A lua me acompanhava
estava redonda e iluminada
minha saudade sem fim
fez Chico Buarque
escrever esses versos em mim :
Acredito agora que
*Essa moça está diferente
Não mais esperando
*A Banda passar
Cessara os *Olhos no olhos
Que me fez um dia por ti esperar
Construir-me sem
*Descontruções
Nem ter *Outros sonhos
nesse *Folhetim
*A Moça dos sonhos que fazia
cinema já não morava mais em mim.
Não te pedi *Mil Perdões
Porque seria mais *Geni do que
*a Rosa,do que a *Rita
Tantos *Suburbanos corações
Correndo entre *As Vitrines,de
minhas solidões
Noites girando feito *Roda-viva
Dentro desse meu *Cotidiano
Até pensei que mudaria
*Uma palavra bastaria,
para fazer novos planos
Achei que *Sem Fantasia
Iria ver a *Vida Passar
Mas, *O meu Amor foi tanto
Que meu *Eu te Amo existia só
em lembrar de *Todo sentimento
que guardei para quando
você pudesse chegar
E *Quem te Viu, Quem te vê
Poderia ter me dito que
*Futuros Amantes
Não brindam em *Cálice de
*Amor Barato
*Não Sonho Mais,isso é fato
Agora falando sério
*Acorda Amor
Ouça um *Bom Conselho,
Pare com esse *Choro Bandido
*Chega de Mágoa e *Desencanto
Já Passou,não existe
*Meio-dia ,Meia-lua
Procure um *Novo Amor
Faça Um *Samba de Orly
Faça um *Samba e Amor
até mais tarde
E *Sob Medida ,tome
*Umas e Outras
*Acorda Amor,não adianta
*Viver de Amor
Quem não entende de nada
Vai sempre fazer uma
Verdadeira *Embolada
*Para Viver Do Amor…
*Adriane Lima é poeta, cronista e artista plástica, uma mão que escreve conosco e é um prazer ter seus versos também aqui em Vidráguas, todos os sábados…
Hoje nossa receita
Levanta a moral
O astral
E rebate o carnaval.
Caldo de feijão
Simples e forte
Agrada todo joão
E toda maria
E rápido ajuda
Quem não consegue amanhecer com o dia!
Nem madruga..
Caldinho se faz com cautela
Primeiro escolhe a panela
Que deverá ser caldeirão
Que seja fundo e não derrame
Para que ninguém reclame da bagunça no fogão
Agora separa o feijão
Mulato, fradinho ou carioca ?
Não importa!
Mas cuidado…
Escolha um só!
Mais de um não ficaria bem!
Acabou a festa
E quem quer todos
Nenhum tem!
Bate o feijão cozido
Junto com cebola
Alho batido
E salsinha
Pique bacon
E calabresa fininha
Deixa as carnes fritar
Doure a cebola
E jogue todo o líquido para apurar!
Acerte o tempero
Sal e pimenta de cheiro!
Espera o caldo ficar grosso
Ganhar sustância
Por fim serve com abundancia
Em tigelas e cabaças
E por hora esquece da cachaça!
Coloca queijo ralado por cima
E o bebe quente
Vai ver se já não sente
Saudades do agora
E não demora nada
Será festa nova
Noite apaixonada!
“Quem é você //… hoje os dois mascarados //… Mas é carnaval / Não me diga mais Quem é você //… deixa o dia raiar / Que hoje sou eu / Da maneira que você quer/ O que você pedir / Eu lhe dou / Seja você quem for…”
Chico Buarque em sua música A Noite dos Mascarados, mostra como tema central o necessário para brincarmos sem medo no carnaval, onde podemos fugir de determinado momento da vida e passar a viver o sonho, nosso querer e o nos colocarmos na passarela.