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Piscares no anoitecer com Eros…

Piscares
por Carmen Silvia Presotto



Na memoria de teus cílios
névoa latejante
sou chama entre sussurros

Do teu abraço,
vento poético, sou
galope de tinta onde a escrita não se paga

Letra viva, ventas paisagem
suor das palavras
sou o momento

De teu mais tênue sentimento
refaço a viagem
cheiro o verde, risco as estrelas
contorno a lua
abocanho marés,
absorvo gota à gota todo sonho

E… onde nada mais é lembrança
tocas minha mão, busco tua pele
beijo teu peito, refaço o movimento
contornas minhas sombras
e aliso-te no leito…

Hoje nosso entardecer com Bardos e EvasAlmas, traz um poema de meu e juntos seguimos o Projeto Anáguas, um tempo de poemar com Eros.

…iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em, Nei Duclós em quem nos espelhamos para seguir o canto, porque parafraseando este bardo, amamos sem tirar nem por… e seguimos!

A fotografia é de John Stezaker – Pair IV, 2007

Subjetividades, poema à Lispector

Subjetividades
poema de Carmen Silvia Presotto

A hora da estrela
à Clarice Lispector



Garganta seca

ar
em frente
sede
em água

futuro

embriagante margem
eis minha matéria
entre ásperos sorrisos
seco riscos
em desconcertos

toques distraídos
me soletro
histórias

palavra
visão mulher
dentro de mim, macabéas de quem escreve…

Momentos Vidráguas na 57 Feira do livro de Porto Alegre

Em Vidrágaus, a poesia se vê, se escuta por todos os ângulos porque quando a imagem con√ersa os versos se realinham… e todos sabem disso, portanto desdobrar o pescoço já que aqui, hoje, as iamgens valem por mil palavras…(rs)!











E sentir sinta que vê & lê…

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As mãos, uma crônica poética de Tânia Du Bois

AS MÃOS
por Tânia Du Bois




Sabe o que está escrito na sua mão?
Orides Fontela, responde: “Leio / minha mão / único livro”
Os poetas dentro do processo criativo contextualizam “as mãos” como desafio, desenvolvendo um olhar afetuoso e captando a essência atemporal da palavra, com a finalidade de desvendar esse poder absoluto que as mãos exercem sobre nós.


“Para / Fernando Pessoa / os símbolos / não são você / nem ninguém. / São a noite interna /
o dormir acordado. / Símbolos. / As mãos, por exemplo: / Quem são elas?” (Jorge Tufic)


As mãos constituem a individualidade no sentido da existência e, ao as vivenciarmos, encontramos os gestos declarados: mãos que guardam o tempo, mãos frias e quentes, mãos estendidas e recolhidas, mãos que arremessam e acenam, mãos que ajudam, mãos para trás negando o contato e renegando o gesto, mãos carinhosas e amigas, as mãos do carrasco, mãos lidas pelas ciganas, mãos calejadas, mãos trêmulas e a Mão Única, de Orides Fontela: “é proibido / voltar atrás / e chorar.”

leia toda a crônica poética
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Olha o Postigos aí e todo o carinho recolhido em férias…

Psiu! Volto para casa, a viagem foi ótima e agora colo aqui em Vidráguas, todos os presentes e abraços desta viagem, com estes versos e com esta fotografia de Rosa Rios Lucas, agradeço a todos os amigos que me me ajudaram a ter uma boas férias, porque tudo seguiu… abaixo os versos de aniversários que me ajudarão a lembrar de todo o carinho e amor de construção recebido no grupo e nos meus 54 anos e teve mais, muito mais, o Poema EnRedados, nosso segundo webLibrose que já está com mais de mil e setencentas leituras, o Projeto PontuAção que logo estará com mais novidades e trago o simbólico para que o presente siga fios de futuros compartilhados… e seguimos, gracias a todos!! E voltamos com nosso enredo no próximo domingo.



CARMEN SILVIA PRESOTTO
Por Ydeo Oga



C orro contra o tempo

A lço um vôo para ver-te

R uas e saudades…

M enina dos olhos
E nreda-me sempre

N os caminhos da poesia!



Carmen semeando poesia
Por Pérola Anjos

Carmen via,
via poesia aqui,
via poesia acolá,
via poesia onde havia e onde não há.
Carmem plantava poesia,
e colhia,
e distribuía
e perfumava os ares com as suas
e as de tantos exalavam através de si,
através de mim, de ti.
Carmem ouvia,
ouvia o sussurro do silêncio pedindo ajuda
e o ajudava com os sons da ponta do seu lápis,
era uma cantiga tão bonita!
fazia tanto bem ouvir os sons que brotavam da sua alma
e era estampado em um pedaço de papel,
um simples papel,
que virava um tesouro dos mais valiosos
em suas valiosas mãos,
porta-voz do seu imenso sentir.
Carmen sabia,
sabia que tudo ficaria mais bonito,
a paisagem das palavras,
uma pintura,
daquelas que fazem barulho
e plantam girassóis por dentro,
obra de arte das mais belas,
afetava todos os sentidos
e tudo fazia mais sentido,
as palavras em dança.
Carmen abria,
destrancava as portinholas
para quem não via,
para quem não lia,
fazia nascer novos horizontes,
despertava,
aproximava a poesia
de quem dela se escondia
e surgia como uma luz.
Acendia.
Reluzia.

[Carmen ia, seguia... Semeando por aí...]

Sinfonias para Carmen Silvia Presotto
Por Lou Albergaria

Asas e pétalas navegam em ti

Eu, plaino sinfonias

Bem-te-vis …



Colho o verso feliz

Que não mata o tempo





(quantos sentidos

há na avenida 
de pele…
sem saída?)

Gracias Rodrigo Rios Lucas por ter cuidados do grupo, do logo e da Poesia Vidráguas como se fosse eu…bom domingo a todos.