Hoje nossa receita
Levanta a moral
O astral
E rebate o carnaval.
Caldo de feijão
Simples e forte
Agrada todo joão
E toda maria
E rápido ajuda
Quem não consegue amanhecer com o dia!
Nem madruga..
Caldinho se faz com cautela
Primeiro escolhe a panela
Que deverá ser caldeirão
Que seja fundo e não derrame
Para que ninguém reclame da bagunça no fogão
Agora separa o feijão
Mulato, fradinho ou carioca ?
Não importa!
Mas cuidado…
Escolha um só!
Mais de um não ficaria bem!
Acabou a festa
E quem quer todos
Nenhum tem!
Bate o feijão cozido
Junto com cebola
Alho batido
E salsinha
Pique bacon
E calabresa fininha
Deixa as carnes fritar
Doure a cebola
E jogue todo o líquido para apurar!
Acerte o tempero
Sal e pimenta de cheiro!
Espera o caldo ficar grosso
Ganhar sustância
Por fim serve com abundancia
Em tigelas e cabaças
E por hora esquece da cachaça!
Coloca queijo ralado por cima
E o bebe quente
Vai ver se já não sente
Saudades do agora
E não demora nada
Será festa nova
Noite apaixonada!
“Quem é você //… hoje os dois mascarados //… Mas é carnaval / Não me diga mais Quem é você //… deixa o dia raiar / Que hoje sou eu / Da maneira que você quer/ O que você pedir / Eu lhe dou / Seja você quem for…”
Chico Buarque em sua música A Noite dos Mascarados, mostra como tema central o necessário para brincarmos sem medo no carnaval, onde podemos fugir de determinado momento da vida e passar a viver o sonho, nosso querer e o nos colocarmos na passarela.
Concordo quando Chico Buarque disse que “agora posso cuidar da poesia”, pois, ela trata a palavra em seu momento mais inspirado, no inteligente jogo de significado e significante.
O brasileiro desvenda os segredos das palavras através da poesia, comunicando-se com a linguagem da liberdade, podendo criar novos ideais, voar, sonhar e até mesmo vivenciá-la.
POESIA É VIDA! Ela nos brinda com palavras mágicas. Então, pergunto: qual é o segredo que elas guardam? Lêdo Ivo responde: “A poesia é um segredo / feito de êxtase e medo / que não confio a ninguém – nem a mim mesmo”.