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	<title>Vidráguas &#187; Carlos Drummond de Andrade</title>
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		<title>Pérolas que adoçam a vida&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/02/01/perolas-que-adocam-a-vida-5/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 17:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clique e amplie para ler! Arte de Cristina Lopes da Cunha, gracias Cris pela companhia!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/viewer17.png" rel="lightbox[13750]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/viewer17-300x225.png" alt="" title="viewer" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-13751" /></a><br />
<br />
Clique e amplie para ler!<br />
<br />
Arte de <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/01/25/perolas-que-adocam-a-vida-em-vidraguas-4/">Cristina Lopes da Cunha</a>, gracias Cris pela companhia! </p>
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		<title>No meio do caminho, um quase-conto de Suzana Bins</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 16:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Suzana Borges da Fonseca Bins]]></category>

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		<description><![CDATA[No meio do caminho por Suzana Bins* “no meio do caminho tinha uma pedra Nunca me esquecerei desse acontecimento Na vida de minhas retinas tão fatigadas.” (Carlos Drummond de Andrade) No dia em que a dor entrou pelos olhos da mãe, eles passaram a ausentar-se de ver . Mas isso não aconteceu de imediato, num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No meio do caminho<br />
por <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/21/tempestade-uma-cronica-de-suzana-bins-e-uma-dica-a-mais-a-tempestade-shakespeare/">Suzana Bins</a>*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/pedra.jpg" rel="lightbox[12526]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/pedra-300x246.jpg" alt="" title="pedra" width="300" height="246" class="alignnone size-medium wp-image-12527" /></a><br />
<br />
“no meio do caminho tinha  uma pedra<br />
                        Nunca me esquecerei desse acontecimento<br />
                        Na vida de minhas retinas tão fatigadas.”<br />
                        (Carlos Drummond de Andrade)<br />
<br />
No dia em  que a dor entrou pelos olhos da mãe,  eles passaram  a ausentar-se de ver . Mas isso não aconteceu de imediato, num de repente.  Foi no imperceptível do tempo. Primeiro,  a vida  se liquefez, escoando por eles, até não sobrar mais  nenhuma gota. Depois, quando  todos acharam que ela já expiara  até o impensável, passou a pousar os olhos distraidamente sobre as coisas, como se tivesse receio de as tocar. E quanto menos se demorava sobre cada uma, mais depressa se encaminhava para outra. E esse movimento de desencontro, tirando a direção de seu olhar, foi desviando o curso de sua vida. Até que passou a esconder-se   na cegueira. Ela dera stop na cena dolorosa, única imagem que seus olhos viam, cristalizando o passado, agora para sempre presente.<br />
<br />
Coração e olhos numa parceria, falavam a mesma linguagem. Na opacidade dos olhos,  o reflexo  de um coração  que fechara portas e janelas e apagara  a luz. Cúmplice, num mesmo sentir, emudeceu-se a voz, e a vida passou a ser uma canção de uma nota só.<br />
<br />
Leia todo o Quase-Conto<br />
<br />
<span id="more-12526"></span><br />
<br />
Encerrou-se a mãe em seu mundo de dor e, por mais que Leo tentasse, nunca ficara sabendo exatamente o que se passara. Mas sabia o que a mãe vira. Ela apenas presenciara desavisadamente o que ele há muito pouco  comprovara e não tivera tempo para lhe contar. Ou coragem. Ou os dois. Não importa. Que diferença faria agora?<br />
<br />
O  irmão fora preso. Mas isso ainda não era a dor. A dor era o antes. A dor era a pedra. A dor era aquele outro que tomava conta do seu irmão como uma possessão quando ele se apoderava da pedra. Ou quando a pedra se apoderava dele, transtornando-o. Quebrando-o.<br />
<br />
A mãe quebrara-se junto. E agora estava sozinha, no seu  mundo escuro.Passou a fechar todas as janelas. Primeiro as de seu pequeno quarto. Depois a da peça que servia como sala e cozinha. E viveu a noite eterna a que a pedra havia condenado seu filho.<br />
