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	<title>Vidráguas &#187; cecília meireles</title>
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		<title>Cecília Meireles, poesia em Vidráguas&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 18:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[41 Cada palavra uma folha no lugar certo. Uma flor de vez em quando no ramo aberto. Um pássaro parecia pousado e perto. Mas não: que ia e vinha o verso pelo universo. Cecília Meireles, p.259, em Antologia Poética, Editora Nova Fronteira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>41<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cecilia-meireles2.jpg" rel="lightbox[12787]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cecilia-meireles2-300x255.jpg" alt="" title="cecilia-meireles2" width="300" height="255" class="alignnone size-medium wp-image-12788" /></a><br />
<br />
Cada palavra uma folha<br />
no lugar certo.<br />
<br />
Uma flor de vez em quando<br />
no ramo aberto.<br />
<br />
Um pássaro parecia<br />
pousado e perto.<br />
<br />
Mas não: que ia e vinha o verso<br />
pelo universo.<br />
<br />
Cecília Meireles, p.259, em <em>Antologia Poética</em>, Editora Nova Fronteira.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>poesia em quadrinhos por Luiza Maciel Nogueira</title>
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		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/06/15/poesia-em-quadrinhos-por-luiza-maciel-nogueira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 13:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[para ler, clique e amplie a imagem. Este trabalho faz parte do projeto Pontuação que Hosamis Pádua vem desenvolvendo e que logo tera desdobramentos em Escolas e que já teve a adesão de Luiza e todas as quartas publicamos aqui. Que a arte em Poesia sigam somando mãos e novas ideias, gracias Luiza, gracias Hosamis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/CeciliaMeirelesquadrinhosporluizamaciel.jpg" rel="lightbox[10586]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/CeciliaMeirelesquadrinhosporluizamaciel.jpg" alt="" title="CeciliaMeirelesquadrinhosporluizamaciel" width="3264" height="448" class="alignnone size-full wp-image-336" /></a><br />
<br />
para ler, clique e amplie a imagem.<br />
<br />
Este trabalho faz parte do projeto Pontuação que Hosamis Pádua vem desenvolvendo e que logo tera desdobramentos em Escolas e que já teve a adesão de Luiza e todas as quartas publicamos aqui.<br />
<br />
Que a arte em Poesia sigam somando mãos e novas ideias, gracias Luiza, gracias Hosamis e seguimos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>poemas enRedados XIII, conversando com Cecília Meireles</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/04/17/poemas-enredados-xiii-conversando-com-cecilia-meireles/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 20:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para ampliar clique na imagem e leia também este trabalho lá no blog de Luana Neres, responsável pela Arte dos enRedados Vidráguas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Cecília2.png" rel="lightbox[9586]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Cecília2.png" alt="" title="Cecília(2)" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-9700" /></a><br />
<br />
Para ampliar clique na imagem e leia também este trabalho lá no blog de <a href="http://luananeres.blogspot.com/">Luana Neres</a>, responsável pela Arte dos enRedados Vidráguas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>pensando a Poesia com Cecília Meireles</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 23:07:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada palavra uma folha no lugar certo. Uma flor de vez em quando no ramo aberto. Um pássaro parecia pousado e perto. Mas não: que ia e vinha o verso pelo universo. CONTEMPLAÇÃO Não acuso. Nem perdôo. Nada sei. De nada. Contemplo. Leia todo o poema Quando os homens apareceram eu não estava presente. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="450" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/BpMl_Ln-x2s" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
<strong>Cada palavra uma folha</strong><br />
no lugar certo.<br />
<br />
Uma flor de vez em quando<br />
no ramo aberto.<br />
<br />
Um pássaro parecia<br />
pousado e perto.<br />
<br />
Mas não: que ia e vinha o verso<br />
pelo universo.<br />
<br />
<strong>CONTEMPLAÇÃO</strong><br />
<br />
Não acuso. Nem perdôo.<br />
Nada sei. De nada.<br />
Contemplo.<br />
<br />
Leia todo o poema<br />
<span id="more-9517"></span><br />
<br />
Quando os homens apareceram<br />
eu não estava presente.<br />
Eu não estava presente,<br />
quando a terra se desprendeu do sol.<br />
Eu não estava presente,<br />
quando o sol apareceu no céu.<br />
E antes de haver o céu,<br />
EU NÃO ESTAVA PRESENTE.<br />
<br />
