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	<title>Vidráguas &#187; chico buarque</title>
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		<title>oba, feijão poético em Vidráguas</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 12:51:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Aline Morais Farias]]></category>
		<category><![CDATA[chico buarque]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[receitas poéticas]]></category>

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		<description><![CDATA[CALDO DE FEIJÃO Hoje nossa receita Levanta a moral O astral E rebate o carnaval. Caldo de feijão Simples e forte Agrada todo joão E toda maria E rápido ajuda Quem não consegue amanhecer com o dia! Nem madruga.. Caldinho se faz com cautela Primeiro escolhe a panela Que deverá ser caldeirão Que seja fundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CALDO DE FEIJÃO<br />
<br />
<iframe title="YouTube video player" width="450" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/A-NRPRoCwsI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
Hoje nossa receita<br />
Levanta a moral<br />
O astral<br />
E rebate o carnaval.<br />
Caldo de feijão<br />
Simples e forte<br />
Agrada todo joão<br />
E toda maria<br />
E rápido ajuda<br />
Quem não consegue amanhecer com o dia!<br />
Nem madruga..<br />
Caldinho se faz com cautela<br />
Primeiro escolhe a panela<br />
Que deverá ser caldeirão<br />
Que seja fundo e não derrame<br />
Para que ninguém reclame da bagunça no fogão<br />
Agora separa o feijão<br />
Mulato, fradinho ou carioca ?<br />
Não  importa!<br />
Mas cuidado&#8230;<br />
Escolha um só!<br />
Mais de um não ficaria bem!<br />
Acabou a festa<br />
E quem quer todos<br />
Nenhum tem!<br />
Bate o feijão cozido<br />
Junto com cebola<br />
Alho batido<br />
E salsinha<br />
Pique bacon<br />
E calabresa fininha<br />
Deixa as carnes fritar<br />
Doure a cebola<br />
E jogue todo o líquido para apurar!<br />
Acerte o tempero<br />
Sal e pimenta de cheiro!<br />
Espera o caldo ficar grosso<br />
Ganhar sustância<br />
Por fim serve com abundancia<br />
Em tigelas e cabaças<br />
E por hora esquece da cachaça!<br />
Coloca queijo ralado por cima<br />
E o bebe quente<br />
Vai ver se já não sente<br />
Saudades do agora<br />
E não demora nada<br />
Será festa nova<br />
Noite apaixonada!<br />
<br />
Receita poética de Aline Morais Farias<br />
<br />
Leiam mais poemas e crônicas no blog da autora:<br />
<a href="http://alinemoraisfarias.blogspot.com/">http://alinemoraisfarias.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>“Quanto riso, oh / Quanta alegria&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/03/04/%e2%80%9cquanto-riso-oh-quanta-alegria/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 04:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[a noite dos mascarados]]></category>
		<category><![CDATA[chico buarque]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque de Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[mascarados]]></category>
		<category><![CDATA[Nara Leão]]></category>
		<category><![CDATA[tânia du bois]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Zé Kéti]]></category>

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		<description><![CDATA[MASCARADOS Por Tânia Du Bois “Quem é você //&#8230; hoje os dois mascarados //&#8230; Mas é carnaval / Não me diga mais Quem é você //&#8230; deixa o dia raiar / Que hoje sou eu / Da maneira que você quer/ O que você pedir / Eu lhe dou / Seja você quem for&#8230;&#8221; Chico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MASCARADOS<br />
Por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<iframe title="YouTube video player" width="450" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/fgaKvFqD2CU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
“Quem é você //&#8230; hoje os dois mascarados //&#8230; Mas é carnaval / Não me diga mais  Quem é você //&#8230; deixa o dia raiar / Que hoje sou eu / Da maneira que você quer/ O que você pedir / Eu lhe dou / Seja você quem for&#8230;&#8221;<br />
<br />
