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	<title>Vidráguas &#187; Carmen Silvia Presotto</title>
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		<title>reflexões de leituras</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 14:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[Freud]]></category>

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		<description><![CDATA[Pensando o medo com Freud
por Carmen Silvia Presotto



Em 1911, em Os Dois Princípios do Suceder Psíquico, Freud revela que toda a neurose tem como finalidade afastar o enfermo da vida real, tornando-lhe um estranho em frente a realidade. O que se pode entender que o neurótico se afasta da realidade, onde é um fragmento da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensando o medo com Freud<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guernica-1_picasso5.jpg" alt="guernica-1_picasso" title="guernica-1_picasso" width="448" height="199" class="alignnone size-full wp-image-5939" /><br />
<br />
Em 1911, em <em>Os Dois Princípios do Suceder Psíquico</em>, Freud revela que toda a neurose tem como finalidade afastar o enfermo da vida real, tornando-lhe um estranho em frente a realidade. O que se pode entender que o neurótico se afasta da realidade, onde é um fragmento da mesma em virtude de não poder suportá-la&#8230; Porém,  toda a neurose e todo o neurótico se conduz de modo idêntico a um fragmento da própria realidade. E isso não é exclusivo, é para todos.<br />
<br />
Relendo Freud, novamente,  surge um espelho entre o virtual e o sinistro e a tarefa  em mim de investigar a trajetória da relação do neurótico e se neurótico somos todos, constatar isso dói&#8230; Talvez, por isso evitamos e protelamos essa dor psíquica que é a da separação e a colocamos em órgãos.<br />
<br />
Leia todo o artigo<br />
<span id="more-5938"></span><br />
<br />
Todos os humanos, mais cedo ou mais tarde, tendem a se enfrentar  com essa realidade psíquica e não tangível, mas sim perceptível através de sensações e por saber que ela dói, às vezes colocamos viseiras, colocando-as nas gavetas, nas prateleiras, nas coisas e para retê-la usamos nosso corpo como escudo e assim mesmo, sinto dizer!, a acolhemos na carne em forma de doenças e dores físicas e racionais, porém quando começamos a perceber que há outro campo que é o CORPO DA LINGUAGEM, usaremos significantes menos sangrentos que nossa carne, usaremos palavras que nos inscrevam no REAL, porque então compreendemos que uma significação da psiquê busca um sentido, um caminho para se exteriorizar e ter ar no tempo em que sentimos e vivemos, mas se não trabalharmos por nossas carências, seremos presas fáceis   do medo, da angústia, da insônia, de doenças e solidões.<br />
<br />
Ao percebermos as bordas de uma escritura, algo se romperá do inconsciente  para dizer dele e de seu funcionamento e dessa manifesta ação onde o eu e o isso pulsam, querendo circular, ganhar ar, é que poderá haver algum significante que nos ordene feito palavras,  senão eles se inscreverão assim mesmo em ESCAPISMOS! FUGAS! ILUSÕES que tornam a vida um constante sonho, um vazio no concreto.<br />
<br />
Se há uma escuta, se preenche esse vazio que nos constitui, mas nem  sempre haverá meias palavras, metáforas, como nem sempre haverá deslocamentos, metonímias, rupturas.  Às vezes, poderá haver pleonasmos, redundâncias, repetições, colagens, plágios, fixas ações que poderão ser cópias, simples cópias ou feridas tratadas. Células loucas, delirantes em busca de algo que as acalme, que as controle do medo e já que o desejo não tem porto definido, poderá ele se ancorar em provisórios objetos, em pedaços, em poções de um corpo, em um órgão que teme ter medo e por isso ENFORMA, enferma, adultera as convivências a um único sentido, onde pais, mães, família, igreja, estado as querem grandes e quadradas feito poema qualquer.<br />
As querem uma criança natural dos tempos, criatura que já nasce envelopada antes que caia suas fraldas ou&#8230;<br />
<br />
Enfrentamos o medo e passamos no vestibular da vida, aquele que nos diz mais verdadeiros e próximos de um desejo de viver que nos possibilita acreditar que o trabalho nos inventa, nos insere a uma nova realidade por acreditarmos que se temos medo, somos humanos.<br />
<br />
Assim, sem sobressaltos. Sem exclusividades, perceberemos que o natural é temer o que ainda não conhecemos, a grande diferença é como e onde colocamos o nosso medo. Feito isso podemos compreender que “ALGO FICA PARA TRÁS QUANDO UM CAMINHO ADIANTE” nos dá medo.</p>
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		<title>Brocado</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/05/03/brocado/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 21:03:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[anáguas]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Demarchelier]]></category>

