacionamento com amizade, alegria, diálogo e respeito uns com os outros. E neste convívio é que devemos estar atentos – como o farol – sermos fraternos e solidários quando solicitados, dar atenção através de uma palavra amiga, de uma ajuda que esteja dentro das nossas possibilidades, de uma orientação para clarear ideias e decisões a serem tomadas, de ombros que se oferecem como amparo.
Devemos ser e agir como o farol, irradiar aos outros um pouco da própria luz, para que cada pessoa encontre a sua melhor rota, prosseguindo a caminhada com mais firmeza e confiança, sentindo-se mais segura, vislumbrando, assim, uma vida mais feliz.
Iluminar a vida do nosso semelhante é imitar a luz do farol sentinela e guiador.
Loiri Zancanella Cortese escreve todas segundas-feiras aqui em Vidráguas. A imagem é da internet!
“Ah…(a)mares XXXIV”, eba mais um poema à série maríntimo…
Maríntimo

Hoje mergulhei em nuvens
dei descanso ao Sol
anoitecia, quando em ti, Ele buscou se por…
Tempestades
Luzes da Ribalta
Luzes de Leminski
estrelas recados guardados
selos e trovões no horizonte
Separo a dor, destravo o nó de algumas palavras
dou à alma o desejo de um porto sentido…
arrumo a viagem
na bagagem a mochila
na mochila, versos
nos versos, carne pele e fogo
no fogo, um poema anáguas
:
Da trama de teus olhos
umedeço
úmida de ti
úmida de mim
deslizas
e desapareço…
Hoje mergulhei no ar,
e na queda simples de mim,
sigo em voo de ah.. (a)mares…
no coração o amor, na mão a esperança
e no olhar aVidamentos…
Carmen Silvia Presotto, poema “Ah…(a)mares XXXIV”, do livro em contrução, onde ordeno versos que estão na WEB e também trago poemas inéditos.
Serão 36 poemas que estarão conVersando com fotografias e assim, sigo na busca de compor o que venho tecendo em livros e também o desejo de colocar mais trabalhos no mundo.
Um beijo e boa semana a todos que por aqui passarem!!
Em Vidráguas, Poema Branco de Renato Silva…

Poema Branco
por Renato Silva
A primeira, contra o vento;
a segunda, a favor. Uma o pensa
lazarento; e a outra, esplendor.
A amante
do fogo, tal qual
a amante da água
- a que se acende e
a que se ascende -
igualmente batizadas:
vela.
SILVA, Renato, Uma Cidade nas Nuvens, PATUÁ-2011, p. 49.
Renato Silva é um poeta que escreve conosco em redes sociais, que leio e recomendo…
No livro que ele me encaminhou, na dedicatória está: “Bem-vinda Carmen, à cidade nas nuvens: mi casa su casa”… e gosto deste dizer, pois folhando seus poemas realmente digo: me perco, me encontro e vivo poesia. Gracias Renato!!
E fácil falarmos de nossos mestres, de nossos grandes poetas, mas é importante também dizermos de quem está chegando e Uma Cidade Nas Nuvens vem para mostrar e comprovar isso, a Poesia de Renato não para… e para, dizer comigo e mais, linko aqui Prosa em Poema de Paulo Sabino, outro guardador de poesia, e dos bons…
Psiu! Não consigo desvirar a imagem, mas basta girar o pescoço… bom domingo!!
Entrega, poema de Janet Zimmermann em Vidráguas!
ENTREGA
poema de Janet Zimmermann

a hora da praça
é deserta.
bancos chorosos
aguardam cansaços.
baratas silenciam passeios
e as louças
derrubam fantasmas
mal colocados.
enquanto a lua espia,
anjos
transitam
entre demônios e ratos.
restos sonham.
*Janet Zimmermann escreve conosco em redes sociais, todos os dias em seu blog Chão de Giz e que gosto e leio sempre e recomendo…
Gracias Janet pela companhia e bom domingo a todos que aqui chegarem!!
A fotografia é de Ana Pérola Pacheco!






