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	<title>Vidráguas &#187; Américo Conte</title>
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		<title>libido em Vidráguas, um poema anáguas</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 04:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[anáguas]]></category>
		<category><![CDATA[Américo Conte]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[

Libido

Longe dos amigos, longe das cobranças
longe da família, longe da vigilância.
No meio fio da calçada
sob um céu de estrelas opacas
tua exuberante silhueta é uma placa
indicando o caminho do prazer.
Teus olhos cintilam desejos
Teus lábios fremem ardor
Teu corpo exala malícia
estás sob o signo do amor.
No teu jeito discreto
fluem os sonhos mais secretos
de romper todas as barreiras
e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cid_002701caf42661a7ec500201010a@mauro.jpg" alt="!cid_002701caf426$61a7ec50$0201010a@mauro" title="!cid_002701caf426$61a7ec50$0201010a@mauro" width="448" height="263" class="alignnone size-full wp-image-5678" /><br />
<br />
Libido<br />
<br />
Longe dos amigos, longe das cobranças<br />
longe da família, longe da vigilância.<br />
No meio fio da calçada<br />
sob um céu de estrelas opacas<br />
tua exuberante silhueta é uma placa<br />
indicando o caminho do prazer.<br />
Teus olhos cintilam desejos<br />
Teus lábios fremem ardor<br />
Teu corpo exala malícia<br />
estás sob o signo do amor.<br />
No teu jeito discreto<br />
fluem os sonhos mais secretos<br />
de romper todas as barreiras<br />
e de se entregar sem limites<br />
pois o infinito não permite<br />
preocupações com baboseiras.<br />
Assim anseias por alguém<br />
que te arrebate nesta noite<br />
e sacie tuas carências<br />
que em contrapartida retribuirás<br />
com todo o esplendor de tua essência.<br />
<br />
Poema de Américo Conte</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>e logo será Outono</title>
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		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/20/e-logo-sera-outono/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 18:33:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Américo Conte]]></category>
		<category><![CDATA[outono]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[

Outono

Quando as cores do crepúsculo
se lançam do céu à terra
pincelando com o mesmo encanto
as folhas das nossas plantas.
Insondáveis sentimentos
transpassam nossos corações
truncando-nos as palavras
inibindo as expressões.

Quando ternos lançamos olhar
àquela folha levada pela brisa
sobre as ruas e as calçadas
como símbolo de um ciclo que passou,
não é possível fazer de conta
que deste conto não somos parte.

Poema de Américo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/outono.jpg" alt="outono" title="outono" width="315" height="473" class="alignnone size-full wp-image-5054" /><br />
<br />
Outono<br />
<br />
Quando as cores do crepúsculo<br />
se lançam do céu à terra<br />
pincelando com o mesmo encanto<br />
as folhas das nossas plantas.<br />
Insondáveis sentimentos<br />
transpassam nossos corações<br />
truncando-nos as palavras<br />
inibindo as expressões.<br />
<br />
Quando ternos lançamos olhar<br />
àquela folha levada pela brisa<br />
sobre as ruas e as calçadas<br />
como símbolo de um ciclo que passou,<br />
não é possível fazer de conta<br />
que deste conto não somos parte.<br />
<br />
Poema de Américo Conte </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>tranças de Carmen</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/11/trancas-de-carmen/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/11/trancas-de-carmen/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 15:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Poematerapia]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Américo Conte]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tranças de Carmen
              uma  receita poética transdisciplinar

Abre o jornal e lê
Abrê o micro
e lê
os blogues junto a ti
os outros
os e-mail
e responda
elimina os possíveis spams..