<br />
Até o dia em que  ela acordou como se nada tivesse acontecido. Sorria. Vestiu sua melhor roupa, cantarolava. Ele animou-se: a mãe estava de volta. Foi fazer um café para ela  e, quando chegou com a caneca fumegante, encontrou-a na cama do irmão, embalando um bichinho de pano, cantando cantigas de ninar. Então compreendeu: sua mãe havia se ido. Para sempre.<br />
<br />
Quando a sirene da ambulância já quase não mais se ouvia, foi abrindo lentamente as janelas. Já não fazia sentido ficarem fechadas, embora o sol – sabia &#8211; nunca mais fosse entrar por elas.<br />
<br />
*Suzana Borges da Fonseca Bins<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/09/30/%e2%80%9c-a-arte-e-a-presenca-do-transcendente-no-mundo-porque-a-gente-nao-entende-a-gente-escreve/">Suzana Borges da Fonseca Bins</a>, escreve todas as sexta-feiras aqui em Vidráguas, um prazer contarmos com esta artesã da palavra, que tece crônicas, que tece contos, que tem em suas mãos linhas de muitas leituras e Poética!!</p>
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		<title>Vidráguas aos 109 anos de Carlos Drummond de Andrade, poema reEditado por Carmen Vidráguas, vivas!!</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 14:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Américo Conte]]></category>
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		<description><![CDATA[E agora, José? por Carmen Silvia Presotto, em reediCão(rs) Arte de Américo Conte Hei! Não digam nunca não… Drummond? Cadê a minha matéria que é feita de outros? E o povo, José? Ver nada é pouco para tamanho vazio, por isso, quando a noite cai, visto-me de lua não digo não, nem nunca… Apenas, adorno-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E agora, José?<br />
por Carmen Silvia Presotto, em reediCão(rs)<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/charge.gif" rel="lightbox[12449]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/charge-214x300.gif" alt="" title="charge" width="214" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-12450" /></a><br />
Arte de Américo Conte<br />
<br />
Hei! Não digam nunca não…<br />
Drummond?<br />
Cadê a minha matéria que é feita de outros?<br />
<br />
E o povo, José?<br />
<br />
Ver nada é pouco para tamanho vazio,<br />
por isso, quando a noite cai, visto-me de lua<br />
não digo não, nem nunca…<br />
Apenas, adorno-me para abocanhar o sol<br />
sei que nos amanheceres, nem perceberei o tilintar das moedas, nem o tempo, nem a distância.<br />
<br />
Não digo não nem nunca…<br />
Apenas, preencho brancos espaços com febris palavras.<br />
Sei que elas anestesiam lobos e cordeiros<br />
LobOdeirOS que amenesiam latentes universos<br />
Zeros covardes pulsam, mas não amortecerei a um nunca, nem a uma imagem, nem a um mundo de míseras horas…<br />
<br />
Hei! Não digam nunca não…<br />
Já houve um tempo<br />
já houve um verde espaço<br />
sem hipocrisias…<br />
Já houve um Norte<br />
já houve um Einstein<br />
<br />
Tempaço!<br />
<br />
E cadê nós, José?<br />
<br />
Sem alma tudo é lama ou carne petrificada…<br />
Santa Hipocrisia…<br />
Esse é o povo que me quer pura e alva?<br />
Quem são esses mortais, José?<br />
<br />
Baco<br />
Hermes<br />
Dionísicos momentos?<br />
<br />
Cálices Insanos!<br />
Marcaram-me com sangue para colher minha única brancura.<br />
E Agora derreti, sou neve no gelo, livro no ar…<br />
<br />
Hei! Não digam nunca não…<br />
<br />
José, querem nossas vidas, mas agora feito de povo escrevemos…<br />
<br />
psiu, e mais José agora há quem escute, e viva o dia D..rummond!!!! E também o sempre poesia&#8230;Quintana, Drummond e Scliar sorriem lá das nuvens(rs).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>conVersando com Carmen Presotto&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 18:45:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ConVersando por Carmen Silvia Presotto Foto minha(ih)&#8230;mais vale o olhar. Hey, boas novidades para o Sr. Livro, este cidadãos de mundos. Lia hoje, que pela primeira vez, chega à Feira do Livro de Porto Alegre, um Presidente&#8230; Enfim, Dilma, virá como sempre veio todos os anos, uma grande leitora, e disso sabemos e desta vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ConVersando<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Imagem-016.jpg" rel="lightbox[12348]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Imagem-016-300x225.jpg" alt="" title="Imagem 016" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-12350" /></a><br />