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		<description><![CDATA[
Vento
tua boca envolta no tempo
é meu outro vestido

De tua suada sombra
sou noite
em melhores momentos

Poema: Carmen Silvia Presotto
Foto: Patrick Demarchelier
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/poolnudes-patrick-demarchelier1.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/poolnudes-patrick-demarchelier1.jpg" alt="poolnudes-patrick-demarchelier" title="poolnudes-patrick-demarchelier" width="430" height="336" class="alignnone size-full wp-image-5538" /></a></p>
<p>Vento<br />
tua boca envolta no tempo<br />
é meu outro vestido<br />
<br />
De tua suada sombra<br />
sou noite<br />
em melhores momentos<br />
<br />
Poema: Carmen Silvia Presotto<br />
Foto: Patrick Demarchelier</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nos Passos de Mrs. Dalloway</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/04/22/nos-passos-de-mrs-dalloway/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 20:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[photoCrônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bloomsburry]]></category>
		<category><![CDATA[carmen presotto]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[Mrs. Dalloway]]></category>
		<category><![CDATA[photoCrônica]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Hegenbart]]></category>
		<category><![CDATA[Virginia Woolf]]></category>

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		<description><![CDATA[

Em Londres, quando os plátanos largam suas folhas ao vento e dobram suas raízes ao tempo, outona&#8230; e neste desfolhar de momentos, trocamos as estações, lambuzados pelo morno hálito de um lindo sol literário: Clarissa Dalloway.