Depois, de tudo sublinhado
Anota num papel
e para deixar de pensar
escreve

Vai a Livrarias
visite livros
compra
e lê

Encontra amigos
Lê poeta
relê a vida
conVersa
e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/carmen_silvia_presotto.jpg" alt="carmen_silvia_presotto" title="carmen_silvia_presotto" width="349" height="480" class="alignnone size-full wp-image-4948" /><br />
Tranças de Carmen<br />
              uma  receita poética transdisciplinar<br />
<br />
Abre o jornal e lê<br />
Abrê o micro<br />
e lê<br />
os blogues junto a ti<br />
os outros<br />
os e-mail<br />
e responda<br />
elimina os possíveis spams..<br />
<br />
Depois, de tudo sublinhado<br />
Anota num papel<br />
e para deixar de pensar<br />
escreve<br />
<br />
Vai a Livrarias<br />
visite livros<br />
compra<br />
e lê<br />
<br />
Encontra amigos<br />
Lê poeta<br />
relê a vida<br />
conVersa<br />
e escreve<br />
<br />
Caminha<br />
Absorve a realidade<br />
e escreve<br />
<br />
Então espera  uma data especial<br />
Te vista de rainha<br />
Inverta  a banca doLar<br />
e<br />
Lê<br />
   Gumes<br />
Lê<br />
   Games<br />
Lê<br />
   Ganas<br />
Lê<br />
   Desenhos<br />
Te anima<br />
e<br />
Toma um Drinque Labaredas, come um Tomate Verde Frito, inventa outras receitas, brinca, bloga e escreve até seu google chegar&#8230;<br />
<br />
Poema: Carmen Silvia Presotto<br />
Arte: Américo Conte<br />
<br />
* E aguardem logo, logo teremos outra receita: <em>O Banquete de Platão</em> e tudo isso gracias à Poesia que inventa , rompe feiras e bancas, revive e deixa viver.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>questão de pele&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/10/questao-de-pele/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/10/questao-de-pele/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 00:15:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Américo Conte]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[

Vulgo Lataria

É uma questão de pele
dizem por aí.
Afinidades impregnadas de afins.
Repulsas e atrações feito um ímã
que quando concatenadas
transpiram prazer e bem estar.

Tocadas, esfregadas, coladas
Tato de bálsamo e sensações
Saudáveis, sedosas, suadas
Peludas, peladas, aromatizadas.

Energética, manta que acalma.
Agasalho da alma.

Que ao corpo deslumbra e desfruta
em mergulhos viscerais,
que já fogem as nomenclaturas
da superfície que atrai.

Américo Conte
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/1449778.jpg" alt="1449778" title="1449778" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-4940" /><br />
<br />
Vulgo Lataria<br />
<br />
É uma questão de pele<br />
dizem por aí.<br />
Afinidades impregnadas de afins.<br />
Repulsas e atrações feito um ímã<br />
que quando concatenadas<br />
transpiram prazer e bem estar.<br />
<br />
Tocadas, esfregadas, coladas<br />
Tato de bálsamo e sensações<br />
Saudáveis, sedosas, suadas<br />
Peludas, peladas, aromatizadas.<br />
<br />
Energética, manta que acalma.<br />
Agasalho da alma.<br />
<br />
Que ao corpo deslumbra e desfruta<br />
em mergulhos viscerais,<br />
que já fogem as nomenclaturas<br />
da superfície que atrai.<br />
<br />
Américo Conte</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>tranças poéticas, ao dia da mulher Vidráguas&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/08/trancas-poeticas-ao-dia-da-mulher-vidraguas/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/08/trancas-poeticas-ao-dia-da-mulher-vidraguas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:49:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartografias Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Américo Conte]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[berenice sica lamas]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[Eugênia Fraietta]]></category>
		<category><![CDATA[Gerci Oliveira Godoy]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Bueno]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Hegenbart]]></category>
		<category><![CDATA[tânia du bois]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[Psiu, Amigos!

