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	<title>Vidráguas &#187; António Amaral Tavares</title>
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		<title>de Portugal, seis estrofes em construção</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 02:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[A casa que caminha]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[poesia portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[SEIS ESTROFES EM CONSTRUÇÃO 1. A boca é às vezes o deserto vem da serra o ar como um clarão matar a sede às pontas queimadas do silêncio. 2. Obscuras palavras que por promessa atravessaram de corpo mudo a noite. Luzem. 3. Uma letra uma sílaba que lhes falte e as palavras assim prenhes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/serra-do-acor-portugal.jpg" rel="lightbox[8608]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/serra-do-acor-portugal.jpg" alt="" title="serra-do-acor-portugal" width="320" height="212" class="alignnone size-full wp-image-8609" /></a><br />
<br />
SEIS ESTROFES EM CONSTRUÇÃO<br />
<br />
1.<br />
<br />
A boca é às vezes o deserto<br />
vem da serra o ar como um clarão matar a sede<br />
às pontas queimadas do silêncio.<br />
<br />
2.<br />
<br />
Obscuras palavras<br />
que por promessa atravessaram<br />
de corpo mudo a noite.<br />
Luzem.<br />
<br />
3.<br />
<br />
Uma letra<br />
uma sílaba que lhes falte<br />
e as palavras assim prenhes de mistério<br />
terão na tarde o seu florir.<br />
<br />
4.<br />
<br />
A solidão procura as árvores longe do mar<br />
a pele seca queimada pelo frio<br />
do vento ninguém saberá domar as vagas.<br />
<br />
5.<br />
<br />
Ainda do vento:<br />
levou para o exílio as minhas mãos<br />
cartas chegam de lá contando tudo sobre o rapto<br />
foi tudo plano do esquecimento.<br />
<br />
6.<br />
<br />
Como se chovesse e o entardecer<br />
não soubesse que a noite que vem<br />
não é a que ele esperava.<br />
<br />
Poema de António Amaral Tavares<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://acasaquecaminha.blogspot.com/">http://acasaquecaminha.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>decantação, um poema de Portugal</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 18:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[A casa que caminha]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[António Torres Sánch]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[poesia de portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[DECANTAÇÃO Poema de António Amaral Tavares Fotografia de António Torres Sánch I Cobrir das algas a nudez apenas com o mar é da cidade este silêncio precário. O poema procura a estrutura que o sustém: ao encontro do rio desce o monte o tempo tardo é no entanto parco o silêncio para se construir queima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DECANTAÇÃO<br />
Poema de António Amaral Tavares<br />
Fotografia de António Torres Sánch<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/António-Torres-Sánch.jpg" rel="lightbox[8259]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/António-Torres-Sánch.jpg" alt="" title="António Torres Sánch" width="448" height="300" class="alignnone size-full wp-image-8260" /></a><br />
<br />
I<br />
<br />
Cobrir das algas a nudez<br />
apenas com o mar<br />
é da cidade<br />
este silêncio precário.<br />
O poema procura<br />
a estrutura que o sustém:<br />
ao encontro do rio<br />
desce o monte<br />
o tempo tardo<br />
é no entanto<br />
parco o silêncio para se construir<br />
queima<br />
a mercê da pele aos lagartos de areia<br />
o estoiro dos cem assombros da serra<br />
no meu canto eu não sei bem o que arde<br />
porque o poema é às vezes ordem<br />
ponte pensada<br />
sobre o lodo<br />
desde o banho do amanhecer<br />
à última estrela da tarde.<br />
<br />
Leiam todo o poema aqui ou no blog do autor:<br />
<a href="http://acasaquecaminha.blogspot.com/">http://acasaquecaminha.blogspot.com/</a><br />
<br />
<span id="more-8259"></span><br />
<br />
II<br />
Fechar das algas<br />
o coração dos dias<br />
com sedimentações<br />
do seu acontecer<br />
e guardá-las por detrás<br />
dos muros que sustentam<br />
as terras.<br />
O rosto do mar sabe-se<br />
deve ser velado e seus rumores<br />
distantes.<br />
Dizer pois palavras que atravessam o tórax<br />
