novembro 25th, 2011 in conversando sobre arte, conversando sobre literatura, Crônicas, Interiores, Receitas Vidráguas, Sentir sinta quem lê - poema sentido... | 9 Comments »
Quando me casei com a Poesia
por Carmen Silvia Presotto

Arte de Américo Conte
Quando me casei com a poesia, não sabia o que era casamento, menos ainda poesia.
abanava as tranças
andava em balanços
girava na gangorra
inventava palavras
Escutava Cecília, Bilac e Quintana em meus sábados infantis…
Quando me acasalei com a poesia, não sabia de mim, não sabia dos dias, lia a outros, buscava outras em mim e sigo meu trajeto, assim me perco, me encontro, traduzo-me…
Se desejarem, aviso que é longo!, sigam o casamento poético…
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outubro 31st, 2011 in Eventos, Poemas, Receitas Vidráguas, Versos que Conversam | 2 Comments »
Psiu! Não se assustem, quem vê cara não vê coração, menos ainda intenções, então encham a bolsa de caraMelos e vamos lá… encantar o paraíso(rs)
Halloween
por Américo Conte

Halloween
por Américo Conte
Cirandas, maçãs, abóboras e fogueiras
Pedidos, desejos e vontades altaneiras
Numa fervorosa festa
Com o poder de sua mente,
Bruxas e Sátiros os abençoarão
e certamente estarão presentes.
Happy Halloween!
outubro 31st, 2011 in Eventos, Lançamentos, Poemas, Receitas Vidráguas, Reciclagens..., Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | 4 Comments »
E agora, José?
por Carmen Silvia Presotto, em reediCão(rs)

Arte de Américo Conte
Hei! Não digam nunca não…
Drummond?
Cadê a minha matéria que é feita de outros?
E o povo, José?
Ver nada é pouco para tamanho vazio,
por isso, quando a noite cai, visto-me de lua
não digo não, nem nunca…
Apenas, adorno-me para abocanhar o sol
sei que nos amanheceres, nem perceberei o tilintar das moedas, nem o tempo, nem a distância.
Não digo não nem nunca…
Apenas, preencho brancos espaços com febris palavras.
Sei que elas anestesiam lobos e cordeiros
LobOdeirOS que amenesiam latentes universos
Zeros covardes pulsam, mas não amortecerei a um nunca, nem a uma imagem, nem a um mundo de míseras horas…
Hei! Não digam nunca não…
Já houve um tempo
já houve um verde espaço
sem hipocrisias…
Já houve um Norte
já houve um Einstein
Tempaço!
E cadê nós, José?
Sem alma tudo é lama ou carne petrificada…
Santa Hipocrisia…
Esse é o povo que me quer pura e alva?
Quem são esses mortais, José?
Baco
Hermes
Dionísicos momentos?
Cálices Insanos!
Marcaram-me com sangue para colher minha única brancura.
E Agora derreti, sou neve no gelo, livro no ar…
Hei! Não digam nunca não…
José, querem nossas vidas, mas agora feito de povo escrevemos…
psiu, e mais José agora há quem escute, e viva o dia D..rummond!!!! E também o sempre poesia…Quintana, Drummond e Scliar sorriem lá das nuvens(rs).
agosto 29th, 2011 in Poemas, Versos que Conversam | 1 Comment »

Adeus
Patético e intrigado
observava o teu olhar,
sem perceber e sem noção
de que aquele olhar era de adeus.
Eu, que odeio e abomino este termo,
fantasio possibilidades
e cultivo esdrúxulas crenças
como forma de aplacar a dor.
E sobre o teu túmulo
que sem alternativas cuidei,
plantei muitas plantas
que com lágrimas reguei.
Florescidas com exuberância na primavera
como uma possibilidade de alento.
Américo Conte, em poema Homenagem para Alarico Amélio Elisabeto de Anastácio Evangelista Andrade [+17.08.2011]
julho 20th, 2011 in Eventos, Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
Amizade

Amigo, não se trata daquele indivíduo
que vez ou outra esbarramos pelo caminho
com abraços e promessas de contatos.
Porém, aquele em que nos controversos momentos,
trocamos as mãos nos mútuos auxílios
em um relacionamento cuidado e cultivado pelo Amor.
Poema de Américo Conte
~~::Feliz dia do Amigo!::~~