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reflexões de leituras

Pensando o medo com Freud
por Carmen Silvia Presotto

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Em 1911, em Os Dois Princípios do Suceder Psíquico, Freud revela que toda a neurose tem como finalidade afastar o enfermo da vida real, tornando-lhe um estranho em frente a realidade. O que se pode entender que o neurótico se afasta da realidade, onde é um fragmento da mesma em virtude de não poder suportá-la… Porém, toda a neurose e todo o neurótico se conduz de modo idêntico a um fragmento da própria realidade. E isso não é exclusivo, é para todos.

Relendo Freud, novamente, surge um espelho entre o virtual e o sinistro e a tarefa em mim de investigar a trajetória da relação do neurótico e se neurótico somos todos, constatar isso dói… Talvez, por isso evitamos e protelamos essa dor psíquica que é a da separação e a colocamos em órgãos.

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Brocado

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Vento
tua boca envolta no tempo
é meu outro vestido

De tua suada sombra
sou noite
em melhores momentos

Poema: Carmen Silvia Presotto
Foto: Patrick Demarchelier

Nos Passos de Mrs. Dalloway

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Em Londres, quando os plátanos largam suas folhas ao vento e dobram suas raízes ao tempo, outona… e neste desfolhar de momentos, trocamos as estações, lambuzados pelo morno hálito de um lindo sol literário: Clarissa Dalloway.

Clarissa Dalloway é a protagonista e o título do Romance de Virginia Woolf, publicado em 1925, que nos eventos de um único dia nos apresenta a história de uma Senhora da alta burguesia londrina, que por aqui nos chegou traduzido através das mãos de Mario Quintana, driblando o próprio e o nosso tempo com o compasso do relógio,.

E que relógio: O Big Ben!
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mas que alegria, outro poema publicado em Portugal

Antoine_Vollon___Natureza_Morta_com_Macaco_e_Viol_o

BUM
BUM…

São Francisco! Que batida…
São sempre os mesmos
“Be my baby”
e eu dizendo que cresci.

Doze é mais que um dia que dá 3
metade meio
mês dos namorados
São Valentim
Santo Antônio
que bênção ter logo Junho
um mês de todos.

Poema de Carmen Sílvia Presotto publicado em A casa que caminha:
http://acasaquecaminha.blogspot.com/

*Quadro de Antoine Vollon

Imagine 2010!

imagine