Como hei de acusar ou perdoar?<br />
Nada sei.<br />
Contemplo.<br />
<br />
Parece que às vezes me falam.<br />
Mas também não tenho certeza.<br />
Quem me deseja ouvir, nestas paragens<br />
onde somos todos estrangeiros?<br />
Também não sei com segurança, muitas vezes,<br />
da oferta que vai comigo, e em que resulta,<br />
pois o mundo é mágico!<br />
Tocou-se o Lírio e apareceu um Cavalo Selvagem.<br />
E um anel no dedo pode fazer desabar da lua um temporal.<br />
<br />
Já vês que me enterneço e me assusto,<br />
entre as secretas maravilhas.<br />
E não posso medir todos os ângulos do meu gesto.<br />
<br />
Noites e noites, estudei devotamente<br />
nossos mitos, e sua geometria.<br />
<br />
Por mais que me procure, antes de tudo ser feito,<br />
eu era amor. Só isso encontro.<br />
Caminho, navego, vôo,<br />
- sempre amor.<br />
Rio desviado, seta exilada, onda soprada ao contrário,<br />
- mas sempre o mesmo resultado: direção e êxtase.<br />
À beira dos teus olhos,<br />
por acaso detendo-me,<br />
que acontecimentos serão produzidos<br />
em mim e em ti?<br />
<br />
Não há resposta.<br />
Sabem-se os nascimentos<br />
quando já foram sofridos.<br />
<br />
Tão pouco somos, &#8211; e tanto causamos,<br />
com tão longos ecos!<br />
Nossas viagens têm cargas ocultas, de desconhecidos vínculos.<br />
<br />
Entre o desejo do itinerário, uma lei que nos leva<br />
age invisível e abriga<br />
mais que o itinerário e o desejo.<br />
<br />
Que te direi, se me interrogas?<br />
As nuvens falam?<br />
Não. As nuvens tocam-se, passam, desmancham-se.<br />
Às vezes, pensa-se que demoram, parece que estão paradas&#8230;<br />
Confundiram-se.<br />
<br />
E até se julga que dentro delas andam estrelas e planetas.<br />
Oh, aparência&#8230;Pode talvez andar um tonto pássaro perdido.<br />
Voz sem pouso, no tempo surdo.<br />
<br />
Não acuso nem perdôo.<br />
Que faremos, errantes entre as invenções dos deuses?<br />
<br />
Eu não estava presente, quando formaram<br />
a voz tão frágil dos pássaros.<br />
<br />
Quando as nuvens começaram a existir,<br />
qual de nós estava presente?<br />
<br />
Poemas de Cecília Meireles, em Mar Absoluto/Retrato Natural, editora Record e Antologia Poética, editora Nova Fronteira. </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>o amor por Cecília Meireles</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/02/07/o-amor-por-cecilia-meireles/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 12:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O amor O Amor&#8230; É difícil para os indecisos. É assustador para os medrosos. Avassalador para os apaixonados! Mas, os vencedores no amor são os fortes. Os que sabem o que querem e querem o que têm! Sonhar um sonho a dois, e nunca desistir da busca de ser feliz, é para poucos! Poema de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amor<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/P1040924a.jpg" rel="lightbox[8762]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/P1040924a.jpg" alt="" title="P1040924a" width="420" height="336" class="alignnone size-full wp-image-8763" /></a><br />
<br />
O Amor&#8230;<br />
É difícil para os indecisos.<br />
É assustador para os medrosos.<br />
Avassalador para os apaixonados!<br />
<br />
Mas, os vencedores no amor<br />
são os fortes.<br />
Os que sabem o que querem<br />
e querem o que têm!<br />
<br />
Sonhar um sonho a dois,<br />
e nunca desistir da busca de ser feliz,<br />
é para poucos!<br />
<br />
Poema de Cecília Meireles, Alamanaque Gaúcho, Jornal Zero Hora.<br />
Fotografia de Roberto Prym</p>
]]></content:encoded>
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		<title>uma canção de Cecília Meireles</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/12/08/uma-cancao-de-cecilia-meireles/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 12:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Canção Era um rosto na noite larga de alta insônia iluminada. Seria um dia vago retrato de quem se diga &#8220;o antepassado&#8221;. Era um poema cujas palavras cresciam dentre mistério e lágrimas. Serão silêncio, tempo sem rastro, de esquecimentos atravessado. Disso é que sofre a amargurada flor da memória que ao vento fala. Cecília Meireles, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/img.jpg" rel="lightbox[7907]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/img.jpg" alt="" title="img" width="336" height="448" class="alignnone size-full wp-image-7908" /></a><br />
<br />
Canção<br />
<br />
Era um rosto<br />
na noite larga<br />
de alta insônia<br />
iluminada.<br />
<br />
Seria um dia<br />
vago retrato<br />
de quem se diga<br />
&#8220;o antepassado&#8221;.<br />
<br />
Era um poema<br />
cujas palavras<br />
cresciam dentre<br />
mistério e lágrimas.<br />
<br />
Serão silêncio,<br />
tempo sem rastro,<br />
de esquecimentos<br />
atravessado.<br />
<br />