o espelho do esterno<br />
quando a maré cobre<br />
a boca das praias<br />
no meu canto eu não sei bem o que digo<br />
mas sei que dizer palavras<br />
acesas pelo fósforo<br />
da respiração<br />
é fechar serenamente<br />
numa mão o silêncio<br />
e na outra o seu ruído.<br />
<br />
Poema de António Amaral Tavares<br />
Fotografia de António Torres Sánch</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>SMS de Portugal</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/12/07/sms-de-portugal/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 02:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[SMS Quando leres esta mensagem que leves na mão um lápis carvão para desenhares sombras brancas num planalto de trigo pois é assim que se inicia o desenho do mundo que leias esta corda em chamas a que me agarro e vem presa a uma lua e que me esperes na beira de um rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SMS<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/O-Sonho-de-Poeta_150x150-Tchalé-Figueira.jpg" rel="lightbox[7888]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/O-Sonho-de-Poeta_150x150-Tchalé-Figueira.jpg" alt="" title="O Sonho de Poeta_150x150 Tchalé Figueira" width="320" height="319" class="alignnone size-full wp-image-7889" /></a><br />
<br />
Quando leres esta mensagem<br />
que leves na mão um lápis carvão<br />
para desenhares sombras brancas num planalto de trigo<br />
pois é assim que se inicia o desenho do mundo<br />
que leias esta corda em chamas a que me agarro e vem presa<br />
a uma lua e que me esperes na beira de um rio<br />
que seja como do tempo o cio a líquida mão<br />
quero que acendas essa gema dentro das palavras<br />
e que deixes a porta aberta a uma ave<br />
que chegará junto ao entardecer voando decidida<br />
em direcção à noite dourada<br />
quero que sintas nos lábios o beijo húmido da<br />
manhã para que te lembres do orvalho que se forma<br />
nos meus pulmões ao escrever-te esta mensagem<br />
quando leres esta mensagem quero que saibas<br />
que o mistério das palavras lê-se na génese do mundo<br />
e que escritas assim digitalmente são uma sua forma<br />
de passarem mais perto de deus e que<br />
iluminadas como vão são um anjo forte e puro que nos guarda<br />
quando leres esta mensagem quero que saibas<br />
que nela vão rios vão cordas em chamas e luas e trevas<br />
sombras chuvas e vento lá fora e dedos em lume e que tudo isso<br />
cabe à justa no infinito do teu coração que eu espero<br />
entregues por breves segundos a essa tua pequena<br />
estrela mensageira que trazes na mão.<br />
<br />
Poema: António Amaral Tavares<br />
Arte: Tchalé Figueira<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://acasaquecaminha.blogspot.com/">http://acasaquecaminha.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>um lugar, um poema de A casa que caminha</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/10/18/um-lugar-um-poema-de-a-casa-que-caminha/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/10/18/um-lugar-um-poema-de-a-casa-que-caminha/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 16:11:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[UM LUGAR (para T.) Esse lugar mantém semelhanças embrulham-se as mãos em silêncio as palavras voltam ao alto das serras como no primeiro minuto da tarde as pombas volteiam o teu peito e todo o ar que gira na luz da tua cintura sopra nos meus lábios muito depois da noite se dobrar numa esquina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UM LUGAR<br />
(para T.)<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Marc_Chagall_Blaue_Landschaft.jpg" rel="lightbox[7313]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Marc_Chagall_Blaue_Landschaft.jpg" alt="Marc_Chagall_Blaue_Landschaft" title="Marc_Chagall_Blaue_Landschaft" width="240" height="320" class="alignnone size-full wp-image-7314" /></a><br />
<br />
Esse lugar mantém semelhanças<br />
embrulham-se as mãos em<br />
silêncio as palavras voltam<br />
ao alto das serras como<br />
no primeiro minuto da tarde<br />
as pombas volteiam o teu peito<br />
e todo o ar que gira na luz<br />
da tua cintura sopra nos meus<br />
lábios muito depois da noite<br />
se dobrar numa esquina de mágoa<br />
porque se assim não fosse<br />
tudo do que estremecendo se mantém<br />