Foto minha(ih)&#8230;mais vale o olhar.<br />
<br />
Hey, boas novidades para o Sr. Livro, este cidadãos de mundos. Lia hoje, que pela primeira vez, chega à Feira do Livro de Porto Alegre, um Presidente&#8230; Enfim, Dilma, virá como sempre veio todos os anos, uma grande leitora, e disso sabemos e desta vez vem para abraçar outra guerreira a Patrona Jane Tutikian que há muito vem lutando por mais leituras, mais projetos sociais junto a Educação.<br />
<br />
Então, quando o “Batalhão de Letras”, se encontram algo há de acontecer, encontros, conversa e nonos projetos certamente a caminho. Dilma vem para lançar o programa o Livro Popular&#8230; Bem, sabemos, falar é fácil, por isso estaremos atentos e cobrando sim, por mais atos poéticos .<br />
<br />
Leiam toda a conVersa<br />
<br />
<span id="more-12348"></span><br />
<br />
Então está Feira promete um salto, por isso sapatilhas nas bolsas, porque entre um salto e outro, haverá muitas páginas, muitos caminhos, muitos livros, muitos avanços&#8230; e não por serem mulheres a estar no comando, porque o Livro não tem sexo, e sim sexualidade, linguagem, amor de construção, por isso as mãos que escrevem, bordam, cozinham, leem, se juntam para seguir a caminhada, verso a verso, passo a passo..<br />
<br />
E , Vidráguas estará lá, no dia 6/11, às 16h30, no pavilhão de Lançamentos com Postigos(meus), Poesia Volátil- amor e expansão de Daniel F. Nunes de Oliveira  e Minha Vida Meus Amores de Elma Neves de Moraes, que ao 83 anos lança seu primeiro livro de poesia, também pela Editora Vidráguas&#8230;eba!<br />
<br />
Quintana e Drummond, estejam na nuvem que estiverem devem estar sorrindo, pois suas Musa(s) os escutaram e postiguaram em Busca do Tempo Perdido, claro!, que elas leram sua tradução de Proust. E nós seguimos lendo e convivendo com nossos amados Muso(s), não há mais guerra entre sexos, Simone!, hoje buscamos juntos a língua que age, a linguagem&#8230;<br />
<br />
Ah, e brinco sempre, o Sr. Cidadão, Livro e coisas e tais, é de todos e para todos, por isso, a brincadeira com o feminino. Porque cá pra nós, coloquem mulheres no Vaticano, no mínimo esvaziariam os cofres em ajuda aos necessitados. No máximo, ainda não se sabe, mas que abririam os pergaminhos, isso sim, a curiosidade feminina é um SPAMto(rs)&#8230;e amanhã estarei em Sarandi, conversando e tomando um Café amigo com amigos e Ave Poesia!!<br />
<br />
e psiu,leiam minha entrevsita com Adroaldo Bauer Spíndola Corrêa, no Fala Brasil&#8230;<br />
<br<<br />
Beijos bom dia a todos.<br />
Carmen Vidráguas!!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Drummond em quadrinhos por Luiza Maciel Nogueira</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/06/29/drummond-em-quadrinhos-por-luiza-maciel-nogueira/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 14:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
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		<description><![CDATA[Para ler cliquem na imagem e todas as quartas seguimos aqui com o Projeto Pontuação, acompanhem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Drummondquadrinhosluizamaciel.jpg" rel="lightbox[10951]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Drummondquadrinhosluizamaciel.jpg" alt="" title="Drummondquadrinhosluizamaciel" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-10952" /></a><br />
<br />
Para ler cliquem na imagem e todas as quartas seguimos aqui com o Projeto Pontuação, acompanhem.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>em Vidráguas, hoje enRedamos os versos com Cora Coralina</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/05/08/em-vidraguas-hoje-enredamos-os-versos-com-cora-coralina/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 18:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[mo(r)mentos - poemas enRedados]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