Disso é que sofre<br />
a amargurada<br />
flor da memória<br />
que ao vento fala.<br />
<br />
Cecília Meireles, p.112, Antologia Poética, Editora Nova Fronteira.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>a primavera chegará, mesmo que ninguém saiba seu nome</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 03:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Primavera por Cecília Meireles Fotografia:RuiS A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primavera<br />
por Cecília Meireles<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/prima11.jpg" rel="lightbox[7110]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/prima11.jpg" alt="prima11" title="prima11" width="448" height="299" class="alignnone size-full wp-image-7109" /></a><br />
Fotografia:RuiS<br />
<br />
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.<br />
<br />
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.<br />
<br />
Leia todo o recorte<br />
<br />
<span id="more-7110"></span><br />
<br />
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.<br />
<br />
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.<br />
<br />
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.<br />
<br />
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.<br />
<br />
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.<br />
<br />
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.<br />
<br />
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.<br />
<br />
Texto extraído do livro &#8220;Cecília Meireles &#8211; Obra em Prosa &#8211; Volume 1&#8243;, Editora Nova Fronteira &#8211; Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.<br />
<br />
Fotografia Flores do Campo de RuiS<br />
<a href="http://br.olhares.com/campo_de_flores_foto3592619.html">http://br.olhares.com/campo_de_flores_foto3592619.html</a></p>
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		<item>
		<title>pensando a Poesia de Cecília Meireles com Dileta Silveira Martins</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 16:46:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PENSANDO A POESIA DOS DOZE NOTURNOS DA HOLANDA DE CECÍLIA MEIRELES COM DILETA SILVEIRA MARTINS Interpretar é desvelar uma significância possível no texto dito poético. Nisso reside a sensibilidade do analista de extrair de um tipo particular de discurso – o poema – o conteúdo do ato criador e a reelaboração do processo linguístico, através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PENSANDO A POESIA DOS DOZE NOTURNOS DA HOLANDA DE CECÍLIA MEIRELES COM DILETA SILVEIRA MARTINS<br />
<br />
Interpretar é desvelar uma significância possível no texto dito poético. Nisso reside a sensibilidade do analista de extrair de um tipo particular de discurso – o poema – o conteúdo do ato criador e a reelaboração do processo linguístico, através de possibilidades múltiplas, consubstanciadas no próprio poema.<br />
<br />
No poema Doze Noturnos da Holanda pressente-se, pela leitura global, que o título está ligado a uma visão panorâmica das noites insones, vivenciadas pela poeta, no país dos moinhos, dos diques e dos canais através de evocações, lirismo e musicalidade.<br />
<br />
O conjunto poemático abre-se para uma significância que se cristaliza no título: Doze Noturnos, ou seja, as noites versificadas em doze composiçoes poéticas. Associa-se a isso a leveza polifônica dos versos como metáforas de vida e morte, debuxados em construções musicais de caráter evocativo e revelador: noturnos. Nos poemas Doze Noturnos da Holanda apreende-se, no encadeamento sêmico a consciência da fluidez do tempo, desvelada criativamente, numa relaçao nostálgica entre o humano e o temporal, expressa na universalidade e na condição efêmera da vida.<br />
<br />
Leia todo o recorte<br />
<span id="more-6200"></span><br />
<br />
Nisso instala-se uma dualidade eufêmica que posiciona,antiteticamente, dia X noite como equivalência de vida X morte. Passo a passo a poeta vai bordando a idéia da fugacidade da vida, instalada na negação ser-não-ser, como símbolo de DIA = VIDA X MORTE = NOITE. Ao mesmo tempo, há uma sintonia entre humano e inumano, que se incorpora no mundo individual e no mundo físico.<br />
<br />
Assim fundem-se e confundem-se a fragilidade da existência e a materialização das coisas que, vertical e horizontalmente, desvelam a realidade sentida e negada pela poeta.<br />
<br />
No desvelamento dos poemas Doze Noturnos da Holanda – Poema Oito, instaura-se uma estrutura lógico-significativa que emoldura um novo espaço de produção de sentido – o texto poético – aberto a um processo múltiplo de cruzamento de textos e do qual emerge a arte e a criatividade do poema ceciliano. Vertical e horizontalmente levantamos uma identidade sêmica que se entrecruza em todos os versos, desenhando na musicalidade e no lirismo da poeta todas as suas indagações, afirmativas e inquietudes existenciais.<br />
<br />
