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	<title>Vidráguas &#187; berenice sica lamas</title>
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		<title>A Senhora Selvagem um livro, um comentário&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 03:18:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[A Senhora Selvagem]]></category>
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		<category><![CDATA[Luiz Olyntho Telles da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[À senhora selvagem, Berenice Sica Lamas por Luiz Olyntho Telles da Silva Braque &#8211; Paciência Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! Criança! Não veras nenhum pais como este! Olha que céu! Que mar! Que rios! Que floresta! A natureza, aqui perpetuamente em festa, É um seio de mãe a transbordar carinhos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À senhora selvagem, Berenice Sica Lamas<br />
por Luiz  Olyntho Telles da Silva<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/capa-1-A-Senhora-Selvagem.jpg" rel="lightbox[11586]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/capa-1-A-Senhora-Selvagem-195x300.jpg" alt="" title="capa 1 A Senhora Selvagem" width="195" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-11587" /></a><br />
<br />
Braque &#8211; Paciência<br />
<br />
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!<br />
Criança! Não veras nenhum pais como este!<br />
Olha que céu! Que mar! Que rios! Que floresta!<br />
A natureza, aqui perpetuamente em festa,<br />
É um seio de mãe a transbordar carinhos.<br />
Vê que a vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos,<br />
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!<br />
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!<br />
Vê que grande extensão de matas, onde impera<br />
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!<br />
Boa terra! Jamais negou a quem trabalha<br />
O pão que mata a fome, o teto que agasalha&#8230;<br />
Quem com o seu suor a fecunda e umedece,<br />
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece.<br />
Criança! Não veras nenhum pais como este!<br />
Imita na grandeza a terra em que nasceste!<br />
<br />
OLAVO BILAC – Soneto à Pátria<br />
<br />
Um livro de poemas? De prosa? Autobiografia? Talvez uma historia do mundo, uma parte da história do mundo, do ottocento aos nossos dias. A senhora selvagem é um pouco como ver o retrato lírico de nossos avòs, ainda em preto e branco, passando pelo sépia, ganhando cores e começando a quebrar formas, decompondo-se, como em quadro de Braque, talvez para melhor nos deixar ver o que a forma fechada fecha.<br />
<br />
Leia todo o artigo<br />
<br />
<span id="more-11586"></span><br />
<br />
Há um movimento, anterior, de ida, e um novo movimento, com as cores do nostos grego, mas sempre ida. Uma repetição sempre diferente. De Bolonha ao santo canal de São Gonçalo e volta, mas pelas Canárias, por Lanzarote, a mais oriental de suas ilhas, onde viveu seus últimos anos José Saraamago, por Veneza, inspiradora do bardo, o Lido, o Gran Canale, onde me perdi, as pedras, cabralinas, as vinhas, da ira, mas também da vida. Aportar a si mesmo é uma viagem-de-[v]ida, ida ao conhecido desconhecido, ida ao norte, despedida a tarde finda às cinco, para Lorca, mas ainda em direção ao azul do cobalto para começar, pontualmente, às cinco, fino all’alba, para mais uma volta. Os plácidos flamboyants da praça, a memória longínqua das guerras, o presidente Julio de Castilhos dando-se ao luxo de bisbilhotar o footing. Quando eu pensaria uma coisa dessas?! A escansão do porto perturbado fascina, conturba!<br />
<br />
O poeta navega às margens do futuro desfazendo as matas ciliares. Nel mezzo del cammin de nostra vita desperta um novo olhar. A decifração dos conflitos exige a alegoria. A dor faz entender na fome o nome. É preciso chegar ao inferno de si mesmo, custe o que custar! A senhora selvagem, Lilith, feiticeira da noite, fada do sol, vai sempre até o fundo. Sendo todas, é única. E o método da escrita, pronto para todos, possibilita a cada um, na investigação das inquietudes, o encontro de um estilo, permitindo ao belo vicejar em campo aberto.<br />
<br />
Um encontro feliz das alucinações e dos sonhos nos fungos. Freud encontrou aí um lugar comum: os sonhos nascem, do mesmo modo que os cogumelos, de seu micélio, da multidão de raízes necessárias para conformar tanto uns quanto outros. Afinal, como dizia Shakespeare, somos feitos da mesma consistência dos sonhos.<br />
<br />
Agora, minh’alma tem sede.<br />
<br /> <br />