Chico Buarque em sua música A Noite dos Mascarados, mostra como tema central o necessário para brincarmos sem medo no carnaval, onde podemos fugir de determinado momento da vida e passar a viver o sonho, nosso querer e o nos colocarmos na passarela.<br />
<br />
Leia toda a crônica<br />
<span id="more-9099"></span><br />
<br />
A máscara esconde o tempo e o transforma muitas vezes em passado, retornando em horas que perseguimos até chegarmos ao carnaval, em plano pessoal que motiva, desafia e ainda diverte como retratam Zé Kéti e Elton Medeiros:<br />
<br /> <br />
“&#8230;É só nos carnavais / encontrava-te sem encontrar este teu lindo / olhar&#8230;/na esperança de que tivesse esta máscara / que sempre me fez mal / mal que findou só / depois do carnaval.”<br />
<br /> <br />
Os mascarados encontram a inspiração para reinventar os dias de carnaval, descobrindo as cores da alegria; também, o símbolo de criação, como em Carybé que foi um dos pintores que melhor retratou a beleza e o colorido da alma e da vida baiana, sempre presente na arte popular. E em Romero Brito que, através da sua arte alegre e colorida, criou personagens inspirados no carnaval do Nordeste e do Rio de Janeiro. E Francisco Alvim, inspirado, descreve: “Carnaval // Sol //&#8230;O mundo, uma fantasia&#8230;”<br />
<br />
Os mascarados fazem do carnaval o espaço para se sentirem livres e levarem esses dias ao limite da inspiração. Ganham embalo nas passarelas, durante os desfiles.<br />
“Brasileiro é alegre, um ser dotado de musicalidade incrível” (Bibi Ferreira)<br />
<br /> <br />
É preciso ter vontade, alegria e coragem, no entanto, com as máscaras, tornam-se desconhecidos e para quem tudo se torna permitido: novos amigos, novos passos, muita purpurina e fantasias, como na marchinha de Zé Kéti e Pereira Mattos,<br />
<br /> <br />
“Quanto riso, oh / Quanta alegria //&#8230; Na mesma máscara negra /<br />
 que se esconde teu rosto / eu quero matar a saudade /<br />
vou beijar-te agora / não me leve a mal / hoje é carnaval.”</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>a gente quer ter voz ativa&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/01/27/a-gente-quer-ter-voz-ativa/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 02:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videos]]></category>
		<category><![CDATA[chico buarque]]></category>
		<category><![CDATA[roda viva]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[Há músicas que nos dizem tanto, escutar, escutar, escutar&#8230; para que a roda siga viva!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="450" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ybSToMkgzCQ" frameborder="0" allowFullScreen></iframe><br />
<br />
Há músicas que nos dizem tanto, escutar, escutar, escutar&#8230; para que a roda siga viva!! </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>você menina-moça, essa moça tá diferente&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/01/20/voce-menina-moca/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 19:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>
		<category><![CDATA[chico buarque]]></category>
		<category><![CDATA[Loiri Cortese]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[tempo-poesia-amor-verso-reverso]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[VOCÊ MENINA-MOÇA Ah! você menina-moça encanto e poesia é a lua e a esperança, é o canto que irradia que embala uma cantiga em nossos corações! O olhar é um imenso oceano, limpo e transparente calmo que acalenta austeros semelhantes que lutam nesta vida em ânsias de buscar&#8230; Vai, você menina-moça segue a passarela linda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="450" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/K7AxzReBOgE" frameborder="0" allowFullScreen></iframe><br />
<br />
VOCÊ  MENINA-MOÇA<br />
<br />
 Ah! você menina-moça encanto e poesia<br />
é a lua e a esperança, é o canto que irradia<br />
que embala uma cantiga em nossos corações!<br />
 <br />
O olhar é um imenso oceano, limpo e transparente<br />
calmo que acalenta austeros semelhantes<br />