Clarissa Dalloway é a protagonista e o título do Romance de Virginia Woolf, publicado em 1925, que nos eventos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0000.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0000.jpg" alt="DSC_0000" title="DSC_0000" width="450" height="274" class="alignnone size-full wp-image-5385" /></a><br />
<br />
Em Londres, quando os plátanos largam suas folhas ao vento e dobram suas raízes ao tempo, outona&#8230; e neste desfolhar de momentos, trocamos as estações, lambuzados pelo morno hálito de um lindo sol literário: Clarissa Dalloway.<br />
<br />
Clarissa Dalloway é a protagonista e o título do Romance de Virginia Woolf, publicado em 1925, que nos eventos de um único dia nos apresenta a história de uma Senhora da alta burguesia londrina, que por aqui nos chegou traduzido através das mãos de Mario Quintana, driblando o próprio e o nosso tempo com o compasso do relógio,.<br />
<br />
E que relógio: O Big Ben!<br />
<span id="more-5451"></span><br />
<br />
As Horas, originalmente seria o nome deste romance que visitamos hoje, mas foi através de Michael Cunninghan, em 1998, que por saber disso, nos anuncia outras horas em um novo romance, homenagem, que, em 2002,  termina no filme de sucesso, estrelado por Nicole Kidman e dirigido por Stephen Daldry.<br />
<br />
Michael Cunninghan sabia e nós também sabemos, que sem As Horas de Virginia Woolf, não haveriam outras! Por isso, colocamos os pés a caminhar com os olhos para que a memória nos leve a  meados de junho de 1923, onde um único dia  transformou os passos de quem lê e escreve, pois sabemos que depois de Virginia Woolf  nunca mais as horas, nem a memória, muito menos nós, poderemos viver sem fluxos de consciência.<br />
<br />
Grande Virgínia Woolf, em altura e escritura, e que Escritura!<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00113.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00113.jpg" alt="DSC_0011" title="DSC_0011" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5419" /></a><br />
<br />
Nosso roteiro e homenagem, começa por onde começa  a vida de Londres. No Metrô.<br />
<br />
Eram 11 da manhã do dia 25 de outubro de 2009, quando tomamos o metrô em Canadá Water para chegar ao marco de nossos passos: Westminster Station, início e fim do romance, área social e política e mundo de Clarissa Dalloway.<br />
<br />
Lá chegamos, às 14 e 30 e parece que conosco  uma turba de gente, querendo desvendar outros passos e feitos, já que ali está muito da história da cidade.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00013.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00013.jpg" alt="DSC_0001" title="DSC_0001" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5418" /></a><br />
<br />
Nossa mira era Mrs. Dalloway, mas vacilamos perante o Sthefans da Taverna, nome de solteiro de Virginia, logo desistimos do chope e  feito bons twitteiros de Clarissa, com o sol por testemunha, atravessamos a rua em sentido  à Westeminster Abbey. Ao contrário da ficção, naquele dia não saímos para comprar flores nem luvas francesas como aparecia em seu primeiro escrito, que está em Contos Completos da COSACNAIFY, e sim para viver este dia como uma comunhão literária.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00353.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00353.jpg" alt="DSC_0035" title="DSC_0035" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5420" /></a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00423.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00423.jpg" alt="DSC_0042" title="DSC_0042" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5421" /></a><br />
<br />
Sabíamos que à noite haveria um jantar, e, conforme o romance , estávamos duas horas atrasados, o que para Londres é uma tremenda gafe, por isso apressamos o passo, deixando a  Westminster Abbey e o rush londrino a nossas costas, seguimos até os portões da Dean’s Yard –SW1,cruzamos a fachada de gerânios vitorianos e entramos&#8230;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00443.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00443.jpg" alt="DSC_0044" title="DSC_0044" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5422" /></a><br />
<br />
O contraste era flagrante, pois bastou passar um portão para logo nos sentirmos em outro mundo. Absortos pelo verde de intensas árvores, seguimos o imaculado tapete verde ao centro, onde hoje crianças jogam e se divertem, para percorremos o recorte da distinta arquitetura com casas, reconhecidamente, Georgianas cujas portas esculturais luziam. Atravessar estes portões, foi como rasgar o tempo para vivenciar o clima do romance, onde Mrs. Dalloway, supostamente, teria vivido para escrever sua festa&#8230;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00513.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00513.jpg" alt="DSC_0051" title="DSC_0051" width="657" height="982" class="alignnone size-full wp-image-5423" /></a><br />
<br />
Chegamos à Great College Street, lá as portas nos confundiram, todas azuis!<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00553.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00553.jpg" alt="DSC_0055" title="DSC_0055" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5424" /></a><br />
<br />
No entanto, caminhando uns passos a mais, atravessamos a esquina e chegamos à Barton Street, depois de passarmos pela casa de Lawrence da Arábia, outra História Política e Literária de Londres, avistamos as janelas que logo nos mostrariam as vidraças de nossa leitura, de onde visualizamos Clarissa, mulher de Richard Dalloway, Membro Conservador do Parlamento, que entre tantas outras coisas a pensar, estava inquieta, começando a preparar o jantar em que toda a alta sociedade londrina, inclusive o Primeiro Ministro estariam presentes.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00593.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00593.jpg" alt="DSC_0059" title="DSC_0059" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5425" /></a><br />