sob o tecto do teu nome ao acordar<br />
ruiria como uma casa velha por<br />
perder o sentido de nela se morar.<br />
<br />
Poema de António Amaral Tavares<br />
Arte de Marc Chagall<br />
<br />
Leia mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://acasaquecaminha.blogspot.com/">http://acasaquecaminha.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>poema, de A casa que caminha</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/10/06/poema-de-a-casa-que-caminha/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 17:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[POEMA Correr à frente da treva ser do fogo a flor da luz a poeira estampa no osso barca no deserto e pedra ser uno com a terra como a erva crista de areia ou espuma cavalo ou ave. Era o quê esta forma em chamas gelo mutação coração que corria? Era início de palavra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Vento111.jpg" rel="lightbox[7262]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Vento111.jpg" alt="Vento[1]11" title="Vento[1]11" width="320" height="251" class="alignnone size-full wp-image-7263" /></a><br />
<br />
POEMA<br />
<br />
Correr<br />
à frente da treva<br />
ser do fogo a flor<br />
da luz a poeira<br />
estampa no osso<br />
barca no deserto<br />
e pedra<br />
ser uno com a terra<br />
como a erva<br />
crista de areia<br />
ou espuma<br />
cavalo ou ave.<br />
Era o quê esta<br />
forma em chamas<br />
gelo<br />
mutação<br />
coração<br />
que corria?<br />
Era início de palavra<br />
isso eu sei<br />
mas pouco mais<br />
<br />
só o vento<br />
então sabia<br />
só ele agora<br />
a recorda.<br />
<br />
Poema de António Amaral Tavares<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://acasaquecaminha.blogspot.com/">http://acasaquecaminha.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>o erro&#8230; do que eu sei</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/09/12/o-erro-do-que-eu-sei/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/09/12/o-erro-do-que-eu-sei/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2010 16:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[robert parkeharrison]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[O ERRO Do que eu sei que as palavras não podem ser a negação de si próprias porque trazem encravado um espelho do que eu sei porque acordo todas as manhãs com uma palavra afiada encostada ao fígado do que eu sei porque apanho de manhã palavras como quem apanha o autocarro que perfura a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ERRO<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/parkeharrison-tree-stories-big.jpg" rel="lightbox[6930]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/parkeharrison-tree-stories-big.jpg" alt="parkeharrison-tree-stories-big" title="parkeharrison-tree-stories-big" width="400" height="268" class="alignnone size-full wp-image-6931" /></a><br />
<br />
Do que eu sei<br />
que as palavras não podem<br />
ser a negação de si próprias<br />
porque trazem encravado um espelho<br />
do que eu sei porque acordo<br />
todas as manhãs com uma palavra<br />
afiada encostada ao fígado<br />
do que eu sei porque apanho de manhã<br />
palavras como quem apanha o autocarro<br />
que perfura a pele do dia em direcção<br />
à serra e aos pinheiros que o fogo enegrece<br />
e que tombam como corpos imolados<br />
do que eu sei que os braços da terra são longos<br />
e abraçam esses corpos para os agasalhar<br />
do frio que o fogo gera<br />
do que eu sei porque há um quarto<br />
transparente como vidro nas palavras<br />
que é uma construção do seu imo<br />
e a obscuridade é uma forma de luz<br />
do que eu sei porque as palavras<br />
vão sempre no sentido errado<br />
do sonho para a frente<br />
e da frente para a morte<br />
do que eu sei porque as palavras procuram<br />
sempre a ramada exacta dos triângulos<br />
e a sua exactidão é o seu erro<br />
e por isso vão sempre no caminho errado<br />
do que eu sei o erro esconde-se<br />
no sentido inverso ao do caos<br />
<br />
e esse é o erro do poema<br />
não outro sem o sentido de uma luz.<br />
<br />
Poema de António Amaral Tavares<br />
Fotografia de Robert Parkeharrison<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://acasaquecaminha.blogspot.com/">http://acasaquecaminha.blogspot.com/<br />