que lutam nesta vida em ânsias de buscar&#8230;<br />
 <br />
Vai, você menina-moça segue a passarela<br />
linda e florida que a vida oferece<br />
espalha seu sorriso, sua voz faz um cantar!<br />
<br /> <br />
Você menina exuberante, de traços delicados<br />
sinta a alegria, você é a personagem<br />
mais linda aqui na terra, quer tudo realizar!<br />
<br /> <br />
Deus o artista mais perfeito, poeta dos poetas<br />
encheu você de vida, deu todo seu encanto<br />
você menina-moça tão jovem e natural!<br />
<br /> <br />
Vem, chegando de mansinho descortinar o mundo<br />
menina inocente, tão bela e cativante<br />
de sonho e fantasia chegou seu despertar&#8230;<br />
<br /> <br />
Poema de Loiri Zancanella Cortese &#8211; janeiro de 2011</p>
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		<title>Poesia é vida! Ela nos brinda com palavras mágicas&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 13:39:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[tânia du bois]]></category>

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		<description><![CDATA[PALAVRA: poesia por Tânia Du Bois Concordo quando Chico Buarque disse que “agora posso cuidar da poesia”, pois, ela trata a palavra em seu momento mais inspirado, no inteligente jogo de significado e significante. O brasileiro desvenda os segredos das palavras através da poesia, comunicando-se com a linguagem da liberdade, podendo criar novos ideais, voar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PALAVRA: poesia<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> 
</param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param>
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<br />
          Concordo quando Chico Buarque disse que “agora posso cuidar da poesia”, pois, ela trata a palavra em seu momento mais inspirado, no inteligente jogo de significado e significante.<br />
O brasileiro desvenda os segredos das palavras através da poesia, comunicando-se com a linguagem da liberdade, podendo criar novos ideais, voar, sonhar e até mesmo vivenciá-la.<br />
<br /> <br />
        POESIA É VIDA! Ela nos brinda com palavras mágicas. Então, pergunto: qual é o segredo que elas guardam? Lêdo Ivo responde: “A poesia é um segredo / feito de êxtase e medo / que não confio a ninguém &#8211; nem a mim mesmo&#8221;.<br />
 <br />
 Leia toda a crônica-comentário<br />
<br />
<span id="more-7403"></span><br />
<br /> <br />
          E como cada um de nós ao ler um poema sente esse segredo? Bem, magicamente, o inatingível torna-se palpável. De alguma forma participamos vivenciando momentos e emoções. Destacar a palavra “poesia” mostra a sua importância e como ela muda as nossas vidas, tornando-nos novos amantes da poesia.<br />
     <br /> <br />
       Desejamos segredo maior que o contido nas expressões poéticas?<br />
           “&#8230; você foi o melhor dos meus erros //&#8230; você foi a mentira sincera /<br />
             &#8230; esqueci de tentar te esquecer.” (Outra Vez, de Isolda)<br />
            Sentir a energia que emana do relacionamento direto entre o escritor e a sua obra, do letrista com sua lírica, é algo imperdível para as pessoas de sensibilidade.<br />
      <br /> <br />
          Como escreveu o poeta Ferreira Gullar, “&#8230; pretendo que a poesia tenha a virtude de, em meio ao sofrimento e ao desamparo, acender uma luz qualquer”. E, Jorge Luis Borges, arremata que “a poesia não é alheia, a poesia está logo ali, a espreita. Pode saltar sobre nós a qualquer instante. E a vida, tenho certeza, é feita de poesia.”<br />
     <br /> <br />
        Poesia é descobrir a essência mágica das palavras. A linguagem como significado, como expressões que avessas ao poema destacam o fascínio do código em si. Seu ingrediente fundamental é despertar nossa atenção para ser explorada em papel literário e transformada em magia.<br />
   <br /> <br />
       Encontro em Edson Cruz: “&#8230; vendo o escritor não como construtor, mas como colecionador que se comunica com o mundo ao conquistar sua coleção de palavras”.<br />
  <br /> <br />