<br />
Lá, folhamos o livro e a vimos reparar seu vestido verde, a dar ordens a sua ajudante sobre onde colocar as flores e reencontrar a Peter, seu amigo chegado da Índia, que a surpreendera, pois o esperava tanto, mas não justo no dia em que daria uma festa, porque  com ele chegariam os famosos flash-backs, os monólogos interiores que, além de reavivar o passado e mudar os tempos dos personagens, mudariam a narrativa ficcional e também os olhares de seus leitores&#8230;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00793.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00793.jpg" alt="DSC_0079" title="DSC_0079" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5426" /></a><br />
<br />
Lá, também não pudemos esquecer de Septimus Warren Smith, um veterano de guerra, personagem do romance que em contraste com Mrs. Dalloway  nos aponta o outro lado do espelho desta  vida social, formal, brilhante e espalhafatosa. Com ele, chega a loucura  e a crítica social que V. Woolf faz questão de  nos apresentar&#8230;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00813.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00813.jpg" alt="DSC_0081" title="DSC_0081" width="657" height="982" class="alignnone size-full wp-image-5427" /></a><br />
<br />
Seguimos pela Cowley Street, passeando com a vida dos que ali hoje trabalham, dobramos na Lord Reith Street, onde o azul calipso de uma porta nos chamou a atenção pela beleza do sol refletindo-se nela, quando escutamos uma turma de colegiais vindo em nossa direção em companhia de seu Mestre que, provavelmente, discorria uma aula a céu aberto sobre Virgínia Woolf.<br />
<br />
E que céu!!!<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00884.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00884.jpg" alt="DSC_0088" title="DSC_0088" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5428" /></a><br />
<br />
Ao escutar o Big Ben insistir em seus badalos, despertamos para a ordem do dia e feito Clarissa Dalloway saímos para comprar flores, atravessamos a rua, despertamos e seguimos em direção à Victoria Street, cruzando a avenida em direção ao St. James Park, onde novamente as sirenes e a vida agitada de Londres nos esperava&#8230;<br />
 <br />
<em>Tendo vivido em Westminster – há quantos anos agora? mais de vinte – sente-se até no meio do tráfego, ou quando se desperta à noite, Clarissa bem o sabia, um particular silêncio, ou solenidade; uma indescritível pausa; aquela suspensão ( ou seria do seu coração, que diziam afetado pela influenza?) antes que batesse o Big Ben. Agora! Já vibrava. Primeiro um aviso musical; depois a hora, irrevogável. Os pesados círculos dissolviam-se no ar. Que louco somos, pensava ela, atravessando a Victoria Street.</em><br />
<br />
No caminho, passamos por lojas e pelo mercado de rua na Strutton Ground SW1, já baixando suas cortinas, ou esvaziando suas bancas, denunciando-nos o avançar das horas. Seguimos pela Victoria Street, em busca da loja Army and Navy Store, onde Elizabeth, filha de Clarissa, fazia suas compras e tomava chá com Miss Doris Kilman, mas em vão, parece que a loja não existe mais.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00923.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_00923.jpg" alt="DSC_0092" title="DSC_0092" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5429" /></a><br />
<br />
Vencidos, desistimos da busca e paramos, numa das poucas lojas abertas,  para nos abastecer para um piquinique no Parque. Mas antes de chegarmos ao cruzamento do Buckingham Palace com St. James Park, enquanto passávamos pelo Caxton Hall, vimos que ali estivera Churchill conversando, mais uma vez nos demos conta do tempo transcorrido e paramos quando lemos Clarissa, ao encontrar Hugh Whitbread, seu velho amigo, gritar: – <em>Gosto de passear por Londres. Sempre é melhor do que passear pelo campo</em>.<br />
<br />
É! Clarissa ama a vida da Cidade!<br />
<br />
Despede-se de Hugh, que logo deveria estar despachando junto a Royal Arms e segue seus passos.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01163.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01163.jpg" alt="DSC_0116" title="DSC_0116" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5430" /></a><br />
<br />
Feito Clarissa, numa tarde, ensolarada voltamos em meio de St. James Park, e em meio a árvores, relva, também nos interessamos por música e poesia, tivemos nosso piquinique, sem que pudéssemo nos furtar das divagações sobre liberdade junto a fonte do jardim&#8230;<br />
<br />
As árvore desenhando o outono<br />
o lago iluminando o semblante<br />
um ninho de gente anunciando vida,<br />
enquanto no olhar de uma raposa nos chega, novamente, a finita realidade,<br />
logo escureceria, os portões se fechariam, restariam as rosas, os livros e  a escritura&#8230;<br />
e o eco<br />
<br />
<em>&#8230; Não, agora nunca mais diria, de ninguém neste mundo, que eram isto ou aquilo&#8230; Passava como uma navalha através de tudo; e ao mesmo tempo ficava de fora, olhando. Tinha a perpétua sensação, enquanto olhava os carros, de estar fora longe e sozinha no meio do mar; sempre sentira que era muito, muito perigoso viver, por um só dia que fosse&#8230; mas como absorvia aquilo, os carros passando&#8230; e não diria de si mesma: sou isto, sou aquilo&#8230;O seu único dom era conhecer as criaturas quase por instinto, pensava, seguindo seu caminho&#8230;</em><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01293.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01293.jpg" alt="DSC_0129" title="DSC_0129" width="657" height="982" class="alignnone size-full wp-image-5431" /></a><br />
<br />
Novamente, fechamos o livro, deixamos a raposa e  as rosas estendidas ao vento e atravessamos o parque em direção ao Green Park, seguindo o caminho do sol&#8230;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01433.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01433.jpg" alt="DSC_0143" title="DSC_0143" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5432" /></a><br />