Luiz  Olyntho Telles da Silva                                                          </p>
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		<title>gotas de elixir, destilação&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 13:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[berenice sica lamas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[gota de elixir destilação dançamos um balé terreno celeste me brotam pétalas manchas da idade lâmpadas respiração pedras brutas pronta a fusão notas de um perfume riso que sobe da terra fecunda o ar Poema de Berenice Sica Lamas que estará amanhã na Feira do Livro autografando o Livro Construtores de História: Famílias Italianas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>gota de elixir<br />
        destilação<br />
<br />
dançamos um balé<br />
terreno celeste<br />
me brotam pétalas<br />
manchas da idade<br />
lâmpadas respiração pedras<br />
brutas<br />
pronta a fusão<br />
notas de um perfume<br />
riso que sobe da terra<br />
           fecunda o ar<br />
<br />
Poema de Berenice Sica Lamas que estará amanhã na Feira do Livro autografando o Livro Construtores de História: Famílias Italianas do RS, uma coletânea junto a outros autores.<br />
<br />
Sucesso Berenice e obrigada pelo convite!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>destilação&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 07:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>gota de elixir<br />
        destilação<br />
<br />
dançamos um balé<br />
terreno celeste<br />
me brotam pétalas<br />
manchas da idade<br />
lâmpadas respiração pedras<br />
brutas<br />
pronta a fusão<br />
notas de um perfume<br />
riso que sobe da terra<br />
           fecunda o ar<br />
<br />
Poema de Berenice Sica Lamas</p>
]]></content:encoded>
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		<title>estilhaços&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/09/27/estilhacos/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 12:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
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		<category><![CDATA[Sebastião Salgado]]></category>
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		<description><![CDATA[o perigo do caos interno estilhaços vazios são navios atracados porto inseguro viagem à vista no veludo das mãos na pata do tigre na unha afiada e filósofa Poema de Berenice Sica Lamas Fotografia de Sebastião Salgado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/02.jpg" rel="lightbox[7157]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/02.jpg" alt="02" title="02" width="400" height="298" class="alignnone size-full wp-image-7158" /></a><br />
<br />
o perigo do<br />
caos interno<br />
         estilhaços<br />
              vazios<br />
são navios<br />
atracados<br />
porto inseguro<br />
viagem à vista<br />
       no veludo das mãos<br />
       na pata do tigre<br />
<br /> <br />
na unha afiada e<br />
                        filósofa<br />
<br />
Poema de Berenice Sica Lamas<br />
Fotografia de Sebastião Salgado</p>
]]></content:encoded>
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		<title>as orelhas do inverno</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/07/21/as-orelhas-do-inverno/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 15:09:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[as orelhas do inverno pressentem folhas rubras avermelhadas marrom laranjas tontas de folia do sol. Poema de Berenice Sica Lamas, Ângulos &#038; Dobras, editora Movimento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>as orelhas do inverno</strong> pressentem folhas rubras<br />
avermelhadas marrom laranjas tontas de folia do sol.<br />
<br />
Poema de Berenice Sica Lamas, <em>Ângulos &#038; Dobras</em>, editora Movimento</p>
]]></content:encoded>
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		<title>mulheres artistas, em Interiores</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 03:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interiores]]></category>
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		<description><![CDATA[Mulheres artistas: recortes e reflexões por Berenice Sica Lamas Em uma sociedade em que talvez milhares de mulheres estejam sem espaço para criatividade alem do biológico, com seu imaginário cerceado pelo papel feminino pressuposto da domesticidade, com suas possibilidades de expressão artística interditas, mais do que nunca é necessário pensar, ler, escrever e refletir a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres artistas: recortes e reflexões<br />
