DESENHO TRISTES PALAVRAS por Tânia Du Bois

DESENHO TRISTES PALAVRAS por Tânia Du Bois É preciso ter imaginação requintada para desenhar tristes palavras e mostrar que a vida imita a arte, como em Carlos Higgie, “Relato amarelo de uma jovem que envelheceu pensando que um dia, quando a coragem inflasse seu ser, saltaria da janela para o fundo do poço e veria o outro lado, o verdadeiro rosto do mundo.” Ele desnuda a cena de amor com palavras agonizantes, inquietas, que, por vezes, não conseguimos dizer. Revela a vida em cenas que formam o jogo de metáforas com as sentenças, ao anunciar o outro lado da história, entrelaçando e rasgando o silêncio na tristeza. Nas palavras de Carlos Pessoa Rosa, “… sem o vento / o silêncio devolve ao poeta o deserto / das ruas…” A palavra...

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MÁGICA MOLDURA por Carmen Silvia Presoto

MÁGICA MOLDURA por Carmen Silvia Presotto . É… Ela pintou quase todo o quadro. A visão soltava-lhe a imaginação. O breu do céu reavivava a menininha sardenta às lembranças tão cintilantes e visíveis quanto as estrelas que via naquela noite. Enquanto pincelava, ouvia suas vozes preferidas: “Então, filhinha, pintando o sete? Como melhoraste! Viu é só treinar minha netinha… Sílvia, queres um copinho com leite e doce de figo? Será que essa menina não deveria estar dormindo? “ Escutas de como sua mãe tinha razão: Sono há todos os dias, porém algumas imagens, se não aproveitadas em oportunos momentos, se esfumaçam… Às vezes, a imaginação é tão fértil que foge para se camuflar e confundir as ideias, outras vezes é...

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Rastros, poema ao desafio poético 114º

Escrevendo com a imagem. Desafio Poético 114º, projeto da poeta e amiga TaniaContreiras Arteterapeuta. RASTROS Por cada fio de cabelo desfio-te memória história alegoria e sonho pulso à mulher que me habita visito o mito Teseu seta conCreta de volta… Ariadne, um fio de amor que arde Carmen Silvia Presotto – Vidráguas! Imagem:Arthur...

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ABELARDO da HORA: Meninos de Recife por Tânia Du Bois

ABELARDO da HORA: Meninos de Recife Abelardo da Hora é um grande artista pernambucano. Sua obra é universal e traduz muito da alma do povo brasileiro. Como dizem Abelardo “de todas as horas”, porque suas esculturas brotam do cotidiano, da existência, da fala das coisas comuns. Transmite em suas obras o espírito de luta, com vigor expressionista, tendo influenciado o início da carreira de Francisco Brennand. Na sua obra encontra-se a força do ritmo dos movimentos cristalizados em traços simples de gestos rápidos e incisivos. Como as esculturas: “Hiroshima” e a série “Meninos de Recife”. Ele retrata a beleza explícita, ao reproduzir em suas esculturas a realidade que está na nossa frente e não a queremos ver e em algum dia de sua luta,...

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Poemas Traduzidos XCVII – Adriano Nunes

Hoje, lendo “Épigramme”, poema de Guillaume Apollinaire em poemas traduzidos por Adriano Nunes. Epigrama – Tradução de Adriano Nunes Minha jardineira adorada, Tu que almejas saber por que Em tuas costas nem triscada, Como sei, dás a desconhecer Que jamais se bate em mulher, Sim, Senhora, com Flor Rara sequer. Épigramme – Guillaume Apollinaire Épigramme Mon adorable jardinière Toi qui voudrais savoir pourquoi Nul ne tape sur ton derrière Ne sais-tu donc pas comme moi Qu’il ne faut pas battre une femme Et même avec une Fleur Rare oui Madame APOLLINAIRE, Guillaume. Poèmes à Lou. Préface de Michel Décaudin. Paris: Gallimard, 2014, p. 229 Todas semanas trago Poemas Traduzidos por Adriano Nunes ao Vidráguas, confiram...

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Primavero, poema de Carmen Silvia Presotto

Que venha a primavera, Evoé!! desembrulho-me feito pétalas por teu afeto, primavero… Carmen Silvia Presotto – Vidráguas Arte: Frankly Mr. Bebber

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Vejas, bem! ( XLV), poema de Carmen Silvia Presotto

Coisa boa, mais um Vejas, bem! Vejas, bem! ( XLV) Na janela vendo a lua me senti tão além a senhora das horas das ondas do enredo alguém na sua, tão tua… … a desfiar segredos Vejas, bem! a noite está linda há estrelas… e na distância, a imensa ânsia do ser que sinto, sonho, pressinto névoas e labirinto… … teu cheiro adornando o infinito e eu aqui, tão piegas tão lúdica tão táctil lírica, no colo dos instantes aproximando mundos distantes Vejas bem! Hoje aLuo em A Lua* de Bandeira que me sopra: O mar jaz como um céu tombado/ Ora é o céu que é um mar, onde a lua, / A só, silente louca, emerge / Das ondas-nuvens, toda nua.” E sigo em coma de ser feliz. Carmen Silvia Presotto – Vidráguas, em mais...

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Em poemas em primeira mão IV: um vídeo arte com a poesia de Elke Lubitz, salve!

Elke, Ive, Ave Poesia e vidraguando aos dias, seguimos. Gracias! =) Ave Poesia Minha ave poesia bateu asas e voou Versos rotos e turvos no céu Meteroritos da rima quem diria, ave poesia Longa magia. Poesia orai por nós! Poema de Elke Lubitz que escreve conosco diariamente no grupo Vidráguas – em redes sociais. Um prazer estar com seus versos também aqui no SITE e agora no vídeo arte composto por Ive Marques Soaes.

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Lendo Sophia de Mello Breyner Andresen

Hoje, em meu dia poesia: Sophia de Mello Breyner Andresen. Que poema, que poeta! A casa térrea Que a arte não se torne para ti a compensação daquilo que não [soubeste ser Que não seja transferência nem refúgio Nem deixes que o poema te adie ou divida: mas que seja A verdade do teu inteiro estar terrestre Então construirás a tua casa na planície costeira A meia distância entre montanha e mar Construirás — como se diz — a casa térrea — Construirás a partir do fundamento ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. “O nome das coisas”. In:_____. Obra poética. Alfragide: Caminho, 2011. Poema lido aqui: http://antoniocicero.blogspot.com.br/2013/11/sophia-de-mello-breyner-andresen-casa.html A fotografia é de Eduardo...

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Trama, poema de Carmen Silvia Presotto

Anoitecendo com Eros… TRAMA na ponta do verso, te ato no íntimo costuro e por fim… antes do ponto todo gozo me amo, poemo te apronto… Eros componho-te texto ao silêncio Carmen Silvia Presotto – Vidráguas! Foto da WEB, autor desconhecido.

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