</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os crocodilos do rio, poema de Portugal</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/08/29/os-crocodilos-do-rio-poema-de-portugal/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/08/29/os-crocodilos-do-rio-poema-de-portugal/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 22:13:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[OS CROCODILOS DO RIO Os crocodilos do rio esperam famintos a flor branca dos primeiros corpos que se afundam na água dos próprios olhos ao queimar do pano da tarde quando dos cascos já não houver onde a erva verde. A morte ama estas casas de gesso construídas sobre a febre o alvoroço do movimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/João-de-Azevedo.jpg" rel="lightbox[6707]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/João-de-Azevedo.jpg" alt="João de Azevedo" title="João de Azevedo" width="320" height="239" class="alignnone size-full wp-image-6706" /></a><br />
<br />
OS CROCODILOS DO RIO<br />
<br />
Os crocodilos do rio esperam famintos<br />
a flor branca dos primeiros corpos que se<br />
afundam na água dos próprios olhos<br />
ao queimar do pano da tarde quando<br />
dos cascos já não houver onde a erva verde. A morte<br />
<br />
ama estas casas de gesso construídas<br />
sobre a febre o alvoroço do movimento das patas<br />
os registos de viagens remotas<br />
estes gestos de barro tão velhos de<br />
quem sempre atravessou este rio. A morte<br />
<br />
insurrecta espalha pétalas muito brancas<br />
sobre as suas águas como outro sinal de si<br />
mas quer para ela toda a luz do breu.<br />
Ah outras sombras que se inclinam<br />
como uma asa e ali se perdem. A morte<br />
<br />
ama estas casas turvas de lodo. Os gestos<br />
de barro são da idade do rio<br />
só ela é mais velha ela tem a idade<br />
das primeiras poeiras a morte.<br />
<br />
Insaciável desde então.<br />
<br />
Poema de António Amaral Tavares<br />
Arte de João de Azevedo<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://acasaquecaminha.blogspot.com/">http://acasaquecaminha.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>da lei da vida, um poema de Portugal</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/08/13/da-lei-da-vida-um-poema-de-portugal/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/08/13/da-lei-da-vida-um-poema-de-portugal/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 18:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[robert parkeharrison]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[DA LEI DA VIDA Sombra que fura o peito precário e floresce na terra arenosa do tronco por não ter outro lugar onde ser senão na casa a que enfim chegar nada existe que me encha a alma de presente ou ido nada que a memória detenha pode atravessar essa fina parede de gesso escrita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/20080825093937.jpg" rel="lightbox[6585]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/20080825093937.jpg" alt="20080825093937" title="20080825093937" width="257" height="320" class="alignnone size-full wp-image-6586" /></a><br />
<br />
DA LEI DA VIDA<br />
<br />
Sombra que fura o peito precário<br />
e floresce na terra arenosa do tronco<br />
<br />
por não ter outro lugar onde ser<br />
senão na casa a que enfim chegar<br />
<br />
nada existe que me encha a alma de presente<br />
ou ido nada que a memória detenha<br />
<br />
pode atravessar essa fina parede de gesso escrita<br />
de um lado apenas se mesmo a alma vai vazia<br />
<br />
isso de levar palavras comigo é coisa proibida<br />
e guardar essa flor tão só é ainda querer<br />
<br />
olhar caminhar pensar e viver<br />
à margem da lei da vida.<br />
<br />
Poema de António Amaral Tavares<br />
Fotografia de Robert Parkeharrison<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://acasaquecaminha.blogspot.com/">http://acasaquecaminha.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>os passos, um poema de António Amaral Tavares</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 05:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Retratos de Nova York]]></category>