por Berenice Sica Lamas<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Picasso.Guernica22.jpg" rel="lightbox[6146]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Picasso.Guernica22.jpg" alt="Picasso.Guernica2" title="Picasso.Guernica2" width="448" height="199" class="alignnone size-full wp-image-7036" /></a><br />
<br />
Em uma sociedade em que talvez milhares de mulheres estejam sem espaço para criatividade alem do biológico, com seu imaginário cerceado pelo papel feminino pressuposto da domesticidade, com suas possibilidades de expressão artística interditas, mais do que nunca é necessário pensar, ler, escrever e refletir a respeito. Merecem lembrança as obras que nunca chegaram ao papel, à tela, à partitura, ao palco, à galeria, ou seja, arte não construída, e não apenas desvelar compositoras, escritoras, pintoras cujas obras chegaram ao domínio público.<br />
<br />
Nossa cultura reconhece a competência para criar como qualificativo masculino, dificultando espaços ao trabalho da mulher artista profissional. Não faz parte da representação da sociedade aceitar a posição de criação cultural da mulher, em que sua capacidade criativa, sua imaginação criadora prescindem do útero.<br />
<br />
Uma das implicações em uma sociedade de domínio masculino é a mulher ser cerceada em sua expressão de criação artística, como uma maneira de aprisioná-la. O fato de algemar seu imaginário, não permitindo que expresse sua visão de mundo, que narre suas experiências, é outra forma de anulá-la e manter o domínio. Uma mulher artista foge ao olhar patriarcal, que não consegue prendê-la nem dominá-la. Ela escancara através de sua obra o seu desejo, suas lutas, mágoas, e denuncia o regime masculino. Com sua arte ela abre espaços políticos, um novo poder, um questionamento, uma dissonância nos papéis postos.<br />
<br />
Leia todo o artigo<br />
<span id="more-6146"></span><br />
<br />
Passa a haver uma inserção consistente e consciente da mulher na sociedade, pois suas obras tem um significado sócio histórico que transmite às pessoas uma recriação do real que pode leva-las à reflexão/ação/mudança. Isso porque há uma ruptura das representações sociais.<br />
<br />
A condição humana da mulher não é somente de reprodução, mas de reproduzir transformando. A mulher artista inclui um novo conteúdo em seu projeto de vir a ser.<br />
<br />
O imaginário social pressuposto e historicamente construído do papel feminino é de um ser acessório, subalterno e cristalizado nas atividades da domesticidade e determinado para reproduzir a espécie.<br />
<br />
A mulher artista rompe com essa representação, pois possui a capacidade de ação inerente ao humano. Não serve unicamente à reprodução com seu suporte biológico, mas empreende uma ação transformadora. Ela não é exclusiva procriadora, e sim autora/atriz de sua vida, utilizando sua capacidade de invenção, imaginação, buscando a transcendência da arte. A socialização impõe os pressupostos, que são continuamente repostos e tendo também continuamente movimentos de ruptura. É capaz de vontade, empreendimento e ação. Ato volitivo e fazeção. Inventora, buscando o ilimitado, burlando a finitude humana, cumprindo missão de sujeito e cidadã.<br />
<br />
Na sociedade patriarcal, criar arte e cultura, além de filhos, é provocativo e ameaça o status quo. Sair da cozinha e do cuidado dos filhos e competir com os homens, criando cultura, não é compatível com o pressuposto para a mulher. E ainda por cima na área das artes, não valorizada por não ser considerada de resultados produtivos, repleta de representações: “cantar não é trabalhar”, “pintar não é trabalhar”, “escrever não é trabalhar”. A vida cotidiana da mulher artista, enriquecida por suas atividades profissionais de criação, é libertária e revolucionária, remetendo a mulher a uma autonomia, emancipação e superação de suas vivências anteriores de rejeições, proibições, lutas e resistências.<br />
<br /> <br />
Recortes do livro “Mulheres artistas: recortes do feminino no mundo das artes” – Ed. Artes e oficio – POA – 1997 (da autora acima). </p>
]]></content:encoded>
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		<title>a poesia de John Keats, brilho de uma paixão</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 18:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conversando sobre cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[POETA NA TELA por Berenice Sica Lamas Brilha nas telas de cinema em Porto Alegre a poesia de John Keats, jovem poeta inglês do século 19, falecido prematuramente aos 25 anos. O filme Bright Star , de 2009 – traduzido em português para “Brilho de uma paixão” – é dirigido pela neozelandesa premiada Jane Campion, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>POETA NA TELA<br />