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		<category><![CDATA[cora coralina]]></category>
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		<category><![CDATA[Poemas enRedados]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[Para ampliar cliquem na imagem, ou leiam lá no blog de Luana Neres responsável pela arte dos enRedados: http://luananeres.blogspot.com/ Leiam a carta de Drummond sobre Cora Coralina publicada no JB. Cora Coralina, de Goiás. “Este nome não inventei, existe mesmo, é de uma mulher que vive em Goiás: Cora Coralina. Cora Coralina, tão gostoso pronunciar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Cora-Coralina6.png" rel="lightbox[10091]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Cora-Coralina4.png" alt="" title="Cora Coralina, poemas enredados Vidráguas" width="353" height="640" class="alignnone size-full wp-image-10104" /></a></p>
<p> <br />
Para ampliar cliquem na imagem, ou leiam lá no blog de Luana Neres responsável pela arte dos enRedados:<br />
<a href="http://luananeres.blogspot.com/ ">http://luananeres.blogspot.com/ </a><br />
<br />
Leiam  a carta de Drummond sobre Cora Coralina publicada no JB.<br />
<br />
<span id="more-10091"></span><br />
<br />
Cora Coralina, de Goiás.<br />
<br />
“Este nome não inventei, existe mesmo, é de uma mulher que vive em Goiás: Cora Coralina.<br />
<br />
Cora Coralina, tão gostoso pronunciar esse nome, que começa aberto em rosa e depois desliza pelas entranhas do mar, surdinando música de sereias antigas e de Dona Janaína moderna<br />
<br />
Cora Coralina, pra mim a pessoa mais importante de Goiás. Mais do que o governador, as excelências parlamentares, os homens ricos e influentes do Estado. Entretanto, uma velhinha sem posses, rica apenas de sua poesia, de sua invenção, e identificada com a vida como é por exemplo, uma estrada.<br />
<br />
Na estrada que é Cora Coralina passam o Brasil velho e o atual, passam as crianças e os miseráveis de hoje. O verso é simples, mas abrange a realidade vária. Escutemos:<br />
<br />
“Vive dentro de mim/ uma cabocla velha/ de mau olhado,/ acocorada ao pé do borralho, olhando pra o fogo”. “Vive dentro de mim/ a lavadeira do rio vermelho. Seu cheiro gostoso dágua e sabão”. “Vive dentro de mim/ a mulher cozinheira. Pimenta e cebola. Quitute bem feito”. “Vive dentro de mim/ a mulher proletária. / Bem linguaruda, / desabusada, sem preconceitos”. “Vive dentro de mim/ a mulher da vida. / minha irmãzinha&#8230; / tão desprezada, / tão murmurada&#8230;”.<br />
<br />
Todas as vidas. E Cora Coralina as celebra todas com o mesmo sentimento de quem abençoa a vida. Ela se coloca junto aos humildes, defende-os com espontânea opção, exalta-os, venera-os. Sua condição humanitária não é menor do que sua consciência da natureza. Tanto escreve a Ode às Muletas como a Oração do Milho. No primeiro texto foi a experiência pessoal que a levou a meditar na beleza intrínseca desse objeto(“Leves e verticais. Jamais sofisticadas. / Seguras nos seus calços / de borracha escura. Nenhum enfeite ou sortilégio”). No segundo poema, o dom de aproximar e transfigurar as coisas atribui ao milho estas palavras: “Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece. / sou o cocho abastecido donde rumina o gado. / sou a pobreza vegetal agradecida a vós, Senhor.”.<br />
<br />
Assim é cora coralina: um ser geral, “coração inumerável”, oferecido a estes seres que são outros tantos motivos de sua poesia: o menor abandonado, o pequeno delinqüente, o presidiário, a mulher-da-vida. Voltando-se para o cenário goiano, tem poemas sobre a enxada, o pouso de boiadas, o trem de gado, os bonecos e sobrados, o prato azul-pombinho, último restante de majestoso aparelho de 92 peças, orgulho extinto da família. Este prato faz jus a referencia especial, tamanha a sua ligação com usos brasileiros tradicionais, como o rito da devolução: “Ás vezes, ia de empréstimo / à casa da boa Tia Norita. / E era certo no centro da mesa/ de aniversário, com sua montanha / de empadas bem tostadas / No dia seguinte, voltava, / conduzido por um portador/ que era sempre o abdenago, preto de valor, / e, melhor cheirinho / de doces e salgados. / tornava a relíquia para o relicário&#8230;”.<br />
<br />