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		<description><![CDATA[*Leiam os Retratos de Nova York aqui e em A casa que caminha: http://acasaquecaminha.blogspot.com/ OS PASSOS (Lisette Model. Times Square. 1940) Nada se sabe dos passos em redor ocupam espaços que defendem os silêncios desta cidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>*Leiam os Retratos de Nova York aqui e em A casa que caminha:<br />
<a href="http://acasaquecaminha.blogspot.com/">http://acasaquecaminha.blogspot.com/</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/43f77f8935179770f616855d172bc2a0.jpg" rel="lightbox[6361]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/43f77f8935179770f616855d172bc2a0.jpg" alt="43f77f8935179770f616855d172bc2a0" title="43f77f8935179770f616855d172bc2a0" width="133" height="200" class="alignnone size-full wp-image-6360" /></a><br />
<br />
OS PASSOS<br />
<br />
(Lisette Model. Times Square. 1940)<br />
<br />
Nada se sabe dos passos em redor<br />
<br />
ocupam espaços que defendem<br />
os silêncios desta cidade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>cidade distante, uma cartografia poética&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/07/15/poema-da-cidade-distante-cartografia-poetica/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 03:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartografias Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[António Amaral Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[viagens-poesia-divulgação-poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[(Tadeu) POEMA DA CIDADE DISTANTE de António Amaral Tavares Há um rio que une toda a cidade como um verso friamente queimando a memória e que une a cidade ao mar como um cordão umbilical de mistério latente os gatos habituaram-se à luz pontiaguda dos espelhos e à noite vigiam a morte do cimo dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Tadeu.jpg" rel="lightbox[6308]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Tadeu.jpg" alt="Tadeu" title="Tadeu" width="448" height="288" class="alignnone size-full wp-image-6309" /></a><br />
(Tadeu)<br />
<br />
POEMA DA CIDADE DISTANTE<br />
de António Amaral Tavares<br />
<br />
Há um rio que une toda a cidade como um verso friamente queimando a memória<br />
e que une a cidade ao mar como um cordão umbilical de mistério latente<br />
os gatos habituaram-se à luz pontiaguda dos espelhos<br />
e à noite vigiam a morte do cimo dos telhados e das árvores.<br />
É uma das muitas cidades que se descobrem rumo a norte<br />
com janelas iluminadas de quartos devorando a noite por dentro<br />
as ervas parecem gostar deste vento frio que as une mais à terra<br />
abrindo à navalha planaltos no olhar<br />
há dias em que o meu coração tem a forma de uma serpente<br />
e quando é assim as mãos procuram buracos e noites fechadas à chave<br />
vivo assim desde que o medo arrombou portas e janelas como um furacão.<br />
<br />
Leia toda a cartografia poética<br />
<span id="more-6308"></span><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Vasco-Casquilho2.jpg" rel="lightbox[6308]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Vasco-Casquilho2.jpg" alt="Vasco Casquilho2" title="Vasco Casquilho2" width="448" height="298" class="alignnone size-full wp-image-6311" /></a><br />
( Vasco Casquilho )<br />
<br />
Não é minha esta cidade onde vivo porque pertence à estrada e aos mapas<br />
venho de uma outra onde cresci com uma frase escrita na pele<br />
que a chuva fazia brilhar como num muro na paisagem<br />
percorria como um diamante riscando o ar as ruas e os túneis do metropolitano<br />
lugares assim geradores de formas interiores que se apalpam<br />
mercados de peixe de um prateado sem culpa medindo distâncias<br />
e flores exuberantes deitadas na sombra dourada do mármore<br />
quase grotescas de tão belas pela manhã<br />
a escrita própria do marulhar dos automóveis<br />
aquele rio que era o eixo principal da construção da cidade e do contrabando<br />
de marfim tabaco e chuva entre os dois hemisférios do homem<br />
pilotos da barra do medo rebocando navios cegos para mar seguro<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/popolo.jpg" rel="lightbox[6308]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/popolo.jpg" alt="popolo" title="popolo" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-6312" /></a><br />
(popolo)<br />
<br />
os cais que desencadeiam a cidade como são dela a congregação<br />
espuma em vaga que deambuleia<br />
capitães do tempo na ponte dos relógios à deriva<br />