Sigamos versando juntos para que o Dia da Mulher seja um dia de sempres, tipo uma trança de Evas e Adões a mais Poesia&#8230; Hoje, em Vidráguas selamos a  criação, respeitando o estilo de quem conosco segue conVersando, assim brindamos,  ampliamos, selamos e iniciamos um Bonde Chamado Poesia a todos os gêneros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu, Amigos!<br />
<br />
Sigamos versando juntos para que o Dia da Mulher seja um dia de sempres, tipo uma trança de Evas e Adões a mais Poesia&#8230; Hoje, em Vidráguas selamos a  criação, respeitando o estilo de quem conosco segue conVersando, assim brindamos,  ampliamos, selamos e iniciamos um Bonde Chamado Poesia a todos os gêneros que dela renascem, que sigam, prossigam e que venham mais versos&#8230;<br />
 <br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/trança.jpg" alt="trança" title="trança" width="650" height="960" class="alignnone size-full wp-image-4889" /><br />
*FotoColagem de Ricardo Hegenbart sobre vídeo arte<br />
<br />
<strong>Eu fui&#8230;</strong><br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
um tempo<br />
entrecortado na névoa<br />
pontos<br />
lápide<br />
e servidão<br />
<br />
Eu fui&#8230;<br />
meu próprio vagão<br />
lúgubre espaço<br />
por onde um lenço branco<br />
gritava a Deus<br />
<br />
Eu fui&#8230;<br />
a onda<br />
que sorveu a seca face de Netuno<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/fp_sapho_big.jpg" alt="fp_sapho_big" title="fp_sapho_big" width="259" height="440" class="alignnone size-full wp-image-4891" /><br />
* Sapho<br />
<br /> <br />
A outra,<br />
não, não fui eu<br />
ela é a vida<br />
que escorre em minhas mãos<br />
<br />
A outra,<br />
não, não sou eu<br />
ela é o cristal<br />
que agora me enfeita os pulsos<br />
<br />
Da outra,<br />
sou essa penumbra<br />
franja<br />
nas janelas dos dias<br />
<br />
Vinho de sua taça,<br />
sou este sorvete de Evas&#8230;<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Cecilia+Meireles.jpg" alt="Cecilia+Meireles" title="Cecilia+Meireles" width="260" height="283" class="alignnone size-full wp-image-4892" /><br />
*Cecília Meireles<br />
<br />
<strong>Eu fui&#8230;</strong><br />
por Berenice Sica Lamas<br />
<br />
a trança de Penélope<br />
volúvel<br />
ninfa<br />
veludo estelar<br />
<br />
eu fui&#8230;<br />
olho de furacão<br />
ametista<br />
total<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/wislawa-szymborska.jpg" alt="wislawa-szymborska" title="wislawa-szymborska" width="398" height="301" class="alignnone size-full wp-image-4893" /><br />
* Wislawa Szimborka<br />
<br />
Da outra,<br />
sou este derretimento<br />
lambuzado<br />
que lampeja<br />
plurais<br />
<br />
sou a algema<br />
cravejada<br />
que adocica<br />
pulsares&#8230; da outra<br />
<br />
<strong>Serrilha</strong><br />
por Américo Conte<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/hilda-hilst3bx.jpg" alt="hilda hilst3bx" title="hilda hilst3bx" width="305" height="301" class="alignnone size-full wp-image-4894" /><br />
* Hilda Hilst<br />
<br />
Se fui, não sei, eu sou<br />
Aquela que no Olimpo mantém o seu brilho<br />
Na árdua e invisível labuta diária<br />
Das colchas engomadas e dos lençóis azuis<br />
Dos pisos espelhados que refletem as almas rotas.<br />
<br />
Eu sou, será que fui?<br />
Aquela que nutre os estômagos famintos<br />
Na interminável confecção alimentar<br />
Dos aromáticos e deliciosos temperos<br />
Combustível do vigor e da força moral.<br />
<br />
E seria, e serei, sereia<br />
Carente de afeto, sonhos e ilusões<br />
Fantasiando castelos, príncipes e princípios<br />
Alinhavando em estampas as esperanças<br />
De que um dia quem sabe enfim sei quem sou!<br />
<br />
<strong>Elo suave</strong><br />
por Ivan Bueno<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/henriqueta-lisboa.jpg" alt="henriqueta-lisboa" title="henriqueta-lisboa" width="301" height="339" class="alignnone size-full wp-image-4895" /><br />
* Henriqueta Lisboa<br />
<br />
Marcha desenfreada<br />
Sucumbindo à dor<br />
A dar à luz do mundo<br />
Novo ser<br />
Novos seres<br />
E alimentar, cuidar<br />
Fortaleza delicada<br />
Delicadeza intensa<br />
Sexo forte<br />
Norte, diretriz<br />
Ai de quem te chamou meretriz!<br />
Contrapõe-se à morte<br />
Sendo criadora<br />
Conjunta, par<br />
Complemento humano<br />
Ser divino<br />
És mantenedora e suporte<br />
Do feto, do afeto<br />
De doce embalar<br />
Elo delicado da vida<br />
Elo suave,<br />
Flexível, por isso forte<br />
Delicado, dedicado<br />
Alado, aliado<br />
Sofrimento nem sempre reconhecido<br />
Da dedicação superior<br />
Quem há de contrapor<br />
Ou questionar teu poder,<br />
Tua beleza, teu amor,<br />
Mulher.<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/sylvia.jpg" alt="sylvia" title="sylvia" width="394" height="301" class="alignnone size-full wp-image-4896" /><br />
* Sylvia Plath<br />
<br />
<strong>SABORES</strong><br />
por Ivan Bueno<br />
<br />
Quando em teus cabelos mergulho,<br />
Faço com orgulho.<br />
Ouço-te como a mais bela música,<br />
Encanto, belo pranto<br />
<br />
De sentimentos que fazes aflorar,<br />
Fazes-me chorar<br />
Ao ver-me tão teu: criado, criatura,<br />
Resultado, emoção.<br />
<br />
Co-partícipe da chama primeira,<br />
Paro por ali: terreno teu.<br />
Quando em ti penetro, no escuro,<br />
Mergulho no paraíso.<br />
<br />
É como entrar em santuário<br />
Prazer, amor, criação, vulcão, erupção.<br />
És energia primordial:<br />
Mulher, beleza, serena força helena&#8230;<br />
<br />
De origens que tens e dás,<br />
Sereno ser, elo forte da vida, do mundo<br />
De eterno admirar, querer,<br />
Vislumbre de beleza eterna: mulher.<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/sophia_de_mello_breyner_andresen.jpg" alt="sophia_de_mello_breyner_andresen" title="sophia_de_mello_breyner_andresen" width="334" height="400" class="alignnone size-full wp-image-4897" /><br />
* Sophia de Mello Breyner Andresen<br />
<br />
<strong>EU SOU A MULHER</strong><br />
por António Amaral Tavares<br />
<br />
Eu sou a mulher que caminha lado<br />