Dessa forma o homem – condição primeira da mecânica do universo – símbolo de vida, inscreve-se numa dualidade que contorna, semanticamente, todas as apresentações poéticas: VIDA X MORTE. Dualismo esse que esparrama sua simbologia no mundo dos seres e das coisas e estabelece, na re-leitura do texto de Cecília Meireles, um matiz expressivo para a modernidade, haja vista a intensa valorização dos signos e o desequilíbrio das funções gramaticais, revitalizando a força do sema (*) comum nos noturnos da Holanda: efêmero.<br />
<br />
(*) sema significa a unidade mínima de significaçao que integra o significado de uma forma linguística.<br />
<br />
FONTE: MARTINS, Dileta Silveira  Uma re-leitura da poesia ceciliana <em>Revista Veritas</em> – Porto Alegre, v.29, n° 113, março 1984, p. 85, 86, 87, 101, 102 (recortes) .         </p>
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		<title>já se ouve cantar o negro, Versos Cecílicos&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 17:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Romanceiro da Incofidência]]></category>

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		<description><![CDATA[Romance VII ou Do Negro Nas Catas Já se ouve cantar o negro, mas inda vem longe o dia. Será pela estrela d&#8217;alva, com seus raios de alegria? Será por algum diamante a arder, na aurora tão fria? Já se ouve cantar o negro, pela agreste imensidão. Seus donos estão dormindo: quem sabe o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Romance VII ou Do Negro Nas Catas<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/sebastiao-salgado.jpg" rel="lightbox[5654]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/sebastiao-salgado.jpg" alt="sebastiao-salgado" title="sebastiao-salgado" width="448" height="299" class="alignnone size-full wp-image-6941" /></a><br />
<br />
Já se ouve cantar o negro,<br />
mas inda vem longe o dia.<br />
Será pela estrela d&#8217;alva,<br />
com seus raios de alegria?<br />
Será por algum diamante<br />
a arder, na aurora tão fria?<br />
<br />
Já se ouve cantar o negro,<br />
pela agreste imensidão.<br />
Seus donos estão dormindo:<br />
quem sabe o que sonharão!<br />
Mas os feitores espiam,<br />
de olhos pregados no chão.<br />
<br />
Já se ouve cantar o negro.<br />
Que saudade, pela serra!<br />
Os corpos, naquelas águas,<br />
- as almas, por longe terra.<br />
Em cada vida de escravo,<br />
que surda, perdida guerra!<br />
<br />
Já se ouve cantar o negro.<br />
Por onde se encontrarão<br />
essas estrelas sem jaça<br />
que livram da escravidão,<br />
pedras que, melhor que os homens,<br />
trazem luz no coração?<br />
<br />
Já se ouve cantar o negro.<br />
Chora neblina, a alvorada.<br />
Pedra miúda não vale:<br />
liberdade é pedra grada&#8230;<br />
(A terra toda mexida,<br />
a água toda revirada&#8230;<br />
<br />
Deus do céu, como é possível<br />
penar tanto e não ter nada!)<br />
<br />
Poema de Ceccília Meireles, p.p. 175 e 176, Romanceiro da Inconfidencia,<em>Cecília Meireles Antologia Poética</em>, Nova<br />
Fronteira.<br />
<br />
Fotografia: Sebastião Salgado</p>
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		<title>solombra(s) de Cecília Meireles</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 15:16:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Anita Malfatti]]></category>
		<category><![CDATA[cecília meireles]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Solombra Falo de ti como se um morto apaixonado falasse ainda em seu amor, sobre a fronteira onde as coroas desta vida se desmontam. Sem nada ver, sigo por mapas de esperança: vento sem braços, vou sonhando encontros certos; água caída, penso-me em cristal segura. Ah, meus caminhos, ah, meu rosto, audaz e grave! O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/102_2003.jpg" alt="102_2003" title="102_2003" width="454" height="680" class="alignnone size-full wp-image-4799" /><br />
<br />
Solombra<br />
<br />
Falo de ti como se um morto apaixonado<br />
falasse ainda em seu amor, sobre a fronteira<br />
onde as coroas desta vida se desmontam.<br />
<br />
Sem nada ver, sigo por mapas de esperança:<br />
vento sem braços, vou sonhando encontros certos;<br />
água caída, penso-me em cristal segura.<br />
<br />
Ah, meus caminhos, ah, meu rosto, audaz e grave!<br />
O claro sol, as altas sombras, a onda inquieta<br />
e o vasto olhar das grandes noites acordadas!<br />
<br />
E abre-se o mundo por mil portas simultâneas.<br />
Quem aparece? E outras mil portas sobre o mundo<br />
se fecham. Tudo se revela tão perene<br />
<br />
que eu é que sou translúcida morta.<br />
<br />
Poema de Cecília Meireles, <em>Antologia Poética</em>, Inéditos, p.297, Editora Nova Fronteira.<br />
<br />
* Tela: &#8220;O homem de sete cores, 1915-16, Anita Malfatti&#8221;, 2008,http://www.galerialeme.com/</p>
]]></content:encoded>
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