aguardente nas gargantas como nas sarjetas da cor da chuva e das pedras do rio<br />
o cheiro a maré vazia das cervejarias<br />
aqueles elevadores eléctricos entre quartos de luz no mapa vertical<br />
cidade que se oferece a si mesma em varandas<br />
negros indianos e chineses com sílabas exóticas no olhar<br />
a grande finança e as mãos dos operários e dos artistas<br />
personagens abraçadas pela noite a cada lua com todo o amor e bebendo-lhe o álcool<br />
desaguando terríveis como anjos caídos nos primeiros autocarros da manhã<br />
eram lugares conquistados no campo de batalha<br />
passava à frente dos edifícios ao tombar do seu silêncio<br />
como irmãos de sangue navegantes endurecidos numa consciência única<br />
compreendia os lugares como se rios comuns nos fizessem encontrar<br />
e toda a vida tivessem esperado por mim como por um filho<br />
mesmo quando já ambos cidade e eu bastante adultos e de coração independente<br />
e já a idade nos tinha arrefecido a erupção das máscaras<br />
eu apenas um homem e ela uma cidade como as outras<br />
com movimento de gente ruas planas e casas desinteressadas<br />
sem fantasmas nos telhados nem pássaros à partida dos comboios<br />
apenas ainda da noite ou de um olhar<br />
havia um sentido para este meu cansaço de circum-navegador que olha<br />
ancorado num umbral de espuma<br />
as noites tinham uma dimensão marinha povoada com peixes mudos<br />
brilhando solitários no escuro<br />
eram criaturas minúsculas mergulhando extraordinárias na cidade espessa<br />
e a travessia das pontes atordoava as palavras<br />
como acontece quando se tomam os caminhos do sul.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/autor-desconhecido23.jpg" rel="lightbox[6308]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/autor-desconhecido23.jpg" alt="autor desconhecido23" title="autor desconhecido23" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-6316" /></a><br />
( autor desconhecido )<br />
<br />
Fica distante esta cidade dessa outra a preço de sangue<br />
as serras ao longe lembram vislumbres já passados<br />
mas de um real menos alucinante e sem o assombro febril das outras<br />
aqui a mudez do alcatrão contrasta com as grandes histórias de aventura<br />
contadas pela estrada do norte<br />
as ruas terminam todas num silêncio de pássaros<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Maria-Avelino.jpg" rel="lightbox[6308]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Maria-Avelino.jpg" alt="Maria Avelino" title="Maria Avelino" width="336" height="430" class="alignnone size-full wp-image-6317" /></a><br />
( Maria Avelino )<br />
<br />
no entanto as noites possuem às vezes o brilho frágil do vidro<br />
quando a lua inunda de luz as árvores mais escuras e a boca vadia dos cães<br />
e a chuva queima os olhos das estátuas como se fossem de bronze<br />
e o seu coração uma erva.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/anaPaipita.jpg" rel="lightbox[6308]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/anaPaipita.jpg" alt="anaPaipita" title="anaPaipita" width="442" height="336" class="alignnone size-full wp-image-6315" /></a><br />
( AnaPaipita )<br />
<br />
Há noites em que poderia viajar como um amante de janela em janela<br />
com a minha vela nocturna insuflada de luar<br />
porque aqui a janela amada fica à curta distância de uma estrela<br />
como outrora ficava das luzes reflectidas da cidade no estuário do seu rio<br />
que as exibia como se fossem suas.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Lisboa_-_Terreiro_do_Paço.jpg" rel="lightbox[6308]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Lisboa_-_Terreiro_do_Paço.jpg" alt="Lisboa_-_Terreiro_do_Paço" title="Lisboa_-_Terreiro_do_Paço" width="448" height="299" class="alignnone size-full wp-image-6318" /></a><br />
( Lisboa Terreiro do Paço )<br />
<br />
E há dias em que o mar sobe rio acima e as duas cidades tornam-se quase irmãs<br />
cidade e mar assim unidos fazem estoirar de água por dentro as árvores.<br />
Também aqui há braços de vento que empurram os homens das torres mais altas<br />
como se fossem vómitos da madrugada<br />
e homens com lâminas no lugar dos pés e caminhando assim sobre a terra<br />
como anjos malditos numa esquina de rua subitamente</p>
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