a lado com esta outra mulher<br />
<br />
eu sou a mulher que lava<br />
com afinco as escadas dos dias<br />
<br />
a mulher que se ausenta<br />
para longe do espelho recto que lavou<br />
<br />
eu sou a mulher que traz nas mãos<br />
as sombras que apanha do chão<br />
<br />
a mulher grave que traz pela mão os filhos<br />
e a meu lado a outra mulher que sorri<br />
<br />
sou a mulher que olha em volta e ninguém vê<br />
e por ninguém ver se encosta de pé ao cansaço<br />
<br />
a mulher que solta à noite os cabelos<br />
como se abrisse um livro só seu assim<br />
<br />
e essa outra que neles lê histórias de mar e vento<br />
que frisa e guarda em tranças longas de silêncio<br />
<br />
eu sou a mulher que acorda de manhã<br />
com um travo de galho verde na boca<br />
<br />
e se lava como quem abre uma porta ao amor<br />
ou a um pingo de luz na janela suspenso<br />
<br />
eu sou a mulher que leva<br />
pela mão outra mulher<br />
<br />
a mulher que se penteia ao espelho<br />
como uma vara de prumo o coração das mãos ao centro<br />
<br />
aquela que olha para o lado e vê essa mulher<br />
e com ela caminha pelo dia adentro.<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/olgoroz.jpg" alt="olgoroz" title="olgoroz" width="249" height="271" class="alignnone size-full wp-image-4898" /><br />
* Olga Orosco<br />
<strong>A outra</strong><br />
por Gerci Oliveira Godoy<br />
<br />
Às vezes penso que<br />
esta teima em dar voz ao verso<br />
sem rima certa<br />
a juntar letras, sem saber porque<br />
talvez seja outra,  não eu<br />
pois sou aquela que esqueceu o tempo<br />
que fez da vida valsa<br />
num rodar sem fim<br />
dorme acordada em voo<br />
e ao cair é pena<br />
sem lei nem rei<br />
é dó menor<br />
sem pauta<br />
mulher<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Florbela-Espanca2.jpg" alt="Florbela Espanca2" title="Florbela Espanca2" width="271" height="344" class="alignnone size-full wp-image-4900" /><br />
* Florbela Espanca<br />
<br />
<strong>Interlúdio</strong><br />
por Gerci Oliveira Godoy<br />
<br />
De todo meu possível não sou quase nada<br />
Se coisas eu pensei, já nem sei porque<br />
Se a porta estava aberta, agora está fechada<br />
Meu horizonte já não é mais meu<br />
cansei de olhar o céu em busca de consolo<br />
Nem quero ser presente em sonho teu<br />
Deixa que passe o tempo como rio ruidoso<br />
limpando cada pedra no seu mesmo andar<br />
que pelas margens verdes pássaros se aninhem<br />
A terra que germine outro caminhar<br />
Sou casa ensombrada, lâmpada queimada<br />
sou vela que ilumina a poesia agora<br />
sou alma de poeta e sofro, sou mulher.<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/materia_cora_coralina_02.jpg" alt="materia_cora_coralina_02" title="materia_cora_coralina_02" width="310" height="396" class="alignnone size-full wp-image-4901" /><br />
<br />
* Cora Coralina<br />
<strong>MULHER: o que mudou?</strong><br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
Gosto do poema de Cora Coralina: “Muitas vezes, basta ser colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia&#8230;”<br />
<br />
Podemos não perceber, mas a lembrança está em nós, está conosco o tempo todo, e não por acaso; está ali, pronta para saltar a qualquer hora do dia.<br />
<br />
Quando confio na memória, pergunto-me o que mudou em relação à mulher neste mundo moderno. Nem preciso olhar para trás, a iniciativa de estampar as lembranças explica os versos que carregam brilhos nas nossas vidas. E, quando acredito com o coração naquilo que me proponho a fazer, entendo que cada movimento é o caminho da verdade. Percebo que o pensamento é importante porque dividir, contar e ouvir é aprender sempre. Até porque a mulher tem algo a mais: o jeito diferente de olhar e fazer as coisas; ela coloca graça e emoção no que realiza; é firme, mas também age com o coração. Ela é o resultado do contato com a realidade, sem tantas fantasias, mas é fundamental continuar sonhando.<br />
<br />
As lembranças das mudanças impõem, às vezes, coragem e respeito, trazendo benefícios e palavras inspiradoras para enfrentar qualquer tipo de crise ou mudança. Não basta sonhar, é preciso ter clareza do que desejamos e entendimento do que lembramos.<br />
<br />
Quando o objetivo é a construção de um mundo mais fraterno, no qual os direitos humanos sejam respeitados, devemos lutar e lembrar para preservar a história de cada mulher. Pois, um país sem lembranças, sem memória, é um país sem história e sem sorrisos.<br />
<br />
O grande segredo é transformar sonhos, lembranças e memórias em resultados palpáveis, identificando prioridades; a primeira delas é sobreviver. Cristina Buarque, disse que “Não precisamos de políticas públicas para as mulheres, e sim de políticas públicas feitas por mulheres&#8230;”<br />
<br />
Admito que nem sempre é fácil transmitir os nossos conhecimentos diante de um novo contexto, a mulher precisa acreditar e se reconhecer na mudança. Juntar as duas coisas, opinar, unir o compromisso com o idealismo, sem perder de vista as lembranças, procurar espaço para a emoção e a ação, agir com o coração, unindo ao universo masculino a sensibilidade do mundo feminino.<br />
<br />
Às vezes, sentimo-nos corajosas, dispostas a agir. Noutras, queremos dar carinho, aquietar ou pedir colo. O que mudou?<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Foto-Ana-Cristina-Cesar.JPG" alt="Foto Ana Cristina Cesar" title="Foto Ana Cristina Cesar" width="320" height="268" class="alignnone size-full wp-image-4902" /><br />
* Ana Cristina Cesar<br />
<br />
<strong>EU</strong><br />
por Eugênia Fraietta<br />
<br />
eu sempre acabo de nascer: &#8211; é uma menina!<br />
o que virá a ser eu? o que virei a ser sendo ela?<br />
por que desconfio de sê-lo?<br />
por que piso em ovos?<br />
por que me abro em vieses?<br />
ainda me pergunto se faço gênero.<br />
<br />
* Ilustrações das Poetas, internet.</p>
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		<title>pena &amp; pêlo</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 13:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
Pena &#038; Pêlo