<br />
E de repente, alguém no parque, sentando em um banco qualquer nos retorna aos delírios de Septimus Warren Smith , um veterano de guerra  que surge para nos lembrar da guerra, da loucura, da tristeza de Virginia Woolf, vivendo em uma sociedade patriarcal, autoritária, onde a mulher custava a escutar sua voz.  Ambos desejavam outra vida, desejavam fugir da coerção e mesmo assim, consciente dos vazios de sua vida social, Clarissa segue capaz tanto de lirismo quanto de tristeza ao caminho de suas flores.<br />
<br />
<em>Junho fizera brotar todas as folhas nas árvores. As mães de Pimlico amamentavam os filhos. Transmitiam-se mensagens da Frota para o Almirantado. Arlington Street e Piccadilly pareciam amornar o próprio ar do Parque e alçar-lhes as folhas ardentemente, luminosamente, nas ondas dessa divina vitalidade que Clarissa amava. Dançar, cavalgar, tinha adorado tudo isso&#8230;</em><br />
<br />
Para nós eram 16 horas, início de outono, momento em que as folhas começam a se espreguiçar no solo, quando chegamos aos portões do Parque,como Clarissa, nos detivemos um momento olhando os ônibus de Piccadilly e atravessando o movimento de Londres ao findar da tarde.<br />
<br />
O dia ainda estava radiante, e ainda com o sol por testemunha, ziguezagueamos entre muitos cabs, passantes, ônibus vermelhos de dois andares, símbolo de Londres em direção à Bond Street no coração de Mayfair.<br />
<br />
Caminhamos em busca da vitrina de Hatchard a cata de livros para sonhar, mas não encontramos, então seguimos à Piccadilly  e na altura do Hotel Ritz, atravessamos em direção a Bond Street.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01694.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01694.jpg" alt="DSC_0169" title="DSC_0169" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5456" /></a><br />
<br />
Seguimos nossa caminhada, comentando que Clarissa, hoje, passeando por lá,  certamente levaria um susto, mas também se sentiria orgulhosa por todas as lojas que lá se encontram. Passamos por muitas lojas de roupas, no entanto não reconhecemos a loja que, por 50 anos seu pai costumava freqüentar, menos ainda encontramos os salmões abrigados em barra de gelo.  No entanto, as bandeiras das lojas seguem tremulando&#8230;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01724.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01724.jpg" alt="DSC_0172" title="DSC_0172" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5457" /></a><br />
<br />
E que lojas!!!<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01764.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01764.jpg" alt="DSC_0176" title="DSC_0176" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5458" /></a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01864.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01864.jpg" alt="DSC_0186" title="DSC_0186" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5461" /></a><br />
<br />
A loja de flores que Mrs. Dalloway comprava não existe mais. Mas, fica claro que elas deixaram rastros e aromas. É! Os tempos mudaram, mas certamente, hoje as flores de Clarissa são outras e devem seguir perfumando muitas festas&#8230;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01814.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01814.jpg" alt="DSC_0181" title="DSC_0181" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5459" /></a><br />
<br />
E quando nos deparamos com uma tela, lembramos de Clarissa em frente a uma tela holandesa:<br />
<br />
<em>Oh! Se pudesse viver de novo! pensou, ao pisar a rua, como não havia de ser diferente!Antes de tudo, seria morena como Lady Bexborough, serena, imponente&#8230; era verdade que estava em forma; e tinha lindas mãos e lindos pés; e vestia-se bem, considerando o pouco que gastava. Mas muitas vezes aquele corpo que habitava, aquele corpo, com toda a sua consistência, não parecia nada – absolutamente nada. Tinha a esquisita sensação de estar invisível, despercebida; desconhecida; de não ser mais casada, não ter mais filhos agora, apenas aquela espantosa e um tanto solene marcha com os demais, por Bond Street, ser esta Mrs. Dalloway; nem mais Clarissa: Mrs. Dalloway somente.</em><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01904.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01904.jpg" alt="DSC_0190" title="DSC_0190" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5462" /></a><br />
<br />
Seguimos mais uns passos pela New Bond Sreet, além de muitas sirenes, ao colocar o pé na rua, antes de atravessarmos, escutamos o ruído de um motor,  retornamos à calçada e pela placa da rua percebemos que estávamos na Brook Street , onde Lady Burton mora e onde Richard Dalloway e Hugh Whitbread estiveram almoçando com Lady Burton.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01964.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01964.jpg" alt="DSC_0196" title="DSC_0196" width="657" height="982" class="alignnone size-full wp-image-5454" /></a><br />
<br />
Nesse momento, percebemos o adiantar da hora, olhamos o relógio e retomamos o caminho, atravessamos a Piccadilly em direção à St. James Street até The London Library para devolver o livro à Virgínia Woolf.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01624.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_01624.jpg" alt="DSC_0162" title="DSC_0162" width="657" height="440" class="alignnone size-full wp-image-5455" /></a><br />
<br />
Rumamos para o Ritz Hotel, trocamos de roupa e seguimos para a Festa de Clarissa Dalloway&#8230;<br />
<br />
Crônica: Carmen Silvia Presotto<br />
Fotografia: Ricardo Hegenbart</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>mas que alegria, outro poema publicado em Portugal</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 00:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[