Relicário é também o sortido deposito de memórias de Cora Coralina. Remontando a infância, não a ornamenta com flores falsas: “éramos quatro as filhas de minha mãe. / entre elas ocupei sempre o pior lugar”. Lembra – se de ter sido “triste, nevorsa e feia. / Amarela de rosto empalamado. / de pernas moles, caindo à toa”. Perdera o pai muito novinha. Seus brinquedos eram coquilhos de palmeira, caquinhos de louça, bonecas de pano. Não era compreendia. Tinha medo de falar. Lembra com amargura essas carências, esquecendo-se de que a tristeza infantil não lhe impediu, antes lhe terá preparado a percepção solidária das dores humanas, que o seu verso consegue exprimir tão vivamente em forma antes artesanal do que acadêmica.<br />
<br />
Assim é Cora Coralina, repito: mulher extraordinária, diamante goiano cintilando na sua solidão e que pode ser contemplado em sua pureza no livro Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Não estou fazendo comercial da editora, em época de festas. A obra foi publicada pela universidade federal de Goiás. Se há livros comovedores, este é um deles. Cora Coralina, pouco conhecida dos meios literários fora de sua terra, passou recentemente pelo Rio de Janeiro, onde foi homenageada pelo Conselho Nacional de Mulheres do Brasil, como uma das 10 mulheres que se destacaram durante o ano. Eu gostaria que a homenagem fosse também dos homens. Já é tempo de nos conhecermos uns aos outros sem estabelecermos critérios discriminativos ou simplesmente classificatórios.<br />
<br />
Cora Coralina, um admirável brasileiro. Ela mesma se define: “Mulher sertaneja, livre, turbulenta, cultivadamente rude. Inserida na Gleba. Mulher terra. Nos meus reservatórios secretos um vago sentimento de analfabetismo”. Opõe a morte “aleluias festivas e os sinos alegres da Ressurreição. Doceira fui e gosto de ter sido. Mulher operária”.<br />
<br />
Cora Coralina: gosto muito deste nome, que me invoca, me bouleversa, me hipnotiza, como no verso de Bandeira.&#8221;<br />
<br />
Carlos Drummond de Andrade<br />
(Jornal do Brasil, cad. B, 27 – 12 – 80)</p>
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		<title>poemas enRedando a Drummond</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 14:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para ampliar cliquem na imagem, ou vejam lá no blog de Luana Neres Feliz Páscoa a todos, e bom o domingo em que seguimos enredandos a versos e leituras junto a Drummond. Obrigada a todas as mãos que aqui conversam e a Luana pela Arte deste projeto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Drummond.png" rel="lightbox[9661]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Drummond.png" alt="" title="Drummond" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-9662" /></a><br />
Para ampliar cliquem na imagem, ou vejam lá no blog de <a href="http://luananeres.blogspot.com/">Luana Neres</a><br />
<br />
Feliz Páscoa a todos, e bom  o domingo em que seguimos enredandos a versos e leituras  junto a Drummond. Obrigada a todas as mãos que aqui conversam e a Luana pela Arte deste projeto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>pensando, enreDando a Poesia com Drummond</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 21:59:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Memória Amar o perdido deixa confundido este coração. Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não. As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão. Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão. Leiam mais SEGREDO A poesia é incomunicável. Fique torto no seu canto. Não ame. Ouço dizer que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="450" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/g4Zgl_Npk_4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
<strong>Memória</strong><br />
<br />
Amar o perdido<br />
deixa confundido<br />
este coração.<br />
<br />
Nada pode o olvido<br />
contra o sem sentido<br />
apelo do Não.<br />
<br />
As coisas tangíveis<br />
tornam-se insensíveis<br />
à palma da mão.<br />
<br />
Mas as coisas findas,<br />
muito mais que lindas,<br />
essas ficarão.<br />
<br />
Leiam mais<br />
<span id="more-9589"></span><br />
<br />
<strong>SEGREDO</strong><br />
<br />
A poesia é incomunicável.<br />
Fique torto no seu canto.<br />
Não ame.<br />
<br />
Ouço dizer que há tiroteio<br />