O Piolho e a Pulga
se envolveram com tesão.
Desafiaram as suas famílias
e tripudiaram de toda recomendação.

Inveja, despeito e pragas
ou algo tenebroso assim,
minaram aquele belo romance
ocasionando o seu fim.

Acontece que a bela Pulguinha
vivia vidrada nos pêlos,
Enquanto que o turrão do Piolho
nas penas, regalava os seus velos.

Confortos, vaidades e caprichos
muitas vezes são mais fortes,
onde os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cid_000501cab22d8a85d6e00201010a@mauro.jpg" alt="!cid_000501cab22d$8a85d6e0$0201010a@mauro" title="!cid_000501cab22d$8a85d6e0$0201010a@mauro" width="320" height="235" class="alignnone size-full wp-image-4762" /><br />
<br /> <br />
Pena &#038; Pêlo<br />
<br />
O Piolho e a Pulga<br />
se envolveram com tesão.<br />
Desafiaram as suas famílias<br />
e tripudiaram de toda recomendação.<br />
<br />
Inveja, despeito e pragas<br />
ou algo tenebroso assim,<br />
minaram aquele belo romance<br />
ocasionando o seu fim.<br />
<br />
Acontece que a bela Pulguinha<br />
vivia vidrada nos pêlos,<br />
Enquanto que o turrão do Piolho<br />
nas penas, regalava os seus velos.<br />
<br />
Confortos, vaidades e caprichos<br />
muitas vezes são mais fortes,<br />
onde os encantos de um alvissareiro amor<br />
não sustentam o seu consorte.<br />
<br />
Américo Conte  </p>
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		<title>um baile carnavalesco</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 02:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

No entrevero do salão
a doce batalha entre Eros e Vênus
me golpeia em nocautes vitoriosos,
onde a premissa da razão
cede aos apelos da emoção.