     Assim, os temas viram releituras, na medida para os amantes da poesia, como em Pedro Du Bois:“Poesia de palavras simples / rimas simples: / expressa sentimentos<br />
explora sentimentos / sente / o fazer feliz /   deixar feliz. // Poesia de<br />
palavras certas / em seus significados&#8230;”</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>o rodopio de Carmen&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/01/o-rodopio-de-carmen/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 15:37:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[carmen]]></category>
		<category><![CDATA[chico buarque]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Bueno]]></category>

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		<description><![CDATA[Carmen passeava tranquila e distraidamente pelo Leblon. Tinha ido ao Rio para visitar a filha, que ali reside, e passar lá o Carnaval, com direito a assistir ao desfile das escolas de samba do grupo especial na Marquês de Sapucaí. Merecidas férias. Em meio à distração do caminhar, se vê diante de seu ídolo maior, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Chico-Buarque-por-Ana-Rojas.jpg" alt="Chico Buarque (por Ana Rojas)" title="Chico Buarque (por Ana Rojas)" width="320" height="214" class="alignnone size-full wp-image-4843" /><br />
<br />
Carmen passeava tranquila e distraidamente pelo Leblon. Tinha ido ao Rio para visitar a filha, que ali reside, e passar lá o Carnaval, com direito a assistir ao desfile das escolas de samba do grupo especial na Marquês de Sapucaí. Merecidas férias. Em meio à distração do caminhar, se vê diante de seu ídolo maior, Chico Buarque de Holanda, em carne e osso e olhos azuis e fantasias mil. Ali, tangível, quase tangível, parecia até que ele era de verdade, um ser humano comum, não deificado, alguém com quem poderia conversar, trocar umas idéias, um cara qualquer (Chico, um cara qualquer? Delírio!) que tinha saído daquela magnífica coleção de obras da música popular brasileira e obras literárias.<br />
<br />
Com uma agilidade mental impar, Carmen ensaia um tropeço &#8220;instantâneo&#8221; e um conseqüente desmaio a serem usados na hora H, de forma a cair bem diante do Chico, bem nos braços do Chico. Não contava ela com o fato de que ele, especificamente naquela manhã bela e ensolarada, tinha saído de casa pensando num samba novo, fresquinho, que estava compondo, e estava num estado de torpor criativo bem característico dos músicos e dos poetas. Atenção toda voltada para o samba e para ao atravessar ruas, não tropeçar em buracos, nada além.<br />
<br />
Era a manhã do samba novo.<br />
<br />
Leiam todo o artigo<br />
<span id="more-4842"></span><br />
Ah, e Carmen é poeta, deveria saber que isto ocorre às mentes criativas, mas naquele momento não era nada além de uma tiete discreta&#8230; Semi-discreta, para sermos mais justos. Chico continuou seu caminhar tranquilo e com a mente no novo samba, ainda por ser finalizado, gravado e lançado, em pleno processo criativo. Carmen esperou alcançar a distância que imaginou ser a certa, previamente calculada, escolheu, dentre os tropeços, o que mais se adequava com a obra do mestre Chico, rodopiou e, em meio ao rodopio, revirou os olhos e os fechou. Sentiu, quase de imediato, e com o corpo num ângulo 45 graus com o solo, as mãos fortes que a seguravam&#8230; As mãos de Chico. Não abriu os olhos de imediato, pois queria desfrutar mais daquele momento, daquelas mãos. &#8220;Você está bem?&#8221;, perguntou a voz de Chico que, para sua surpresa, lhe soou um pouco diferente e menos nasalada da que ouvia nos discos e nas entrevistas. Sem expressar reação, a pergunta se repetiu: &#8220;Você está bem? Hei, você está bem? O que houve?&#8221;. Mais uns instantes de charme e olhos fechados e então decidiu abri-los, não sem antes ensaiar a cara de espanto preguiçoso e a frase de conquista do ídolo. &#8220;Você está bem? Responda, por favor!&#8221; e então ela decidiu, finalmente, abrir os olhos e encarar o ídolo. &#8220;Cadê o Chico?!&#8221;, exclamou Carmen.<br />
Um belo rapaz bronzeado, a segurava nos braços, e era até mais bonito que Chico Buarque, mas &#8220;Cadê o Chico?&#8221;, insistiu ela. &#8220;Que Chico?&#8221;, respondeu o rapaz, surpreso e solícito.<br />
