Pérolas que adoçam a vida…

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Arte de Cristina Lopes da Cunha, gracias Cris pela companhia!

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No meio do caminho
por Suzana Bins*

“no meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.”
(Carlos Drummond de Andrade)
No dia em que a dor entrou pelos olhos da mãe, eles passaram a ausentar-se de ver . Mas isso não aconteceu de imediato, num de repente. Foi no imperceptível do tempo. Primeiro, a vida se liquefez, escoando por eles, até não sobrar mais nenhuma gota. Depois, quando todos acharam que ela já expiara até o impensável, passou a pousar os olhos distraidamente sobre as coisas, como se tivesse receio de as tocar. E quanto menos se demorava sobre cada uma, mais depressa se encaminhava para outra. E esse movimento de desencontro, tirando a direção de seu olhar, foi desviando o curso de sua vida. Até que passou a esconder-se na cegueira. Ela dera stop na cena dolorosa, única imagem que seus olhos viam, cristalizando o passado, agora para sempre presente.
Coração e olhos numa parceria, falavam a mesma linguagem. Na opacidade dos olhos, o reflexo de um coração que fechara portas e janelas e apagara a luz. Cúmplice, num mesmo sentir, emudeceu-se a voz, e a vida passou a ser uma canção de uma nota só.
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E agora, José?
por Carmen Silvia Presotto, em reediCão(rs)

Arte de Américo Conte
Hei! Não digam nunca não…
Drummond?
Cadê a minha matéria que é feita de outros?
E o povo, José?
Ver nada é pouco para tamanho vazio,
por isso, quando a noite cai, visto-me de lua
não digo não, nem nunca…
Apenas, adorno-me para abocanhar o sol
sei que nos amanheceres, nem perceberei o tilintar das moedas, nem o tempo, nem a distância.
Não digo não nem nunca…
Apenas, preencho brancos espaços com febris palavras.
Sei que elas anestesiam lobos e cordeiros
LobOdeirOS que amenesiam latentes universos
Zeros covardes pulsam, mas não amortecerei a um nunca, nem a uma imagem, nem a um mundo de míseras horas…
Hei! Não digam nunca não…
Já houve um tempo
já houve um verde espaço
sem hipocrisias…
Já houve um Norte
já houve um Einstein
Tempaço!
E cadê nós, José?
Sem alma tudo é lama ou carne petrificada…
Santa Hipocrisia…
Esse é o povo que me quer pura e alva?
Quem são esses mortais, José?
Baco
Hermes
Dionísicos momentos?
Cálices Insanos!
Marcaram-me com sangue para colher minha única brancura.
E Agora derreti, sou neve no gelo, livro no ar…
Hei! Não digam nunca não…
José, querem nossas vidas, mas agora feito de povo escrevemos…
psiu, e mais José agora há quem escute, e viva o dia D..rummond!!!! E também o sempre poesia…Quintana, Drummond e Scliar sorriem lá das nuvens(rs).
ConVersando
por Carmen Silvia Presotto

Foto minha(ih)…mais vale o olhar.
Hey, boas novidades para o Sr. Livro, este cidadãos de mundos. Lia hoje, que pela primeira vez, chega à Feira do Livro de Porto Alegre, um Presidente… Enfim, Dilma, virá como sempre veio todos os anos, uma grande leitora, e disso sabemos e desta vez vem para abraçar outra guerreira a Patrona Jane Tutikian que há muito vem lutando por mais leituras, mais projetos sociais junto a Educação.
Então, quando o “Batalhão de Letras”, se encontram algo há de acontecer, encontros, conversa e nonos projetos certamente a caminho. Dilma vem para lançar o programa o Livro Popular… Bem, sabemos, falar é fácil, por isso estaremos atentos e cobrando sim, por mais atos poéticos .
Leiam toda a conVersa
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