por Berenice Sica Lamas<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/brilho-de-uma-paixao-07-g.jpg" alt="brilho-de-uma-paixao-07-g" title="brilho-de-uma-paixao-07-g" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-6096" /><br />
<br />
Brilha nas telas de cinema em Porto Alegre a poesia de John Keats, jovem poeta inglês do século 19, falecido prematuramente aos 25 anos. O filme Bright Star , de 2009 – traduzido em português para “Brilho de uma paixão” – é dirigido pela neozelandesa premiada Jane Campion, tendo Ben Whishaw no papel do poeta e Abbie Cornish como seu grande amor Fanny Brawne.<br />
<br />
Leia todo o comentário<br />
<br />
<span id="more-6095"></span><br />
<br />	<br />
John Keats nasceu em 1795 na Inglaterra e faleceu em Roma em 1821, onde fora tentar a cura de uma severa tuberculose, fugindo do inverno inglês. É considerado o maior poeta inglês do Romantismo, tendo produzido vasta, profunda e intensa obra em poucos anos. O filme mostra cenas belíssimas, de uma plástica impecável, desenhando paisagens campestres e reproduzindo cenários e figurinos irretocáveis da época. A poesia não figura somente nas palavras.<br />
<br />
Em 2010 publicou-se o livro “Bright star – a vida autêntica de John Keats” do escritor e editor italiano Elido Fazi. A expressão Bright star é retirada de um soneto do poeta, escrito para sua musa Fanny.<br />
Programa imperdível, sobretudo a poetas, estética visual e sonora entrelaçando-se, palavras e amor derramando-se na tela, na ambientação social e moral do início do sec. 19.<br />
<br />
Fragmentos:<br />
“Ela encontrou para mim raízes de doce alívio,<br />
mel selvagem e orvalho da manhã,<br />
E em uma estranha linguagem ela disse&#8230;<br />
verdadeiramente eu te amo.&#8221; (A bela dama sem piedade, 1819)<br />
<br />
“Bright star, would I were steadfast as thou art<br />
Not in lone splendour hung aloft the night” (Estrela cintilante, 1819)                                          </p>
]]></content:encoded>
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		<title>o fantástico em interiores&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/06/25/o-fantastico-em-interiores/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 03:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[berenice sica lamas]]></category>

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		<description><![CDATA[FANTÁSTICO: ponte para o insólito por Berenice Sica Lamas A presença do fantástico acompanha a criação literária desde a antiguidade. O homem já traz o fantástico dentro de si, relacionando-se estreitamente com o mundo imaginário. O fantástico constitui-se num universo de aspectos supra reais, insólitos e ilógicos que revelam o rompimento das leis naturais e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FANTÁSTICO: ponte para o insólito<br />
por Berenice Sica Lamas<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Picasso.Guernica23.jpg" rel="lightbox[6071]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Picasso.Guernica23.jpg" alt="Picasso.Guernica2" title="Picasso.Guernica2" width="448" height="199" class="alignnone size-full wp-image-7038" /></a><br />
<br />
A presença do fantástico acompanha a criação literária desde a antiguidade. O homem já traz o fantástico dentro de si, relacionando-se estreitamente com o mundo imaginário. O fantástico constitui-se num universo de aspectos supra reais, insólitos e ilógicos que revelam o rompimento das leis naturais e da realidade cotidiana. No texto fantástico há uma incerteza na região fronteiriça entre real e irreal, mágico e racional, verossímil e inverossímil. O relato fantástico se caracteriza por sua brevidade, sobriedade em detalhes, mantendo a tensão até o desenlace.<br />
<br />
O efeito vivo da surpresa é importante para a formação do impacto, causando terror, atarantamento e confusão na mente do leitor (José Paulo Paes). Os elementos essenciais são a revelação ou não-revelação total, a ruptura do equilíbrio da ação, a intensidade do efeito causado pela relativa brevidade e sua condensação (Maria Luiza Amaral Soares). O homem traz o fantástico dentro de si (Charles Nodier). Toda literatura è fantástica (Jorge Luis Borges). O fantástico manifesta um escândalo, um corte, uma irrupção insólita, quase insuportável dentro do mundo real (Roger Caillois). O que caracteriza o fantástico é o jogo com o medo (Louis Vax). A hesitação da personagem e do leitor perante o acontecimento estranho identifica a situação fantástica, havendo a instauração de uma incerteza: explicação natural ou sobrenatural ? (Todorov). A narrativa fantástica é a primeira volta de um parafuso sem fim (Henry James). A narrativa fantástica é ambivalente, contraditória, ambígua, essencialmente paradoxal na apresentação das tensões (Irene Bessiere). Não existe o fantástico sem a presença de uma transgressão, seja em nível semântico, sintático ou verbal (Rosalba Campra). Ficam diluídas as fronteiras entre o normal e o absurdo; o fantástico é mais uma possibilidade para o homem contemporâneo reencontrar-se consigo mesmo (Jean Paul Sartre).<br />