<br />
Carmen se recuperou de desmaio ensaiado com uma rapidez impar. Agradeceu ao rapaz enquanto já olhava ao redor procurando o vulto desejado. &#8220;Você está bem?&#8221;, perguntou o rapaz e ela &#8220;Sim, sim.&#8221;, apressadamente. Ah, lá ia ele uma quadra adiante, levando pães e um jornal a pensar no novo samba.<br />
<br />
Pelo menos resta a Carmen saber ter estado tão perto do ídolo e mais, num momento de composição. Disso ela ficou sabendo agora. Acho até que Carmen é daquelas mulheres discretas que, quando estão bem no meio de um show do Chico, não conseguem segurar um sonoro &#8220;Liiiiindooooooo!!!&#8221;. Quase todas fazem isso e as que não fazem querem fazer. Deve ser mais ou menos o efeito que a Michelle Pfeiffer tem sobre mim. Ô mulher linda, deus do céu!<br />
<br />
Bem, aguardem pelo samba novo!<br />
<br />
Ah, e Chico é, sim, um cavalheiro. Teria acolhido Carmen nos braços, assim como fez com Cecília, Carolina, Beatriz e tantas outras mulheres, e a teria ajudado a retomar prumo, firmar-se nas pernas trêmulas e teria sorrido um sorriso tímido e discreto, mas estava em processo criativo, como já sabemos.<br />
A falha, de Carmen, não do Chico, foi no giro, no rodopio e no fechar os olhos, um pouco distante do músico e escritor. Carmen se refez emocionalmente e sabe que voltará ao Leblon. Novas chances! Enquanto isto vai ensaiando outros desmaios e rodopios sincronizados, como a bailarina que Chico cantou com Edu já fez.<br />
<br />
Eu, por mim, vou pra Nova Iorque tentar me rodopiar diante da Michelle Pfeiffer.<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Michelle-Pfeifer.jpg" alt="Michelle Pfeifer" title="Michelle Pfeifer" width="350" height="350" class="alignnone size-full wp-image-4844" /><br />
</p>
<p>Ah, Michelle, ma belle&#8230; seria eu teu herói e meu cavalo falaria Inglês. Não serias noiva de cowboy, nem terias de disputar com outras três. Enfrenteria batalhões, alemães, Holywood e seus canhões, guardaria meu bodoque e ensaiaria um roque, um jazz ou o que quisesse para as matinês.<br />
<br />
Texto de Ivan Bueno<br />
leia mais sobre o autor em seu blog:http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com/<br />
<br />
Fotos: Chico Buarque por Ana Rojas / Michelle Pfeiffer http://www.rankopedia.com/</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>caros amigos: uma letra, uma carta, um adeus</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/05/05/caros-amigos-uma-letra-uma-carta-um-adeus/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 14:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Amigos! por Carmen Silvia Presotto Estar no Rio de Janeiro no feriado de 1º de maio, foi poder assistir a peça Meu Caro Amigo com Kelzy Ecard, acompanhada ao piano por João Bittencourt, para seguir caminhante com a nata musical de Chico Buarque, através da personagem Norma, uma personagem feito nós, Chiquetes por excelência, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos!<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/capa-chico-buarque.jpg" alt="capa-chico-buarque" title="capa-chico-buarque" width="378" height="371" class="alignnone size-full wp-image-2856" /><br />
Estar no Rio de Janeiro no feriado de 1º de maio, foi poder assistir a  peça Meu Caro Amigo com Kelzy Ecard, acompanhada ao piano por João Bittencourt, para seguir caminhante com a nata musical de Chico Buarque, através da personagem Norma, uma personagem feito nós, <em>Chiquetes</em> por excelência, que  através de canções nós faz reviver a história recente do país.<br />
<br />
Com as canções de Chico Buarque e a genial interpretação de Kelzy, vamos passeando pelas memórias, compartilhandas pelo amor e admiração deste genial artista e chegamos ao domingo, dia 3 de maio, para dar adeus a Augusto Boal, um dos nossos maiores teatrólogos.<br />
<br />
E,novamente, Chico Buarque é o chão da estrada. Desta vez, Caro amigo, chega junto com Francis Hime para nos recordar que houve um tempo, onde a arte tinha que ser driblada em vinil ou cassete para chegar a quem teve que partir pelas duras penas&#8230;<br />