BUM
BUM…

São Francisco! Que batida…
São sempre os mesmos
“Be my baby”
e eu dizendo que cresci.

Doze é mais que um dia que dá 3
metade meio
mês dos namorados
São Valentim
Santo Antônio
que bênção ter logo Junho
um mês de todos.

Poema de  Carmen Sílvia Presotto  publicado em A casa que caminha:
http://acasaquecaminha.blogspot.com/

*Quadro de Antoine Vollon
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Antoine_Vollon___Natureza_Morta_com_Macaco_e_Viol_o.jpg" alt="Antoine_Vollon___Natureza_Morta_com_Macaco_e_Viol_o" title="Antoine_Vollon___Natureza_Morta_com_Macaco_e_Viol_o" width="400" height="276" class="alignnone size-full wp-image-4811" /><br />
<br />
BUM<br />
BUM…<br />
<br />
São Francisco! Que batida…<br />
São sempre os mesmos<br />
“Be my baby”<br />
e eu dizendo que cresci.<br />
<br />
Doze é mais que um dia que dá 3<br />
metade meio<br />
mês dos namorados<br />
São Valentim<br />
Santo Antônio<br />
que bênção ter logo Junho<br />
um mês de todos.<br />
<br />
Poema de  Carmen Sílvia Presotto  publicado em A casa que caminha:<br />
http://acasaquecaminha.blogspot.com/<br />
<br />
*Quadro de Antoine Vollon</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Imagine 2010!</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/12/23/imagine-2010/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 12:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[photoPoemas]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Hegenbart]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/imagine1.jpg"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/imagine1.jpg" alt="imagine" title="imagine" width="450" height="3874" class="alignnone size-full wp-image-4423" /></a></p>
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		<title>poeta adverso</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/11/22/poeta-adverso/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 23:08:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>

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		<description><![CDATA[

Canto a mim mesmo
e num único verso
parto com o vento 
Além de mim,
músicas,
estações
notas e água que decantam o poeta, ah!deverso&#8230;

Carmen Silvia Presotto
Novembro/2009
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iSw7CcAXPWk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/iSw7CcAXPWk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
<br /><br/><br />
Canto a mim mesmo</p>
<p>e num único verso</p>
<p>parto com o vento </p>
<p>Além de mim,</p>
<p>músicas,</p>
<p>estações</p>
<p>notas e água que decantam o poeta, ah!deverso&#8230;<br />
<br /><br/><br />
Carmen Silvia Presotto</p>
<p>Novembro/2009</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>e por desfolhar-me é que não tenho fim</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/11/10/e-por-desfolhar-me-e-que-nao-tenho-fim/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/11/10/e-por-desfolhar-me-e-que-nao-tenho-fim/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 10:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[cecília meireles]]></category>
		<category><![CDATA[Massive Atack]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Knight]]></category>
		<category><![CDATA[Show Studio]]></category>

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		<description><![CDATA[
Video: Nick Knight &#8211; www.showstudio.com

I

a Cecília Meireles

Tuas memórias
vibram em cada pétala
que feito um dedo em flor
me pincela  espinhos

Em tuas teias
aquarelas
cristalina e sonoras
ramo de rosa poética
me emolduro

e por desfolhar-me é que não tenho fim...