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A aparição é a marca essencial do fantástico, insinuando-se de modo lento, o que seria inadmissível num mundo sem nada de insólito. Existe a presença de ambiguidade, que praticamente obriga o leitor a negar ou a afirmar o sobrenatural. O modo como o escritor utiliza os motivos fantásticos é mais significativo do que o próprio motivo – e os temas permanecem fantásticos ao contrariarem o possível. Temos como exemplos de temas: lobisomem, vampiro, alterações de tempo e espaço, extra terrestres, mundo além morte, patologias, outros. Existe a necessidade de um elemento sobrenatural, uma interdição, uma intervenção irreal em acontecimentos que na vida cotidiana não existem.<br />
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A poética do relato fantástico supõe premissas advindas de áreas como filosofia, religião, esoterismo, magia, realizando a desconstrução destes conhecimentos. Neste tempo de realidade vertiginosa e estranha, o fantástico é apresentado pelo alegórico. A alegoria é uma ferramenta ideal para representá-lo, porque ao mesmo tempo afirma e nega, vela e expressa, oculta e evidencia a realidade.<br />
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O fantástico moderno é essencialmente alegórico, nascido da realidade concreta, muito mais um meio do que um fim em si, pois seus elementos não vêm de fora. Elementos ditos normais ou anormais, reais ou irreais, habituais e estranhos convivem no mesmo mundo. O enigma e o mistério instaurados pelo fantástico emergem como a irrupção de uma realidade não lógica, irracional e absurda, que analisa criticamente a própria realidade. Mistério? A vida real.             </p>
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		<title>musas à mesa</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 11:58:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[berenice sica lamas]]></category>

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		<description><![CDATA[MUSAS à MESA na intimidade o desejo de pés suaves e delírios gastos canto e hino com as musas os bagos plenos de pistache e gorgonzola gloriam no travesseiro a musseline do véu nada cobre e tudo desvela timbre notas matizes corpo e sinfonia bailam o néctar, seiva e raizes Berenice Sica Lamas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Musas-Parnaso.-Mantegna.jpg" alt="Musas - Parnaso. Mantegna" title="Musas - Parnaso. Mantegna" width="400" height="317" class="alignnone size-full wp-image-5885" /><br />
<br />
MUSAS à MESA<br />
<br />
na intimidade<br />
o desejo<br />
de pés suaves<br />
e delírios gastos<br />
            canto e hino<br />
            com as musas<br />
<br />
os bagos plenos de pistache<br />
                       e gorgonzola<br />
gloriam no travesseiro<br />
<br />
         a musseline do véu<br />
nada cobre<br />
e tudo desvela<br />
timbre notas matizes<br />
<br />
corpo e sinfonia<br />
          bailam o néctar, seiva e raizes<br />
<br />
Berenice Sica Lamas</p>
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		<title>dissipa-se o corpo&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 05:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[berenice sica lamas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[dissipa-se o corpo intangível desgovernado e no veludo crepuscular, a mão com um punhado de recém-nascidas estrelas sobras de azul papel Poema de Berenice Sica Lamas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/30vertigo_p2iy.jpg" alt="30vertigo_p2iy" title="30vertigo_p2iy" width="336" height="393" class="alignnone size-full wp-image-5772" /><br />
<br />
dissipa-se o corpo<br />
            intangível<br />
                   desgovernado<br />
<br /> <br />
e no veludo crepuscular, a mão<br />
com um punhado de recém-nascidas<br />
estrelas<br />
<br /> <br />
                     sobras de azul papel<br />
<br />
Poema de Berenice Sica Lamas</p>
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