ao alcance de nosso corpo.<br />
É a revolução? o amor?<br />
Não diga nada.<br />
<br />
Tudo é possível, só eu impossível.<br />
O mar transborda de peixes.<br />
Há homens que andam no mar<br />
como se andassem na rua.<br />
Não conte.<br />
<br />
Suponha que um anjo de fogo<br />
varresse a face da terra<br />
e os homens sacrificados<br />
pedissem perdão.<br />
Não peça.<br />
<br /> <br />
<strong>Conclusão</strong><br />
<br />
Os impactos de amor não são poesia<br />
(tentaram ser: aspiração noturna).<br />
A memória infantil e o outono pobre<br />
vazam no verso de nossa urna diurna.<br />
<br />
Que é poesia, o belo? Não é poesia,<br />
e o que não é poesia não tem fala.<br />
Nem o mistério em si nem velhos nomes<br />
poesia são: coxa, fúria, cabala.<br />
<br />
Então, desanimamos. Adeus, tudo!<br />
A mala pronta, o corpo desprendido,<br />
resta a alegria de estar só, e mudo.<br />
<br />
De que se formam nossos poemas? Onde?<br />
Que sonho envenenado lhes responde,<br />
se o poeta é um ressentido, e o mais são nuvens?<br />
<br />
<strong>POEMA &#8211; ORELHA</strong><br />
<br />
Esta é a orelha do livro<br />
por onde o poeta escuta<br />
se dele falam mal<br />
ou se o amam.<br />
Uma orelha ou uma boca<br />
sequiosa de palavras?<br />
São oito livros velhos<br />
e mais um livro novo<br />
de um poeta inda mais velho<br />
que a vida que viveu<br />
e contudo o provoca<br />
a viver sempre e nunca.<br />
Oito livros que o tempo<br />
empurrou para longe<br />
de mim<br />
mais um livro sem tempo<br />
em que o poeta se contempla<br />
e se diz boa-tarde<br />
(ensaio de boa-noite,<br />
variante de bom-dia,<br />
que tudo é o vasto dia<br />
em seus compartimentos<br />
nem sempre respiráveis<br />
e todos habitados<br />
enfim.)<br />
Não me leias se buscas<br />
flamante novidade<br />
ou sopro de Camões.<br />
Aquilo que revelo<br />
e o mais que segue oculto<br />
em vítreos alçapões<br />
são notícias humanas,<br />
simples estar-no-mundo,<br />
e brincos de palavra,<br />
um não-estar-estando,<br />
mas de tal jeito urdidos<br />
o jogo e a confissão<br />
que nem distingo eu mesmo<br />
o vivido e o inventado.<br />
Tudo vivido? Nada.<br />
Nada vivido? Tudo.<br />
A orelha pouco explica<br />
de cuidados terrenos:<br />
e a poesia mais rica<br />
é um sinal de menos.<br />
<br />
Carlos Drummond de Andrade, pp.238,252,254,316, em Antologia Poética , Editora Record. </p>
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		<title>por que os homens não escutam as mulheres?</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 18:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[POR QUE OS HOMENS NÃO ESCUTAM AS MULHERES? por Tânia Du Bois Fotografias de Francesca Wodmann A desatenção é um problema na vida do casal. A mulher sente na pele quando o homem não a escuta ou dá respostas evasivas. É costume pensar que é descaso. Tem homem que finge estar distraído para evitar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>POR QUE OS HOMENS NÃO<br />
ESCUTAM AS MULHERES?<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/artwork_images_759_422582_francesca-woodman.jpg" rel="lightbox[8663]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/artwork_images_759_422582_francesca-woodman.jpg" alt="" title="artwork_images_759_422582_francesca-woodman" width="389" height="336" class="alignnone size-full wp-image-8664" /></a><br />
Fotografias de Francesca Wodmann<br />
<br />
A desatenção é um problema na vida do casal. A mulher sente na pele quando o homem não a escuta ou dá respostas evasivas. É costume pensar que é descaso. Tem homem que finge estar distraído para evitar o assunto; dorme no meio da conversa, ou só aceita conversar em determinado horário. Se a mulher insistir, retruca com algum assunto que não tem nada a ver, ou se cala, não participando mais.<br />
<br />
Podemos pensar que o homem gosta de fazer uma coisa por vez; que é objetivo e, muitas vezes, impaciente com os “floreios” da mulher. Mesmo que depois ele venha a perguntar: “Por que não falou antes?” Se ele escutasse com atenção, poderia evitar muitos conflitos.<br />
<br />
“&#8230;<br />
<br />
Ah, se um dia respondesses / ao meu bom-dia: bom dia! /<br />
Como a noite se mudaria / no mais cristalino dia!”<br />