II

Enquanto na janela voam neurônios
nas folhas, feito persiana de rua
tudo em nada me esvazia

amanhece
entardece
anoiteço

meus olhos engolem o pólen da primavera
e enverdeço a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/81V3VEHzFiA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/81V3VEHzFiA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
Video: Nick Knight &#8211; <a href="http://www.showstudio.com">www.showstudio.com</a><br />
</br><br />
I<br />
</br></p>
<p>a Cecília Meireles<br />
</br></p>
<p>Tuas memórias<br />
vibram em cada pétala<br />
que feito um dedo em flor<br />
me pincela  espinhos<br />
</br></p>
<p>Em tuas teias<br />
aquarelas<br />
cristalina e sonoras<br />
ramo de rosa poética<br />
me emolduro<br />
</br></p>
<p><em>e por desfolhar-me é que não tenho fim.</em>..<br />
</br></p>
<p>II<br />
</br></p>
<p>Enquanto na janela voam neurônios<br />
nas folhas, feito persiana de rua<br />
tudo em nada me esvazia<br />
</br></p>
<p>amanhece<br />
entardece<br />
anoiteço<br />
</br></p>
<p>meus olhos engolem o pólen da primavera<br />
e enverdeço a sombra do tempo&#8230;<br />
</br></p>
<p>Carmen Silvia Presotto</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>luares&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/10/18/luares/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 17:38:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>

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		<description><![CDATA[LUARES
ao longe,
com nossa teia, tomaremos os remos
e feito postigos destes suspiros
desabitaremos pessoas do nada

fonte de gentes
sujeitos
ponte e passageiros
andarilhos Spartacus

Em letras,
das garrafas jogadas ao tempo,
seremos os cartões postais&#8230;

Carmen Silvia Presotto
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>LUARES</strong><br />
ao longe,<br />
com nossa teia, tomaremos os remos<br />
e feito postigos destes suspiros<br />
desabitaremos pessoas do nada<br />
<br />
fonte de gentes<br />
sujeitos<br />
ponte e passageiros<br />
andarilhos <em>Spartacus</em><br />
<br />
Em letras,<br />
das garrafas jogadas ao tempo,<br />
seremos os cartões postais&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>entra lua</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/10/14/entra-lua/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/10/14/entra-lua/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 15:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[carmen;carmen silvia presotto]]></category>

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		<description><![CDATA[Entra lua
tua sombra me tecerá ao natural.

Entra Lua&#8230;
me dilua em tua brocada teia.

Vem&#8230;

Lua-Poesia
balsâmicas mãos ao meu baú de ossos.

Vem&#8230;
Sorva meu sangue
e com tua carne,
sejamos disfarces entre mil leituras&#8230;

Carmen Silvia Presotto
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entra lua</strong><br />
tua sombra me tecerá ao natural.<br />
<br />
Entra Lua&#8230;<br />
me dilua em tua brocada teia.<br />
<br />
Vem&#8230;<br />
<br />
Lua-Poesia<br />
balsâmicas mãos ao meu baú de ossos.<br />
<br />
Vem&#8230;<br />
Sorva meu sangue<br />
e com tua carne,<br />
sejamos disfarces entre mil leituras&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>brumas do Tâmisa</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/09/22/brumas-do-tamisa/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/09/22/brumas-do-tamisa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 09:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Hegenbart]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto: Ricardo Hegenbart

Dia de sol
fenda entre céu e terra
raios de verão
feito postigos de outono
no Tâmisa&#8230;

Carmen Silvia Presotto
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0073.jpg" alt="DSC_0073" title="DSC_0073" width="450" height="301" class="alignnone size-full wp-image-3827" /><br />
Foto: Ricardo Hegenbart<br />
<br />
Dia de sol<br />
fenda entre céu e terra<br />
raios de verão<br />
feito postigos de outono<br />
no Tâmisa&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/09/22/brumas-do-tamisa/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
	</channel>
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