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“POEMA – CORAL DAS ABELHAS”: POR QUE NÃO?, crônica de Tânia Du Bois

“POEMA – CORAL DAS ABELHAS”: POR QUE NÃO?
por Tânia Du Bois




“Que imensa gruta / é o homem / quando / fecha os olhos”


Por que não reconhecer que ao ler o livro de Jorge Tuffic, Coral das Abelhas, saltam razões para sentir que sua escrita é missão para enriquecer horizontes? Ou seja, que há passagem se abrindo onde encontramos poemas com certo mistério.


“Vejo este azul, / mas vê-lo não basta. / Ele que vai do inseto /
ao forno das estrelas / – nas quais, universo, / devora-se e canta.”


Por que não se entregar a essa leitura e sentir que autor e leitor dialogam e juntos despertam o pensamento ao coração, permitindo ouvir o silêncio? “O silêncio e a rosa / perdem-se juntos.” Tuffic entrega-se de alma ao bosque, às árvores e às pedras e nos faz sentir o prazer tomar conta da liberdade, como expressão da arte.

Leia toda a crônica poética
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em Vidráguas, hoje enRedamos os versos com Cora Coralina


Para ampliar cliquem na imagem, ou leiam lá no blog de Luana Neres responsável pela arte dos enRedados:
http://luananeres.blogspot.com/

Leiam a carta de Drummond sobre Cora Coralina publicada no JB.

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pensando, enRedando a Poesia com Cora Coralina



Mãe

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.

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pensando a Poesia com Cora Coralina



Das Pedras

Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.

Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.

Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida…
Quebrando pedras
e plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.

Cora Coralina

no Empirismo Vernacular, Ode à Cora Coralina

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas… Cora Coralina

Cora_Coralina_de_p_na_casa_velha

Cora, Cora linda
Do peitoril de tua janela
Às margens do Rio Vermelho
Tecias versos em mente
Em margens
Depois de doces
Perpetuando a Vila Velha

Cora, Cora linda
Valentia e força viva
Rio de versos vermelhos de Goiás
Riscavas papel ou máquina
Em costuras
A tear escritos
Longevidade na altivez

Cora, Cora linda
És Coralina conhecida
Da janela ainda acenas, Ana
Lembrança não morre
Tua obra perpetua
Pensamentos de vida
Rio que passa e te leva ao mar

Cora Coralina, linda
Que em tuas rugas contou
Histórias, fortalezas de vidas
Encontro de palavras
Versos, in versos
Rio Vermelho, igreja doce, Anhanguera

Cora poetisa
Cora doceira, Cora forte
Que doce e poesia às vezes é o mesmo
Ainda que o doce cristalize
Ou a palavra amargue
Cora, Cora linda, poesia leva a mar.

Poema de Ivan Bueno

Leia mais poemas no blog do autor:

http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com/