Então, num final de semana, pude confirmar que teatro é platéia, sim. Arte que escoa  onde o povo está, sem opressão, ri e chorei, revivi O Arena, O Opinião para seguir  caminhante tipo Mulheres de Atenas por  mais  histórias embaladas em canções&#8230;</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/augusto-boal.jpg" alt="augusto-boal" title="augusto-boal" width="200" height="219" class="alignnone size-full wp-image-2857" /></p>
<p><strong>Meu Caro Amigo</strong><br />
Composição: Francis Hime e Chico Buarque<br />
<br />
Meu caro amigo me perdoe, por favor<br />
Se eu não lhe faço uma visita<br />
Mas como agora apareceu um portador<br />
Mando notícias nessa fita</p>
<p><span id="more-2855"></span></p>
<p>Aqui na terra tão jogando futebol<br />
Tem muito samba, muito choro e rock&#8217;n'roll<br />
Uns dias chove, noutros dias bate sol<br />
<br />
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta<br />
<br />
Muita mutreta pra levar a situação<br />
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça<br />
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça<br />
Ninguém segura esse rojão<br />
<br />
Meu caro amigo eu não pretendo provocar<br />
Nem atiçar suas saudades<br />
Mas acontece que não posso me furtar<br />
A lhe contar as novidades<br />
<br />
Aqui na terra tão jogando futebol<br />
Tem muito samba, muito choro e rock&#8217;n'roll<br />
Uns dias chove, noutros dias bate sol<br />
<br />
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta<br />
<br />
É pirueta pra cavar o ganha-pão<br />
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro<br />
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro<br />
Ninguém segura esse rojão<br />
<br />
Meu caro amigo eu quis até telefonar<br />
Mas a tarifa não tem graça<br />
Eu ando aflito pra fazer você ficar<br />
A par de tudo que se passa<br />
<br />
Aqui na terra tão jogando futebol<br />
Tem muito samba, muito choro e rock&#8217;n'roll<br />
Uns dias chove, noutros dias bate sol<br />
<br />
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta<br />
<br />
Muita careta pra engolir a transação<br />
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho<br />
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho<br />
Ninguém segura esse rojão<br />
<br />
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever<br />
Mas o correio andou arisco<br />
Se permitem, vou tentar lhe remeter<br />
Notícias frescas nesse disco<br />
<br />
Aqui na terra tão jogando futebol<br />
Tem muito samba, muito choro e rock&#8217;n'roll<br />
Uns dias chove, noutros dias bate sol<br />
<br />
Mas o que eu quero é lhe dizer&#8230; que a coisa aqui tá preta<br />
<br />
A Marieta manda um beijo para os seus<br />
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças<br />
O Francis aproveita pra também mandar lembranças<br />
A todo o pessoal<br />
Adeus<br />
</p>
<p><strong>Livros de Augusto Boal publicados</strong>:<br />
Em português</p>
<p>    * Arena conta Tiradentes. São Paulo: Sagarana,1967.<br />
    * Crônicas de Nuestra América. São Paulo: Codecri, 1973.<br />
    * Técnicas Latino-Americanas de teatro popular: uma revolução copernicana ao contrário. São Paulo: Hucitec, 1975.<br />
    * Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira. 1975.<br />
    * Jane Spitfire. Rio de Janeiro: Codecri,1977.<br />
    * Murro em Ponta de Faca. São Paulo: Hucitec, 1978.<br />
    * Milagre no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.<br />
    * Stop: ces’t magique. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980.<br />
    * Teatro de Augusto Boal. vol.1. São Paulo: Hucitec,1986.<br />
    * Teatro de Augusto Boal. vol.2. São Paulo: Hucitec,1986.<br />
    * O Corsário do Rei. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1986.<br />
    * O arco-íris do desejo: método Boal de teatro e terapia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990.<br />
    * O Suicida com Medo da Morte. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1992<br />
    * Teatro legislativo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.<br />
