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Vidráguas à Biblioteca Pública do Estado Do Rio Grande do Sul, 140 anos!!

Hey, ainda em tempo…140 anos, é uma grande História, que hoje começa a ser ressignificada, a abertura é dia 4 de novembro, eba!!, confiram e gracias Morgana pelo convite à Vidráguas!



15 anos de Bamboletras, imperdível!

Um beijo Lu, parabéns pelo teu trabalho!


ARS na maratona cultural de Porto Alegre, aniversário da Cidade

SIGNIFICADOS

Comprava dicionários para compreender-me
como se colhesse os fios de uma rede.
Entre as palavras, no entanto,
a vida vazava como invisível água
enquanto me aumentava a sede.

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Poema: Affonso Romano de Sant’Anna
Fotografia: Ricardo Hegenbart

E é com esta sede infinita, que Affonso Romano de Sant’Anna conVersa, hoje, às 11 h, no Teatro Renascença sobre O Enigma da Cultura Contemporânea, dando início ao projeto 24 HORAS DE CULTURA da Prefeitura de Porto Alegre, em comemoração aos 238 anos da Cidade.

um poema e uma crônica de Pedro Du Bois na semana de Porto Alegre

VIADEIRO BORGES DE MEDUTO

Progresso e oportunidade
novo caminho: centro ao bairro

viaduto de cartão postal
brincadeiras em suas escadarias
(risos na inversão das letras).

Pétrea testemunha
do crescimento imóvel
na passagem das gerações.

Pedro Du Bois em Casa das Pedras.

cecilia-meireles

CECÍLIAS
por Pedro Du bois

As cecílias fecharam seus cadernos onde registravam, não em forma de diário, mas diariamente, seus poemas. Às cecílias é dado o direito e o poder de registrar poemas, trançando entre todos – se um dia pudessem ser reunidos – o que chamamos de poesia. Mas, na seqüência do que foi escrito, as cecílias haviam fechado seus cadernos, como gesto de abandono ou de desistência. Se as cecílias não mais escrevessem seus poemas e não os deixassem registrados em seus cadernos, a poesia sumiria das nossas vistas e nossas vidas não teriam mais a magia decorrente.

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Vidráguas a Porto Alegre, parabéns


O Mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo…

(E nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei…

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei…)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso…

Mário Quintana