Carlos Drummond de Andrade<br />
<br />
Leia toda a crônica<br />
<span id="more-8663"></span><br />
 <br />
Há a “turma” de mulheres que se queixam dos homens que não as escutam e opinam que é interessante abrir espaço para o homem participar dos cuidados, do cotidiano; curtir a vida e, quem sabe, poder ver no por do sol a imagem refletida do homem dando atenção à mulher e facilitando as escolhas diárias.<br />
<br />
O diálogo mantém o encontro do casal e resulta em nova mulher que pode ajudar o homem a compreender a vida com as mudanças e aberturas entre duas pessoas com sentimentos. O dom da palavra nos leva à relação, um momento, e até a um bom livro – novo encontro, nova oportunidade de sentir o mundo. Toda mulher quer ser ouvida o ano inteiro pelo seu amor.<br />
<br />
“ Se com minhas palavras te redesenho / aproximo minha alma / e nela, /escuto teu coração dizendo / o que sempre me digo&#8230;”<br />
Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
Recriar o tempo, em vez de acrescentar horas ao dia; fazer uma pausa, desligando o botão da rotina; certamente há chances de os homens escutarem cada minuto com sabedoria; a mulher terá certeza de estar viva e que a vida a dois vale a pena.<br />
<br /> <br />
“Onde o homem e a mulher são um, / Onde espadas e granadas /<br />
Transformam-se em charruas, / E onde se fundem verbo e ação”.    Murilo Mendes</p>
]]></content:encoded>
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		<title>e agora José?, no Literatura sem Fronteiras</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jan 2011 17:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura sem fronteiras]]></category>
		<category><![CDATA[Nilto Maciel]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[E Agora José? Poema publicado no blog Literatura sem Fronteira, um espaço de muita poesia e arte, leiam aqui e lá: http://literaturasemfronteiras.blogspot.com/ Hei! Não digam nunca não… Drummond? Cadê a minha matéria que é feita de outros? E o povo, José? Ver nada é pouco para tamanho vazio, por isso, quando a noite cai, visto-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E Agora José?<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/josé.jpg" rel="lightbox[8292]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/josé.jpg" alt="" title="josé" width="247" height="204" class="alignnone size-full wp-image-8293" /></a><br />
<br />
Poema publicado no blog Literatura sem Fronteira, um espaço de muita poesia e arte, leiam aqui e lá:<br />
<a href="http://literaturasemfronteiras.blogspot.com/">http://literaturasemfronteiras.blogspot.com/<br />
<br />
</a><br />
Hei! Não digam nunca não…<br />
Drummond?<br />
Cadê a minha matéria que é feita de outros?<br />
<br />
<span id="more-8292"></span><br />
<br />
E o povo, José?<br />
Ver nada é pouco para tamanho vazio,<br />
por isso, quando a noite cai, visto-me de lua<br />
não digo não, nem nunca…<br />
Apenas, adorno-me para abocanhar o sol<br />
sei que nos amanheceres, nem perceberei o tilintar das moedas, nem o tempo, nem a distância.<br />
<br />
Não digo não nem nunca&#8230;<br />
Apenas, preencho brancos espaços com febris palavras.<br />
Sei que elas anestesiam lobos e cordeiros<br />
LobOdeirOS que amenesiam latentes universos<br />
Zeros covardes pulsam, mas não amortecerei a um nunca, nem a uma imagem, nem a um mundo de míseras horas…<br />
<br />
Hei! Não digam nunca não…<br />
Já houve um tempo<br />
já houve um verde espaço<br />
sem hipocrisias…<br />
Já houve um Norte<br />
já houve um Einstein<br />
<br />
Tempaço!<br />
<br />
E cadê nós, José?<br />
<br />
Sem alma tudo é lama ou carne petrificada…<br />
Santa Hipocrisia&#8230;<br />
Esse é o povo que me quer pura e alva?<br />
Quem são esses mortais, José?<br />
<br />
Baco<br />
Hermes<br />
Dionísicos momentos?<br />
<br />
Cálices Insanos!<br />
Marcaram-me com sangue para colher minha única brancura.<br />
E Agora derreti, sou neve no gelo, livro no ar…<br />
<br />
Hei! Não digam nunca não…<br />
<br />
José, querem nossas vidas, mas agora feito de povo escrevemos&#8230;<br />
<br />
Poema de Carmen Silvia Presotto em Literatura sem Fronteiras, blog de Nilto Maciel. </p>
]]></content:encoded>
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