    * Aqui Ninguém é Burro! Rio de Janeiro: Revan, 1996<br />
    * Jogos para atores e não-atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.<br />
    * Hamlet e o filho do padeiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira – 2000<br />
    * O teatro como arte marcial. Rio de Janeiro: Garamond, 2003.</p>
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		<title>leite derramado de Chico Buarque chega às livrarias</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 16:35:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é mera coincidência! O mais novo romance de Chico Buarque, Leite Derramado, cuja inspiração inicial veio da canção: O Velho Francisco Já gozei de boa vida Tinha até meu bangalô Cobertor, comida Roupa lavada Vida veio e me levou Fui eu mesmo alforriado Pela mão do Imperador Tive terra, arado Cavalo e brida Vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é mera coincidência!<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/chico-buarque1.jpg" alt="chico-buarque1" title="chico-buarque1" width="331" height="448" class="alignnone size-full wp-image-2440" /><br />
O mais novo romance de Chico Buarque, <em>Leite Derramado</em>, cuja inspiração inicial veio da canção:</p>
<p><strong>O Velho Francisco</strong></p>
<p>Já gozei de boa vida<br />
Tinha até meu bangalô<br />
Cobertor, comida<br />
Roupa lavada<br />
Vida veio e me levou</p>
<p>Fui eu mesmo alforriado<br />
Pela mão do Imperador<br />
Tive terra, arado<br />
Cavalo e brida<br />
Vida veio e me levou</p>
<p>Hoje é dia de visita<br />
Vem aí meu grande amor<br />
Ela vem toda de brinco<br />
Vem todo domingo<br />
Tem cheiro de flor</p>
<p>Quem me vê, vê nem bagaço<br />
Do que viu quem me enfrentou<br />
Campeão do mundo<br />
Em queda de braço<br />
Vida veio e me levou</p>
<p>Li jornal, bula e prefácio<br />
Que aprendi sem professor<br />
Freqüentei palácio<br />
Sem fazer feio<br />
Vida veio e me levou</p>
<p>Hoje é dia de visita<br />
Vem aí meu grande amor<br />
Ela vem toda de brinco<br />
Vem todo domingo<br />
Tem cheiro de flor</p>
<p>Eu gerei dezoito filhas<br />
Me tornei navegador<br />
Vice-rei das ilhas<br />
Da Caraíba<br />
Vida veio e me levou</p>
<p>Fechei negócio da China<br />
Desbravei o interior<br />
Possuí mina<br />
De prata, jazida<br />
Vida veio e me levou</p>
<p>Hoje é dia de visita<br />
Vem aí meu grande amor<br />
Hoje não deram almoço, né<br />
Acho que o moço até<br />
Nem me lavou</p>
<p>Acho que fui deputado<br />
Acho que tudo acabou<br />
Quase que<br />
Já não me lembro de nada<br />
Vida veio e me levou</p>
<p>22 anos depois ressurge, da voz de Monica Salmaso, o ecoar  para mais páginas impressas que ontem ganharam as livrarias</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/f679IYc9unw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/f679IYc9unw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Segundo o autor, ao reescutá-la, pensou em escrever a história de um velho. Só que ao colocar mãos à obra, mudou o enfoque. Trocou o ex-escravo por um nobre de velha estirpe. E é por meio dele, Eulálio Montenegro d&#8217;Assumpção, o tal morimbundo, feito o Velho Francisco, nascido em 16 de junho de 1907, que o escritor narra a decadência de determinada elite brasileira.<br />
A trama percorre o mapa do Rio tradicional, revisitado em entrevista pela Folha de São Paulo e codificado por resenhas de Roberto Schwarz e Eduardo Gianetti.</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/leite-derramado.jpg" alt="leite-derramado" title="leite-derramado" width="337" height="336" class="alignnone size-full wp-image-2439" /></p>
<p><em>Leite Derramado</em> é o quarto Romance de Chico Buarque a acompanhar <em>Estorvo</em> de 1991; <em>Benjamim</em>,1995 e <em>Budapest</em>,2003 e ainda a novela <em>Fazenda Modelo</em>.</p>
<p>Vidráguas a mais um Livro nas ruas&#8230;<br />
<span id="more-2436"></span> </p>
<p>Fonte de Consulta:Caderno Folha Ilustrada, <em>Folha de São Paulo</em>, sábado,28 de março de 2009.      </p>
]]></content:encoded>
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