E as armas que apresento ou empunho
se perdem e se confundem
entre as que enfrento e me rendo,
na renhida arenga do prazer.

Poema e Arte de  Américo Conte
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cid_011701caab74f11a50300201010a@mauro2.jpg" alt="!cid_011701caab74$f11a5030$0201010a@mauro" title="!cid_011701caab74$f11a5030$0201010a@mauro" width="283" height="416" class="alignnone size-full wp-image-4726" /><br />
<br />
No entrevero do salão<br />
a doce batalha entre Eros e Vênus<br />
me golpeia em nocautes vitoriosos,<br />
onde a premissa da razão<br />
cede aos apelos da emoção.<br />
<br />
E as armas que apresento ou empunho<br />
se perdem e se confundem<br />
entre as que enfrento e me rendo,<br />
na renhida arenga do prazer.<br />
<br />
Poema e Arte de  Américo Conte</p>
]]></content:encoded>
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		<title>a todos um vendaval-carnaval e muita alegria</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 03:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vendaval



ninguém precisa de aval
        para brincar o carnaval

ninguém é de ninguém
       nesta festa que faz tanto bem

ninguém precisa saber
        dos excessos cometidos com alguém

Poema e Arte de Américo Conte
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vendaval<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cid_011801caab74f11a50300201010a@mauro.jpg" alt="!cid_011801caab74$f11a5030$0201010a@mauro" title="!cid_011801caab74$f11a5030$0201010a@mauro" width="283" height="423" class="alignnone size-full wp-image-4716" /><br />
<br />
ninguém precisa de aval<br />
        para brincar o carnaval<br />
<br />
ninguém é de ninguém<br />
       nesta festa que faz tanto bem<br />
<br />
ninguém precisa saber<br />
        dos excessos cometidos com alguém<br />
<br />
Poema e Arte de Américo Conte</p>
]]></content:encoded>
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		<title>pro dia nascer feliz, rimas a Cazuza</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 02:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Américo Conte]]></category>
		<category><![CDATA[carmen;carmen silvia presotto]]></category>
		<category><![CDATA[Cazuza]]></category>

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		<description><![CDATA[Um poema por dia
   &#8211; utopia -



Um poema por tarde
minha pele  arde

Um poema por noite
meu corpo em pernoite

Um poema por perto
mil poros em aberto&#8230;

Poema: Carmen Silvia Presotto
*Arte: Américo Conte 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um poema por dia<br />
   &#8211; utopia -<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/ARTE-AMERICO.jpg" alt="ARTE-AMERICO" title="ARTE-AMERICO" width="301" height="415" class="alignnone size-full wp-image-4704" /><br />
<br />
Um poema por tarde<br />
minha pele  arde<br />
<br />
Um poema por noite<br />
meu corpo em pernoite<br />
<br />
Um poema por perto<br />
mil poros em aberto&#8230;<br />
<br />
Poema: Carmen Silvia Presotto<br />
*Arte: Américo Conte </p>
]]></content:encoded>
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		<title>paraperlupia</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 07:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Américo Conte]]></category>

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		<description><![CDATA[

Paraperlupia
 
peleponeso, pêlo, peso
       &#8211; alecrim de gelo -
 
desfrute seu plexo
antes que o fim comece
 
que o reque-neque
   &#8211; do abilú refresque -
 
aleluia réquiem
armagedom vortéx
 
               Américo Conte
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/poesia.jpg" alt="poesia" title="poesia" width="412" height="301" class="alignnone size-full wp-image-4559" /><br />
<br />
Paraperlupia<br />
<br /> <br />
peleponeso, pêlo, peso<br />
       &#8211; alecrim de gelo -<br />
<br /> <br />
desfrute seu plexo<br />
antes que o fim comece<br />
<br /> <br />
que o reque-neque<br />
   &#8211; do abilú refresque -<br />
<br /> <br />
aleluia réquiem<br />
armagedom vortéx<br />
<br /> <br />
               Américo Conte</p>
]]></content:encoded>
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