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“Ah…(a)mares XXXIII”, e segue o livro em construção



Maríntimo

Chegas de longe
entranhas

o escuro
clareias

o infinito
despertas

pés absoltos
marAtempo, marAdentro…
… trazes o mar do coração
e de ti, tenho a melhor canção

escuto Cantares e te escuto
“pasar haciendo caminos,
caminos sobre la mar”*,
por tudo, um beijo,
meu canto, agora não mais perdido

para ti, arÍntimo

:

Canção de Amar

Vem
 vem de mansinho

me desnuda

te aninha

abra os poros com carinho



Vem

vem de mansinho

me surpreenda

te desvenda

toma o vento com sussurros



Fica

dança, descruza o tempo

curva o dorso, salga o movimento
e sai e fica… e fica… fica…

Carmen Silvia Presotto – em mais um poema em contrução, “Ah…(a)mares XXXII”, Vidráguas.

Hoje Canção de Amar, um poema retrabalhado e alongado, que gosto muito e que desejo muito que esteja nesta construção.

Feliz, conto que sigo a caminho do/com o mar e ordeno a poesia em mim, que está aqui, ali, em livros, na Web e agora neste trabalho que teço.

A fotografia é de Ricardo Hegenbart!

* Versos colhidos da LETRA DE LA CANCION De JOAN MANUEL SERRAT Y JOAQUíN SABINA – CANTARES (DOS PáJAROS DE UN TIRO) em homenagem ao poeta Antonio Machado.

Quer saber VIII – poema ao cotidiano…

Quer Saber? – VIII



Ah!
- quer saber?

hoje é sábado
o sol se estende
a felicidade sussurra
o coração tende…

vidraguo
além de mim,
nado
canto
amo

e onde o todo se curva
infinito ao vento…
tapo o nada

… te encontro
e quer saber?
-suo me consumo por ver-te…

Carmen Silvia Presotto – em mais um poema a série Quer Saber – Vidráguas. Poemas ao cotidiano, leves , cantantis, pulsantis e brincalhões!!

A fotografia que uso para marcar esta série é de Ilya Rashp!!

“Ah…(a)mares XXXII” e segue o poemar…



Entro no mar como quem entra na vida

passo a primeira onda,
a segunda…
salto a terceira
e na quarta te encontro.

no silêncio,
nossas sombras se arquitetam
entre tempos, encaixes…
… suores a iluminar o entardecer

chega a lua
disfarçada de noite,
já não te imagino…
água de teu corpo
salivo por teus beijos

entro em ti como quem entra no mar
levo no corpo a vereda dos sonhos
desejo da cabeça aos pés

agora, escuto Bethânia

de tuas águas em mim
maravida maramor marolhares
… cabeceiras sem fim

ah, maríntimo que tempo é este
onde marés nos devolvem, melhores, a nós mesmos.

- Vida?

Carmen Silvia Presotto – em mais um poema em contrução, “Ah…(a)mares XXXII”, Vidráguas.

A fotografia é de Ricardo Hegenbart!

“Ah..(a)mares XXXI”, e segue o livro em contrução…

“Ah…(a)mares XXXI



Há momentos
em que travamos a saliva
arranhões
no gosto das palavras

uns chegam
feito ardis
outros, agridoces
tal mel e anis

Palavras
em melodia
saltitantes
inVentos

em poesia
templos
:
influxos
de vida

meia água
meia tela
outros tantos, na areia
sonhos possíveis

olho ao longe
leio Vallejo…
alongo o pensamento

maríntimo!

“ cae, cae del aguacero
la humana ecuación de tu amor”*

se de mim , pensar-te é uma parte
a outra, só pode ser (a)mar-te…

Carmen Silvia Presotto – em mais um poema em contrução, “Ah…(a)mares XXXI”, Vidráguas.

Poema retrabalhado, alongado a esta contrução. Feliz, conto que a caminho do/com o mar, ordeno a poesia em mim, que está aqui, ali, em livros, na Web e agora neste trabalho que teço.

A fotografia é de Ricardo Hegenbart!

* Versos colhido do poema LLUVIA de César Vallejo, em Los Heraldos Negros, Losada- 1961, p. 90

Quer Saber VII – e segue a série do cotidiano…

Quer Saber VII?



Seguindo o branco papel
aliso o pânico
enrolo o vento

Debruçada no medo
balanço antigos pensamentos
sacudo a poeira dos poros

e Quer saber?
- teu olhar
me veste, despe
…reveste
canta imanta

nua de mim
pele de teus tempos
agora, descruzo as pernas
conserto versos

ao ponto sonolento, … feliz
… escrevo!

Carmen Silvia Presotto – em mais um poema à série Quer Saber? – Vidráguas, poemas ao cotidiano, leves , cantantis e brincalhões!!

… e este poema é um poema que retrabalhei, e sigo ordenando minha poesia, exercitando-me poeticamente…eba!!

A fotografia que uso para marcar está série é de Ilya Rashap!